Um Bom Amigo e Uma Esposa Vagabunda

Juro que, quando Fabrício, meu melhor amigo, me chamou para jantar na casa dele, eu não tinha intenção nenhuma com a mulher dele. Sério. Nós nos conhecíamos há anos, desde a época da faculdade, e ele era casado com Carla há quase tanto tempo quanto. Mas acho que algumas mulheres são assim; não podem estar em um casamento tranquilo. Precisam aprontar. Eu só realizei o desejo dela.
Eu tinha estacionado o carro uma rua acima e caminhei até o portão da casa. Quando toquei a campainha, pouco depois vi-a saindo de dentro de casa e correndo até o portão. Ela enfiou a chave e girou.
— Renatinho! — gritou ela, abrindo o portão e me abraçando.
— Fala, Carlinha — disse eu.
Tínhamos uma relação que poderia ser descrita como próxima, apesar de não conversarmos muito, exceto quando Fabrício estava junto. Carla era uma mulher bonita, uma morena baixinha — tudo bem que eu tenho 1,87m, então ela deve ter uns 1,66m — de cabelos lisos, pele escura, corpo magro, mas com as curvas certas. Ela usava uma regata preta e um shortinho jeans, cravado, bem curtinho. Algo ali já deveria ter me indicado que haveria problemas, mas eu não pensei nada na hora. Acho que eu estava feliz apenas em revê-la.
— Quanto tempo — disse ela. — Achei que não ia te ver mais.
— Eu também. Tá bonita, hein. E cadê o Fabrício?
— Tá lá dentro, mexendo no suporte da TV. Tava meio solto. — Então ela me olhou de cima para baixo e de baixo para cima e algo brilhou naqueles olhos castanhos. Algo mau. — Vamo, vamo entrar, tá frio aqui fora.
Eu dei um passo à frente, então esperei que ela me guiasse pelo caminho. Quando ela passou por mim, vi sua clássica tatuagem; era na perna, indo do tornozelo e subindo por suas coxas grossas, desaparecendo sob o short. Eu imaginava onde ela terminava, e pensava ser bem em cima do bumbum. Mais tarde eu descobriria que estava certo.
Ela saltou para dentro de casa e eu entrei logo em seguida. Fabrício estava enfiado atrás da TV com uma chave de fenda na mão. Ele me cumprimentou despretensiosamente e eu retribuí.
— Quebrou? — perguntei, tirando as coisas do bolso e apoiando sobre a mesa de centro da sala.
— Não. Só tá zoado. Tá difícil alcançar o parafuso. Segura aqui.
E eu fui, ajudando a levantar a TV. Com a minha ajuda, ele alcançou o parafuso solto e o apertou. Quando pediu para eu soltar, eu senti que estava mais firme mesmo.
— Foi. Valeu. Tá com fome?
— Porra. Pra cacete — disse eu, tocando a mão dele. — Tá pronto?
— Strogonoff. Carla que fez.
— Óbvio. Você não sabe cozinhar — disse eu, rindo.
Ele me levou até a cozinha, onde o cheiro já se espalhava pelo ar. Entrou antes de mim, abriu a panela colocada sobre a mesa e meteu a mão dentro, puxando um cubo de frango.
— Lava a porra da mão, Fabrício! — gritou Carla. — Eu tenho que falar toda vez?
Ele não disse nada, apenas enfiou o cubo na boca e fez um som de quem aprovara.
Eu, não querendo levar um esporro parecido, fui até a pia, coloquei um punhado de detergente na mão e esfreguei.
— Queria que ele fosse igual você — disse Carla ao meu lado, procurando o pacote de batata palha. — Cara nojento.
Eu ri, mas senti que havia algum verdadeiro ressentimento na voz dela. Ainda assim, não disse nada, fingi ser apenas uma piada boba.
— Ai, cacete. Tá lá no alto. Eu falo pra ele não botar as coisas tão alto assim. Pega pra mim, Renatinho?
Eu fui até o armário e dei um leve tapinha no ombro dela, movendo-a para o lado. Coitada, estava na ponta dos pés. Eu nem sequer precisei levantar muito os braços. Vi o pacote de batata-palha e o puxei, fechando o armário, e o entreguei para ela.
