A CULPA FOI DO MOLETOM

Tenho certeza que antes mesmo da metade desse relato você pense “mas que biscate”. Pode pensar. Afinal, eu mesma pensaria.
A verdade é que eu nunca imaginei que aquilo fosse acontecer. Ainda mais com… ele.

Era aniversário da pequena Agatha, a caçula da Lúcia. A casa dela estava um caos. Criançada correndo pela cozinha, pelo quintal. Gritaria e risada pra todo lado. Os homens lá fora diziam estar de olho nelas. Mas sabe como é… homens.
Eu ajeitava os doces na mesa quando Lúcia desabafou.
— Quinta passada foi aniversário do Renato. Queria ter feito alguma coisa, mas ele não deixou.
Coloquei a travessa de brigadeiros ao lado do bolo.
— Sério?
— Dezenove. Acredita?
— Pior que ele esteve lá em casa e nem comentou.
— Ele fica bravo se eu saio contando.
Endireitei a fadinha perto do bolo.
Quando ergui os olhos, Felipe estava do lado de fora com Renato e algumas meninas.
— Que saudade dessa época… — Lúcia suspirou.
— Sabe… Às vezes eu pego o Felipe me encarando, distraído. Queria entender o que passa na cabeça dele. Mas ele nunca se abre comigo.
Ela arqueou as sobrancelhas, segurando aquele sorrisinho maldoso.
— Será que ele não tá apaixonado pela madrasta… igual na novela das oito?
Dei um tapa no braço dela.
— Nem brinca com isso.
Rimos.
Ainda terminávamos os últimos detalhes quando uma mão segurou minha cintura e me virou. Tomei um susto antes de dar de cara com ele.
— Amor! Que susto.
— Vim te resgatar.
Segurei o rosto dele e dei um selinho.
— Nada disso Douglas — Lúcia cortou na hora. — Pode voltar pra churrasqueira. Se deixar meu marido sozinho, a carne vira carvão.
Ele se inclinou no meu ouvido.
— E esse vestido aí, hein?
— Nem vem. Não tem nada demais.
— Não tô falando nada… você tá linda nele. E não sou só eu que achou isso.
Aquela ironia me irritava.
— Deixa de ser chato. Devia era ter orgulho de ter uma esposa assim — murmurei, sentindo ele endurecer contra mim.
— A Raquel chegou — disse Lúcia, puxando minha mão.
Deixei meu marido pra trás e fui com ela, rindo.
Atrás da mesa, quase escondidas pelos enfeites, Lúcia baixou a voz.
— Quero que fique de olho naquela piranha.
— Lá vem você. Qual é a implicância com ela agora?
Refiz o rabo de cavalo e olhei de lado.
— Ela tá se engraçando pro meu filho. Olha aquela mãozinha.
Raquel cumprimentou Renato com um beijo no rosto. A mão deslizou pelo peito dele. A de Renato ficou na cintura dela.
— Ela é mulher do Beto!
— Estão se separando.
— Sério? Mas ela é muito velha pro Renato.
— Pouca coisa mais velha que você.
Travei por um instante.
Lúcia continuou:
— Renato tá cheio de fogo, na flor da idade…
— Tá bom… eu olho.
Peguei um brigadeiro e levei à boca.
Fechei os olhos por um instante.
— Hm… que delícia.
— Encomendei tudo naquela padaria da Treze de Maio — disse Lúcia, lambendo os dedos depois de pegar outro. — Se a mesa encher de presentes, leva eles pro quarto?
— Pode deixar.
— Obrigada, Nanda.

Poucas horas depois a mesa estava lotada. Lúcia me entregou algumas sacolas e comecei a juntar os pacotes pra levar pro quarto.
Deixei os saltos no pé da escada e subi. O carpete fazia cócegas gostosas nos pés. Sempre gostei de casas com carpete.
Quando abri a porta, dei de cara com Renato largado na cama, a televisão ligada.
— Oi… você aqui?
Entrei deixando as sacolas num canto.
— Felipe foi ao shopping com as meninas. Fiquei pra ajudar com as crianças, mas precisava fugir daqueles pestinhas um pouco.
— Nem me fala… — ri, soltando o ar.
Ele levantou rápido demais.
Foi impossível não reparar. O moletom marcava um volume que… meu Deus. Desviei os olhos no mesmo instante, mas tarde demais. Quando encarei Renato de novo, o canto da boca dele puxava aquele mesmo sorriso da mãe.
Merda. Ele percebeu.
— E você, hein… — tentei disfarçar. — Nem comentou que era seu aniversário.
— Não curto muito.
— Bobo. Tem que comemorar. Ganhar presentes… abraço…
Ele deu um passo na minha direção.
— O abraço eu aceito.
Senti o rosto esquentar.
— Parabéns, seu chato. Tudo de bom pra você.
As mãos dele pousaram na minha cintura.
— Valeu, Nanda.
Os dedos apertaram minha cintura devagar. A mão subiu um pouco e, de repente, o vestido parecia curto demais.
Eu devia ter me afastado. Devia. Mas fiquei.
O nariz roçou na minha bochecha. O primeiro beijo foi só um selinho, mas já me bagunçou inteira. Não recuei. Quando a boca voltou, veio mais funda. A língua entrou devagar, acabando comigo.
Minha mão subiu sozinha até a nuca dele, entregue.

