Dada a minha apresentação, vamos a minha história.
Eu nasci numa família pobre, eu sou o caçula de dois irmãos. Apesar de ser pobre, nós não passávamos fome, meus pais trabalhavam muito para sustentar a mim e aos meus irmãos. Desde criança eu não me conformava com a vida que tinha. Tudo o que meus pais me davam eu não ficava satisfeito. Achava tudo muito feio, muito pobre. E eu falava isso para eles, não ligava se os ofendesse. Meus irmãos brigavam comigo, meu pai me batia e minha mãe chorava. Eu chorava, mas não por culpa. Chorava porque as porradas doíam. Eu que eu merecia o melhor e não as porcarias que eles me davam.
Quando meu irmão mais velho, tinha completado 17 anos, ganhou um vídeo game de aniversário, eu fiquei irado. Me subiu uma raiva que fui para a varanda. Roberto, meu irmão mais velho, gostava de pássaros. E ele tinha um casal de calopsitas, lindas por sinal. Toda vez que o Roberto aparecia, eles cantavam, pulavam felizes. Eu sentei em frente a gaiola dos pássaros, chorando de soluçar, cheio de raiva. Parei de chorar, levantei e me aproximei da gaiola. Comecei a assoviar para os pássaros. Roberto tinha trocado a água dos bichos, então ele só iria trocar no dia seguinte depois da escola. Eu fui na dispensa, peguei água sanitária e voltei. Olhei para os lados para certificar que eu estava sozinho e troquei a água por água sanitária. Guardei a água sanitária no lugar e dei a volta para entrar pela porta da frente. Meus irmãos estavam jogando o vídeo game e meus pais assistindo os dois. Passei por eles e fui brincar no quarto. À noite teve uma festa para o Roberto, eu não sai do quarto. Eu dormia com os meus irmãos no mesmo quarto. Era um quarto grande, cabiam nossas camas, eram uma beliche (Roberto dormia em cima e o Ricardo embaixo) e uma cama de solteiro que eu dormia. Quando qu acordei, no dia seguinte, o Roberto já tinha ido para a escola. Ricardo estava dormindo ainda. Sentei na cama e fiquei olhando o Ricardo. Ele estava sem camisa e dormia de cueca. Fiquei admirando o meu irmão. Eu achava o Ricardo tão lindo, com 15 anos e tão lindo. Eu levantei e me aproximei do Ricardo. Ele me encantava de um modo que o meu coração acelerava. Ricardo estava de barriga para cima e com o lençol até a cintura. A pele parda dele parecia ser macia, os mamilos pequenos e duros. A vontade que eu tinha era de tocar nos mamilos, cheirar sua barriga. Ricardo se mexeu e eu saí do quarto. Fui no banheiro e fiz minha higiene, depois tomei o meu café. Fui na varanda e quando olhei para a gaiola, as calopsitas tinham morrido. A minha reação foi rir, mais ri de chorar. Cheguei perto da gaiola e o cheiro de água sanitária estava forte. Eu sabia que tinha outro potinho de água a mais, então eu troquei os potes, troquei o jornal e joguei o pote com cheiro de água sanitária na caçamba de entulho que tinha do outro lado da rua. Entrei e o Ricardo estava na sala sentado no sofá tomando café e assistindo TV. Deitei no sofá e assisti a TV também.
O Ricardo e eu estudávamos na mesma escola à tarde. Ricardo disse que iria tomar banho e que depois que ele saísse era para eu ir tomar banho. Eu estava no sofá e lembrei do meu irmão dormindo, da pele dele, dos mamilos duros. Decidi que queria vê-lo pelado. Apesar de dormimos no mesmo quarto, meus irmãos e eu não tinhamos o costume de ficar pelados na frente do outro. No máximo de cueca. Mas naquele dia eu queria ver o Ricardo pelado. Tranquei a porta da sala e fui ao banheiro, entrei e perguntei se podia tomar banho com ele. Ricardo negou e eu insisti dizendo que seria melhor para não nos atrasarmos para a escola. Ele pensou e deixou. Tirei a roupa e entrei no chuveiro. Eu fiquei paralisado quando vi o corpo do Ricardo e eu acredito que ele também. Eu olhei o corpo do Ricardo de cima a baixo. O corpo se desenvolvendo, diferente do meu. Reparei que o Ricardo ficou olhando para o meu corpo também, ele olhou nos meus olhos e deu espaço para eu me molhar. Ele ficou se ensaboando enquanto eu me molhava. Ele ensaboava os peitos, axilas, cintura e barriga. Eu olhava hipnotizado! Os pentelhos estavam nascendo, eu achei lindos. Queria passar a mão. Só escutava a água e o som da tv ligada, longe. Quando o Ricardo começou a ensaboar os pentelhos, pau e saco, meus olhos brilharam! E sorri. Ele percebeu, mas não falou nada. Só continuou. Essa cena pareceu uma eternidade para mim. Ricardo pegou meus braços e me tirou debaixo d'água para tirar o sabão e eu comecei a me ensaboar. Fiz os mesmo movimentos do Ricardo e ele ficou olhando. Notei que ele deu uma leve passada de língua nos lábios, achei curioso e interessante. Ricardo percebeu algo e saiu do chuveiro rápido e falou para eu não demorar. Eu sorri, terminei o banho, me sequei e fui para o quarto. O Ricardo já estava, praticamente, vestido e saiu do quarto para eu me arrumar. Quando deu 11h30 saímos para ir a escola.