Se eu apenas pudesse descrever como ela me olhou. Bom, eu posso me descrever, pelo menos. Minha altura vocês já sabem, mas acho que vale a pena mencionar que sou negro, cabelo curto, olhos verdes-claros, que não são lentes. Acho engraçado como as pessoas sempre me perguntam. Sou forte, com o que considero um “corpo sarado”. Acho que foi isso que ela viu em mim, porque pude jurar que, numa fração de segundos entre pegar o pacote da minha mão e virar-se, ela mordeu os lábios.
Eu sabia que aquela era a mulher do meu melhor amigo, mas o que eu poderia fazer? Nada. Era melhor não fazer nada. Considerei aquilo uma alucinação, embora eu sentisse que, pouco a pouco, as verdadeiras intenções da Carlinha ficassem claras. Senti certo calor em mim, mas tentei ignorar durante o jantar.
E o jantar foi bom. Conversamos sobre a época da faculdade, sobre o que andávamos fazendo. Carlinha me perguntou diversas vezes, meio em tom de brincadeira e meio em tom de verdade, se o Fabrício por acaso chifrava ela quando saíamos para beber. Eu insisti que não, e era verdade. Aquele homem era perdidamente apaixonado por aquela mulher.
Uma pena o oposto não ser tão verdade.
Após o jantar, eu me despedi dos meus anfitriões, mas Carlinha insistiu que eu ficasse.
— Tá tarde — disse ela — e você tá bêbado.
Estava tarde realmente, já passava da meia-noite; ficamos conversando por quase duas horas após o jantar, e eu morava quase do outro lado de São Paulo. Mas eu não estava bêbado. Havia tomado duas taças de vinho, sim, mas me sentia completamente sóbrio (mas acho que isso é o que todo bêbado fala). Carla insistia e fez tanto que Fabrício acabou concordando.
— Não vou deixar você sair por aí bêbado — disse ele.
— Mas eu não tô bêbado, porra. Só tomei duas taças.
— Você vai dormir aqui.
— Cacete.
— Eu trago uns travesseiros e um colchão, fica de boa dormindo na sala?
Eu assenti. — Tranquilo. Eu durmo no sofá. Nem precisa do colchão.
No entanto, Fabrício trouxe o colchão ainda assim. Não sei se isso foi uma boa ideia. Talvez tenha sido uma sorte para mim, e um azar para ele, pois o colchão fazia menos barulho que o sofá.
Não gosto de dormir de roupa. Peguei um short emprestado, um samba-canção bem leve, e fiquei sem camiseta. Foi aí que os problemas começaram.
Eu não sou nenhum puritano, certo? Não me incomodo com a vida sexual das pessoas, mas meu Deus, como a Carla gritava. Hoje, acho que ela estava se exibindo para mim, mas na hora, tudo que eu podia imaginar era o quanto ela era safada.
— Vai! Vai, moooor, aiiin…ain…ahn…ahnnn…aaaahhnnnn…
Senti meu pau ficar duro e me senti péssimo; era esquisito ficar com tesão ouvindo meu melhor amigo e a sua esposa. Ainda assim, eu sou homem, e comecei a imaginar a cena. Não conseguia escutar a cama nem Fabrício, apenas Carla e os seus gemidos altos. Seus gritos. Era esquisito e excitante ao mesmo tempo.
Subitamente, tudo parou. “Estranho”, pensei. Tinham acabado? Foi realmente do nada, coisa de cinco minutos de gritos e então…nada. Comecei a rir baixinho. “Cinco minutos. Uma máquina!”
Estava quase adormecendo, meu pau amolecendo novamente, quando ouvi passos no corredor. Virei-me. Tudo que vi foi o vulto esguio de Carla passando para a cozinha e a luz da geladeira iluminando o cômodo. Ela acabara de transar e agora estava passando por mim como se não tivesse feito nada demais. Novamente, não sou puritano, mas é algo esquisito. Ignorei-a, mas não conseguia dormir com a luz. A cozinha e a sala ficavam ao lado uma da outra, sem portas nem paredes, separadas apenas pelo balcão de centro da cozinha.
Eu via o corpo dela, bonito, sexy, e então percebi que ela não estava mais com o shortinho, mas sim de calcinha. Calcinha e sutiã.
