Depois daquela noite da tempestade em que Fernanda fingiu o telefonema e sumiu, eu ainda tentei. Dei umas investidas sutis, na brincadeira. No treino seguinte, enquanto ela corrigia minha postura no agachamento, falei baixo:
— Cuidado que se você ficar tão perto assim eu acabo te puxando pro vestiário, personal…
Ela só riu e respondeu:
— Continua sonhando, Danilo. E desce mais fundo na próxima.
Outra vez, no final do treino:
— Um dia desses você vai cansar de resistir e vai me deixar te comer direito.
Ela balançou a cabeça, sorrindo:
— Continua treinando que o shape tá bom. O resto deixa quieto.
Mas a coisa complicou de vez quando ela trocou de horário por causa de outros alunos. Passou a malhar de manhã. Mandei mensagem tentando remarcar à noite, mas ela respondia educada: “Não rola mais à noite, Danilo. Agenda lotada.” Depois de um ano e meio insistindo, desisti. Cansei. Fiquei sabendo de notícias dela por cima: as pernas tinham ficado mais grossas, as coxas engrossaram, os braços fortes e ainda femininos. Trabalhava à tarde e à noite em outras academias e começou a ir em campeonatos de fisiculturismo.
Até que um dia o destino resolveu brincar comigo de novo. Era noite. Entrei na academia e vi ela ali, cavalona de macacão fitness colado verde, fazendo agachamentos pesados. Fiquei babando. Pensei que tinha perdido o brilho, mas que deusa era aquela. Por incrível que pareça, não era dessas bombadas demais: uma atlética gostosona, cabelos loiros continuavam grandes, aqueles olhos verdes, branca, continuava uma delícia absoluta.
Como já havia passado tanto tempo, eu nem tinha esperanças de verdade. Ela já tinha resistido a muitas investidas no passado. Mas não custava tentar. Depois de tanto tempo, ia que ela mudava de ideia. Sempre ia com roupas que definissem meu corpo e ressaltassem bem o shape: bermuda justa, camiseta colada, suor escorrendo e cheiro de macho.
Demorei a pegar intimidade de novo. Ela tinha passado um ano malhando de manhã e indo para outras academias à tarde e à noite. Mas a safada tinha mudado o shape e, quando finalmente consegui mais “liberdade” com ela, descobri que agora aceitava e até gostava de brincadeiras mais ousadas. Passei a provocá-la mais. Falava das minhas transas e de como elas terminavam. Contava que gostava de foder e esculachar a mulherada à noite, que demorava pra gozar, que dava tapas até as nádegas ficarem vermelhas, deixando claro que entre quatro paredes comigo valia tudo.
Muitas vezes, apesar de saber exatamente como fazer os exercícios, fingia que não conseguia, só pra ela vir me ajudar. Na maioria das vezes eram atividades de perna e glúteo. Como ela também era nutricionista, ficava atrás de mim segurando meu braço ou a cintura, e eu jogava charme de propósito, respirando fundo do lado dela, provocando. Soltava piadinhas:
— Ai se eu te pego…
— Que delícia de mulher…
— Assim você me mata, Fernanda…
— Um dia a gente resolve isso sem compromisso, o que acha?
Ela respondia rindo, sem se abalar:
— Continua sonhando alto, aluno safado.
— Se eu te pegar você não aguenta.
— Para de falar merda e foca no movimento.
Estava quase desistindo de vez quando, certa vez, peguei ela me olhando. Vi o olhar demorado, a língua passando nos lábios sem querer. Entendi na hora: aquela relutância toda (coisa que nunca tinha acontecido comigo) era puro profissionalismo. Ganhei meu dia. Safada.
Num desses treinos provocativos, ela mesma soltou:
— Desde que mudei a dieta e comecei os campeonatos, o libido aumentou pra caralho. É difícil resistir a todas as investidas, sério.
Eu brinquei na hora:
— Então a personal não é de ferro? Quantos conseguiram te comer nos últimos anos?
Ela se gabou, provocando, mas sem dar esperança de verdade:
— Uns poucos… escolhidos. Gente que soube esperar e não ficou de mimimi. Mas não adianta ficar contando, Danilo. Você não tá na lista. Ainda.
Continuei mais alguns dias provocando. Foi quando ouvi os professores marcando de se encontrarem em um bar depois do trabalho. Era a minha chance. Resolvi ir sozinho. Me produzi inteiro: camisa social justa que marcava o peito e os braços, calça que desenhava a coxa, perfume forte de macho, cabelo arrumado.
Cheguei lá por volta das 00h. Pelo que vi, não havia muito tempo que eles tinham chegado. Me posicionei num canto estratégico, sério, só esperando pra dar o bote. Contava com a boa educação dela… e foi o que aconteceu. Assim que me viu, veio falar comigo. Eu fiz de conta que não tinha visto ela chegando.
Ela estava de vestido longo preto brilhante, com fendas em V profundas. Irresistível. Os seios grandes quase saltavam, a cintura marcada, a fenda lateral deixava a coxa grossa à mostra a cada passo.
Ela se aproximou, sentou e cruzou as pernas na minha frente:
— Tá perdido, pilantra?
— Oi! — respondi dando um sorrisinho. — Não!!! Mas acho que levei um perdido… — joguei verde.
— De uma piranha? — ela disse rindo.
— Não, de uma amiga mesmo!
— Deixa pra lá então!!! Vem ficar junto com a gente! Você conhece todo mundo mesmo!!
— Ok!!!
