O coletor de esperma



O nome dele era Rafael. Vinte e três anos, terceiro ano de medicina, estágio no banco de sêmen da clínica de fertilidade em Newmarket. O cargo oficial era “assistente de recepção e coleta”. Na prática: recebia o potinho, anotava o código, levava pro laboratório e, quando o doador não conseguia, “auxiliava”. Ponto.
O salário era o melhor que ele tinha conseguido. Dava pra pagar o aluguel, a faculdade e ainda guardar um pouco pro casamento. A namorada, a Júlia, estava de quatro meses. O pai dela, o Seu Cláudio, já tinha falado duas vezes na semana que “homem de verdade resolve as coisas” e que se o Rafael não desse um jeito até o fim do ano, ele mesmo ia “tomar as providências”. Rafael entendia o recado. Perder aquele emprego não era opção.
A clínica era discreta. Sala de espera bege, revistas velhas, uma porta com plaquinha “Coleta – Privado”. Rafael ficava atrás do balcão com o jaleco aberto, crachá torto, tentando parecer profissional.
primeiro da manhã era sempre o mesmo. Sr. Graham. Cinquenta e dois, inglês, doador há nove anos. Entrou com o café na mão e aquele sorriso de quem já era da casa.
— Morning, Rafael. Hoje tô travado de novo, mate. Cinco dias, como pediram. Vai precisar da sua mão.
Rafael levou até a sala 2 e trancou. Graham abriu a calça sem pressa. Pau grosso, veias aparentes, cabeça já vermelha.
— Senta na frente. Abre. Não precisa fingir que é novidade.
Rafael ajoelhou. A mão dele envolveu o pau do inglês. Graham encostou a cabeça no encosto e falou baixo, quase carinhoso.
— Mais aperto. Olha pra mim enquanto faz. Quero ver essa carinha de estudante preocupado. Tá pensando na grávida, né? Relaxa. Hoje você leva um extra se eu gozar direito. Você é o melhor que passou por aqui.
O gozo veio grosso, quente, enchendo o potinho até a marca. Graham passou o dedo na cabeça do próprio pau e esfregou no lábio de baixo do rapaz.
— Só um gosto. Fecha a tampa e leva. Bom trabalho, boy.
Rafael saiu com gosto na boca e o jaleco manchado na barra. Lavou as mãos duas vezes. Anotou o código.
O segundo era o Leandro. Trinta e três, corretor, segunda doação. Entrou já falando alto, camisa social aberta no peito, perfume forte.
— Porra, hoje não desce. Fiquei nervoso no trânsito. Entra comigo.
Rafael entrou. Leandro já estava com a calça no joelho, pau duro, mas a mão parada.
— Não vai. Trava. Abre essa porta e chama o médico. Quero alguém olhando. Se não eu não gozo.
Rafael abriu. O Dr. Paulo apareceu no corredor, jaleco branco, cinquenta anos, calmo demais pra situação.
— Problema na coleta?
— Entra, doutor. Quero que o menino continue e o senhor fique aí olhando. Se puder falar merda melhor.
O médico entrou e fechou a porta. Ficou em pé, braços cruzados, como se fosse reunião de plantão. Rafael ajoelhou de novo. Leandro meteu a mão no cabelo dele e puxou.
— Isso. Chupa a cabeça. O doutor tá vendo. Fala pra ele, Rafael. Fala que você precisa desse emprego.
Rafael falou, a voz baixa, a boca ocupada.
— Preciso… não posso perder.
Leandro riu.
— Ouviu, doutor? O estagiário mama pra pagar o casamento. Continua. Mais fundo.
Dr. Paulo não tocou em ninguém. Só falou, voz seca:
— Segura o potinho direito. Não vai desperdiçar amostra. E olha pra frente enquanto faz.
Leandro gozou em jatos fortes, quase tudo no copo, um pouco na boca de Rafael. O médico pegou o potinho, tampou e saiu como se tivesse medido pressão. Leandro ainda ofegava.
— Semana que vem eu peço o doutor de novo. Você ficou bonito de joelho com plateia.
Rafael lavou o rosto. O celular vibrou. Júlia: “Pai perguntou de novo da data.”
O terceiro era o Cícero. Quarenta e um, caminhoneiro, voz grossa, barba por fazer. Entrou sem pressa, sentou na poltrona e olhou Rafael de cima a baixo.
— Eu gozo devagar. Não gosto de pressa. Quero que você fique em pé na minha frente, jaleco aberto, e fale o que a sua namorada faria se soubesse. Enquanto isso você bate pra mim.
Rafael abriu o jaleco. Cícero nem tirou a calça inteira. Só o pau pra fora, grosso, escuro, já molhado na ponta. Rafael masturbava. Cícero falava sem levantar a voz.
— Fala. Fala que ela tá grávida e você tá aqui com a mão no meu pau. Fala.
— Ela… ela tá grávida. Eu tô aqui porque não posso perder o emprego.
— Mais. Fala que você gosta.
Rafael engoliu seco.
— Eu… preciso. Eu faço.
Cícero gozou tarde, pesado, enchendo o potinho sem pressa. Pegou o pulso de Rafael e passou o resto nos lábios dele.
— Agora você sabe o gosto de caminhoneiro. Fecha e leva. E não lava a boca agora. Quero que você sinta até o próximo.
O último da tarde era o Vinícius. Vinte e nove, academia, camisa justa, sorriso de quem já tinha ensaiado a frase.
— Falaram que o assistente da tarde é flexível. É você?
Rafael confirmou.
— Ótimo. Eu gozo pouco olhando pra parede. Quero gozar olhando pro seu cu. Abaixa a calça, vira de costas, encosta as mãos na poltrona e abre. Não vou enfiar. Só quero ver enquanto termino no copo.
Rafael trancou a porta. Abaixou calça e cueca até as coxas, virou de costas, apoiou as mãos no encosto. Vinícius ficou atrás, masturbando, olhando fixo.
— Porra… que buraco. Aperta. Isso. Fica assim. Quero ver ele piscando enquanto eu gozo. Pensa na sua namorada grávida em casa. Pensa no sogro bravo. E fica de quatro pra mim.
O som da mão no pau encheu a sala. Vinícius respirou fundo e gozou em três jatos, quase tudo no potinho. Um pouco respingou na bunda de Rafael. Ele passou o dedo, limpou e mostrou.
— Fecha a tampa. Pode vestir. Amostra excelente. O visual também.
No fim do expediente Rafael sentou no banheiro da clínica, jaleco no colo. Quatro potinhos no laboratório. Quatro jeitos diferentes de não perder o emprego. O celular vibrou de novo. Seu Cláudio no grupo da família: “Ainda sem data? Homem resolve.”
Ele olhou o espelho. Boca um pouco inchada. Cheiro de esperma no jaleco. Uma gota seca na parte de trás da calça.
Amanhã tinha mais.
O emprego ainda estava seguro. Por enquanto.

