O gari

Oooi pessoal! Demoro, mas sempre volto hahah
Hoje eu decidi trazer algo um pouco diferente kkkk um pouco de paixão, putaria… Tá meio frio, lembrei de uma história.
Bom, apenas relembrando eu tenho 1,85, 95kg, corpo normal.

Certa vez, entrei no Grindr pra encontrar algo casual. Acho que a maioria aqui sabe que esse app é esquisito, os caras não sabem muito o que querem ou ficam enrolando. Um belo fim de tarde de segunda-feira de junho, frio em São Paulo, o sol já havia se posto, eu só queria achar um cara pra eu chupar, fazer ele gozar e eu ir embora. Estava quase desistindo até que um perfil sem foto de nome “mk10” me chamou. Fui ver as estatísticas e dizia:

Posição: Ativo
39 anos
Status: Solteiro
Altura: 1,70 Mt
Peso: (não lembro)
Descrição: “Tranquilo, e quero achar alguém legal”


Não me chamou tanto atenção e aí fui pro chat. Depois de toda a conversa de praxe (oi, tudo bem, o que você curte, de onde você é, etc) veio o convite:

Mk10: curte nudes?
Eu: Manda aí!

E mandou.
Ele era magro, branquinho, poucos pelos no corpo, não mostrava o rosto mas vi tinha um “quase” tanquinho. Pelos bem lisos na virilha e um pau de mais ou menos uns 14cm.

Eu: Bora desenrolar?
Mk10: *~enviou a localização*.

Pra minha sorte, não era longe da minha casa, mas era numa comunidade próxima aqui de casa.

Estava de shorts de lycra (meu fogo no rabo não me deixa sentir frio) e uma blusa de time.
Quando cheguei notei a casa pequena. Um Ford Escort vermelho parado na frente, a pintura queimada, carro com bastante detalhe.

- E aí! Entra. Eu sou o Maikon.
- ?Prazer Maikon! Marcelo.

Voz grave.
E então, ao entrar na casa e vê-lo pela primeira vez na luz percebi o quão bonito ele era. Mais baixo que eu, mas magrinho, cabelos bem pretos, molhados, lisos e grossos, bem branquinho mas com bochechas rosadas, olhos fortes pretos e uma mão firme e calejada. Estava com um conjunto de moletom cinza e chinelos.

Não que eu repare na casa alheia, mas eu vi que ele era bem humilde. Eram dois cômodos (mini cozinha e quarto), ambos arrumados, previamente limpos.

Me olhou, estendeu a mão, e disse “vem comigo, fica a vontade”.

Peguei na mão dele, áspera. Me levou pro quarto dele.
A luz iluminava pouco, mas nas paredes de tijolos tinham alguns discos de vinil pendurados. Ao lado da cômoda, um cabideiro, e nele, o uniforme azul e verde florescente, escrito “Prefeitura de São Paulo”.

Ainda segurando a minha mão, sentou na cama junto comigo. Eu não sei explicar, mas havia algo naqueles olhos negros e puxados. Havia um sorriso neles. Um convite que me chamava para um outro mundo, talvez outra realidade.

- Então, você só quer diversão mesmo lá no aplicativo?
- ?Ah, estou deixando rolar. Me permitindo achar alguém legal, pro que quer que aconteça.

Na hora eu fiquei: PORRA, que resposta foi essa? Pensei comigo, “pareço um viado carente, o cara só me trouxe pro quarto dele e eu já estou fantasiando”.

- Entendo. Eu também estou nessa. Não entro muito no aplicativo, é difícil achar alguém legal lá. Deve ser porque uso o aplicativo errado ou eu sou todo errado mesmo rs

E sorriu. Que sorriso lindo. Eram dentes enormes, mas alinhados, lábios bem rosinhas, um sorriso realmente lindo.

- Mas uma hora você vai encontrar alguém legal. Todos merecemos.