Ele me empurrou na cama. Caí de costas no colchão, o coração disparado.
— Renato… — minha voz saiu baixa, trêmula.
Suas mãos desceram ávidas pelas minhas pernas, puxando a calcinha para baixo com um movimento impaciente. Ela deslizou fácil, quase molhada demais.
Quando abaixou a própria calça, perdi o ar.
— Renato… isso não deveria…
Você acha mesmo que aquela frase ia convencer alguém? Já tava sendo dita no passado. Não deu outra. Morreu no instante em que ele afastou minhas pernas e me puxou pra perto.
— Ahhn…
Entrou fundo. Já foi metendo com força.
A cama rangia no ritmo das estocadas. A porta entreaberta deixava a música e as conversas lá de baixo invadirem o quarto. Qualquer pessoa podia entrar ali. Mesmo assim, não parei.
Arqueei o corpo quando o orgasmo veio forte, arrancando meu ar. Renato também explodiu quase junto. Enterrou o rosto no meu pescoço gozando dentro de mim. Cacete. Sem camisinha.
Fiquei parada alguns segundos, tentando respirar.
— Nossa… se sua mãe souber…
Escapei dele e sentei na beirada da cama. Peguei a calcinha caída no chão e enfiei pelas pernas, toda atrapalhada.
— Relaxa, Nanda. Ninguém vai saber.
Baixei o vestido e alisei o tecido com as mãos trêmulas.
— Vai… desce. Preciso ficar sozinha.
Renato saiu do quarto.
Passei as mãos no rosto.
— Meu Deus… o que eu fiz?

Três semanas depois…
Renato, que aparecia lá em casa quase toda semana, sumiu. E aquilo começou a me deixar doidinha.
Numa sexta à noite, pedimos pizza. Eu observava meu marido brincando com a nossa pequena no colo. Felipe, do outro lado da mesa, me olhava daquele jeito estranho que ainda me deixava confusa, como se quisesse me falar alguma coisa. E eu? Não conseguia parar de pensar em Renato.
Como alguém some daquele jeito depois de uma coisa daquelas? Será que pra ele foi só aquilo? Ou pior… Será que fui ruim?

No dia seguinte voltei do mercado, larguei as compras na bancada da cozinha e já ia tomar banho. O calor estava infernal. Foi aí que ouvi vozes. Reconheci a voz de Renato na hora. Clara, animada.
O som do videogame e das gargalhadas escapava por debaixo da porta de Felipe. Fiquei parada alguns segundos antes de seguir pro meu quarto.
Tomei banho. Não sei quem ou o que sussurrava no meu ouvido, mas acabei vestindo aquela saia leve, curta. Uma que meu marido odiava me ver usando até pra sair no portão. Completei com uma blusinha clara de alcinha.
Descalça, voltei pelo corredor. A mão ficou um instante na maçaneta antes de empurrar.
— Oi, meninos. Tudo bem por aqui? — encostei na parede, olhando direto pra Renato. — E você, mocinho… sumiu, hein? Tá tudo bem?
Ele estava sentado no chão, folheando uma revista. Levantou, rápido, até demais, largando aquilo de lado. Felipe mal tirava os olhos da tela.
— Tava cheio de coisa… estudando pro vestibular, sabe como é. E você, como tá?
Sorri.
— Morrendo de fome. Vou preparar o almoço pra gente.
Renato sustentou meu olhar.
A mão dele parou na minha cintura e apertou. Meu corpo inteiro se contraiu. Senti o rosto queimando. Os lábios quase se encontraram.
— O Felipe te falou? Sábado que vem vamos fazer um churrasco. Fala pra sua mãe… pro seu pai.
— É mesmo! Esqueci de te falar — disse Felipe, levantando.
Renato me soltou.
— Ê, cabeção. Tá vendo? Se não é a Nanda…
Deu um tapa leve na cabeça do garoto.
— Eu ia falar, pô!
Felipe passou por nós, seguiu pelo corredor e entrou no banheiro.
No instante em que a porta bateu, Renato me prensou contra a parede e me beijou.
— Por que você sumiu?
Ele não respondeu.
Me fez sentar na beira da cama. As mãos avançaram pelas minhas coxas até encontrarem a calcinha. Não fiz nada pra impedir. De novo, deixei a peça escorregar fácil por minhas pernas.
Agachado à minha frente, seus lábios roçaram a pele sensível do interior das minhas coxas, subindo devagar, quase torturante. Quando sua boca me encontrou, um arrepio intenso subiu pela minha espinha, fazendo meu corpo inteiro se contrair.
A língua deslizou, macia e molhada, traçando movimentos lentos e deliberados. Enchendo a boca na minha boceta. Precisei morder o lábio inferior com força para não gemer alto.
— Ahnn…
Minhas mãos se fecharam no lençol, apertando o tecido enquanto meu quadril se movia quase por conta própria, buscando mais daquela boca.
E caramba… estava quase gozando quando a descarga do banheiro ecoou.
Empurrei Renato de leve, aflita, ajeitando a saia às pressas. Segundos depois Felipe voltou e foi direto pro videogame.
— Melhor ninguém entrar no banheiro agora — disse ele, sem perceber nada.
— Ai, credo, Fê!
Renato se abaixou com aquela calma dele. Só então percebi minha calcinha caída no chão. Fiquei vermelha da cor da calcinha vendo aquele menino guardar a peça no bolso do short. Pior ainda quando notei o estado do lençol.
Levantei.
— Vou preparar o almoço, meninos… beijinhos.
Segui pelo corredor sem olhar pra trás. A vergonha apertava, mas no fundo… eu queria mais. Muito mais.

