Depois da primeira noite com o vibrador, Tatiane não conseguiu mais fingir que aquilo era só uma curiosidade passageira. Nos dias seguintes ela mesma pegava o brinquedo na gaveta, colocava na cama e olhava para Lauro com um sorriso que misturava vergonha e fome.
— Hoje eu quero de novo — disse numa noite, já de lingerie preta. — Mas quero que você fale mais. Quero ouvir as coisas sujas enquanto me come.
Lauro a deitou de lado, introduziu o vibrador na buceta até o fundo e ligou. Depois lubrificou o cu e foi entrando. Quando os dois estavam dentro, Tatiane já começava a falar baixinho, ofegante:
— Isso… me abre toda… — Mais fundo… eu quero sentir os dois batendo juntos… — Fala que tem outro homem me esperando…
Eles passaram a fazer aquilo com frequência. Cada vez as putarias saíam com menos vergonha. Tatiane gozava forte e depois ficava quieta no peito dele, a cabeça cheia demais.
Foi numa dessas semanas que ela reencontrou Alessandra.
A amiga de infância estava de passagem pela cidade. Mora na Bahia há anos e tinha vindo resolver uns assuntos de família. Tinham se perdido de vista depois da faculdade. Alessandra estava mais solta, cabelo mais curto, sorriso fácil. Conversaram sobre a vida, o trabalho, o casamento de Tatiane. Até que Alessandra, sem nenhum pudor, começou a contar do último Carnaval em Salvador.
— Menina, esse ano foi absurdo. Eu moro lá, então já conheço os blocos, mas me soltei de verdade.
Tatiane escutava em silêncio, o coração já um pouco mais acelerado.
— Na praia, um dia, eu acabei ficando com um cara que conheci no bloco. A gente foi caminhando até um pedaço mais deserto, atrás de umas pedras. Eu chupei ele e depois ele me comeu de quatro, com o sol quente nas costas. Eu gozei ali mesmo, de joelhos na areia.
Tatiane sentiu o rosto esquentar. Apertou a xícara com as duas mãos.
— Sério?… Assim, na praia?
Alessandra riu.
— Sério. E de noite foi pior. No meio do bloquinho, bem apertado, um cara começou a me beijar. Outro veio por trás e colou o corpo. Eu estava de shortinho e top. Em menos de cinco minutos eu já estava sendo apalpada pelos dois ao mesmo tempo. A gente saiu do bloco, foi para um beco escuro e eu deixei os dois me comerem. Um na frente e outro atrás. Eu gemia baixinho, mas estava gozando igual puta.
Tatiane ficou sem fala por alguns segundos. A imagem da amiga sendo comida na areia e depois no beco se misturou automaticamente com as fantasias que ela mesma tinha na cama.
Alessandra olhou para ela e perguntou, sorrindo:
— E você? Casada ainda consegue se divertir ou já virou só rotina?
Tatiane forçou um sorriso e respondeu com sinceridade:
— Eu me divirto muito entre quatro paredes. Não posso reclamar da minha vida sexual. A gente se resolve bem.
Alessandra assentiu, sem insistir no assunto, e depois comentou de forma leve:
— Olha, se vocês quiserem aproveitar um feriado, me avisem. Tem um feriado longo mês que vem. Vocês podem ir para a Bahia, ficar na minha casa, curtir a praia e descansar. Ia ser bom ver vocês por lá.
Tatiane riu, meio sem jeito, e disse que ia conversar com Lauro. Não contou nada dos próprios desejos. Não falou do vibrador, nem do anal, nem das putarias. Só se despediu e foi embora com a cabeça fervendo.
Naquela mesma noite, quando Lauro chegou, ela já estava de lingerie, o vibrador em cima da cama. Os olhos dela estavam diferentes. Mais escuros, mais famintos.
— Eu encontrei a Alessandra hoje — disse enquanto ele se aproximava. — Ela mora na Bahia e contou umas coisas do Carnaval que me deixaram bem excitada.
Lauro ergueu uma sobrancelha, já entendendo o clima.
— Contou o quê?
Tatiane se sentou na beira da cama, as pernas abertas, a voz baixa e carregada:
— Ela me contou que, de dia, na praia, chupou um cara e foi comida de quatro atrás das pedras, com o sol quente. Mas o que mais me pegou foi a noite. No meio do bloco, dois caras começaram a mexer com ela. Um beijando na frente, outro colado atrás. Eles saíram, foram pra um beco escuro… e ela deixou os dois comerem ela. Um na buceta e o outro no cu. Ao mesmo tempo. Ela gemia baixo pra ninguém ouvir, mas estava gozando igual puta.
Lauro ficou em silêncio por um segundo, o olhar escurecendo.
— E isso te deixou assim?
— Me deixou molhada o caminho inteiro pra casa — confessou ela, sem desviar o olhar. — Eu quero fantasiar isso agora. Quero que você me coma como se a gente estivesse naquele beco. Como se tivesse outro homem com a gente. Eu sendo comida por dois.
Ela se posicionou de quatro na cama. Lauro pegou o vibrador, enfiou fundo na buceta dela e ligou no modo mais forte. Depois lubrificou o cu e foi entrando devagar, até os dois estarem dentro. Enquanto metia, descrevia exatamente o que ela pedia:
— Você tá no beco escuro… o outro cara tá na sua frente, te segurando pelos cabelos… eu tô te comendo por trás… os dois te enchendo ao mesmo tempo… você gemendo baixo pra ninguém ouvir… sendo usada igual puta…
Tatiane rebolava, gemia alto, soltava putarias sem parar, misturando as histórias da amiga com a própria fantasia. Imaginava o beco apertado, o cheiro de rua, as mãos dos dois homens nela, os dois paus batendo juntos dentro do corpo.
Depois de gozar forte, ela ficou deitada em silêncio por um longo tempo, a respiração ainda ofegante. Lauro passou a mão nas costas dela e perguntou baixo:
— E aí? Ela falou mais alguma coisa?
Tatiane demorou a responder. Quando falou, a voz saiu rouca, mas firme:
— Ela convidou a gente pra Bahia. Tem um feriado longo mês que vem e disse pra a gente ir, ficar na casa dela, curtir a praia… Ia ser uma ótima oportunidade, né? A gente mora em Minas, não tem praia nenhuma por perto. E também estávamos precisando de um tempo só nós dois, sem o filho. Dá pra deixar ele uns dias com os pais.
Lauro puxou ela para perto, o vibrador ainda ligado em algum lugar da cama, e sorriu de canto, provocando:
— Então… se a gente for, você vai querer ser fudida por dois lá também, igual a Alessandra?
Tatiane riu baixo, ainda ofegante, e cutucou o peito dele com o dedo:
— Só por você e o vibrador, seu safado.
As histórias de Alessandra tinham entrado na cabeça de Tatiane como combustível. E mesmo sem ter se aberto completamente com a amiga, ela já não conseguia mais fingir que aquelas imagens — especialmente a do beco — não a excitavam profundamente.