Presentinho de Aniversário


Eu, Júlio, e Carol somos um casal junto há aproximadamente três anos. Viemos de outros relacionamentos e temos filhos — não nossos, mas dos anteriores. Nos conhecemos quando já tínhamos passado dos quarenta, e hoje o que queremos é namorar, viajar, passear e aproveitar o melhor que a vida pode nos oferecer. Trabalhamos, cuidamos da saúde e dos nossos corpos, mas acima de tudo buscamos viver intensamente.

Nessas idas e vindas, entre aventuras e fantasias, fomos nos descobrindo. Abrimo-nos um ao outro, compartilhando tristezas, alegrias, desejos, medos e fetiches. No sexo, nos encaixamos de forma intensa e sempre buscamos mais: brinquedos eróticos, práticas de BDSM, óleos, velas, vibradores, próteses. Aos poucos, fomos explorando juntos nossas imaginações e ampliando as fantasias. Visitamos casas de swing, experimentamos exibicionismo, troca de casais e sexo no mesmo ambiente. Mas uma fantasia permaneceu suspensa: o voyeurismo. Sempre tive o desejo de ver Carol com outro homem. Claro, nada se decide num estalar de dedos; é preciso diálogo, confiança e cumplicidade para que nenhum de nós se sinta desconfortável. Entre nós, tudo sempre foi transparente.

Após muitos diálogos e incendiados pelo desejo, Carol autorizou que eu buscasse um parceiro para realizarmos a fantasia de cuckold — o fetiche de ver a parceira se relacionando sexualmente com outro homem, sempre com consentimento e confiança entre todos os envolvidos.

Com a permissão dela, iniciei a busca com antecedência. Sabia que, para agradar minha delícia, precisaria escolher com cuidado. Afinal, eu iria dividir minha safada com outro homem e queria que ela fosse bem tratada, explorada e desejada, como eu sempre faço.

Depois de muitas conversas e análises de fotos dos pretendentes, encontramos Eduardo: na faixa da nossa idade, alto, forte, corpo malhado de academia, mente aberta, discreto e sigiloso. Exatamente o que procurávamos.

Marcamos de nos conhecer em um barzinho. Eu já sabia como ele era pelas fotos e pela voz, mas queria confirmar tudo pessoalmente. Eu e Carol chegamos antes, escolhemos uma mesa e esperamos. Logo o vi entrar: camiseta regata preta, jeans skinny, tênis Adidas e óculos. Eu estava de calça social slim preta, sapato marrom e camisa preta de manga longa. Carol, deslumbrante, usava um vestido preto justo que deixava os ombros à mostra, sandália de salto alto que realçava suas pernas torneadas.

Nos cumprimentamos e nos sentamos. No início houve um breve silêncio, mas para quebrar o gelo perguntei:
— Então, amor, gostou do que trouxe para te apresentar?

Ela sorriu, olhou para mim, depois para Eduardo, encostou em mim e respondeu:
— Gostei até demais.

Rimos juntos, e eu completei:
— Então agora é só combinarmos os detalhes mais calientes.

O fetiche não aconteceu de imediato. Tivemos outros encontros, voltamos algumas vezes ao barzinho, conversamos mais, nos conhecemos melhor, até decidirmos que era o momento certo. Marcamos novamente no mesmo local e, depois de alinharmos tudo, percebemos que estávamos de acordo. Eduardo, ainda mais animado, sabia a mulher incrível que teria em seus braços.

Saímos juntos e fomos para nossa casa. Não havia ninguém além de nós três. Carol demonstrava nervosismo e ansiedade; eu, por minha vez, sentia o corpo formigar, pernas trêmulas e respiração ofegante. Tentava controlar-me, mentalizando que seria prazeroso: afinal, eu estava prestes a realizar um fetiche que desejava há muito tempo. E havia um detalhe especial: tudo aconteceria na semana do aniversário dela. Seria, portanto, um presente — para ela, para mim e para Eduardo.

Ao chegarmos, recepcionamos nosso convidado. Enquanto Carol foi ao quarto, ofereci uma bebida a Eduardo e pedi que ficasse à vontade. Ele foi ao banheiro, trocou a regata por uma camiseta, tirou os sapatos e ficou mais descontraído. O silêncio entre nós era quase ensurdecedor, até que ouvimos a porta do quarto se abrir. Carol surgiu sem dizer uma palavra, agora vestida em um short doll preto. Sentou-se entre nós, sorriu para mim e perguntou:

— Então é isso mesmo que você quer, amor?

