Certo dia, durante um verão em Salvador, ela comprou um vestidinho bem leve e solto. Tinha botões na frente e chegava apenas até a altura das coxas. Quando o vestiu, algumas pessoas em casa já começaram a questionar o comprimento.
Eu pensei exatamente o contrário. Bastei vê-la daquele jeito para imaginar as possibilidades: um vestido curto, fácil de abrir, fácil de levantar, deixando escapar um pouco mais do que deveria.
Naquela noite, saímos para jantar.
Enquanto dirigíamos pelas ruas de Salvador, precisei parar para abastecer. Foi quando comecei a provocá-la: sugeri que abrisse um pouco mais o decote e deixasse a calcinha à mostra para o frentista.
Ela ficou receosa, mas a ideia também a excitava. Aquela mistura de vergonha, medo e vontade já fazia parte da brincadeira.
Paramos em um posto pequeno no centro da cidade. Antes de o frentista se aproximar, Zana deixou o vestido subir pelas coxas. Se ele viesse pelo meu lado, veria sua calcinha inteira. O decote também estava aberto, deixando boa parte da lateral dos seios exposta.
Ele percebeu.
Tentou disfarçar, mas os olhos voltavam para ela. Espiava de lado, como quem queria continuar olhando sem admitir que estava olhando.
Nós notamos. E aquilo mudou tudo.
Essa foi nossa primeira exibição consciente. Até então, havia apenas o risco de alguém ver por acaso. Naquele posto, pela primeira vez, estávamos provocando o olhar de outra pessoa.
Fomos jantar na Bahia Marina.
Ela pediu um espumante e eu, como estava dirigindo, não bebi álcool. Queria estar atento à direção — e ao que aquela noite ainda poderia render.
Ao terminarmos o jantar, ela foi ao banheiro, enquanto eu fiquei esperando do lado de fora.
Quando voltou, vinha com um sorriso que eu conhecia muito bem.
Havia alguma coisa diferente.
O tecido fino acompanhava cada movimento. Sua bundinha se desenhava a cada passo, enquanto os seios balançavam livres por baixo do vestido.
Zana tinha tirado tudo. Estava peladinha por baixo.
Quando saímos da vista das outras pessoas, passei a mão por baixo do vestido e acariciei sua bundinha nua.
Ela sorriu.
A partir dali, bastava o tecido subir um pouco ou um botão se abrir para revelar que não havia nada por baixo. E nós dois sabíamos disso.
Entramos no carro e começamos a rodar pela cidade sem destino certo, à procura de oportunidades para levar a brincadeira um pouco mais longe.
Já passava das 22h, e havia pouca gente na rua.
Paramos em um sinal para um homem atravessar a rua. Olhei para Zana e a desafiei a mostrar os peitinhos para ele.
Ela hesitou, mas deixou que eu abrisse devagar os botões da frente.
O vestido se abriu, deixando seus seios à mostra dentro do carro.
Seguimos do centro até o Farol da Barra daquele jeito. Ela segurava os peitinhos, apertava e se excitava com a possibilidade de alguém ver.
A brincadeira passou a acontecer nos sinais. Quando surgia uma oportunidade, eu abria o vestido e deixava um dos peitinhos dela exposto. Às vezes fazia isso quando passávamos devagar por algum homem. Zana oscilava entre o impulso de se cobrir e a vontade de continuar assim.
O melhor — e também o mais inquietante — era não termos certeza de nada.
Tinham visto? Olhado tarde demais? Conseguido enxergar apenas por um instante?
Então coloquei a mão em sua bucetinha enquanto dirigia.
Zana se recostou no banco e abriu as pernas, deixando o vestidinho subir pelas coxas. Sem calcinha, já não havia nada escondendo seu corpo.
Foi quando uma pick-up emparelhou conosco.
Por alguns instantes, os dois carros seguiram lado a lado. Na posição em que Zana estava, quem estivesse no outro veículo poderia ver tudo.
Mas os vidros eram fumê.
Eu não enxergava quem estava lá dentro. Não sabia sequer se havia alguém olhando para ela.
Achamos que sim.
E foi justamente aquela incerteza — não saber quem estava atrás do vidro — que nos fez preferir afastar o carro.
Ainda passamos por vários bairros da cidade, sempre procurando aquele limite entre mostrar e quase mostrar.
Nos sinais, eu tentava parar perto de motoqueiros e acendia a luz interna do carro, iluminando Zana e esperando que algum deles finalmente olhasse na direção certa.
Mas nenhum pareceu notar.
Ou soube disfarçar.
Restava ainda outra possibilidade:
as câmeras espalhadas pela cidade.
Talvez alguma tivesse registrado o vestido aberto, os seios expostos, as pernas abertas dentro do carro. Talvez não tivesse registrado nada.
Nunca soubemos.
E foi justamente essa dúvida que ficou daquela noite: não saber quem viu, quanto viu — ou quem teve apenas um rápido vislumbre antes de desaparecermos pelas ruas de Salvador.
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