Voltei na academia no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. Pelo menos tentando. Troquei de roupa rápido e fui direto pro primeiro aparelho. O corpo ainda carregava a memória do dia anterior, o gosto, a mão no pescoço, o peitoral quente contra a minha cara. Tentei focar na série. Foi quando do nada, ele apareceu. Estava do outro lado da sala, perto da área de pesos livres. De bermuda preta e regata cinza colada no corpo. O mesmo peitoral, a mesma barriga marcada. Nossos olhos se cruzaram por meio segundo. Ele sorriu. Não foi um sorriso simpático. Foi lento, de lado, sarcástico. Depois levantou a mão e fez um aceno pequeno. Eu retribuí sem jeito, um aceno rápido demais, e desviei o olhar. Meu rosto esquentou. Apertei o passo nos exercícios, aumentei a carga, tentei parecer ocupado. Mas sentia ele. Mesmo sem olhar, sabia que estava por perto. Parecia que sempre que eu mudava de máquina ele ficava no meu campo de visão. Nunca perto o suficiente pra falar. Só… rodeando. Cada série ficava mais difícil. A bermuda começou a marcar. O pau latejava sem eu conseguir controlar, estava sendo traído pelo meu tesão... E pior, vergonha e tesão se misturavam. Parei no meio do treino. Desisti das últimas séries. O corpo não colaborava. Entrei no vestiário só o tempo suficiente pra pegar a bolsa e a blusa. Evitei olhar pro lado dos boxes. Saí rápido, o coração batendo forte, e fui direto pro estacionamento. O ar lá fora estava mais fresco. Eu já estava abrindo a porta do carro quando ouvi a voz atrás de mim. — Indo embora tão cedo? Virei devagar. Ele estava a poucos passos, a regata suada colada no peito, a toalha jogada no ombro. A bermuda marcava o volume, parecia meia bomba, mas marcava bastante. E o mesmo sorriso de lado. Antes que eu respondesse, ele deu dois passos e me empurrou de leve de costas contra a porta do carro. A diferença de altura fez meu rosto ficar bem na altura do peito e do pescoço dele. A mão subiu, segurou minha nuca e puxou minha cabeça pra frente, colando meu rosto no peito suado da regata. A voz veio baixa, rouca, direto no meu ouvido: — Tá sentindo meu suor? Gosta de sentir cheiro de macho? Ou gosta igual ontem, depois do banho? A outra mão desceu, passou pela minha barriga e apertou meu pau por cima da bermuda. Firme. — Pelo pau duro como tá… gosta dos dois. O cheiro dele invadiu tudo de novo. Suor limpo, pele quente, o tecido da regata úmido contra minha boca e meu nariz. Sem conseguir segurar, mordi de leve o peitoral dele por cima da regata. Os dentes apertaram o músculo firme. Ele soltou um som grave na garganta, metade riso, metade gemido, e apertou mais forte meu pau. — Olha só… já tá mordendo de novo. A mão na minha nuca me segurou no lugar, obrigando meu rosto a continuar colado no peito dele. O volume na bermuda dele também estava crescendo, pressionando contra a minha barriga. A mão na minha nuca me mantinha colado no peito suado dele. O cheiro invadia tudo. Sem conseguir me controlar, mordi de novo o peitoral dele. Ele soltou um gemido baixo, gutural, e apertou mais forte meu pau por cima da bermuda. — Porra… — rosnou no meu ouvido, a voz carregada de tesão. — Continua mordendo assim que eu te fodo aqui mesmo. A mão que segurava meu volume desceu, puxou a cintura da bermuda e da cueca pra baixo num movimento só e tirou meu pau pra fora. O ar fresco do estacionamento bateu na pele quente. Ele fechou os dedos em volta e apertou, subindo e descendo devagar, espalhando o pré-gozo que já escorria. Meu corpo inteiro tremeu. Olhei rápido pro lado, o coração disparado. — Não… aqui não — soltei baixo, a voz falhada, ainda com o rosto colado no peito dele. Ele riu rouco, sem parar de me masturbar. — Então entra no carro. Não foi um pedido. Foi uma ordem. A mão na minha nuca me puxou um pouco pra trás só o suficiente pra eu olhar pra cima, pro rosto dele. Os