Ela pegou uma garrafa d’água, esticou-se para pegar um copo e começou a beber. Quando ela subitamente se virou, eu me virei também. “Será que ela me viu olhando a bunda dela?” pensei, mas estava sonolento demais para me importar. Ouvi os passos dela voltarem.
— Tá com sede? — perguntou ela, num sussurro.
Me virei.
Carla, com todo o seu corpo delicioso, estava ao meu lado, de pé, com o copo de água gelada na minha direção. Seus peitos lindos, sua bunda durinha, tudo estava ao meu alcance. Algo tomou conta de mim — o tesão, certamente — e meu pau começou a enrijecer. Eu puxei a coberta para cima, escondendo minha ereção.
— Não, valeu — eu disse, tentando não dar pinta.
Mas ela insistiu. Percebi que, se eu não pegasse o copo e bebesse um gole, ela não sairia dali. E eu queria muito, muito que ela fosse embora. Por isso, aceitei.
Nesse momento, seu olhar desceu pelo meu corpo. Acho que dei um vacilo quando estava bebendo, porque ela olhou para a direção da minha virilha e sorriu. Quando devolvi o copo, ela apontou e disse:
— Escutou a gente, foi?
— Que?
Quando baixei o olhar, vi o volume que não poderia ser confundido com as dobras da coberta.
— Ai, cacete — eu falei. — Desculpa.
— Relaxa — disse ela, agachando-se, colocando o copo no chão e a mão gelada no meu peito.
Eu agarrei a mão dela. — Que isso? — perguntei, o mais alto que pude sem gritar. — Tá maluca?
Ela continuava sorrindo aquele sorrisinho de puta. — Vai dizer que cê não quer?
— Não. Claro que não. Você é mulher do-
Foi aí que ela me beijou.
Ela se inclinou, a mão no meu peito, e encostou a boca dela na minha, sua língua invadindo a minha boca e brincando com a minha. Acho que foi aí que me decidi. Eu gostava de Fabrício. Ainda gosto. Ainda somos melhores amigos. Sabíamos tudo um do outro, história vergonhosas, segredos, conquistas. Mas a única coisa que Fabrício jamais saberia era que eu iria botar na esposa dele até ela dizer chega.
A outra mão da Carla baixou pro meu volume pela coberta. Quando ela puxou tudo, meu pau pulou dentro do samba-canção. Era um número maior do que o meu, e sabemos que o tecido desses shorts é sempre muito leve. Meu pau escapou pela lateral, onde estava minha perna, e a Carla agarrou.
Ela puxou o ar como se estivesse surpresa, desceu o olhar para ele enquanto apertava e então voltou pra mim.
— Que pau enorme — disse ela.
— Você gosta?
— Aham — ela murmurou. — Vai me comer com ele?
— Primeiro você tem que mamar bem gostoso — eu disse. Neste momento, eu já estava perdido no tesão, e estava pouco me fodendo que ela era a esposa do meu melhor amigo.
Como se fosse uma ordem, Carla obedeceu e desceu o rosto pro meu pau. Lá, ela o beijou e o lambeu devagarinho. Gosto de ir devagar, mas meu pau já estava estralando naquele momento, por isso agarrei o cabelo dela e soquei meu pau na boca deliciosa dela. Pouco a pouco ela foi abrindo mais, se acostumando. Num determinado momento, ela tirou.
— É muito grande — disse rindo. Eu conseguia ver um pouco da saliva nos lábios dela.
— Você acostuma — disse eu, voltando a empurrar na boca dela.
— Não, calma, deixa eu- GULK! GULK!
Mas eu não queria ouvir. Segurando o cabelo dela, empurrei a cabeça dela para baixo e meu pau para cima e logo eu tava acertando a garganta dela. Ela realmente se acostumava aos poucos. Eu achava que o barulho molhado da garganta dela estava muito alto, mas um homem excitado não pensa muito bem. Eu só queria aquela boquinha.
Não fiz a Carlinha me chupar, fiz ela engasgar, do jeito que se faz com uma puta qualquer ou uma vadia do Tinder. Eu sentia a baba dela escorrer, chegando no meu saco. Eu apertava a cabeça daquela piranha pra baixo. GULK. E de novo. GULK. A boca dela virou meu brinquedo. GLOK. GLOK. GLOK. O som da garganta dela entupindo e desentupindo era muito excitante. Ela deu dois tapinhas na minha perna e eu aliviei.