Respondi:
— Sim. E penso que agora não sou só eu que quero.

Olhei para os dois e completei:
— Acredito que nós três queremos.

Levantei-me e fui até a cozinha, deixando-os a sós. Eles trocaram olhares carregados de desejo. Ao passar pelo corredor em direção ao quarto, falei:
— Podem vir quando quiserem.

Logo ouvi risos discretos. Quando entraram, Carol conduzia Eduardo pela mão. Eu estava sentado em uma poltrona com um livro nas mãos. Eles pararam diante de mim, próximos à cama. Carol tirou a camisa dele, Eduardo a abraçou e a puxou para perto. Ela pousou a mão em seu peito e se beijaram. Aquilo foi um choque para mim, mas eu sabia que estava apenas começando. Coisas bem mais intensas viriam depois daquele beijo.

E o que vi a seguir me estremeceu. Arrepiei, e não foi de frio, nem de febre, nem de medo. Eduardo puxou Carol para perto e deixou as mãos deslizarem pelas costas dela. Desceram até o bumbum e, ao subir, entraram por dentro da blusa, levantando-a. Na minha cabeça pensei: “Ela vai recuar, segurar os braços para baixo.” Mas não. Carol levantou os braços automaticamente e a blusa foi subindo. Pela lente dos óculos, parecia tudo em câmera lenta: os seios dela balançaram, ele os olhou, empurrou-a contra a parede, segurou seus braços para cima e chupou seus mamilos, sugando cada um.

Eu ainda segurava o livro, mas já não lia nada. Via apenas a língua dele lambendo os peitos dela. Soltou os braços, agachou-se, a boca descendo pelo ventre. Puxou o short — ela estava sem calcinha. Logo entrou entre suas coxas. Carol apoiou os braços nas costas dele e, não sei se instintivamente ou incentivada, levantou uma das pernas, colocando-a sobre ele. Na posição em que estava, Eduardo abocanhou sua intimidade. Ela gemeu baixinho, quase um sussurro.

Um calor tomou conta de mim. Comecei a suar dentro da roupa, meus pés escorriam dentro do chinelo. Estava excitado, minha ereção firme. Larguei o livro, tomei um gole de água e decidi: iria apenas observá-los.

Me dirigi até a Alexa e busquei uma playlist que combinasse com aquele momento. A música que mais encaixou foi “Not Afraid Anymore”, da cantora Halsey. Quando começou a tocar, parecia que Eduardo e Carol entraram no ritmo dela. Carol o puxou, encostou-o na parede, beijou-o e foi descendo com a língua pelo peitoral, lambendo cada centímetro. Ele ainda estava de calça, mas isso não foi obstáculo: ela desabotoou o cinto, empurrou as calças para baixo e, ao mesmo tempo em que o beijava, levou a mão até sua pika. Segurou firme, ajoelhou-se, empinou o bumbum para mim e começou: lambeu as bolas, a cabeça, sugou, engoliu até babar. Eduardo olhava para mim, demonstrando apenas prazer. Eu, excitado, me despi, sentei-me na poltrona e comecei a me masturbar, assistindo ao espetáculo da minha esposa deliciosa com seu parceiro — o presente de aniversário que vivíamos.

Em sequência, Eduardo e Carol foram para a cama. Eu permaneci na poltrona, aos pés dela. Eduardo deitou-se, Carol de costas para mim, vestiu a camisinha e empinou o bumbum. Vi a ucetinha ser preenchida. O tesão foi tão intenso que quase gozei ali mesmo. Meu corpo se contraiu, a uretra explodindo, gemi alto e não aguentei: soltei um jato tão forte que nunca havia sentido, nem transando. Estremeci e relaxei.

Na cama, Carol e Eduardo trocavam posições, gemiam e suavam em uma transa intensa. Fui ao banheiro me limpar, resolvi tomar banho. De lá debaixo do chuveiro ouvia os gemidos. Ao sair, vi Carol de quatro, Eduardo metendo forte, segurando seu quadril enquanto ela agarrava os lençóis. A cama estava revirada. Ela pedia mais, mais, mais, “vou gozar” gritava ela, até que seu corpo enrijeceu, curvou-se e foi cedendo lentamente. Eduardo tirou a pika dela, a camisinha cheia de porra, e Carol deitou-se em espasmos de prazer. Ele sentou-se na borda da cama, recompôs-se e olhou para mim:
— Que mulher, hein? Que potência!

