Eu estou tão animada para ver nossa nova casa, ela pensou, um sorriso ansioso brincando em seus lábios cheios. Eu não posso acreditar que deixei o Mike me convencer de que isso seria uma surpresa! Parece tão arriscado não ver o lugar em que você vai morar antes, mas... eu não posso negar que estou animada. Mal posso esperar para ver o nosso novo apartamento. Esperamos tanto por isso, finalmente viver juntos e sozinhos.
Mike apertou levemente a mão dela, tirando-a de seus pensamentos.
— Eu tenho certeza de que você vai gostar do apartamento — ele disse, com uma confiança relaxada. — Eu, por outro lado, estou curioso para saber como serão nossos vizinhos.
Riley deu uma olhada nas portas dos apartamentos ao lado, os olhos amendoados arregalando-se por trás dos óculos.
— Esse lugar parece tão luxuoso... Você tem certeza de que podemos pagar?
— Não se preocupe, querida, eu tenho tudo sob controle.
Riley riu suavemente, o som preenchendo o corredor vazio.
— Hehe, okay, então, Sr. Chefe.
— Haha, muito engraçada — Mike parou em frente à porta no final do corredor. — Aqui estamos nós.
Riley levou a mão à parede ao lado do batente, sentindo a textura fria, mal conseguindo conter a ansiedade.
— Esse aqui?
— Mais um passo para o início da nossa nova vida. Aqui vamos nós.
Ele girou a chave, a fechadura estalou, e ele empurrou a porta.
Ao entrarem, Riley soltou a alça da mala e levou as duas mãos juntas ao rosto, emocionada. A luz do sol entrava pelas grandes janelas, iluminando o espaço amplo e fazendo a pele bronzeada dela brilhar.
— Oh meu Deus, Mike! Esse lugar é incrível! Digo, olha para isso!
— Bem, eu sei... eu escolhi, lembra? — ele respondeu com um sorriso vitorioso.
Ela se jogou nele, abraçando o marido com força. Os seios fartos e macios foram pressionados contra o peito de Mike, mas ela estava maravilhada demais com a visão para se importar com qualquer outra coisa.
— Olha toda essa luz! Todo esse espaço!
— Eu sei!
Riley se soltou e caminhou pelo ambiente, verificando as janelas altas e o piso brilhante. Então, ela se virou para Mike, a expressão maravilhada se misturando com um leve toque de incredulidade.
— Uau, você realmente se superou. E você tem certeza de que podemos pagar?
— Estou te dizendo, foi uma barganha — ele assegurou, balançando a mão para afastar a preocupação. — Mas deixa eu me preocupar com as finanças.
A resposta foi o suficiente para ela. Riley saiu correndo em direção a Mike e o abraçou de novo, levantando o rosto para ele.
— Você é o melhor, amor! Venha cá!
Eles se beijaram profundamente, um toque que misturava a adrenalina do momento com o carinho de anos juntos. Quando se separaram, Mike deslizou a mão pela cintura fina dela.
— Parece que alguém está realmente animada com o nosso novo lugar.
— Como eu poderia não estar? Isso é tudo que eu queria.
— Deixa eu te mostrar o resto do lugar, então. Venha...
Ele a guiou para o próximo ambiente. O rebolado natural dos quadris largos de Riley ficava ainda mais evidente enquanto ela caminhava, absorvendo cada detalhe.
— Esse apartamento supera todas as minhas expectativas, olhe para essa cozinha! — ela exclamou.
— Espere até ver o que está atrás daquela porta.
Riley seguiu a direção que ele apontou, entrando em um espaço impecável, forrado de azulejos elegantes.
— Esse é o banheiro — disse Mike, logo atrás dela.
— Wow, temos muito espaço aqui!
— Nunca gostei de banheiros pequenos. Foi uma das coisas que me fez comprar esse lugar.
Ela se virou para ele, colocando as mãos na cintura. O movimento empinou ainda mais o volume farto de seu busto, uma pose confiante e satisfeita.
