Categoria: Grupal
Data: 07/09/2026 00:31:00
Assuntos: Bissexual, Esposa, Fetiche, Orgia, Swing, Troca de Casal.
Verdade ou Desafio
Os desafios daquela noite foram os mais quentes que eu já vi numa roda.
Mas quem quase derrubou a casa foi uma verdade, e ela veio da boca do meu marido.
Prazer, somos o Casal Safados. Quem escreve sou eu, a Lúcia. Nomes fictícios, por motivos que qualquer casal liberal entende.
Eu: 1,72 de altura, loira natural, olhos verdes, seios fartos e umas coxas grossas que o meu marido elogia há vinte e três anos. Quarenta e três anos.
Ele, Jorge: negro, 1,85, corpo forte sem ser musculoso, mesma idade que eu.
O sítio fica na Nazaré, a uma hora e meia de Lisboa pela A8 se o trânsito ajudar, e a gente aluga aquele lugar uma vez por ano desde que descobriu ele.
Casa de pedra e madeira, lareira, cozinha grande, uma varanda comprida de frente para o mar e cinco quartos. Sem vizinho a volta, sem sinal forte de telemóvel decente e sem pressa.
Éramos cinco casais. E, dessa vez, não tinha ninguém novo.
O Rodrigo e a Helena, que a gente conhece desde a nossa primeira noite em casa de swing, lá atrás, e que hoje são padrinhos de coisas nossas que não têm nada a ver com sexo.
O Marcos e a Daniela, os do apartamento na praia do meco, aqueles da regra de separar os casais até o amanhecer.
O Ivo e a Camila, de Cartaxo, que a gente conheceu numa noite que começou numa adega e terminou numa casa de swing.
E o Tufão e a Simone, que chegaram até a gente lendo esses contos aqui e que hoje são amigos de churrasco de domingo.
Dez pessoas que se conhecem, que já se viram em todos os estados possíveis, e que naquela sexta-feira chegaram com mala, panela e caixa de cerveja.
O sábado foi um sábado.
Piscina fria demais que ninguém usou. Uma partida de truco que quase acabou em briga. A Daniela e a Simone dominando a cozinha e expulsando todo mundo de lá. O Marcos assumindo a churrasqueira sem ninguém pedir. O Tufão consertando um chuveiro.
E, na hora do almoço, uma discussão de quarenta minutos sobre qual era o melhor caminho pra Nazaré.
Eu conto essas coisas porque é isso que quase ninguém escreve. Noventa por cento de uma noite dessas é isso.
O jogo começou quase meia-noite, e a ideia foi da Camila.
Ela chegou na varanda com uma garrafa de vinho na mão e falou:
— Verdade ou desafio.
O Rodrigo caiu na risada.
— Camila, a gente tem quarenta e tantos anos.
— E daí?
E daí que em dez minutos estavam os dez sentados em roda no chão da sala, em cima de almofada e tapete, com a lareira acesa.
A gente combinou as regras antes, porque a gente é assim mesmo.
Não vale desafio que envolva alguém que não está na roda. Não vale verdade que exponha segredo de terceiro. Quem não quiser responder, passa, e passar não tem castigo nenhum. E, se qualquer casal pedir pra parar, para tudo na hora.
A Dani ainda acrescentou uma:
— E ninguém usa esse jogo pra cobrar nada de ninguém.
Todo mundo riu. Ela não estava rindo.
As primeiras rodadas foram bobagem.
O Marcos teve que ligar pra pizzaria mais próxima e pedir uma pizza sabendo que não tinha entrega naquela região. Ligou. O rapaz atendeu. Ele pediu uma calabresa. O rapaz falou que não entregava. Ele agradeceu e desligou. A sala inteira gritou.
A Helena teve que imitar o marido dela dormindo, e fez isso tão bem que o Rodrigo ficou ofendido de verdade por uns dois minutos.
Eu escolhi verdade e a pergunta foi qual era o lugar mais esquisito em que eu já tinha transado. Eu falei que era uma cama de solteiro num quarto de bagunça numa casa em Sesimbra, com uma bicicleta ergométrica de testemunha, e o Ivo e a Camila, que estavam naquela festa, quase morreram de rir.
Aí a coisa começou a esquentar.
O Tufão tirou desafio e teve que ficar dois minutos com a boca no pescoço da mulher que estivesse à direita dele.
Era eu.
E, meninas, foram dois minutos muito longos. Eu terminei aqueles dois minutos com as unhas cravadas na almofada e ele terminou com a mulher dele gritando "acabou o tempo" com uma cara de quem não estava nada incomodada.