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Comentários


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olavandre53 Comentou em 01/10/2026

Emprego bom, nem precisa pagar salário.

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damiaogomes Comentou em 22/09/2026

Esse é o emprego perfeito

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boysafadokersexo Comentou em 21/09/2026

Que tesão de conto! Fiquei de pau duro!

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passivo10 Comentou em 19/09/2026

Delícia de emprego. Certeza que minha Dona ia querer que eu continuasse nele mesmo depois do casamento!

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manjadorb Comentou em 18/09/2026

Contou muito bom, bem escrtito e excitante, espero que continue

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pilgrimci Comentou em 17/09/2026

Excitante!

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brasas47rj Comentou em 15/09/2026

Gostei. Rssss

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fmike Comentou em 15/09/2026

Divertido como fantasia sexual. Bem escrito e desperta fetiche no leitor. Votado parabéns .

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lucasemarcia Comentou em 13/09/2026

Uau! Que tesão de conto! Adoramos. Bjos, Ma & Lu

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claudiofloripabi Comentou em 13/09/2026

Votei ném sei o que falar e muito para uma só pessoa kk

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zzl5cf Comentou em 13/09/2026

Gostei, mas tiraria a parte da grávida e sogro. Mas foi bem escrito.

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stebam Comentou em 13/09/2026

Queria ser doador

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edumanso Comentou em 12/09/2026

Puta tesão de conto ! Eu sempre alivei na punheta varios amigos, primos, galera do futebol, bebi muita porra de graça, se eu soubesse dum emprego desses kkkkk quero !!

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kabel-74 Comentou em 12/09/2026

Na situação que ele se encontra, tem que aguentar tudo. Mas ele devia dar uma resposta a esse sogro miserável . Quando ele for sair do emprego vou mandar meu currículo 😍

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ksadupasscps Comentou em 12/09/2026

Muito leite, ficaria nervoso. Pra não perder o emprego e falaria pra eles que faria coleta na casa deles tb pra garantir....

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kherr Comentou em 12/09/2026

Para muitos, emprego dos sonhos! Só quem já se deliciou com o esperma de um macho fogoso, sabe o quanto é gostoso captar os jatos esporrando. Parabéns pelo conto!

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kzadojfora Comentou em 12/09/2026

Muito gostoso seu conto

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sergiohenrique Comentou em 12/09/2026

É um conto meio ficção científica, mas me deixou de pau duro pelos caras folgados usando o carinha vulnerável por precisar do emprego. O que queria plateia foi ótimo.

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luiz carlos5254 Comentou em 11/09/2026

EU NÃO SERVIRIA PRA ESSE EMPREGO, EU MAMARIA TUDO, JAMAIS EU COLOCARIA NO COPO, E SIM, NA MINHA BOCA, QUATRO LEITINHO DE MACHOS DIFERENTES, SERIA TUDO DE BOM.

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gostodafruta Comentou em 11/09/2026

Delicia, um emprego desses não se encontra todo dia ...

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rotta10 Comentou em 10/09/2026

Muito difícil de aguentar tudo isso?!




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Ficha do conto

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mariot2

Nome do conto:
O coletor de esperma

Codigo do conto:
271897

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
10/09/2026

Quant.de Votos:
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