Moro com minha filha e meu genro desde que fiquei viúva, há vinte anos. Conheço a rotina da casa como ninguém; eu sei o horário exato em que ela entra em um silêncio quase palpável. Com a minha filha saindo cedo para o trabalho presencial e o Guilherme instalado no escritório para o seu expediente em home office, as horas da tarde tornavam-se um território peculiar.
Por trás daquela aparente serenidade, contudo, existia uma faceta minha que ninguém conhecia. É verdade que, durante o meu casamento, eu sempre gostava de me exibir para o meu falecido marido; nós transávamos com frequência e o sexo era bom, embora previsível, sem grandes ousadias. Após a viuvez, porém, senti vontade de explorar novos horizontes e ousei dar vazão a certos impulsos em raras experiências fora dali, em viagens ou “cafés da tarde com amigas” — momentos em que usava lingeries atraentes e provocantes que pareciam pertencer a outra mulher, uma persona secreta que jamais combinaria com a postura recatada que eu exibia no dia a dia. Ultimamente, somente me aliviava nas masturbações, fantasiando com algum ator bem-dotado dos vídeos que recebia das amigas via WhatsApp.
Se me perguntassem se eu imaginava que o meu próprio genro seria o estopim para revelar essa minha verdadeira natureza, eu jamais acredititaria. Guilherme mede 1,79 m de altura, pesa 80 kg em um corpo atlético e harmonioso, com uma beleza comum, charmoso. No entanto, até aquele momento, eu jamais o enxergara como um homem no sentido do desejo; para mim, ele era apenas o marido da minha filha, quase como um filho. Nunca, em hipótese alguma, passou pela minha cabeça que ele se tornaria o centro das minhas fantasias mais proibidas. (continua...)