E com esse gesto, colocou a mão de leve na minha bochecha, descendo até o queixo e me beijou de vagar. Um beijo gostoso, calmo, que logo se encaixou.
Foi esquentando, e o que era leve começou a tomar intensidade. Foi se levantando, e me empurrando até deitar na cama. Tirou a blusa de moletom com a camiseta, revelando o “quase tanquinho”. Colocou as duas mãos ao lado das minhas coxas, pegou o shorts e perguntou:
- Posso?
- ?Unhum - respondi, submisso.
Puxou meus shorts com a cueca, meu pau saltou pra fora.
Enquanto eu arrancava a camiseta, ele tirava a calça dele ficando só de cueca.
- Nossa, que pauzao você tem.
Sorri, com o rosto corado.
Eu deitado na cama, e ele ajoelhado em cima de mim, me olhando fixamente com aquele olhar forte.
- Você quer?
- ?Quero!
- ?Então pega - e olhou pro pau, Ainda dentro da cueca branca.
Me ajeitei na cama, puxei a cueca dele e o pau dele apareceu. Latejava, estava duraço, a cabeça bem rosadinha. Que pau cheiroso, limpinho, PQP!
Peguei na bunda dele, e fui levando o pau dele na minha cara. Deixei um pouco no meu rosto, queria sentir. Fui brincando com a língua, beijando e comecei a chupar, devagar.
Ele soltava alguns gemidos, ora fechava os olhos, ora olhava pra cima. Continuei brincando, então desci na costura do saco e mordisquei. Vi o tesão na cara desse homem. Com as duas mãos, pegou meu rosto de leve e começou a socar na minha garganta. O ar ia se esvaindo, a vontade de parar foi dando lugar a submissão. Eu tava entregue para aquele homem.
Até que deitou ao meu lado, suspirou e começou a me punhetar.
Me beijou numa intensidade ainda maior, continuou batendo e aumentando o ritmo.
- Para, senão eu vou gozar rápido.
- ?Vamo fazer isso junto então!
Ele diminuiu a intensidade comigo, mas aumentou na punheta dele. E vendo esse homem se contorcer, meu tesão aumentou e quando vi que ele ia gozar, desci com o corpo um pouco, me coloquei de lado e abocanhei o pau dele. Continuei chupando enquanto ele gozava e urrava de tanto prazer.
- Ai, Caralho, que delícia, porra, que delícia, aaai, que delícia […]
Gozei entre as nossas pernas e enquanto eu gozava, bebi aquele leite todo. Era bem ralo, mas tinha quantidade. Levemente salgado, e a julgar pela quantidade, fazia tempo que não gozava.

- Nossa, que gostoso. Que boquete gostoso. Você é demais. Nossa - Falava recuperando o fôlego.

E eu, com a satisfação no rosto de ter servido aquele macho, fui levantando até o banheiro pra me limpar.

Ele se recuperou, e olhava pra mim, sorrindo.

- Não vai se vestir?
- Aguenta mais uma?
- O que? Mais uma?
- É. Tô amarradão no seu bundão.
- Ah. Isso. É que eu gozei agora, o tesão vai embora e aí acho que dói se eu te der agora…
- Por favor, vai! Eu vou devagar.
- Ah, não sei…
- Se doer me fala. Vem aqui - e estendeu a mão de novo, me olhava fixo.
Ficamos nos beijando de novo, de leve. Ele por cima, se apoiava de leve me segurando pelos braços. Fiquei imóvel, entregue praquele homem, tentando digerir que tinha acabado de chupar e que ainda ia dar pra ele. Senti o pau dele crescer de novo, roçava na minha barriga, quente e latejando.
Enfim virei, fiz minha posição favorita (aquela de bruços com a perna meio erguida formando um quatro), balancei a cabeça confirmando o que iria por vir.
Ainda com o sorriso no rosto, como de quem havia ganhando um prêmio, puxou da gavetinha um tubo de gel lubrificante Kmed, colocou uma quantidade bem generosa no meu cu e outra no seu pau. Flap flap flap, ouvi ele lubrificar o pau dele, e com calma, foi penetrando.
Fechei meus olhos, queria aquilo e não queria desistir. Estava tudo tão especial, tudo tão fluido e gostoso. A mão dele, fria, segurando no meu corpo quente, bem na cintura, a outra no meu ombro, fazendo carinho com o polegar.
Senti dor, sim. Ele percebeu:
- Quer que eu pare?
- ?Não.
- ?Tem certeza?
- Tenho. Só deixa acostumar um pouco.

E deixou. Sentia o peso dele nas minhas costas, o hálito quente no cangote. Os beijos de leve, o carinho continuo. O sorriso, estava sempre lá, o ardor até foi sumindo, fui puxando ele pela cintura, forçando pra dentro.

- Continua!
- Que?
- Continua, vai.

E começou o vai e vem. Ainda devagar, sentia ele roçando na minha cintura, pouco a pouco foi aumentando a intensidade e o ploc-ploc foi surgindo.

- Ah, que delícia, que cuzinho apertado, pô é muito bom, que delícia…
- Tá gostando? Poe la dentro vai!

Me arrependi no mesmo instante. Senti o ardor de novo. Fechei os olhos, queria que a dor sumisse, mas não o momento. Me mantive forte, continuei gemendo. A mão dele apertava meu ombro, sentia o cheiro do lubrificante que vinha dos dedos, aquilo me dava tesão de mais. Volta e meia eu olhava pra cima, ele apoiando na cama, aqueles olhos, o sorriso de quem estava amando aquilo. Me cedi completamente, relaxei e deixei ele me dominar. Era ali que eu queria estar, era com ele dentro de mim, não importava o custo.

- Toma! Você é muito gostoso, caralho.
- Que delícia que está, me come!
- ?Ai, caralhoooo! Eu vou gozar pooorra, caralho que delícia, aaaarg, hmmm, nossa!
Senti o pulsar do pau dele, as mãos me apertando, ele olhando pra cima, revelando aquele pescoço gostoso.

Caiu pro lado, sorrindo e se recompondo. Virei pra cima, respirei fundo, sorri junto e ele me puxou com o braço, meio que me abraçando.

