O apartamento estava em silêncio quando Marcos chegou do trabalho. Eram quase dez da noite. Ele largou a pasta no sofá, tirou o terno e foi direto para o quarto. Laura estava deitada na cama, de short e sutiã, mexendo no celular. O corpo dela ainda úmido do banho, a pele brilhando levemente sob a luz baixa do abajur. Marcos parou na porta, olhando para ela por um longo momento. O coração batia forte. Ele já tinha ensaiado aquilo mil vezes na cabeça. Desta vez, não ia engolir o desejo. — Laura. Ela levantou os olhos, sem tirar o celular da mão. — Oi. Tá tarde, hein. — Preciso falar uma coisa com você. Sério. Ela desligou a tela e se sentou na cama, as pernas cruzadas. O short subiu um pouco, mostrando a parte interna da coxa. — Fala. Marcos entrou, fechou a porta e se sentou na beira da cama, de frente para ela. A voz saiu rouca: — Eu quero te ver com outro homem. Laura ficou parada. O silêncio pesou. Ela franziu a testa, como se não tivesse ouvido direito. — O quê? — Eu quero te ver sendo comida por outro cara. Quero te ver gemendo pro pau dele. Quero te ver gozando com ele dentro de você enquanto eu assisto. Ou enquanto ele me faz assistir. Ela soltou uma risada curta, descrente. — Você tá bêbado? — Não. Tô sóbrio. E tô falando sério pra caralho. Laura se levantou da cama, andou até a janela e voltou, os braços cruzados sob os peitos. — Marcos, isso é doentio. A gente é casado. Você quer me emprestar pro primeiro desconhecido que aparecer? — Não é emprestar. É dividir. É eu te ver sendo usada. É eu te ver se entregando de um jeito que você nunca se entregou pra mim. Eu quero te ver molhada pra outro. Quero te ver pedindo mais. Quero te ver engolindo o pau dele até engasgar. Quero te ver de quatro, sendo fudida com força, enquanto ele te chama de puta. Ela engoliu seco. As bochechas coraram, mas o olhar continuava duro. — Você tá falando sério mesmo… — Tô. E não é de agora. Faz meses que eu gozo pensando nisso. Pensando em te ver aberta pra outro. Pensando no barulho que a buceta molhada faz quando outro pau entra nela. Pensando em te ver gozando tão forte que as pernas tremem e você grita o nome dele, não o meu. Laura passou a mão no rosto, andando de um lado pro outro no quarto. — E se eu não quiser? — Aí a gente não faz. Mas eu tô pedindo. Tô pedindo de joelhos, se precisar. Eu quero te ver sendo usada. Quero te ver cheia de porra de outro homem. Quero te beijar depois que ele gozar na sua boca. Quero lamber a buceta depois que ele te foder. Quero te sentir escorrendo e saber que não é meu. Ela parou na frente dele. Os olhos brilhavam, uma mistura de choque e algo mais escuro. — Você quer me ver virando puta. — Eu quero te ver virando a puta mais gostosa que existe. A puta do seu marido. A puta que goza pra outro e depois volta pra casa e me conta cada detalhe enquanto eu te como. Laura ficou em silêncio por um longo tempo. Depois, de repente, se aproximou, ficou entre as pernas dele e segurou o queixo de Marcos com força. — E você vai aguentar ver? Vai aguentar ver outro homem me foder na nossa cama? Vai aguentar ver ele me beijar, me chupar, me enfiar o pau fundo enquanto eu gozo gritando? — Eu vou gozar só de ver. Eu vou gozar escorrendo enquanto ele te fode. Eu quero isso. Quero te ver destruída. Quero te ver com as pernas abertas, a buceta vermelha e aberta, cheia de porra. Quero te ver pedindo pra ele gozar dentro. Quero te ver engolindo tudo e depois me mostrando a língua. Ela apertou mais o queixo dele. — E se eu gostar mais do pau dele do que do seu? Marcos engoliu em seco. A ereção já marcava a calça. — Aí eu te agradeço. Aí eu te chamo de puta e te como ainda mais forte depois. Aí eu te faço contar quantas vezes você gozou nele enquanto eu te fodo de novo. Laura soltou o queixo dele e deu um passo pra trás. O sutiã marcava os mamilos duros. O short estava um pouco manchado entre as pernas. — Você é um degenerado. — Sou. E eu quero que você seja também. Comigo. Por mim. Ela se virou de costas, andou até a cama e se sentou novamente. Ficou olhando pro chão por um momento. Quando falou, a voz saiu mais baixa, mais rouca: — E quem seria o homem? — Qualquer um que eu escolher. Ou que você escolher. Alguém grande. Alguém que te foda direito. Alguém que te faça gemer de um jeituinho que eu nunca consegui. Laura ergueu o olhar. Os