Por outro lado, tinha a Paula… ah, aquela galeguinha de cabelos castanhos-claros e olhos verdes me fazia perder noites de sono! Sonhava até em casar com ela.
O ano era 2006, ano de Copa! Jamais esqueço aquela Copa, não apenas por aquela derrota contra a França, mas pelo que aconteceu exatamente naquele dia.
Os vizinhos se reuniram na rua pra assistir ao jogo; lembro com detalhes de cada ornamentação que fizeram. As bandeirinhas, as calçadas pintadas, os pais reunidos em volta da churrasqueira, as mães sentadas e falando que não entendiam nada de futebol e só sabiam que o Brasil era o que jogava de amarelo. Um dia inesquecível, de fato inesquecível!
Eu estava lá na rua, pintando a cara com os outros meninos, e quem estava nos pintando era a Paula. Eu sempre ficava hipnotizado por aqueles olhos verdes dela.
— Quero ver você gritando bem alto quando sair um gol, viu? — falei pra ela.
— Pode deixar, vou ser a primeira a gritar!
— Cadê a Ray?
— Tá na casa do namorado dela, deve assistir ao jogo de lá.
— Hum, depois que ela começou a namorar não quer mais saber de ficar com a gente, né? — Realmente eu estava ficando com ciúmes, tava com saudades das nossas pegações.
— Verdade, ela só vive com ele agora.
— E você? Quando arrumar um namorado vai me abandonar também? — Ela me olhou meio constrangida.
— Claro que não… — Ela parou como se fosse falar mais alguma coisa, mas não continuou; apenas voltou a me pintar.
— O que foi? Você ia falar alguma coisa?
— Não, apenas pensei.
— O que você pensou?
— Nada — respondeu ela, já querendo falar.
— Vai, me diz!
— Cass, por que você não me pede em namoro? — Fiquei totalmente sem reação. Faltaram palavras pra falar.
— Mas a gente tá ficando, né? — perguntei meio sem jeito, só pra ver a resposta dela.
— Sim, estamos, do mesmo jeito que você estava ficando com a Rayanne. Quero ter você como namorado! — Quando ela falou isso, senti um peso tão grande. Achava a palavra "namorado" uma responsabilidade enorme.
— Por que você quer namorar comigo? — Perguntei porque não sabia o que dizer.
— Ah, Cass, pra fazer coisas que só namorados fazem!
— Tipo o quê? — perguntei, curioso. Ela me olhou bem nos olhos, veio pra perto do meu ouvido e disse: "Transar."
Cara, ao escutar aquilo, quis ser namorado dela na hora. Nem me importava mais com o jogo, apenas fiquei a encarando com um sorriso bobo.
— E se eu fosse seu namorado, onde iríamos fazer isso? — falei sussurrando.
— No meu quarto!
Eu não sabia se ela estava falando sério ou não, até porque, diferente da Rayanne, a Paula não era tão safada. Mas eu apenas fui seguindo o rumo da conversa; sabia que no final dela poderia rolar uma putaria.
— Então eu quero ser seu namorado! — Ela riu, pensei na hora que ela estava de gozação comigo. Mas ela não estava: parou de me pintar e se levantou. Foi até os pais dela e começou a conversar com eles de um jeito bem mimado, como se estivesse enrolando eles pra depois sumir de vista. Apenas fiquei esperando, enquanto observava o jogo rolando.
Depois de uns dez minutos, ela voltou de passos leves, sorrindo com a chave da casa dela na mão.
— Vem, me segue sem que ninguém te veja. — Não foi uma tarefa difícil, tava todo mundo prestando atenção no jogo. Quando entramos, ela me levou direto pro quarto dela, que também era o quarto da Rayanne. Era um quarto grande, com paredes pintadas de rosa e vermelho e todo arrumadinho; tinha duas camas e um armário, e a janela dava pro quintal da casa delas. Ela fechou a porta com todo o cuidado.
