Bom, depois do meu relato anterior, demorei para ter contato sexual com outra pessoa. O que me sobrou foi recorrer aos filmes e revistas pornográficas a que eu conseguia ter acesso. A minha primeira ejaculação aconteceu durante uma punheta corriqueira, entre a puberdade e início da adolescência. Nessa época, ganhei meu primeiro computador, o que facilitou muito encontrar vídeos pela internet. Um tempo depois, enquanto procurava algo para me masturbar, vi um vídeo em que a mulher penetrava o cara com um consolo usando uma daquelas cintas. Naquele momento fiquei extremamente excitado; toquei uma punheta e gozei assistindo àquilo. Mais tarde, quando fui tomar banho, passei o sabonete pelo corpo e, ao tocar o ânus para lavá-lo, me excitei lembrando do cara sendo penetrado. Como todo mundo estava acordado em casa, preferi não me masturbar no banheiro. Mas, na hora de dormir, o tesão bateu novamente, acompanhado da curiosidade de saber se a sensação de ser penetrado era boa. Não hesitei: levei o dedo à boca, lubrifiquei-o com saliva e passei na minha bunda, primeiro acariciando e deixando a entrada bem molhada. Naquele instante, senti um misto forte de tesão com a sensação de estar fazendo algo errado. Afinal, apesar do que tinha rolado com meu primo (se quiser saber, leia o conto anterior), eu não me considerava gay e sentia atração por meninas. Achava que não deveria sentir prazer naquela área. Mas meu corpo dizia o contrário: a cada passada de dedo, aumentava a vontade de ser penetrado. Foi o que fiz. Molhei bem o dedo com saliva novamente e o levei até lá. Só que, dessa vez, apontei para a entrada e enfiei no meu rabo ainda virgem. Na hora, senti um pouco de dor, mas estava tão excitado pelas carícias anteriores que decidi continuar. Esperei relaxar um pouco e introduzi o dedo todo. Tive ali o ápice do prazer até aquele momento da minha vida. Comecei um movimento de vai e vem e, ao mesmo tempo, passei a me masturbar. Não demorou para eu ter um orgasmo e ejacular feito um cavalo. Nunca tinha expelido tanta porra na vida. Fiquei todo sujo, o que me obrigou a pegar uma peça de roupa usada para me limpar. Como já era de madrugada, se eu fosse ao banheiro tomar banho de novo, alguém poderia desconfiar de que eu estava batendo punheta — e eu morria de medo de ser pego no flagra. Depois desse dia, só me masturbar já não era suficiente. Vira e mexe eu penetrava meu cu para me satisfazer plenamente. Quando um dedo deixou de ser bastante, comecei a colocar o segundo, depois o terceiro, até que só os dedos não bastavam mais. Foi aí que passei a usar objetos. Um dia, estava no banho e o tesão bateu. Comecei a me masturbar, olhei para a pia, vi a escova de cabelo e decidi usar o cabo dela como consolo. Introduzi o cabo todo — devia ter uns 13 cm, bem maior do que meu dedo. Aquilo me deu um tesão diferente do que eu estava acostumado; a sensação de algo novo me penetrando me deixou muito excitado. Entre estocadas e a punheta que eu batia, tive um orgasmo delicioso. Daquele dia em diante, eu vivia procurando objetos cada vez maiores. Cheguei a enfiar até frasco de desodorante aerossol. Faria de tudo para sentir a sensação de ser penetrado. Mas meu fetiche sempre foi pensado em uma mulher me comendo com um consolo, assim como no filme que eu tinha visto. Mal sabia eu que, mais tarde, esse fetiche se realizaria. E assim foi minha vida sexual na pré-adolescência, até que, alguns anos depois, eu finalmente perdi a virgindade — que, já adianto, ainda não foi com uma mulher.
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