olhos estavam escuros de tesão. — Abre a porta e entra. Antes que alguém apareça e veja você com o pau na minha mão. Entreí no banco do motorista com as mãos ainda trêmulas. Ele deu a volta rápido e entrou no banco do carona, fechando a porta. O espaço ficou imediatamente menor. Antes que eu conseguisse colocar a chave na ignição, a mão dele voltou pro meu pau, que ainda estava pra fora da bermuda. Ele apertou a glande com o polegar, espalhando o pré-gozo. — Tem um motelzinho ali na próxima rua — falou baixo, a voz rouca. — A gente se diverte com mais calma. Eu não pensei em nada, não disse nada, só liguei o carro. Minhas mãos suavam no volante. Ele não tirou a mão do meu pau. Continuava subindo e descendo devagar, apertado, enquanto eu tentava sair do estacionamento sem bater em ninguém. No primeiro sinal, ele soltou um riso baixo. Com a mão livre, puxou a própria bermuda pra baixo e tirou o pau pra fora. Grosso, já duro, a glande como um morango brilhando. Pegou minha mão direita e colocou em volta. — Mexe. O carro engatou a primeira com um pouco de força demais. Eu dirigi com a mão esquerda no volante e a direita no pau dele, subindo e descendo no ritmo que ele me obrigava. Ele continuava me masturbando ao mesmo tempo, os dois paus latejando dentro do carro em movimento. — Olha pra frente — mandou quando eu tentei olhar pra baixo. — Você tem que bater uma pra mim e não o carro! Falou rindo... A mão dele apertou mais forte a minha glande. A minha mão no pau dele estava molhada de pré-gozo. O motel ficava só algumas quadras dali, mas cada segundo dentro daquele carro parecia alongar. Ele se inclinou um pouco na minha direção, a boca quase no meu ouvido, enquanto eu dirigia: — Ontem você chupou e gozou na minha mão… hoje eu quero mais. Meu pau latejou forte entre os dedos dele. A bermuda arriada, o pau exposto, a mão obrigada a mexer no pau dele enquanto o carro andava. A vergonha e o tesão estavam tão misturados que eu mal conseguia pensar direito. Estávamos chegando, achei estranho o local, não parecia um motel. Passamos rápido pela recepção. Ele já tinha combinado alguma coisa pelo celular enquanto a gente vinha no carro, porque só fez um joinha com a mão pro cara do balcão e ele entregou a chave sem quase falar nada pela fresta aberta do vidro do carro. Eu fiquei preocupado, ainda estava com a bermuda pela metade da coxa, o pau latejando escondido só pela camisa que peguei no vestiário e não troquei, mas deixei na frente do corpo. A garagem ficava nos fundos, depois de um corredor curto. Entramos. Era uma garagem “comunitária” qualquer um que viesse do corredor ou da rua enxergaria direto pra dentro. Subi a bermuda, saímos do carro e meu estômago revirou — Aqui — ele falou, parando entre o meu carro e um pilar de concreto. Antes que eu reagisse, me empurrou de costas contra o pilar. O concreto frio contrastava com o calor do corpo dele. A mão grande puxou minha bermuda e a cueca de uma vez só até os joelhos. Meu pau bateu na barriga, duro, molhado. O dele também já estava pra fora. Ele se colou. A diferença de altura fez meu rosto ficar bem no meio do peito dele de novo. A regata úmida de suor grudou na minha boca. — A porta tá aberta — sussurrou no meu cabelo. — Qualquer um pode aparecer. A mão dele desceu e agarrou os dois paus juntos, o meu e o dele, apertando um contra o outro. A pele quente, o pré-gozo misturando. Ele começou a masturbar os dois ao mesmo tempo, com força, ali mesmo, com a porta da garagem escancarada. Meu joelho fraquejou. — Ontem você teve medo de engolir… — a voz dele saiu rouca, controlada. — Hoje eu quero testar de novo. Ele soltou os paus, segurou minha nuca e me empurrou pra baixo. Então eu resisti — Não, isso é loucura demais! Sou casado, se alguém nos flagrar... Ele me puxou de volta, me empurrou na parede e disse: — Essa foi boa, você é casado?! Ele me