— Essa aqui é minha cama, onde toda noite penso em tu.
— Sério que você pensa em mim?
— Sim, todas as noites! Você não pensa em mim?
— Sim, eu também penso em você. Muito!
Ela veio até perto de mim, ficou me olhando com aquela cara angelical dela.
— Eu fico me tocando enquanto penso em você, sabia?
— Você fica se tocando? Como assim você fica se tocando? — Eu realmente não tinha entendido o que ela queria dizer com aquilo. Mas ela chegou mais perto de mim, pegou a minha mão e passou pelo seu pescoço, descendo pelos seus peitos (eram pequenos, mas estavam bem arrebitados); depois desceu minha mão até sua barriga, chegando até sua bucetinha.
— Eu imagino você me tocando aqui! — Fiquei com muito tesão, comecei a ver que não era só eu que fazia isso.
Então, comecei a acariciar a sua bucetinha por cima do seu short curto. No começo ela apenas me observava, não falava nada enquanto eu passava a mão. Mas depois ela começou a se empolgar e a rebolar. Eu comecei a beijar seu pescoço, e com isso comecei a escutar uns gemidinhos dela; aquilo me deixava com muito tesão. Ela agarrou meus braços com suas unhas e me apertava, enquanto eu continuava acariciando sua bucetinha. Começamos a nos beijar e fomos em direção à cama em que ela dormia. Empurrei ela na cama e só tive um pensamento: "Quero ver a bucetinha dela."
Fui com a boca direto pro seu umbigo, beijando e descendo até o seu short. Ela estava gostando, mas segurou minha cabeça pra eu não descer. Então apenas subi na cama e continuei acariciando ela por cima do short, até que resolvi colocar a mão por dentro.
— Posso ir? — perguntei a ela.
— Pode — respondeu, com a voz manhosa, gemendo.
Enfiei minha mão dentro do seu short e da sua calcinha. Nunca tinha sentido uma bucetinha, aquela tinha sido a primeira. Ela era lisinha, mas tinha uns fios bem fininhos, e estava bem molhada. Eu não sabia o que era aquilo, mas continuei acariciando. E quanto mais eu mexia de um lado pro outro, mais ela gemia. Eu ficava com muito tesão vendo aquilo tudo. Ela então pegou no meu pau e ficou me olhando.
— Pega por dentro — falei pra ela, e sem pensar ela me obedeceu.
Foi um tesão aquilo, começamos a nos masturbar. Na mesma intensidade em que um estava, o outro também estava. Ela gemia muito, e às vezes até alto. E eu cada vez mais ficava excitado. Cheguei bem perto do ouvido dela e falei:
— Você não disse que queria transar? — Ela me olhou, olhou pras nossas mãos e se levantou. Abaixou o short dela, ficando apenas de calcinha — era uma calcinha roxa —, abaixou também a minha bermuda e subiu em cima de mim. Começou a rebolar; eu olhava bem pro rosto dela, segurando em seus quadris, e a puxava bem rápido, pra cima e pra baixo. Aquilo era um tesão puro. E depois de uns dois a três minutos eu gozei, mas mesmo assim ela continuou se esfregando até parar de repente e começar a se contorcer; ela também tinha gozado (eu acho).
Nessa hora não deu tempo nem de relaxar; já escutamos a voz da mãe dela chamando por ela. Nem pensei duas vezes: de cueca mesmo, pulei a janela. Paula, desesperada, jogou minha bermuda, e eu corri pra pular o muro que separava nossas casas.
Quando cheguei em casa, me limpei e bati uma punheta. Aquilo tinha sido incrível. Eu estava mais ansioso agora pra realmente transar de verdade; agora eu queria muito saber como era fazer aquilo.
Mas ainda iria demorar muito até eu ter minha primeira vez de verdade. Mas pelo menos eu estava me divertindo bastante e sentindo muito prazer!