Boa Leitura
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Manhã transcorreu normalmente, muito trabalho, pouco papo e um tesão da porra guardado. Confesso que jamais estive nesta posição de ordenar, e isso me instigava demais. Claro que eu precisava ter calma, guardar bem o áudio que gravei e me preparar pra uma revanche; mas creio que Renan, o coleguinha, seja o mais fraco nessa ideia, e era ele meu trunfo maior, até porque o que mais sairia perdendo. Marcelo tem banca, mas não aguenta o rojão, e hoje percebi isso.
Ter Marcelo comendo na palma da minha mão dava um ar de que, a partir de agora, ele sabia dos riscos, mas eu queria mais, pois antes era ranço por ranço; hoje, do meu lado, a descoberta, e isso sabendo que é de madeira que ela gosta, me fez ordenar a mente.
Cheguei em casa por volta de 13h00. Hoje foi puxado pela manhã, porque cheguei atrasado e tive que arrumar uns carros com os guri que trabalham comigo. Fui direto pra minha casa, jogar uma água gelada no lombo e ficar sussa. Final de semana todo meu, sem mulher e ainda com novo brinquedo, rola extremamente cheia, corpo com tesão à flor da pele, mas queria mesmo era ver Marcelo, ver se minhas ordens foram feitas. Coloquei um short tactel, sem cueca, e fui pra frente da casa. Entrei: cozinha organizada, as coisas no lugar; rapaz, o que um medo não faz. Entrei no seu quarto sem bater, ele me encarou com ódio.
— Tá de parabéns, aí gostei...
— O que você quer, Breno?
— Ah, quero muita coisa. E você, por que esse ar de bravo?
— Por que será? Você tá usando algo pessoal, não acho justo!
— Marcelo, também não acho justo um marmanjo de 18 anos que nem você deixar essa baderna pra sua vó, então estamos iguais.
— Você deveria cuidar da sua vida. — falou em tom mais ameno.
Notei que, apesar da cara de bravo, ele demonstrava saber o lugar dele e, claro, observar. Acho que poucas vezes me viu sem camiseta; agora eu estava ali na frente, vendo ele se controlar entre a raiva e o corpo que o chamava atenção.
— Bom, eu vou ver uma tela daqui da sua casa, televisão de 50 polegadas, né? Vai lá e traz uma cerveja pra mim, tá na minha geladeira.
Ele ia passo por passo; voltando, me entregava a lata.
— Opa, já pega um copo e me serve.
— Você tá de zueira, Breno.
Meu olhar falava por aí. Ligando a televisão no canal de esportes, me joguei no sofá da sogra e recebi minha cerveja.
— Senta aí e toma uma comigo.
— Não, obrigada.
— Não te convidei, vai. Age.
Ele trazia um outro copo e sentava no sofá de canto, na minha frente. De rabo de olho, sentia seu olhar; era gostoso ter a sensação de um cara marrento, cheio de macheza, lutando contra sua vontade de olhar um homem sem camiseta e, claro, o volume que se fazia presente na minha bermuda.
Dei uma golada na minha cerveja.
— Desde quando você tá chupando o Renan?
— Não quero falar sobre isso.
— Por quê? Tem que se entender; o importante é se gostar, e pelo jeito você gosta bastante.
— Você é babaca, Breno.
Ele se levantava e eu já dava o grito:
— Onde você pensa que vai?
Na hora, me levantei e notei ele focando no balanço do meu cacete; afinal, estava sem cueca, ele no impulso não se controlou.
— Não vou ficar falando da minha vida... — respondeu ele, parado na minha frente.
— Relaxa, Marcelo, só te fiz uma pergunta. Quero que se entenda, e hoje vejo o que você gosta. — Falei, dando uma apertada na rola, fazendo ele suspirar fundo.
— Se você acha que vou fazer alguma coisa contigo, Breno...
Dei uma gargalhada na hora, daquela bem gostosa.
— Marcelinho, desde a hora que cheguei você está me comendo com os olhos, talvez até antes de eu saber que você morde fronha você já tenha feito isso, então relaxa. Eu não ligo e jamais vou querer algo com você, mesmo sabendo desse seu desejo, e quando eu quiser, aí é você que vai pedir, não sou eu que vou forçar.
— Você jura, né, Breno?
— Me dá suas mãos, relaxa, só me dá elas...
Ele, com receio, frente a frente comigo, cedia. Então segurei e pedi pra ele relaxar.
— Sente aqui.
Coloquei as duas mãos no meu peitoral, abaixei pra minha barriga dura e ele ali; poderia ter tirado a mão na hora, mas quis sentir a pele.
— Viu? Não preciso jurar nada, é disso que você gosta, e você mesmo não pode negar.
Ele puxou do nada, fechou a cara.
— Devo chegar à noite, lá pelas 19h00. Lá em casa tem uma comida na geladeira, pega uns bifes e frita com batata, quero chegar com a janta pronta.
— Mas eu não sei cozinhar, fritar.