Quando senti que estava molhado o suficiente, puxei a calcinha de renda dela pra baixo, e ela me ajudou do outro lado. Quando deixei ela respirar direito, ela estava arfando, e seus olhinhos doces lacrimejavam de leve. E a bucetinha dela? Melada. Passei dois dedos sobre ela e a Carla gemeu baixinho. Ela sabia o que tinha que fazer agora, por isso apenas esperei.
Carla moveu a bunda pra cima de mim. Que bunda era aquela! Durinha, perfeitinha. Matei minha curiosidade daquela tatuagem, que realmente terminava no bumbum, em um amontoado de flores coloridas. Eu queria dar um tapa naquele rabo, mas estava excitado, não completamente idiota.
A cabeça entrou na bucetinha dela bem lentamente.
— Senta, vai — eu disse.
— Calma.
— Vai, senta bem gostoso. — Eu tentava empurrar a bunda dela pra baixo, mas ela resistia.
— Calma. Não tô acostumada, espera.
Aos pouquinhos ela foi sentando, abaixando aquela bunda dela e descendo na minha rola. A cabeça havia passado e ela estava há cerca de um terço do caminho quando deu o primeiro gemido.
— Ain, é muito grosso…
Eu não disse nada, apenas ajudei-a a sentar.
— Caralho… — ela falava baixinho — …hnm…ain…ain, puta mer…ahh…aaaiihnn…
Aqueles gemidinhos deixavam o meu pau ainda mais duro, e tenho certeza que aquilo fazia ela gemer ainda mais. Ela tinha uma bucetinha deliciosa e incrivelmente apertadinha. Acho que o Fabrício não pecava só na performance, mas no tamanho também.
— Isso, vai — eu gemi, sentindo ela apertando o meu pau.
— Ahhhhn… — ela murmurou, bem baixinho, e então sentou o resto que faltava. Meu pau havia sumido dentro dela.
— Senta bem gostoso, Carlinha.
E ela sentou. Ela levantava e subia aquela bunda tatuada. Agarrei aquele quadril hipnotizante, com força, e ajudei ela a subir e descer. Ela não gemia, não queríamos acordar o corno, mas sua respiração estava ofegante, e a minha também. Depois de um minuto bem lento, ela estava sentando com força.
Carla subia até a metade do meu pau e depois arremessava a bunda com tudo para baixo, nossa respiração forte. Ela era talentosa. Mexia a bunda com experiência, rebolava enquanto sentava. Eu apenas observava, observava e tentava não gozar, embora quisesse encher aquela vagabunda de porra até o útero.
— Porra, que delícia — sussurrei.
— Tá gostoso, tá? — disse ela, sem diminuir o ritmo. Ela tinha virado a cabeça para trás, e eu vi um sorrisinho na boca dela.
— Muito.
— Ai, que pauzão gostoso — ela murmurou. — Fazia tanto tempo que eu não…ai…que eu não sentava em um…ai…ai, cacete, minha buceta…
Ela se inclinou para frente, agarrou meus tornozelos com força e aumentou o ritmo. O rabo ela descia com tanta força. Acho que foi a sentada mais gostosa da minha vida. Eu tentei evitar, eu juro. Tentei mesmo. Eu avisei pra ela.
— Caralho, para, eu vou gozar — eu disse, e sei que ela me ouviu, mas não parou. — Carla, para. Porra.
PLOC. PLOC. PLOC.
O som da bunda dela descendo melada e batendo na minha virilha era quase uma música sensual. Pra falar a verdade, eu poderia ter tirado; poderia ter agarrado meu pau e gozado fora. Mas tava tão gostoso…
Quando percebi, eu gemia baixo e soltava tudo que eu tinha dentro dela. Uma, duas, três vezes eu senti meu pau esguichar e a buceta dela encher e ela segurar o gemido. E a cachorra nem parou. Enquanto eu enchia ela de porra, ela sentava no meu pau sensível, ordenhando até a última gota. Eu sabia que tinha feito merda, mas quando você tá no inferno, por que não abraçar o capeta?
Antes que meu pau amolecesse, empurrei ela pra frente e ela caiu de quatro. Imediatamente segurei meu pau e soquei de novo, bem fundo. Ela gemeu. Alto. Pra nossa sorte, o corno tinha um sono pesado, mas pra garantir eu tapei a boca dela e continuei metendo. Eu estava com os joelhos no colchão, mas a Carla estava apoiada com as mãos no chão gelado da sala.