pegou pelo braço e me levou pra outro andar, foi aí que entendi, era como se fosse um conjunto de kitnets que alugavam por dia? Hora? Não sei... Mas nesse corredor, com várias portas ele me puxou pra baixo de novo, dessa vez com mais força e meu joelho bateu no chão frio. O pau dele ficou na minha cara, a glande brilhando a centímetros da minha boca. O barulho distante de vozes vinha do corredor. Qualquer segundo alguém poderia virar a esquina e ver um homem de joelhos, bermuda nos tornozelos, com outro pau na boca. Ele puxou minha cabeça pra frente pela nuca. — Abre. A glande quente passou pelos meus lábios. O gosto de suor e pré-gozo invadiu a língua na mesma hora. Ele soltou um gemido baixo e empurrou mais fundo, segurando minha cabeça no lugar. — Isso… engole. E reza pra ninguém aparecer agora. O pau deslizou até quase a garganta. Eu engasguei. O som molhado ecoou baixo na garagem aberta. Ele não tirou. Segurou firme e começou a foder minha boca ali mesmo, o risco real de sermos vistos a qualquer instante. Se aquilo era um motel era daqueles baratos. Garagem baixa, carros estacionados quase colados um no outro, cheiro de óleo e umidade. A escada de concreto que nos guiou até o corredor de quartos ficava logo à frente, estreita, com corrimão enferrujado. Os quartos eram tipo kitnets simples, porta de madeira fina, numeradas. Eu estava de joelhos no chão irregular, o pau dele entrava e saía da minha boca com estocadas firmes, a mão segurando minha nuca. Cada vez que ele ia fundo eu engasgava, e o som molhado ecoava no corredor. Meu pau latejava intocado, pesado, pingando sem que ninguém o tocasse. — Isso… chupa direito — ele falava baixo, a voz rouca. — Aqui qualquer um pode vir e te ver assim. Ouvi passos. Alguém vinha pelo corredor de cima. O barulho de chinelo na escada de concreto. Meu corpo inteiro gelou. Tentei puxar a cabeça pra trás, mas ele me segurou no lugar, o pau ainda enterrado na minha garganta. — Quieto — sussurrou, olhando pra escada. Os passos pararam no meio do caminho. Uma voz de homem resmungou alguma coisa, depois voltou. A porta de um quarto bateu lá em cima. Ele soltou um riso baixo e voltou a estocar minha boca, mais devagar agora, provocando. — Quase descobriram que você é uma putinha e casada ainda. Falou rindo. A mão na minha nuca apertou mais. Ele fodeu minha boca com vontade por mais alguns segundos, fundo, sem piedade, até meus olhos lacrimejarem de verdade. Depois tirou o pau de repente. Um fio grosso de saliva escorreu da glande até minha língua. — Levanta. Me puxou pelo braço. Minhas pernas bambas quase não seguravam. — Sobe na frente. Assim mesmo. Me virou na direção da escada. Ele baixou minha bermuda na parte de trás e a cada passou que eu dava o pau dele batia na minha bunda enquanto eu subia os degraus de concreto, ele logo atrás, segurando minha nuca como se estivesse me levando na coleira. No alto da escada o corredor dos quartos era estreito e mal iluminado. Portas de madeira claras, números tortos. Ele me empurrou até a porta 12, enfiou a chave, abriu e me colocou pra dentro com um empurrão. A porta bateu atrás de nós. A tranca girou. Só então ele me soltou. Eu ainda estava ofegante, a bermuda arriada, o pau latejando, a baba escorrendo pelo queixo. Antes que eu pudesse me cobrir, ele tirou a regata num movimento só e ficou de peito nu. O tanquinho marcado, o peitoral largo, ainda brilhando de suor. Sem falar nada, ele se sentou na beirada da cama e abriu as pernas. — Vem cá. A voz era baixa, mas não deixava dúvida. Quando eu dei o primeiro passo, ele completou: — De joelhos. Até aqui. O chão do quarto era de taco frio. Eu ajoelhei de novo e fui engatinhando os últimos metros até ficar entre as pernas abertas dele. O pau duro apontava pra minha cara. Ele segurou minha nuca com uma mão e, com a outra, deu um tapa de leve no meu rosto. — Agora