Pediu licença e foi ao banheiro. Carol, ainda deitada, olhou para trás e disse:
— Satisfeito agora, amor?

Respondi:
— Muito satisfeito. Assisti tudo o que imaginava. Foi inesquecível.

Todos nós nos recompusemos e fomos juntos para a cozinha. Preparamos uma deliciosa macarronada, acompanhada de um bom vinho. Já era quase meia-noite quando Eduardo se despediu e foi embora.

Hoje somos amigos, mas encontros como aquele não se repetiram. Foi único: um fetiche que eu queria realizar e que me deixou plenamente satisfeito. Tudo o que aconteceu naquela tarde e noite em nossa casa ficará marcado como inesquecível.

Escrito por Arthur Facts and Stories.

Foto 1 do Conto erotico: Presentinho de Aniversário

Foto 2 do Conto erotico: Presentinho de Aniversário

Foto 3 do Conto erotico: Presentinho de Aniversário

Foto 4 do Conto erotico: Presentinho de Aniversário

Foto 5 do Conto erotico: Presentinho de Aniversário


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Ultimos 30 Contos enviados pelo mesmo autor


266074 - Kamila e a Despedida do Italiano - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
265666 - Kamilla e a Surpresa no Bar - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
265286 - “Apresentando a Casa de Swing a Quem Nunca Imaginei” - Categoria: Fantasias - Votos: 3
265012 - “Apresentando Henrique — o pegador para a família” - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
264921 - “Primeira vez na casa de swing marcou demais, foi louco, mas quero mais, mais, e mais” - Categoria: Fantasias - Votos: 3
264879 - Aventura inesperada em ilhéus - Categoria: Fantasias - Votos: 3
264646 - “Fim do Processo e o Prêmio para a Advogada” - Categoria: Fantasias - Votos: 3
264538 - "Sempre a Admirei e o Encontro Foi Melhor que o Esperado" - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
264480 - Clarisse e o Empresário - Categoria: Heterosexual - Votos: 2
264106 - “Os Ruídos do Quarto ao Lado” - Categoria: Fantasias - Votos: 6
263935 - “Um Erro Bem-Feito” - Categoria: Heterosexual - Votos: 4
263785 - “Aventura Com o Lenhador” - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
263662 - “Meu Policial favorito” - Categoria: Heterosexual - Votos: 4
263098 - “Sabina e a Nossa Caixa de Risos” - Categoria: Fantasias - Votos: 3
263003 - “Apresentando Nossa Mala dos Prazeres”. - Categoria: Fantasias - Votos: 2
262971 - “O Lenhador” - Categoria: Heterosexual - Votos: 2
262945 - “Meu Vizinho Policial” - Categoria: Fantasias - Votos: 4
262860 - Conto Erótico: “Até o Golpe Final” - Categoria: Cuckold - Votos: 3
262583 - Conto Erótico: “Meu Desejo de Ser Cuckold” - Categoria: Fantasias - Votos: 5
262311 - “A Proposta do Comprador de Jet Ski” - Categoria: Fantasias - Votos: 3
262226 - Aos cinquenta a descoberta do prazer sem limite - Categoria: Fantasias - Votos: 8
261685 - “Armações Depois da Confraternização” (Continuação: “Deliciosa Confraternização Entre Amigos). - Categoria: Grupal e Orgias - Votos: 5
261684 - “Deliciosa Confraternização Entre Amigos” - Categoria: Grupal e Orgias - Votos: 6
259173 - “Viúva Simpática & Gostosa” - Categoria: Heterosexual - Votos: 5
257435 - “Secretaria Safada e Intensa” - Categoria: Heterosexual - Votos: 0
256829 - A Secretária - Categoria: Heterosexual - Votos: 8
256827 - “Fantasias e Aventuras Com Meu Padrasto” - Categoria: Fantasias - Votos: 1
256461 - “A Nova Colaboradora” - Categoria: Heterosexual - Votos: 3
256426 - “Meu Padrasto Safado” - Categoria: Heterosexual - Votos: 6
255943 - Luena - Categoria: Heterosexual - Votos: 2

Ficha do conto

Foto Perfil arthureroticfacts
arthureroticfacts

Nome do conto:
Presentinho de Aniversário

Codigo do conto:
266328

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
06/07/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
5