Eu tinha uma boa relação com meus irmãos, brincávamos, brigávamos. Mas com o Ricardo tinha mais afinidade. Mas depois daquele dia, algo tinha mudado entre mim e o Ricardo. Passamos o trajeto da escola calados. Chegamos na escola e cada um foi para as suas salas. No recreio, o Ricardo veio falar comigo, os nossos amigos sabiam que éramos irmãos. Ele me abraçou e como ele estava um pouco suado, o cheiro do suor dele me deixou inebriado. Durante o restante da aula eu não tirava o Ricardo da cabeça. Por mais que era novo, tinha 13 anos, eu tinha uma noção do que estava acontecendo e no que eu estava sentindo.
Ricardo e eu chegamos em casa por volta de 18h40. Minha mãe saiu do nosso quarto e nos disse que o Roberto estava triste porque as calopsitas dele morreram e não sabia o motivo. Enquanto ia para o quarto falar com o Roberto, olhei para o vídeos game que estava na sala e sorri. Eu estava satisfeito, vingado. Se eu não poderia ter as coisas do meu gosto, ninguém teria! Entrei no quarto e o Roberto estava na cama dele, triste. Ricardo consolava o nosso irmão, mas essa atenção que o Ricardo estava dando para o Roberto me deixou com raiva. Fiquei olhando aquela cena... Roberto deitado, Ricardo sentado na cama do Roberto afagando o ombro do Roberto. Tirei os tênis, subi na cama do Roberto e abracei o meu irmão mais velho. Ricardo tirou a mão e eu olhei para ele com os olhos marejados.
- Beto, o Raul tá querendo chorar!
- Chora não, pivete. Se não vou chorar de novo.
Vendo a minha emoção e solidariedade com a perda do meu irmão, Ricardo começou a fazer carinho no meu rosto. Uma lágrima rolou e ele limpou. Olhei no fundo dos olhos de Ricardo e coloquei a mão no ombro dele. Roberto olhando para o teto, balbuciava alguma coisa que eu não estava prestando atenção. Ricardo e eu continuavamos a nos encarar, a mão dele estava na minha bochecha, eu comecei a deslisar a minha mão pelas costas dele, notei que ele se arrepiou. Senti que o polegar do Ricardo estava nos meus lábios, sem desviar os olhos dele, dei um beijinho no polegar dele e fiquei alisando as costas dele. Desviei o olhar dos olhos dele e reparei que o pau dele estava duro. Era a primeira vez que eu via o pau do Ricardo duro. Ele estava com uniformizado ainda (short azul e blusa), ele notou que eu vi que estava de pau duro. Nos olhamos e o Ricardo tirou a mão do meu rosto e tentou cobrir o pau duro. Eu simplesmente sorri para ele e repeti o que ele fez enquanto estavamos tomando banho juntos, passei a língua nos lábios. Ricardo sorriu e desceu, saiu do quarto e escutei a porta do banheiro fechando. Lembrei do Roberto quando senti ele me fazendo cafuné.
- Valeu pelo carinho, Raul!
- Você merece Beto...
Dei um beijo no rosto de Roberto e desci da cama dele. "Cuidado moleque! É alto para você pular assim". Ele me alertou. Eu saí do quarto rindo. Passei pela sala e o Ricardo estava na sala vendo desenho, nos olhamos e eu sorri para ele. Fui para cozinha e a minha mãe estava preparando o jantar, bebi água e ela mandou o Ricardo e eu tirarmos o uniforme da escola.