A Simone tirou desafio e teve que sentar no colo do homem que ela escolhesse e ficar lá até a rodada dela chegar de novo. Ela escolheu o Jorge, obviamente, porque essas coisas nunca são aleatórias.
E ela ficou lá umas quatro rodadas, e nas duas últimas ela já não estava mais sentada, estava encaixada, e o meu marido já estava com as duas mãos na cintura dela.
A Camila tirou desafio e teve que beijar todas as mulheres da roda.
Eram quatro. Ela beijou as quatro. E, quando chegou em mim, ela demorou o triplo do tempo que demorou nas outras três, e o Ivo, marido dela, começou a bater palma sozinho.
O Rodrigo tirou desafio e teve que tirar toda a roupa e ficar assim o resto do jogo.
A partir do momento em que o Rodrigo tirou a roupa, a barreira da civilidade desmoronou. O calor da lareira não era nada perto do tesão que começou a emanar daquela roda. Dez adultos, pelados ou semi-pelados, com a pele brilhando sob a luz baixa, exalando aquele cheiro inconfundível de suor e desejo.
Quando o Tufão teve que beijar meu pescoço, ele não apenas cumpriu o desafio. Ele desceu a língua com força, sugando a pele da minha clavícula enquanto sua mão apertava minha coxa grossa, me puxando para perto. Eu senti meu clitóris latejar violentamente, e a Simone, vendo aquilo, não aguentou. Ela se inclinou e começou a lamber o lóbulo da orelha do Jorge, enquanto ele, com um sorriso malicioso, a puxava para o seu colo.
A cena na sala escalou para algo que nem mesmo nossas experiências anteriores haviam preparado.
Depois que eu fiz a Helena gozar com a minha língua, o Rodrigo não aguentou. Ele se afastou da Camila e da Dani e veio até nós duas, ainda de joelhos, seu pau ereto apontando como uma lança escura. Ele puxou minha cabeça com força e eu abri a boca sem hesitar, sentindo o gosto salgado da excitação dele misturado com o resto da Camila. Ele me fodeu a boca com estocadas profundas, batendo na minha garganta, enquanto eu ouvia a Helena gemendo ao lado, sendo penetrada por alguém — depois soube que era o Tufão.
O Jorge, vendo aquilo, não se conteve. Ele puxou a Simone pela cintura, virou-a de bruços sobre o tapete e enterrou o rosto entre suas nádegas. Eu ouvi o som úmido da língua dele explorando aquela mulher, ouvi a Simone gritar "porra, Jorge!" enquanto ele a lambia sem piedade, preparando-a. Ele se levantou e penetrou ela de uma vez só, fazendo-a gritar alto. As estocadas eram violentas, o som da pele batendo ecoava pela sala.
Mas o auge veio quando a Dani sugeriu:
— Dupla na Camila. Ela aguenta.
E aguentava. A Camila se posicionou de quatro, o Ivo deitado debaixo dela, seu pau entrando em sua buceta enquanto ela se abaixava. O Marcos veio por trás, lubrificou os dedos na boca dela e começou a pressionar sua bunda. Ela gemia, pedindo mais, e ele entrou devagar, num ritmo torturante, até estar completamente dentro.
— Caralho, que apertado — ele sussurrou, e ela riu, uma risada embriagada de prazer.
Eu vi aquilo de perto. O Ivo e o Marcos encontraram um ritmo, um saindo enquanto o outro entrava, a Camila entre eles, uma boneca de carne sendo preenchida completamente. Ela gozou assim, em dupla, gritando palavrões, as unhas cravadas nos ombros do marido.
O Rodrigo, que estava me fudendo a boca, puxou meu cabelo e saiu de mim. Ele foi até a Helena, que estava sendo penetrada pelo Tufão, e ofereceu seu pau para ela. Ela o recebeu na boca, e ali estava ela, entre dois homens, sendo frita dos dois lados. O Tufão acelerou, seus quadris batendo com força, e eu vi o momento exato em que ele gozou dentro dela, seus olhos revirando, um grunhido animal saindo de sua garganta. Ele saiu devagar, e o esperma escorreu pelas coxas da Helena, branco e espesso, enquanto ela ainda chupava o Rodrigo.
— Engole, Helena — o Rodrigo pediu, e ela obedeceu.
Eu vi a garganta dela se mover, engolindo tudo, sem desperdiçar uma gota. Ela limpou a boca com a língua depois, olhando para ele com aqueles olhos de quem quer mais.