— Eu gosto, é muito bom.
— Espere até você ver o nosso quarto.
Eles caminharam pelo corredor final. Quando Riley entrou no quarto principal, seus lábios se entreabriram em um suspiro surpreso.
— Oh, wow... É tão... amplo.
— Mas legal, né?
— É... — Ela se aproximou da parede de vidro. — Mas você não se preocupa com a privacidade?
— Nah. Nós só vamos receber pessoas aqui quando nós quisermos. É o nosso lugar. — Mike se aproximou silenciosamente e a abraçou por trás, as mãos grandes repousando sobre a barriga lisa dela enquanto ele beijava seu pescoço. — E eu nunca me canso de olhar para você.
Riley riu, encostando a cabeça no ombro dele.
— Alguém está ligando o bom e velho charme...
Sentindo o corpo aquecer e a excitação tomar conta, Riley se soltou de seus braços e caminhou até o centro do quarto. Ela se deixou cair de costas no colchão macio da cama imensa, abrindo levemente as pernas grossas em um convite silencioso.
— Oh, esta cama é tão confortável... — ela ronronou, alisando o tecido, sua voz caindo uma oitava. — E meio sexy... Eu mal posso esperar até batizar ela, se é que você me entende.
— Com certeza, baby.
— Bem... — ela apoiou os cotovelos no colchão, inclinando o queixo e fazendo uma cara safada para ele. — Por que não começamos agora mesmo?
O sorriso de Mike congelou por um segundo antes de ele soltar um suspiro pesado, olhando para o próprio relógio.
— Ah, caramba... Eu adoraria, é só... O bar vai ser inspecionado em uma hora e eu não quero me atrasar para isso. Eu preciso sair agora mesmo se eu for vencer o trânsito.
O fogo no olhar de Riley se apagou quase instantaneamente. Ela abaixou os braços e sentou-se na beirada da cama.
— Oh. — Ela soou inegavelmente decepcionada.
— Desculpe, querida. Eu preciso que essa inspeção corra bem para conseguir minha licença para abrir. Droga, olha as horas. Eu tenho que ir! Ciao!
Ele lhe deu um beijo rápido e apressado na testa e se virou, caminhando a passos largos para fora do quarto.
— Tchau, querido.
O som da porta da frente batendo ecoou pelo apartamento grande. Riley suspirou, o corpo ainda formigando de uma excitação que não seria aliviada. Ela se levantou da cama, balançando a cabeça.
— Bem, isso é chato — ela murmurou para si mesma. — Eu realmente estava esperando conseguir alguma coisa na minha primeira hora em casa, mas acho que o Mike está realmente ocupado. Hrm...
Ela caminhou até a sala de estar, observando as malas deixadas no chão.
— Mas talvez eu deva limpar este lugar? Deixar bem aconchegante para quando ele voltar.
Decidida a não deixar a frustração dominar seu primeiro dia, ela foi até a sua mala maior, agachou-se, fazendo as coxas fartas tensionarem, e abriu o zíper. Estava calor ali dentro. Em um movimento rápido e fluido, Riley puxou a própria blusa por cima da cabeça, retirando totalmente a parte de cima da sua roupa. Seu sutiã ficou exposto por alguns segundos contra a pele morena antes que ela encontrasse e vestisse um top branco e bem justo, que mal continha o peso dos seus seios, deixando uma faixa da barriga à mostra.
Ela prendeu os cabelos longos e escuros, ajustou os óculos no rosto e colocou as mãos nos quadris.
— E eu também deveria desfazer nossas coisas. Começar nossa nova vida com o pé direito e, sim, sem procrastinar!
Com um sorriso determinado substituindo a decepção de minutos atrás, Riley se voltou para o trabalho, fazendo os serviços domésticos da casa com uma energia otimista, completamente alheia a como aquela mesma dedicação inabalável começaria a se esgotar ao longo dos próximos anos.