Talvez se eu tivesse parado por ali, nada tivesse acontecido, mas eu não conseguia. Eu socava tudo e tirava tudo e a Carla começou a tremer. Minha porra escorria da buceta dela pelas coxas grossas, pelo meu pau e se misturava com aquele creme branco dela, o que significava que ela estava com muito, mas muito tesão. A porra que não escorria dela era empurrada até o fundo.
Ficamos assim por quase dez minutos, eu torcendo pra minha rola não amolecer. Tive sorte. Logo fiquei muito duro de novo e acho que isso terminou de encher o espaço que tinha na esposa do meu amigo, porque ela começou a ofegar ainda mais, a tremer muito. Eu sabia que ela estava gozando, por isso mantive o ritmo. Ela quase desabou sobre o chão. Não posso descrever o quão delícia ela estava, posso apenas lembrar, e até hoje lembro com carinho.
Por fim, fiz ela deitar de barriga pra baixo. Ficamos assim por mais alguns minutos. Eu segurava os braços dela contra o colchão e uma hora senti a aliança no dedo dela. Que vadia. Soquei com muita força e nesse ponto já fazíamos um pouco de barulho, do nosso corpo se encontrando. Consegui fazer ela gozar mais uma vez ainda, mas eu estava muito sensível, por isso, quando a buceta dela contraiu e soltou, voltei a gozar também. Dentro. Eu sei, eu sei. Fiz merda. De novo. Mas fazer o que? Ela era, e ainda deve ser, uma delícia.
Ainda ficamos nos beijando por um tempo. Ela comentava sobre o tamanho do meu pau, como ela gostava, o quão maior era que o do marido dela. Eu só pensava no quão vagabunda ela era.
No dia seguinte, eu parti. O cheiro de sexo na sala havia se dissipado, e Fabrício não parecia desconfiar de nada. Quando fui ao banheiro antes de ir embora, Carla me encurralou e me beijou.
— Você volta? — ela perguntou.
— Volto.
— Quando?
— Te mando mensagem.
— Tá bom.
E me deu um último beijo, bem molhado.
Na frente do marido, no entanto, me disse apenas “tchau, vai com cuidado”.
Eu realmente voltei, de novo e de novo. Nos vimos acho que o total de umas dez vezes ainda naquele final de ano, e em todas as vezes transávamos. Eu acabava com a esposa do meu amigo, deixava ela num estado de dar dó, sério. A maquiagem que ela colocava só pra mim? Ficava toda espalhada e borrada na cara dela. Não tinha vergonha nenhuma em me dar na cama de casal deles. Porém, eu fiquei mais esperto. Usei camisinha. Não queria que nada acontecesse. Mas aconteceu ainda assim.
Pouco tempo depois, soube que a Carlinha estava grávida. Entrei em pânico. Num desses encontros de amigos, parabenizei o casal pela gravidez e, quando estava a sós com ela, perguntei.
— É dele?
— Eu não sei. Eu tava no meu período fértil naquele dia.
Engoli em seco. — E se for meu?
— Você vai contar? — ela perguntou.
— Não. E você?
— Não.
Nove meses depois daquela noite, o garoto nasceu. Ele era moreno, não negro, então dava para dizer que, se fosse realmente meu, tinha puxado a mãe. Dei essa sorte, sim. Tenho quase certeza de que sou o pai, mas bom, como dizem, pai é quem cria, né?
No mais, paramos de nos falar. É por isso que é necessário cuidado com quem você se casa. Uma aliança não significa muita coisa, além de que você gastou um belo dinheiro. Não há voto nenhum que uma mulher vadia e um pau grosso não possa destruir.
Sinto saudades daquela foda gostosa com ela, e Fabrício me disse recentemente que, mesmo o garoto tendo apenas dois meses, já está com vontade de ter mais um, desta vez uma menina. Talvez isso seja um sinal. Penso se devo ser um bom amigo, e ajudá-lo mais uma vez.

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico deliriodanse

Nome do conto:
Um Bom Amigo e Uma Esposa Vagabunda

Codigo do conto:
263837

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
06/06/2026

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