olhos estavam escuros. — E você vai ficar só olhando? — No começo, sim. Depois… eu decido. Talvez eu te chupe enquanto ele te fode. Talvez eu te faça chupar o pau dele enquanto eu te como por trás. Talvez eu só fique no canto da cama, batendo uma, te chamando de puta enquanto ele te enche de porra. Ela passou a língua nos lábios, devagar. — Você quer me ver engolindo outro pau. — Quero. Quero te ver de joelhos, a boca aberta, a saliva escorrendo enquanto ele enfia até o fundo. Quero te ver engasgando. Quero te ver com os olhos marejados e a maquiagem borrada. Quero te ver pedindo mais. Laura ficou em silêncio de novo. O peito subia e descia mais rápido. Depois, ela se deitou de costas na cama, as pernas ainda cruzadas, e olhou pro teto. — Fala mais. Marcos se aproximou, ajoelhou ao lado da cama, a mão subindo pela coxa dela. — Eu quero te ver de quatro nessa cama. O outro homem atrás de você, te segurando pelo cabelo, te fodendo com força. Quero ouvir o barulho da pele batendo. Quero ouvir você gemendo “mais forte”. Quero te ver gozando nele, a buceta apertando o pau dele enquanto você treme. Quero te ver pedindo pra ele gozar dentro. Quero te ver escorrendo porra enquanto ele ainda tá te comendo. Quero te ver se virando, abrindo a boca e engolindo o que sobrou. Quero te beijar com gosto de outro homem na língua. Quero te chupar depois e sentir o gosto dele misturado com o seu. Laura abriu as pernas um pouco. O short estava claramente molhado agora. — Continua… — Eu quero te ver sendo usada como uma puta barata. Quero te ver pedindo pra ele te foder o cu também. Quero te ver com os dois buracos cheios. Quero te ver gozando tão forte que você chora. Quero te ver pedindo pra ele te foder de novo no dia seguinte. Quero te ver mandando mensagem pra ele enquanto eu tô do lado, falando que tá com saudade do pau dele. Quero te ver se vestindo pra sair com ele. Quero te ver voltando pra casa cheirando a sexo, a boca inchada, a buceta inchada, e me contando tudo enquanto eu te como. Ela arquejou baixo. A mão dela desceu e apertou o short entre as pernas. — Você quer me ver virando a puta dele… — Eu quero te ver virando a puta de quem eu quiser. E a minha puta também. Principalmente a minha. Laura se sentou de novo, puxou Marcos pelo cabelo e beijou ele com violência. A língua dela invadiu a boca dele, molhada, desesperada. Quando se separou, estava ofegante. — Você é um doente… e eu tô molhada pra caralho só de ouvir isso. — Então faz. Aceita. Me deixa te ver sendo comida. Ela passou a mão no pau duro dele por cima da calça, apertando. — E se eu aceitar… você vai me tratar como puta depois? — Vou te tratar como a puta mais gostosa do mundo. Vou te foder até você não conseguir andar. Vou te fazer contar cada detalhe enquanto eu te encho de porra. Vou te chamar de puta, de vadia, de cadela do seu marido. E você vai gozar ouvindo. Laura mordeu o lábio inferior com força. Os olhos estavam brilhantes, escuros, sujos. — Marca. Escolhe o homem. Eu quero. Quero ser comida na sua frente. Quero gozar pra outro enquanto você assiste. Quero engolir porra que não é a sua. Quero voltar pra casa cheia e te deixar me lamber limpa. Marcos soltou um gemido baixo, quase animal. Ele a puxou pra baixo, deitou ela na cama e se jogou em cima, beijando o pescoço dela com fome. — Eu vou te destruir com isso… — murmurou contra a pele dela. — Vou te fazer viciar em ser puta. Vou te fazer precisar de outro pau. E depois vou te foder ainda mais forte por causa disso. Ela abriu as pernas, puxando ele pra mais perto, a voz embargada de tesão: — Então faz. Me transforma. Me mostra o quanto você quer me ver sendo usada. Marcos mordeu o ombro dela, a mão já descendo pro short molhado, os dedos escorregando pra dentro. — Eu vou. E você vai gozar gritando o nome dele um dia… e o meu no outro. E eu vou amar cada segundo. Laura arquejou alto quando os dedos dele entraram nela, grossos, profundos. — Porra… continua falando… fala como ele vai me foder… E Marcos falou. Falou por um longo tempo, enquanto a fodia com os dedos, enquanto ela gozava na mão dele, enquanto o quarto se enchia do cheiro de sexo e da promessa suja que os dois acabavam de fazer. Naquela noite, o casamento deles não acabou. Ele só ficou muito, muito mais sujo.
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