Fui e conversamos todos. Conversa vai, conversa vem. Sentia os olhares de algumas mulheres em mim… menos o daquela que realmente me interessava. Então resolvi que tava na hora de atacar. Comecei a olhá-la fixamente por um tempo, até que ficamos sozinhos na mesa. Uma coisa que sempre quis fazer, que via na TV, era a cena dos pés embaixo da mesa. Foi o que fiz. Meu pé encontrou o dela, subiu devagar pela canela. Ela sentiu, mas ficou parada, deu um sorrisinho e continuou tomando o chopp, falando de outra coisa como se nada estivesse acontecendo.
Meia hora depois ela disse que ia embora, pois ficaria complicado voltar muito tarde. Você poderia me dar uma carona ? estou sem o carro.
— Deixa que eu te levo. Meu carro tá logo ali. Fernanda disse.
Eu aceitei com um aceno de cabeça.
Entrei no carro dela. Eu fazia piadinhas safadas, colocava a mão nas coxas grossas dela, ela tirava sorrindo e provocando. Beijava o pescoço quando o sinal fechava, enchia a deusa de elogios safados:
— Essa coxa aí eu quero morder…
— Vou te foder tão gostoso que você vai esquecer os campeonatos…
— Olha esse vestido… você saiu de casa querendo ser comida hoje, né?
Ela só sorria, passava a língua nos lábios e ficava calada. Desgraçada. Que autocontrole pra resistir ao ambiente sexual que eu estava criando, à tensão pesada dentro daquele carro.
Eu já não esperava mais nada. Ela já tinha desviado de beijos enquanto dirigia, gostosa pra caralho. Até que ela entrou numa rua vazia, onde ninguém passava de madrugada, estacionou o carro e desceu. Nessa hora fiquei sem entender. Ela simplesmente deu a volta, abriu a porta do carona e pediu pra eu descer.
Me prensou contra o carro e começou a me beijar. Nem acreditei… Finalmente consegui o beijo daquela mulher. O beijo dela era quente e frio ao mesmo tempo, suave e bruto. A língua invadiu minha boca com fome. A gente se mordia, se chupava, gemendo baixo no meio da rua deserta.
Em segundos estávamos de volta dentro do carro, no banco de trás. Puxei o vestido pra cima, encontrei a calcinha fina e a tirei de uma vez. A buceta dela já estava encharcada. Enfiei dois dedos e ela gemeu alto, abrindo as pernas. Desci e chupei aquele clitóris inchado enquanto ela segurava meu cabelo. Fernanda rebolava na minha boca, molhada pra caralho.
Depois foi a vez dela. Abriu minha calça, tirou o pau duro e engoliu até quase o fundo. Chupava com vontade, babando, olhando pra cima com aqueles olhos verdes safados. Gemia com a boca cheia. Eu segurava o cabelo loiro dela e fodia a boca devagar.
Não aguentei muito. Puxei ela pra cima, sentei no banco e fiz ela cavalgar. Fernanda desceu devagar no meu pau, gemendo fundo quando eu enterrei tudo. Começou a rebolar gostoso, as coxas grossas batendo, os seios saltando do vestido. Segurei a bunda dela com as duas mãos e meti pra cima, forte. Ela gozou primeiro, tremendo, a buceta apertando meu pau em espasmos.
Virei ela de quatro no banco apertado. Entrei por trás, puxando o cabelo, dando tapas naquela bunda firme até ficar vermelha. Metia fundo, ouvindo o barulho molhado. Ela pedia mais, xingava, gemia meu nome. Gozei dentro dela pela primeira vez, jatos quentes enchendo a buceta enquanto ela ainda tremia no segundo orgasmo.
Ainda não tinha acabado. Puxei ela pra mim de novo e a deitei de costas no banco, abrindo bem as pernas dela. Entrei de frente, segurando as coxas grossas e metendo fundo enquanto beijava a boca dela. Fernanda enrolava as pernas na minha cintura e puxava meu corpo contra o dela, gemendo alto a cada estocada.
Depois a virei de lado, ergui uma perna dela bem alta e enfiei de novo, mais fundo ainda. Com a mão livre esfregava o clitóris enquanto metia. Ela gozou pela terceira vez, o corpo inteiro tremendo, a buceta apertando meu pau com força.
Troquei de posição mais uma vez: sentei no banco e fiz ela ficar de costas pra mim, sentando no meu pau no estilo cowgirl invertida. Segurei os seios dela por cima do vestido enquanto ela rebolava e subia e descia. A visão daquela bunda batendo na minha virilha me deixou louco. Dei vários tapas e apertei a cintura dela com força.
Por fim, coloquei ela de joelhos no banco de frente pro encosto, entrei por trás de novo e meti sem piedade, puxando o cabelo loiro e beijando a nuca. Fernanda empurrava a bunda contra mim e pedia pra eu gozar. Não aguentei. Tirei o pau, virei ela de frente e enfiei na boca dela. Gozei jatos quentes e grossos enquanto ela engolia tudo, olhando pra cima com aqueles olhos verdes safados.
Acabamos suados, ofegantes, o carro embaciado, o cheiro de sexo pesado no ar. Nos arrumamos em silêncio. Ela me deixou em casa quase sem falar nada, só um beijo demorado na porta.
E nunca mais conseguimos repetir.
Nos dias seguintes ela voltou ao modo profissional total. Sem aberturas, sem brincadeiras. Como se aquela madrugada no carro nunca tivesse acontecido. Eu tentei, mandei mensagem, provoquei de leve na academia… nada. A personal de ferro tinha voltado. E eu fiquei só com a memória daquela única foda intensa, suada e deliciosa com a loirona que me fez esperar mais de um ano e meio.



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