A semana se arrastou até o dia do churrasco.
Pela manhã, parada em frente ao espelho do quarto, encarei meu reflexo. Minissaia rodada, blusinha branca justa. Minhas mãos desceram pelas coxas, como se pertencessem a outra pessoa. Subiram devagar, quase hesitantes. Quando enfiei os dedos por dentro da calcinha, já estava molhada.
A imagem dele veio com força. Aquele moletom cinza, a mão percorrendo o volume marcante, apertando, puxando o pau para fora e colocando entre meus lábios.
Mordi o lábio inferior.
Da cozinha, a voz do meu marido soou impaciente:
— Porra amor! Vem ficar com a Júlia! Preciso temperar a carne!
Calcei a sandália rapidamente.
— Tô indo!
O sorriso safado ainda teimava em permanecer nos meus lábios quando desci as escadas.

Horas depois o povo começou a chegar. Os mesmos amigos de sempre, tudo aparentemente no lugar. Menos eu. Renato não estava lá.
No quintal, olhando as meninas brincarem, pensava na calma dele. Frio demais. O normal seria me procurar, inventar qualquer desculpa pra ficar perto. Aquele fogo bobo de adolescente. Mas caramba… era eu, uma mulher de quase quarenta anos, que estava assim.
Lúcia se aproximou, me entregou uma cerveja e já foi dizendo:
— Aquele dia na festa… cê ficou de olho no Renato?
— Eu? Eu não… por quê?
— Não te pedi pra ficar, menina? — Lúcia baixou o tom. — Acredita que encontrei porra na minha cama!
Limpei a garganta, tentando parecer natural.
— Nossa…
— Ele jura que não foi ele. Mas eu sei…
— Será que é por isso que ele não veio?
Lúcia tomou um gole da cerveja antes de continuar:
— Foi jogar bola. Daqui a pouco aparece… mas hoje vou ficar de olho.
Forcei um sorriso.
— Melhor mesmo… não quero lençol sujo aqui em casa.
Lúcia beliscou meu braço. Rimos, disfarçando.

Algum tempo depois, na cozinha, eu terminava de preparar uma caipirinha quando braços fortes me envolveram por trás. A respiração quente roçou meu pescoço, arrepiando a pele.
— Dizem que a sua caipirinha é a melhor — murmurou ele, a voz baixa.
Empinei o quadril contra ele sem pensar, sentindo o volume. Virei o rosto e nossos lábios se encontraram num beijo lento e molhado.
— Você tá linda pra caralho — sussurrou, pressionando o corpo contra o meu, me prendendo contra a pia.
Mordi o lábio, sorrindo.
A mão dele desceu pela frente do meu corpo, ergueu a minissaia e entrou por baixo da calcinha. Os dedos deslizaram com habilidade, firmes e precisos.
Arqueei as costas, a boca entreaberta, soltando um suspiro abafado. A cada carícia, eu me esfregava mais contra ele.
— Você me faz perder o juízo, menino... — consegui dizer, quase sem voz.
— Dá vontade de te foder bem aqui, Nanda.
— Então me fode... — provoquei, a voz rouca.
Mas aí passos fortes ecoaram pelo corredor.
Nos afastamos rapidamente. Peguei o copo de caipirinha e estendi para ele, tentando recuperar o fôlego.
— Toma… prova. Mas não conta pra sua mãe que eu te dei.
Renato abriu um sorriso carregado de malícia.
— Ninguém vai saber.
Demorei dois segundos pra entender a malícia daquilo. Quando entendi, senti as bochechas queimarem.
Meu marido apareceu na cozinha logo em seguida, abrindo armários distraidamente.
— Embebedando o garoto, amor?
— A Lúcia não pode nem sonhar — respondi, forçando um sorriso.
— Sabe onde tá aquele sal grosso que comprei?
— Acho que tá ali em cima, na prateleira.
Ajeitei o cabelo rapidamente, os olhos ainda presos em Renato. Ele me encarava dos pés à cabeça, sem disfarçar.
— Humm... uma delícia — disse ele, devolvendo o copo vazio. — Bom, vou lá tirar o Felipe daquele videogame.
— Ah, por favor. Ele não larga aquilo nunca — resmungou meu marido.
Renato se afastou, mas não antes de me lançar um último olhar.

