O Padre e a Empregada cp.2

Capitulo 2

O ar na cozinha permanece denso, quase sólido, pesado com o cheiro de suor, a sexo cru e a madeira antiga. O sol já desapareceu há muito, deixando apenas o crepúsculo pálido que entra pela janela, iluminando os corpos entrelaçados no topo da mesa de carvalho. Manuel ainda está ofegante, o peito a subir e descer violentamente contra o de Rosa, a camisola branca colada ao corpo, transparente com o suor. Ele recua devagar, o movimento doloroso na sua lombar, sentindo o membro ainda semi-ereto escorregar para fora daquele aperto húmido e quente. Um fio de esperma misturado com os fluidos dela escorrega-lhe pela coxa, manchando a borda da mesa.

Rosa solta um gemido abafado quando ele se separa, sentindo o vazio súbito onde antes havia uma pressão avassaladora. As pernas dela tremem, mal conseguindo sustentar o peso, e ela deixa-se cair de lado para a mesa de madeira, o vestido justo subindo ainda mais, expondo as coxas grossas e macias marcadas pela pressão dos dedos dele. O silêncio que se segue é quebrado apenas pelos seus respirações ruidosos e pelo som distante de um grilo lá fora. Manuel olha para baixo, para o caos que criaram: os pratos partidos no chão, a comida espalhada, e a sua empregada, uma mulher devota e viúva, agora despenteada e banhada no seu pecado.

Rosa levanta-se num esforço, sentindo os músculos das pernas a protestarem. Ela ajeita o vestido, que agora está amarrotado e húmido na zona da barriga, e olha para Manuel. O rosto dele está vermelho, marcado pela culpa e pelo cansaço, mas os olhos dele ainda brilham com um fogo que ela nunca tinha visto. Ela sorri. Não é um sorriso de vergonha, nem de pedido de desculpas. É um sorriso cúmplice, malicioso, os cantos da boca a curvarem-se enquanto ela limpa uma gota de suor da testa.

— Estamos uma bagunça, Padre — diz ela, a voz rouca, mas firme. — O cheiro a pecado chega-nos à pele.

Manuel olha para o seu próprio corpo, para a barriga saliente que sobressai da camisola rasgada, para os calções ainda presos aos tornozelos. Ele sente o peso de sessenta anos de votos a esmagarem-no, mas, estranhamente, a culpa não o queima como antes; é agora apenas um calor suave, confuso. Rosa estende a mão, tocando-lhe no braço nu, os dedos frios contra a pele quente dele.

— A água da banheira está quente — sugere ela, dando um passo em frente, o corpo a roçar no dele. — Podemos lavar este suor... e talvez o pecado também. Mas sabe como é a água, Padre... às vezes não apaga o fogo, só o alimenta.

Manuel engole em seco, sentindo o membro pulsar de novo com a insinuação dela. Ele assente, incapaz de formar palavras, e Rosa puxa-o pela mão. Eles caminham devagar pela casa escura, os seus passos pesados a ecoar no corredor de madeira. A casa paroquial, normalmente um lugar de silêncio solene, parece agora vibrar com uma energia nova, profana. Ao entrarem na casa de banho, Rosa gira a torneira da banheira antiga de ferro fundido. O som da água a bater no esmalte é alto, quase ensurdecedor no pequeno espaço.

Sem cerimónia, Rosa puxa o vestido justo por cima da cabeça, deixando-o cair num monte no chão. O corpo dela fica exposto à luz amarela da lâmpada: os seios grandes e caídos, as ancas largas, a barriga macia e as marcas de celulite nas coxas que ela nunca se preocupou em esconder. Ela não se envergonha; ela sabe que o homem atrás de si está a devorar com os olhos. Manuel tira a camisola suada e liberta-se dos calções, ficando completamente nu. O seu corpo robusto, marcado pelo tempo e pela abundância, reflete-se no espelho embaçado.

Ela entra na água primeiro, soltando um suspiro de alívio quando o calor envolve os músculos doridos. Manuel segue-a, entrando com cuidado na banheira apertada. A água sobe perigosamente, transbordando para o chão de azulejo quando eles se acomodam. Não há espaço para discrição; as suas pernas têm de se entrelaçar, os seus corpos têm de se roçar. Rosa apanha a esponja e ensaboa-a, passando-a pelas costas largas dele. A espuma branca desliza pela pele enrugada dele, e Manuel fecha os olhos, a cabeça a pender para trás.

— Isto é melhor do que a confissão, não é? — murmura ela, aproximando-se. Os seios dela flutuam na água, roçando no peito dele.

Manuel abre os olhos e vê-a a sorrir, a água a escorrer pelo cabelo grisalho dela. Ele leva a mão à água, encontrando a coxa dela e subindo devagar. Os dedos dele encontram a pelagem espessa e húmida entre as pernas dela, e Rosa abre-as mais debaixo de água, convidando-o. O toque dele é mais suave agora, menos desesperado do que na cozinha. Ele explora as dobras húmidas, sentindo o clitóris duro debaixo dos dedos. Rosa estremece, a mão dela a agarrar a borda da banheira, os dedos a ficar brancos.

A água agita-se enquanto ela se move, a mão dela a descer sob a superfície para encontrar o membro dele, que já está a endurecer de novo, flutuando pesado na água. Ela acaricia a haste grossa, os dedos a deslizarem pela pele esticada, sentindo as veias a pulsarem contra a palma da mão. Manuel solta um grunhido, os quadris a empurrarem involuntariamente contra o punho dela.

— Vejo que o diabo ainda tem trabalho a fazer aqui — diz ela, rindo baixinho, um som suave e sexy que ressoa nas paredes de azulejos.

Manuel vira-se para ela, a água a transbordar novamente com o movimento. Ele puxa-a para si, fazendo-a montar as pernas dele na banheira apertada. O membro dele desliza entre as coxas dela, roçando na entrada molhada, mas sem entrar. A fricção da água e da pele é eletrizante. Eles beijam-se, um beijo molhado e desajeitado, de dentes a baterem e línguas a lutarem, cheirando a sabão e a desejo. As mãos dele apertam as nádegas grandes dela, afundando-se na carne macia, enquanto ela se esfrega contra ele, usando o corpo dele para se masturbar, o clitóris a roçar na base dura do pau dele.

O vapor sobe do banho, cobrindo o espelho, embuçando o mundo lá fora. Neste pequeno espaço, não há padre, não há empregada, não há pecado. Há apenas dois corpos velhos, fartos de vida e de repressão, a descobrirem que o desejo não tem data de validade. O ritmo aumenta, a água a salpicar ruidosamente contra o chão, misturando-se com os gemidos abafados e o som da pele a bater na pele. O fogo que a água supostamente devia apagar está mais vivo do que nunca, uma chama que promete queimar até ao fim dos seus dias.

Manuel agarra o cabelo dela, puxando a cabeça para trás para morder o pescoço macio, sentindo o pulso dela acelerado contra os lábios. Rosa geme, sentindo o orgasmo a aproximar-se, uma onda lenta e profunda que nada tem a ver com a violência da mesa, mas que é igualmente devastadora. Na banheira cheia de espuma e suor limpo, eles rendem-se de novo, sabendo que, quando saírem da água, nada voltará a ser como dantes.

Continua...

Foto 1 do Conto erotico: O Padre e a Empregada cp.2


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Ficha do conto

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Nome do conto:
O Padre e a Empregada cp.2

Codigo do conto:
269169

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
05/08/2026

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