- Obrigado. Foi muito gostoso. Você gostou?
- Claro!
- Mas doeu né.
- Faz parte. Eu gostei.

Levantou, pegou uma toalha limpa, aparentemente nova.
- Vem - estendeu a mão.
Me levou ao banheiro, pegou um sabonete lacrado, entregou com a toalha e disse:
- Ela tá nova e limpa. Tem shampoo na janela.
Agradeci, tomei um banho e me vesti.

- Bom, eu vou indo.
- Espera, eu te levo de carro, se você não se importar em andar de carro velho.
- Claro que não. Meu carro é velho também. Mas vou aceitar, está bem frio.
- Sim, e essa hora vai ficando perigoso. Além de você sair do banho agora. Só vou tomar uma ducha.

Sentei na cama e aguardei. Olhei o quarto. Pequeno, arrumado, limpo. Voltei ao uniforme e então ele apareceu.

- Pronto.
- Trabalha na prefeitura?
- Na verdade trabalho para a prefeitura. Eu sou gari.
- Aaah, entendi. Trabalho pesado hein!
- Sim. Tem problema? - falava enquanto secava o cabelo.
- Problema? Por qual motivo teria?
- Muita gente tem preconceito. Muitos caras inclusive.
- Bobo, claro que não tem problema. Não topei vir por conta da sua profissão. Seu sorriso me fez ficar.
Um sorriso bobo veio em nós dois.

Então entramos no carro e saímos. Um papo ou outro ia surgindo sobre carros, mas ele continuava com o sorriso no rosto.
- Então você tem carro velho também?
- Sim, tenho um Uno, ano 94.
- Ah um uno, legal. Esse aqui é ano 91.
Pedi pra parar na esquina da minha rua.

- Foi uma noite muito boa. Obrigado pela carona.
- Espera. Me dá seu número?
Passei.
- Me avise quando chegar, tá bom.
- Claro, você também.
- Tchau!

Pronto. Eu tava apaixonado kkkkk
Depois que cheguei em casa, já tinha uma mensagem dele:
“Adorei a noite. Vamos marcar de fazer algo? Queria te conhecer mais”

E assim começaram os encontros. Aumentamos a frequência, nos víamos no final de semana. Sempre ajudava com a manutenção da casa, comprava roupas, mantimentos, mesmo ele não concordando muito.
Ele realmente era muito humilde, mas muito honesto e me fazia bem. Me comia gostoso, me fodia de todo e qualquer jeito. Na casa simples, no carro velho, na rua… não perdíamos oportunidade. Eu amava a posição de submisso, ele mandava e eu obedecia. Chupava ele sempre que dava, onde dava (e não dava também rsrs), era uma experiência nova e diferente de tudo o que eu já tinha vivido. Ficamos durante três meses, até eu descobrir que ele era muito inseguro em sair de casa por não ser assumido. Relevei durante esse tempo. Ele tinha alguns problemas de autoestima, se sentia muito inferior por conta da profissão. A todo momento, eu tentava trazer a luz o homem maravilhoso que era, relembra-lo que ele poderia escolher outra coisa pra trabalhar e que eu estava lá pra ajudar. Notei uma perda de peso rápida, sugeri alguns exames e de tanto pressionar, descobri as drogas (coca). Fiquei chateado e ao mesmo tempo com medo de perdê-lo. Na nossa última conversa ele mencionou que havia parado enquanto estávamos juntos, mas que havia perdido o controle de novo por conta da autocobrança.
E com isso, vieram as discussões, as crises, as dívidas, a violência.
Expliquei que precisava se cuidar e que, se ele realmente não pensasse nisso, eu não seria a última coisa que ele iria perder. E assim foi.
Na nossa última conversa ele estava indo para o interior em São Paulo, pois a mãe iria o internar na clínica de reabilitação. Vendeu o carro, entregou a casa, pediu demissão e pediu para eu não ir atrás. Explicou que eu merecia algo melhor, alguém melhor. Que eu, com duas faculdades não merecia namorar um gari, que não era bem resolvido com sua orientação sexual.
Talvez ele tivesse razão, não sei ao certo.
Realmente perdi contato, excluiu as redes sociais. Tempos depois tomei coragem, pesquisei algumas clínicas na cidade que ia, dei nome e sobrenome e descobri que ele havia se recuperado e mudado com a mãe para outro estado (Espírito Santo). Sinto pelo o que aconteceu, mas a nossa foda, nossa química, da muita saudade no inverno e espero que ele esteja bem onde estiver.


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Comentários


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natranquilidade Comentou em 08/06/2026

Linda história. Com tesão, muito afeto e sensibilidade. Sinto muito pelo desfecho melancólico. Votado!

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engmen Comentou em 08/06/2026

Envolvente, excitante e reflexivo. Somos mais que apenas corpos entesados. Ótima estória.




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Ficha do conto

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Nome do conto:
O gari

Codigo do conto:
263995

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
08/06/2026

Quant.de Votos:
6

Quant.de Fotos:
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