Como de costume, me juntei a Lúcia, Raquel e as outras amigas. Dançamos soltas e leves ao som de Araketu, Na Boquinha da Garrafa e outros clássicos baianos.
Pouco depois, a música mudou bruscamente. A batida quente deu lugar à voz grave de Renato Russo cantando “Quem inventou o amor… me explica por favor…”.
Bufei, encarei meu marido de longe com irritação e entrei em casa. Ele tinha conseguido estragar a festa mais uma vez. Talvez minha irmã tivesse razão, careta demais.
Mal fechei a porta da sala e dei de cara com Renato. Nossos olhares se cruzaram. Ele sorriu. Eu retribuí.
Sem pensar, empurrei-o contra o sofá e subi em cima dele.
— Nanda… a casa tá cheia — murmurou, a voz trêmula de excitação e medo.
— Dane-se — sussurrei, colando minha boca na dele com fome.
Ele tremia, mas não me impediu. Abri o botão do jeans dele, enfiei a mão e segurei seu pau já duro. Comecei a masturbá-lo enquanto o beijava, sentindo-o pulsar na minha palma. Afastei a calcinha para o lado e, num impulso, me encaixei nele de uma vez.
— Caralho, Nanda… — gemeu baixinho, apertando minha cintura.
Segurei seu rosto com as duas mãos e comecei a cavalgá-lo sem pudor, rápido, molhado, desesperado. O sofá rangia baixo a cada movimento.
— Que pau gostoso… — murmurei contra sua boca.
— Júlia!!!
O grito do meu marido cortou o ar, seguido do choro agudo da minha filha. Meu sangue gelou.
— Filha?!
Levantei às pressas, ajeitando a calcinha com as mãos trêmulas. As lágrimas já queimavam meus olhos quando atravessei a cozinha e encontrei Júlia chorando no colo do pai.
— O que aconteceu? — perguntei, a voz saindo rouca e quebrada.
Ele não respondeu, apenas me lançou um olhar cansado. Lúcia tentou suavizar:
— Foi só uma quedinha, Nanda. Coisa de criança…
Mas o estrago já estava feito. Sentei no chão da cozinha, as lágrimas descendo sozinhas. As amigas se aproximaram, tentando me consolar, mas eu me sentia suja. Imunda. Traidora.

Nunca mais aconteceu nada. Me senti mal durante muito tempo. Nas poucas vezes em que vi Renato, mal conseguia encará-lo. Era estranho. Parecia que todo mundo sabia. Que me julgavam como uma criminosa. Mas, por sorte, ou não… aquilo ficou em segredo.
No final daquele ano alugamos uma casa em Mairiporã pra virada. Os de sempre. Amigos, famílias. Tudo igual.
Renato também foi. Mas dessa vez acompanhado. A namorada era linda, simpática, conquistou todo mundo rápido. Fui educada com ela, mas por dentro meu estômago encolhia.
Faltavam cinco minutos pra meia-noite.
Os homens cuidavam dos fogos. As mulheres conversavam na varanda. Deixei minha filha no colo da avó e me afastei.
Na cozinha, enchi um copo de Martini e virei de uma vez. A contagem começou. Eu não me sentia ali.
5… 4… 3… 2… 1…
Os fogos estremeceram a casa.
Um corpo encostou em mim por trás.
— Feliz Ano Novo, Nanda… — sussurrou no meu ouvido.
Meu corpo amoleceu.
Virei o rosto, mole demais pra reagir, e deixei que nossos lábios se encontrassem.
Mas quando virei o corpo, minhas pernas amoleceram.
— Felipe?!

Vicente Braga


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A CULPA FOI DO MOLETOM

Codigo do conto:
268855

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
31/07/2026

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