O sol da tarde batia no concreto do centro cultural, e eu estava parada diante da porta do banheiro, sentindo meu coração martelar contra as costelas. Eu tinha acabado de tirar cada peça de roupa, dobrando-as com uma precisão quase ritualística e depositando-as dentro de um armário cujo código eu, deliberadamente, havia esquecido. A irreversibilidade era o gatilho. Eu não tinha como voltar. Eu não tinha como me vestir. Eu estava ali, completamente pelada, usando apenas meus óculos de grau e mais nada, sentindo o ar fresco da sala bater na minha buceta e nos bicos das minhas tetas. O suspense me torturava. Cada passo que eu dava em direção à saída do banheiro era uma batalha. Meus instintos gritavam para que eu voltasse, mas a vergonha — aquela vergonha deliciosa de estar em uma situação absurda — já estava acendendo meu tesão. Eu sentia minha safadeza aparecer: os bicos das minhas tetas ficaram rígidos enrugados, apontando para a frente, minha buceta começou a pulsar, molhando tanto que escorria pelas coxas. Ao sair para o corredor, dei de cara com um homem vestido com um terno cinza, impecável, segurando uma prancheta. Ele me olhou de cima a baixo. Meu primeiro impulso foi tentar me cobrir com as mãos, mas elas eram absurdamente insuficientes; se eu tentasse cobrir minhas tetas e minha buceta, eu teria que escolher uma das tetas para cobrir, a outra teta e minha bunda ficava de fora; se eu tentasse cobrir as duas tetas, minha buceta e minha bunda estariam de fora. Eu nunca tinha mão suficiente para cobrir toda aquela nudez. Era uma luta insana. Eu queria me esconder, mas ao mesmo tempo, queria que todo mundo me visse pelada. — Com licença, por que está pelada? — perguntou ele, com um tom de voz neutro e indiferente. — Não estou pelada — respondi, tentando manter a narrativa cínica, embora minha voz estivesse trêmula. — É que minha é roupa cor da pele. — Entendo — ele disse. — Notei que os botões da sua blusa cor da pele estão enrugados aqui na frente. Deixa que eu aliso pra você. Ele estendeu a mão e, com a ponta dos dedos, começou a massagear os bicos das minhas tetas. Embora a narrativa dele fosse estar apenas alisando os botões da minha blusa, a realidade, presenciada por todos os que nos observavam, era um carinho extremamente erótico e descarado. A contradição com a realidade me envergonhava de maneira enlouquecedora. A sensação de cócegas misturada com a toque delicado dos dedos causou um curto-circuito em mim. A vergonha de estar ali, fingindo que aquilo era uma roupa enquanto ele masturbava minhas tetas descaradamente, amplificou meu tato. Eu sentia cada nervo da minha pele gritando. Gozei tão intensamente que quase enlouqueci. Não tinha mais como fingir que meus bicos eram botões. Meus joelhos fraquejaram, não consegui segurar e comecei a rir, meus gemidos saíram sem eu conseguir disfarçar, minha respiração ficou ofegante. Tentei desesperadamente disfarçar, manter minha farsa de que estava vestida, mas na verdade todos estavam vendo minha buceta pulsando contra o ar, minhas tetas balançando, e meus bicos duros e enrugados. Assim que o orgasmo passou, a vergonha ficou mais evidente, não havia mais tesão, só restava vergonha, culpa e arrependimento. Mas a vergonha logo se transformou. A consciência de que eu tinha acabado de gozar diante de um estranho, enquanto fingia usar roupa, reciclou meu tesão quase que instantaneamente. O intervalo que existia entre um orgasmo e o outro, o tempo que demorava para eu me excitar novamente, quase desapareceu. Meu corpo, ficou hipersensível por causa da vergonha que eu estava sentindo. A vergonha não me deixava esquecer que eu estava pelada. Diferente de quando estou tomando banho e até esqueço que estou pelada. Horas se passaram. Para que ir embora se estava tão gostoso? Caminhei por outras alas do prédio, encontrando outras pessoas. O cinismo era a regra. Um segurança passou por mim e comentou, com a mesma neutralidade: — O zíper da sua calça cor da pele parece ter quebrado e está aberto. Deixe-me verificar o defeito. Ele se abaixou. Ele dizia apenas estar examinando meu "zíper", mas para todos que nos olhavam ficava bem claro que ele estava descaradamente me masturbando. O dedo dele entrava fundo na minha buceta, fazendo aquele movimento de vai e vem, que fazia aquele barulhinho "tchec tchec" — aquele som úmido, vulgar, que denunciava tudo. Eu gozei novamente, e mais vezes. Cada orgasmo era mais duradouro e vergonhoso que o anterior, pois o tempo passava e cada vez mais eu ficava consciente do quanto era absurdo eu estar pelada por tanto tempo. Eu ria, gemia, enquanto tocava descaradamente meus próprios bicos, sentindo a vergonha daquela situação. A luta interna era constante: eu queria fugir, queria me cobrir, mas a vontade de permanecer ali, peladona, sendo masturbada na frente de todos era maior. A vergonha era o combustível. Quanto mais eu me sentia "estranha", mais sensível minha buceta ficava, e mais rápido o próximo orgasmo chegava. Eu era um instrumento afinado pela vergonha, vibrando a cada cínico comentário sobre a minha nudez. Comentários cínicos do tipo:— Que roupa bonita você está usando, que tecido macio. Quando o sol começou a baixar e o prédio começava a esvaziar, eu ainda estava ali, pelada, exausta de tanto gozar, com a pele quente e a mente em êxtase. O homem do terno cinza apareceu novamente no final do corredor. Ele olhou para mim, viu que eu ainda estava naquela situação absurda e apenas disse: — O horário de visita terminou. Vou precisar que você saia agora. Mas como você fará para voltar para casa desse jeito? Eu olhei para ele, sentindo a última onda de tesão percorrer meu corpo e respondi: Tudo bem, esse meu conjunto cor da pele é muito discreto, até meus sapatos estão combinando. Disse isso sentindo meus bicos duros e o vento entrando em minha buceta, enquanto minha bunda ficava exposta para quem estivesse atrás de mim. Mais uma vez ele entrou no meu jogo, me pegou pela mão e me acompanhou até o ponto de ônibus, aonde eu gozei mais uma vez. Imagina só que cena estranha (até mesmo para mim): Um homem todo elegante, de calça, sapatos e meias sociais, camisa social, terno e gravata, de mãos dadas comigo, uma mulher totalmente pelada e descalça, usando apenas óculos de grau, caminhando em direção ao ponto de ônibus. Como fiz para entrar no ônibus e voltar para casa? Não teve problema nenhum, eu estava usando meu conjunto cor da pele. Como fiz para pagar? Não sei porque, mas ninguém se importou em me cobrar...
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