Numa tarde quente de janeiro, enquanto o sol castigava a terra vermelha, Marcelo levou Estrela para o riacho que cortava a propriedade. O som da água correndo e o zumbido das cigarras criavam uma atmosfera preguiçosa e sensual. Ele tirou a camisa e mergulhou nas águas rasas, sentindo o frescor aliviar o calor opressivo.
Estrela se aproximou da margem, relinchando baixinho. Marcelo saiu da água, pingando, e começou a escovar o pelo da égua com as mãos, sentindo a textura sedosa do animal. Estrela permaneceu imóvel, quase receptiva ao toque, os músculos tremendo levemente sob suas mãos.
Marcelo sentiu uma excitação estranha e proibida crescendo dentro de si. Olhou ao redor, confirmando que estava completamente só. O próximo vizinho ficava a quilômetros de distância.
Ele levou a mão à barriga da égua, descendo lentamente até a região posterior. Estrela não se afastou, apenas balançou a cabeça e soltou um resfolegar suave. Marcelo engoliu em seco, o coração acelerado pela transgressão que estava prestes a cometer.
Posicionou-se atrás do animal, acariciando a anca macia. Com cuidado, introduziu os dedos, sentindo o calor e a umidade do interior da égua. Estrela permaneceu estática, apenas movendo as orelhas em direções diferentes, atenta.
Marcelo, agora completamente dominado pelo desejo, posicionou-se e penetrou a égua. A sensação era incrivelmente quente e profunda, diferente de qualquer experiência que já tivera. Ele se agarrou aos flancos de Estrela, movendo-se com cadência, o suor escorrendo pelo corpo queimado de sol.
O riacho murmurava indiferente enquanto Marcelo se perdia naquele ato primitivo e selvagem. A égua relinchou uma vez, alto, fazendo pássaros levantarem voo dos arbustos próximos. Marcelo apertou os olhos, sentindo o clímax se aproximando como uma onda inevitável.
Com um último movimento profundo, ele gozou dentro do animal, o corpo inteiro tremendo. Permaneceu ali por alguns segundos, ofegante, sentindo a realidade voltar aos poucos. Afastou-se e caiu sentado na grama, olhando para Estrela que pastava tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
Marcelo mergulhou de novo no riacho, lavando o corpo e a culpa. Quando voltou para casa ao entardecer, Estrela o seguiu sem relutância, apenas mais um dia na fazenda.
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