você vai aprender a engolir. Eu fiquei nervoso, mas deixei ele me guiar, ele me puxou pra frente e enfiou o pau inteiro de uma vez na minha garganta. Dessa vez não teve delicadeza. As duas mãos seguraram minha cabeça e ele começou a foder minha boca com estocadas firmes, profundas, o quadril subindo da beirada da cama. Cada vez que a glande batia no fundo eu engasgava, os olhos lacrimejavam, a baba escorria em fio pelo queixo e pingava. Eu tentei me desvencilhar, segurei e empurrei nas coxas dele, mas ele era mais forte... — Isso… engole. Abre a garganta. Para de tentar sair, você vai aprender a gostar! Como não tinha como sair, eu tentei. A mandíbula doía. O nariz batia na barriga dele a cada estocada. O cheiro de suor e sexo era forte. Meu próprio pau tava tão duro que doía. Ele soltou um gemido mais grave e acelerou. As bolas batiam no meu queixo. A mão na minha nuca apertava com força, me obrigando a ficar ali, engolindo tudo. — Ontem você cuspiu… — a voz saiu entrecortada. — Hoje não vai cuspir porra nenhuma. Gelei de novo, arregalei os olhos e senti o pau dele inchar ainda mais dentro da minha boca. As estocadas ficaram curtas e rápidas. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos e empurrou até o fundo, cravando meu nariz na barriga. — Toma… O primeiro jato veio quente e grosso direto na garganta. Eu engasguei, pensei que ia morrer afogado, mas ele não tirou. Continuou gozando lá dentro, jato atrás de jato, enquanto eu engolia com dificuldade, os olhos marejados, a garganta contraindo em volta do pau dele. Um pouco de porra escapou pelo canto da boca e escorreu pelo queixo. Só quando terminou de gozar ele afrouxou a mão. O pau saiu devagar, ainda semi-duro, um fio branco ligando a glande à minha língua. Eu ofegava, a boca aberta, o gosto forte e salgado descendo pela garganta, tava tudo doendo... Ele passou a porra por cima da minha boca, espalhando o que tinha vazado. — Agora sim. Engoliu tudo igual uma boa putinha. Meu pau latejava desesperado. Eu estava tão perto que qualquer toque me faria gozar. Ele olhou pra baixo, viu o estado em que eu estava, e sorriu de lado. — Quer gozar? A pergunta foi quase cruel. Eu balancei a cabeça, ainda sem conseguir falar direito, muita dor na garganta que havia sido castigada, mandíbulas também... Ele se inclinou pra frente, pegou meu queixo e me fez olhar pra cima. — Então pede. Ele me puxou e me jogou deitado na cama. O colchão era baixo e um pouco duro. Antes que eu pudesse me mexer, ele subiu em cima de mim, segurou meus dois pulsos com uma mão só e prendeu contra o travesseiro, acima da minha cabeça. A diferença de força era ridícula. Eu mal conseguia mexer os braços. Com a mão livre ele passou os dedos pelo meu cabelo, devagar, quase carinhoso. Desceu pelo meu rosto, o polegar roçando minha boca ainda suja de porra e saliva. Deu um tapa leve na minha cara, só o suficiente pra queimar um pouco a pele. — Abre. Enfiou dois dedos na minha boca e limpou o resto da porra que tinha escorrido no canto dos lábios, passando os dedos na minha língua. Eu chupei por reflexo. Ele tirou os dedos, passou eles nos meus lábios e depois se inclinou, beijando meu queixo com a boca aberta, lambendo o que ainda restava. Levantou o rosto só o suficiente pra olhar nos meus olhos. O sorriso de lado voltou. — Tá gostando, né? Não esperou resposta. Soltou meus pulsos. Na mesma hora a mão desceu, segurou minha cintura com força e a outra pegou meu pau. Começou a me masturbar devagar, apertado, enquanto descia o corpo pelo meu. A boca quente colou no meu pescoço. Beijou, chupou a pele, desceu pro peito. Quando chegou no bico, mordeu de leve, puxando com os dentes só o suficiente pra eu arquear as costas e soltar um gemido. Continuou descendo, a língua riscando minha barriga, a mão no meu pau nunca parando o movimento. Parou bem perto. O hálito quente