— Se vira, fica o dia todo jogando, vê tutorial no YouTube. Quero chegar e comer comida nova. Ah, e chama o Renan pra jogar mais tarde, quero ganhar umas partidas de game dele.
Saí andando e nem dei moral se ele respondeu ou não. Minha tarde de trabalho transcorreu normalmente, peguei alguns carros difíceis, falei com a patroa, que foi visitar parentes com a sogra, e dei o radar que estava tudo certo. Ela me contou que o neto da vovó demora pra responder, mas eu disse que estava bem quando eu saí lá de casa, e vem todo aquele pedido: “olha o anjinho da vovozinha”, kkk. Consegui sair um pouco antes das 19h30. Como disse, minha casa é perto; estava podre de cansado e, chegando, fui pra casa da sogra. Lá estava Marcelo tentando fritar batata, rsrs.
— Noite, e aí, já temos janta?
— Já, já.
— Cadê o Renan?
— Disse que após a célula da igreja.
— Não sabia que ele era de igreja.
Marcelo fritava batata meio desengonçado. Eu fiquei observando de rabo de olho; era bonito ver o bicho-preguiça trabalhando.
— Vou banhar e já volto pra jantar.
No chuveiro meu pau estralava, eu precisava gozar. Estava cheio de tesão com essa situação foda sob meu controle, meu pau grosso estralando, veiúdo, cabecinha rosada e as bolas cheias de leite. Saí do banheiro meia-bomba, coloquei a mesma bermuda do almoço, só com a arma balançando, e voltei pra casa da frente.
— Olha quem chegou quase junto comigo. Encosta a bike e entra aí, Renan.
— Oi, tio.
Ele entrava timidamente, e eu gostava desse lado; muito diferente do marrento, ele parecia entender em que posição estava.
— Hoje a janta é arroz com batata frita feita por Marcelo. — dizia eu, sentando à mesa. — Bora comer, Renan.
— Acabei de jantar, tio. Obrigado.
— Nos faz companhia, senta aí...
— Eu vou comer no quarto — disse Marcelo.
— Jamais, vai comer comigo e com Renan, senta aí.
Contrariado, ele sentava-se, e no jantar o silêncio reinou.
— Peca de manhã e à noite vai em culto, Renan?
Quando perguntei, Marcelo me engolia; ele sabia quão indelicado eu estava sendo e eu gostava disso. Renan ficou vermelho, sem ação.
— Calma, foi uma brincadeira, não dessas gostosas que vocês fazem juntos, claro!
Era saboroso ver aquele clima. Jantei, soltei meu prato na pia, peguei uma cerveja e fui direto pra sala da sogra, 50 polegadas de televisão pra mim.
— Renan, vem comigo, vou esperar Marcelo lavar a louça. Vem cá, faz uma massagem no pé do tio.
Me joguei no sofá, espichei no pufe e pronto, ele estava com vergonha.
— Tenho chulé não, sabe fazer massagem?
— Não.
— Nunca é tarde pra aprender, e não repara não. — Massageando a pica. — Tô cheio, mulher viajando, sabe.
Ele começou a fazer meio boca a massagem, às vezes dava uma fitada no meu corpo, mas não era de cobiça igual o olhar do Marcelo.
— Você malha, tio?
— Não, isso aqui é do trabalho, oficina de caminhão, então sabe, né? Tô bem?
— Tá sim!
Gritei da sala:
— Seu comedor tá dizendo que tô bem de corpo, Marcelinho, só você que não acha.
Não demorou, ele apareceu, emburrado, sem ação, não sei se era ciúmes, o que era.
— Traz outra cerveja pra mim e vem fazer massagem no outro pé.
Que gostoso era ter dois putos ali me servindo. Sentia a mão deles, claro que a de Marcelo mais forte, mais pegada; a de Renan, carinhosa como ele era, diferença gritante.
— Vai dormir aqui, Renan?
— Marcelo falou que podia!
— Ah, sim. Bom, Marcelo tá de castigo, anda muito bicudo, não atende a vó dele, então ele vai dormir no quarto dela hoje.
— Mas lá não tem videogame? Você tá de onda, né, Breno?
— Nem videogame e nem pica pra você mamar cedo, olha minha onda. Então solta meu pé e traz outra cerveja.
Bufando, ele voltava com outra latinha e eu já estava em pé o esperando.
— Você faz as coisas com mau gosto, e não quero você assim. Vai fazer sorrindo, da mesma forma que sorri com pau na boca, e na próxima vez que vier com gírias de malandro pra cima de mim, já sabe.
Ele não erguia a bola como antes, me ouvia.
— Hoje tá de castigo, vai dormir lá em casa e eu aqui na mansão da vovózinha vendo uma telona e trocando ideia com seu comedor, vaza daqui.
Naquela mesma hora dei um grito, deixando-o com os olhos estalados.
#Continua.
Autor Contos de Daniel
Próximo Capitulo – DOIS DE JULHO 19H DE BRASILIA.