Tatiane descobriu cedo que seu corpo reagia a imagens que a deixavam sem jeito. Ainda nova, quando se tocava escondida no quarto, a fantasia que mais a excitava era a de estar com dois homens ao mesmo tempo. Não tinham rostos. Eram só corpos, mãos diferentes na sua pele, uma boca na sua enquanto outro a penetrava. O orgasmo vinha forte e, logo depois, a vergonha. Ela se prometia parar de pensar nisso. No dia seguinte, pensava de novo. Quando conheceu Lauro, tinha 22 anos e ainda era virgem. O desejo era grande, mas ela fez questão de parecer difícil. Demorava para deixar que ele a beijasse no pescoço. Afastava a mão dele quando subia demais pela coxa. Dizia que precisava de tempo, que não estava pronta. Parte era medo. Parte era orgulho. Não queria parecer fácil, mesmo quando já estava molhada só de sentir o pau dele contra sua perna. A perda da virgindade foi adiada o quanto ela conseguiu. Quando aconteceu, veio acompanhada de tensão e silêncio. Lauro foi paciente. Tatiane sentia prazer, mas se controlava. Preferia o escuro. Preferia não fazer muito barulho. Preferia esconder o quanto realmente queria. Depois do casamento, o sexo ficou carinhoso e seguro. Por fora, ela parecia satisfeita. Por dentro, os velhos desejos continuavam reprimidos. De vez em quando a imagem dos dois homens voltava. Às vezes aparecia um terceiro. Ela se resolvia sozinha, gozava em silêncio e depois se sentia culpada por ainda carregar aquilo. Tudo mudou na noite em que chegou mais cedo e encontrou Lauro no sofá. O notebook estava aberto. Na tela, uma mulher era penetrada por três homens ao mesmo tempo. Tatiane parou na porta. O coração acelerou. Não era só surpresa. Era um reconhecimento estranho e quente. Lauro fechou o notebook na hora. — Eu não esperava você agora. Ela não fez perguntas naquela noite. Apenas deu boa noite e foi dormir de costas para ele. No dia seguinte, à noite, a tensão ainda estava no ar. Lauro a puxou pela cintura e a beijou com fome. Em poucos minutos estavam na cama. Ele a penetrou de uma vez e encontrou a buceta mais molhada que o normal. Metia com ritmo firme quando ela falou, ofegante: — Aquele vídeo de ontem… você assiste muito desse tipo? Ele não parou de se mover dentro dela. — Às vezes. Você ficou incomodada? — Não. Fiquei pensando. — Ela rebolou contra ele. — Me mostra. Agora. Coloca o vídeo da mulher com os três. Lauro hesitou só um segundo. Pegou o notebook, abriu o arquivo e voltou a meter enquanto a imagem aparecia. Tatiane soltou o ar assim que a cena começou. Os olhos ficaram colados na tela. — Nossa… — murmurou, a voz já diferente. — Ela está aguentando os três ao mesmo tempo. Lauro metia devagar, observando a reação dela. — Está gostando de ver? — Estou. — A resposta saiu sem travar. — Muito. Eu não esperava gostar tanto. Ela abriu mais as pernas, empurrando o quadril para cima, pedindo profundidade enquanto não tirava os olhos da tela. — Será que tem mulheres que realmente fazem isso? — perguntou, a respiração falhando. — De verdade… não só em vídeo. — Tem — respondeu Lauro, a voz rouca. — Bastante. Tatiane mordeu o lábio, ainda olhando a mulher ser usada pelos três homens. — Você sente tesão nisso? De verdade? — Sinto. Principalmente vendo você reagir assim. Ela soltou um gemido mais alto quando ele meteu fundo. — No vídeo ela é casada, né? — falou, quase pensando alto. — Tem aliança no dedo… e mesmo assim está ali, deixando vários a comerem. — Está. Tatiane agarrou as costas dele, as unhas cravando a pele. — Continua o vídeo. Não para. — A voz já estava carregada de tesão. — Eu quero ver até o final enquanto você me come. Lauro obedeceu. Aumentou o ritmo. Na tela, a mulher gemia alto sendo penetrada por dois ao mesmo tempo enquanto chupava o terceiro. Depois de um tempo, ele perguntou baixo, perto do ouvido dela: — Me fala o que você está sentindo… Tatiane respirou fundo, ainda olhando a tela, a voz saindo ofegante, mas mais calma: — Sinto muito tesão em ver essas putarias… Sempre imaginei isso. Desde nova. Lauro continuou metendo, sem pressa, ouvindo. Ela virou o rosto para ele, as bochechas quentes, e completou com a voz baixa, quase num sussurro: — Tenho tesão nisso… mas quero que fique só nas nossas brincadeiras. Nada real. Ele beijou a boca dela, lento, e assentiu. Tatiane escondeu o rosto no pescoço dele, ainda sentindo o pau dentro de si e a imagem dos três homens na tela. O desejo antigo estava ali, exposto pela primeira vez. Mas, naquela noite, ela deixou claro o limite: podia gozar com a fantasia, podia pedir o vídeo, podia gemer baixo admitindo o tesão… desde que tudo permanecesse apenas entre os dois, na cama, como brincadeira.
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