bateu na glande molhada. Ele olhou pra cima, me encarando, e deu um beijo lento bem na cabeça do meu pau, os lábios se abrindo só um pouco, saboreando o pré-gozo. Ficou ali, a boca a milímetros do meu pau, a mão ainda apertando a base. Eu fiquei louco, meu tesão era tanto que achei que ia gozar ali, naquele momento e pedi: — Me chupa vai! Quero gozar Ele só sorriu sem falar e deixou os lábios encostados na cabeça do meu pau por mais um segundo, o suficiente pra eu sentir o calor e quase levantar o quadril pedindo mais. Depois subiu de novo. Deitou do meu lado, o corpo quente colado no meu. A mão grande voltou a apertar meu pau e começou a me masturbar com ritmo firme, apertado, sem piedade. Com a outra mão segurou minha nuca e puxou minha cabeça contra o peito dele. — Lambe. O peitoral marcado pressionou minha boca. Eu abri os lábios e passei a língua na pele quente e salgada, sentindo o músculo firme por baixo. Ele soltou um som grave de aprovação e apertou mais forte meu pau, acelerando. — Isso… lambe direito enquanto goza. Minha língua passou pelo bico do peito dele, desceu um pouco pelo meio do peitoral, voltou a subir. O gosto de suor limpo misturado com o cheiro forte dele me deixava ainda mais perdido. A mão no meu pau ia e vinha rápido agora, molhada, o polegar espalhando na cabeça a cada subida. O prazer subiu de uma vez. Eu gemi abafado contra o peito dele, a língua ainda trabalhando, a respiração quente batendo na pele. — Pode gozar — ele falou baixo, a voz rouca colada no meu cabelo. — Goza lambendo meu peito igual a putinha que você é. Meu corpo inteiro engessou. Gozei forte, jatos quentes espirrando na mão dele e na minha própria barriga, enquanto eu lambia desesperado o peitoral marcado, os gemidos saindo abafados contra a pele. Ele continuou me masturbando devagar até o último espasmo, apertando a base pra tirar tudo. Fiquei colado no peito dele por alguns segundos, ainda ofegante, a boca aberta contra a pele quente, o gosto de suor e o cheiro forte dele preenchendo tudo. O coração ainda batia descompassado. A mão dele estava pesada na minha nuca, segurando sem apertar, como se eu pudesse ficar ali o tempo que quisesse. Depois ele puxou minha cabeça levemente pra trás. Só o suficiente pra eu olhar pra cima. Os olhos dele estavam mais calmos, mas ainda escuros. Inclinei o rosto e beijou minha face, perto do canto da boca, devagar. Não foi um beijo de afeto. Foi um beijo de quem marca território. A boca desceu até meu ouvido. A voz saiu baixa, rouca, quase um segredo: — Agora você já sabe de quem é essa boca. Soltou minha nuca. Se afastou, sentou na beirada da cama e começou a se vestir sem pressa. Pegou a regata, vestiu, ajeitou a bermuda. Eu continuei deitado, o corpo mole, a porra esfriando na minha barriga, a garganta ainda sensível. A confusão veio junto com a vergonha. O que eu tinha acabado de fazer de novo. O jeito que eu tinha engolido, pedido, lambido o peito dele enquanto gozava. Ao mesmo tempo, uma sensação estranha de estar saciado. Como se algo que estava apertado dentro de mim tivesse sido resolvido… do jeito mais sujo possível. Ele olhou por cima do ombro, já de pé. — Levanta. Vamos. Levantei. As pernas ainda tremiam um pouco. Puxei a bermuda, limpei o que deu com a toalha do banheiro minúsculo do quarto. Quando saímos, o corredor estreito parecia ainda mais apertado. A escada de concreto, a garagem, o carro. No estacionamento ele parou ao lado do meu carro, me olhou de cima e só falou: — Até a próxima. Não esperou resposta. Virou e foi embora em direção à rua, a regata colada nas costas largas. Fiquei ali mais alguns segundos, a chave na mão, o gosto dele ainda na boca, a vergonha queimando e, por baixo dela, aquela sensação incômoda e gostosa de ter sido completamente usado… e mesmo assim estar saciado.
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