Nosso pai chegava do trabalho por volta das 20h30. Roberto, Ricardo e eu estávamos no sofá quando o nosso pai chegou.
- Que isso? Perguntou a minha mãe para o meu pai.
- E uma surpresa para o Beto.
O Roberto todo surpreso e animado levantou do sofá e foi ver a surpresa que o nosso querido pai fez para ele. E para a minha surpresa, escuto um gorjeio. Ricardo vai ver a surpresa também, eu fiquei no sofá por um instante tentando assimilar a situação e o sentimento dentro de mim. Levantei e fui andando em direção a minha família feliz, aquele gorjeio me causava ânsia, a felicidade do meu querido irmão me dava dor de cabeça e o sorriso de ponta a ponta do Ricardo era como uma facada no meu coração.
- Olha Raul, o pai me deu um canário. - Roberto me abraçou tão forte, com tanta alegria que a vontade que eu tinha era de arrancar a orelha dele a mordida. Meu sangue fervia, meu coração palpitava acelerado.
- Que lindo, Beto! Merecido... Já que você perdeu as calopsitas um dia depois do seu aniversário.
- Aquilo foi estranho. Parece que foi olho gordo! - A minha mãe acreditava nessas superstições.
Como as coisas são engraçadas, né!? A família reunida jantando felizes, sentados à mesa. Meu pai fazia questão de que uma refeição fosse feita à mesa. Digno da parte dele, os meus pais trabalhavam tanto que não tinham tempo de ficar com a gente. Era uma mesa retangular que ficava entre a sala e a cozinha. Nas pontas sentavam os meus pais, de um lado sentavam o Roberto e o Ricardo e eu sentava de frente aos dois. Eu sentava em frente ao Ricardo para ser mais específico, eu queria encostar o meu pé no dele, mas eu estava com tanta raiva por causa do pássaro que a vontade que eu tinha era de colocar o canário para cozinhar e dar para os gatos de rua.
Tentando disfarçar a ira rindo das conversas chatas de como foi o dia do meu pai, tentava maquinar em como sumir com o canário. Como não tinha nada em mente, tinha que aguentar aquela melodia infernal. Depois do jantar todos nós fomos assistir TV na sala, como o Roberto estuda de manhã, ele foi dormir. Eu levantei para beber água e na volta sentei ao lado de Ricardo. Nos olhamos e rimos um para o outro, voltamos a olhar para a TV e na novela, os personagens começaram a se beijar. Eu fiquei vendo a cena e automaticamente fiquei imaginando como seria o beijo do Ricardo. Olhei para ele e ele prestando atenção na cena, meu pai levantou e disse para a minha mãe que iria tomar banho para dormir, deu boa noite para nós e entrou no banheiro. Minha mãe estava focada na novela, lentamente eu encostei a minha perna na perna do Ricardo. Ele olhou e não falou nada. Discretamente o Ricardo começou a movimentar a perna dele, o atrito das nossas pernas me causava arrepios. Meu pai sai do banheiro, da boa noite mais uma vez e entra para o quarto dele. Olhei para o Ricardo e ele estava vendo a TV, reparei gotículas de suor em sua testa e a mão estava trêmula. Ele colocou a mão na coxa, notei que a outra estava sobre o pau, 'será que estava duro?' eu pensei. Encostei nele. Sentia pelo meu braço que ele estava quente, a respiração aumentou... Minha mãe xingou a vilã da novela e eu ri... Ela, sem olhar para mim, me disse que não era para eu repetir o palavrão senão colocava pimenta na minha boca... Mais uma vez, Ricardo e eu nos olhamos, ambos passamos a língua nos lábios, Ricardo agora suava... Eu estava gostando do que eu causava nele, não sabia o que era, mas me sentia mais forte, no poder... Ele tirou a mão da coxa e colocou em cima da outra... Foi nesse momento que eu coloquei a minha mão na coxa dele... A pele dele era macia, como suspeitava... A respiração dele ficou mais ofegante e ele apertou o pau e encostou a cabeça no sofá. Segundos depois Ricardo olha nos meu olhos e ri, a respiração voltando ao normal, rio de volta e ele aperta minha coxa, levanta e vai para o quarto. A novela acabou e a minha mãe me mandou ir dormir, fui ao banheiro antes e enquanto estava escovando os dentes, eu sabia, de alguma forma, que o Ricardo faria o que eu quisesse. Entrei no quarto, o Roberto estava dormindo e eu acho que o Ricardo também. Eu adormeci minutos depois.