— Você acha mesmo que está disfarçando isso? — ela perguntou com um sorriso leve.
Ele riu, sem jeito, passando a mão no rosto.
— Eu só não quero ser apressado com você.
Ela se aproximou devagar, encostando os dedos no peito dele.
— Eu gosto de você exatamente assim… intenso, mas gentil.
O olhar dele desceu por um instante, cheio de admiração e desejo, e ela percebeu ali o quanto ele a queria, o quanto o corpo dele reagia à presença dela, ao cheiro, à proximidade. Ele ainda tentou manter a calma, mas ela já tinha decidido que não queria mais distância.
— Para de se segurar — ela sussurrou.
O beijo veio lento no começo, depois mais profundo, carregado de tensão e entrega. Entre carícias e sorrisos abafados, ele deixou escapar o quanto ela mexia com ele, o quanto o corpo dele reagia à dela, ao desejo contido.
— Eu estou ficando fora de controle com você… — ele admitiu.
Ela segurou o rosto dele com carinho.
— Então confia em mim.
Naquela noite, quando a intimidade finalmente tomou conta do espaço entre os dois, tudo aconteceu de forma mútua, consentida e intensa, com desejo e afeto se misturando até que o resto do mundo deixou de importar.
homemdevermelho