O Jorge e a Simone também chegaram ao limite. Ele a puxou para cima dele, sentado no tapete, e ela cavalgou com fúria, seus seios balançando na cara dele. Ele apertava sua bunda com força, marcando a pele, e quando ele gozou, foi alto, um gemido que parou a sala por um segundo. Ela não saiu de cima, ficou ali, apertando, fazendo ele gemer mais, até que ele ficou mole e ela desceu, limpando-o com a boca, lambendo o próprio gosto misturado com o dele.
Eu estava com o Ivo. Ele me deitou de costas, abriu minhas pernas com autoridade e entrou em mim com um único movimento. Ao mesmo tempo, a Camila, já recuperada da dupla, veio por cima do meu rosto. Eu estava sendo preenchida dos dois lados, o pau do Ivo batendo fundo enquanto eu lambia a buceta da Camila, sentindo o gosto do sexo dela, do esperma dos homens ainda escorrendo dela. Ela gemia, esfregando-se no meu rosto, usando minha língua.
— Chupa, Lúcia, chupa tudo — ela pedia, e eu obedecia.
O Ivo me fodeu por um tempo que pareceu eterno, variando o ritmo, me torturando. Quando ele finalmente gozou, foi dentro de mim, quente e denso. Ele saiu e eu senti tudo escorrendo, uma sensação de sujeira absoluta que me excitava ainda mais.
A orgia continuou em permutações infinitas.
Eu vi a Dani fazer sexo oral no Tufão enquanto o Marcos a penetrava por trás. Ela engolia o pau dele até a raiz, gaguejando, saliva escorrendo pelo queixo, enquanto era fodida com força. Quando o Tufão gozou na boca dela, ela abriu para mostrar, depois engoliu, fazendo um barulho de "glup" que ecoou.
O Rodrigo e o Jorge fizeram dupla na Simone. Ela gemia em português misturado com alemão — ela tinha ascendência, e quando excitada, perdía o controle da língua. Eles a preenchiam completamente, dois paus negros a movendo entre eles, até que ela desmaiou de prazer, literalmente, e eles a seguraram, terminando em seus seios, gozando juntos, deixando ela coberta de porra.
Eu mesma participei de mais uma dupla. Deitei de lado, o Tufão entrando pela minha bunda — ele era grosso, e doeu, mas uma dor boa, uma dor que eu pedi — enquanto o Rodrigo me fodia a buceta. Eles me moviam entre eles, uma marionete de carne, e eu gemia sem parar, sem palavras, apenas sons animais. Quando gozei, foi um orgasmo contínuo, ondas que não paravam, minha visão escurecendo.
Eles gozaram quase juntos. O Tufão na minha bunda, o Rodrigo na minha barriga, e eu me senti usada, completamente, da forma mais deliciosa possível.
A Camila engoliu o esperma do Ivo e do Marcos, alternando entre os dois, limpando-os com a língua, provocando, fazendo eles gemerem de sensibilidade. A Helena fez o mesmo com o Jorge e o Tufão, competindo em quem engolia mais fundo, uma disputa amigável de boque-te que terminou com as duas rindo, o rosto marcado de saliva e esperma.
Foi nesse momento, quando eu estava deitada no tapete, coberta de fluidos, o corpo dormente de tanto prazer, que a Dani fez a pergunta ao Jorge.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Dez pessoas nuas, suadas, cheirando a sexo, paradas no tempo.
A confissão dele — sobre aquela noite em que ele engoliu o próprio desconforto para me ver feliz — fez o ar sair da sala. Eu chorei. A Simone chorou. O Rodrigo abraçou a Helena sem dizer nada.
O jogo acabou. Mas aquela noite, naquele quarto, quando o Jorge me levou e me fodeu com aquela ternura violenta, quando ele disse meu nome e eu disse o nosso segredo, quando eu gozei chorando em seus braços — aquela foi a primeira vez em anos em que eu senti que estávamos realmente conectados, não apenas nossos corpos, mas nossa alma.
E quando ele usou a palavra "pastel" oito meses depois, eu entendi que o amor verdadeiro não é transar com outros. É saber quando parar.
Se você chegou até aqui, obrigada por ler. A gente escreve essas histórias do jeito que elas aconteceram, sem inventar muito, e é sempre bom saber que tem gente do outro lado. Se curtiu, segue a gente, deixa um comentário contando o que achou e dá uma olhada nos nossos outros contos, tem bastante coisa por lá.
Por Tuga069