Ana tinha 46 anos e ainda se lembrava do jeito como Ricardo a olhava quando ela tinha dezesseis. O primeiro beijo atrás da igreja, a primeira vez no quarto escuro da casa dos pais, o tremor nas mãos dele quando a penetrou pela primeira vez. O pau dele entrando devagar, o ar sumindo dos pulmões dela, o gemido abafado contra o ombro dele. Aquilo tinha sido há mais de trinta anos. Agora o casamento era confortável, previsível, quase silencioso. Os filhos já adultos e longe. As terças e sábados ainda aconteciam, mas sem a urgência de antes. Era carinho. Era hábito. Era o corpo de um homem que ela conhecia melhor do que o próprio — o cheiro, o peso, a forma como ele gozava e depois virava de lado. Quando sugeriu que Camila viesse passar um tempo, não pensou em nada além de ajudar a sobrinha. Camila chegou numa sexta à noite. Magrinha, cabelos cacheados, rostinho de menina educada. Ana a abraçou com carinho e a acomodou no quarto de hóspedes. Nos primeiros dias a casa ganhou um pouco mais de vida. Camila ajudava na cozinha, ria das histórias antigas, perguntava sobre o passado. Ana gostava da presença dela. Foi na terceira noite que notou a mudança em Ricardo. Ele a puxou no sofá com uma força que não usava há anos. Beijou o pescoço com fome, mordeu de leve a pele logo abaixo da orelha, puxou a blusa para cima e chupou os seios como se estivesse com sede. A língua dele rodou o mamilo, puxou com os dentes, chupou forte enquanto a mão descia entre as pernas dela e encontrava a calcinha já úmida. Ana arquejou. Ricardo puxou a calcinha para o lado, enfiou dois dedos de uma vez e a fodeu com os dedos ali mesmo, no sofá, até ela gozar com as pernas tremendo. Depois a virou de quatro, puxou a calça dele só o suficiente para liberar o pau e enfiou fundo de uma estocada. Ana gemeu alto, sentindo o pau grosso abrir caminho, as bolas baterem contra a buceta. Ele segurou a cintura dela com as duas mãos e a fodeu rápido, fundo, sem a delicadeza de sempre. Cada estocada fazia os seios balançarem. Ana gozou de novo, o corpo inteiro contraindo em volta do pau dele. Quando Ricardo gozou, jorrou quente e profundo, enchendo-a, o sêmen escorrendo pelas coxas quando ele se retirou. Ana ficou ofegante, de quatro ainda, a buceta latejando. — Nossa… o que foi isso? — Senti sua falta — respondeu ele, a voz rouca. Ana não perguntou mais. Gostou. Nos dias seguintes o padrão se repetiu com uma intensidade que a deixava molhada só de lembrar. Ricardo a procurava o tempo todo. No banheiro, depois do jantar: ele entrava enquanto ela lavava o rosto, puxava a calcinha para baixo, a erguia pela cintura e a enfiava de pé contra a pia. O pau entrava fácil, ela já estava escorrendo. Ele a fodia olhando no espelho, uma mão no peito dela, apertando o mamilo, a outra segurando o cabelo. Ana gozava vendo o próprio rosto contorcido de prazer, o pau dele sumindo e reaparecendo entre as pernas. No meio da madrugada ele a acordava já duro. Virava-a de lado, erguia uma perna dela e entrava por trás, fundo, devagar no começo, depois mais rápido. A mão dele descia até o clitóris e esfregava em círculos enquanto metia. Ana mordia o travesseiro para não acordar a sobrinha. Gozava com o corpo inteiro tremendo, o sêmen dele escorrendo quente quando ele terminava. No sofá, depois do jantar, sem nem esperar irem para o quarto: ele a puxava para o colo, abria a blusa, chupava os seios enquanto ela se esfregava no pau duro por cima da calça. Depois puxava a calça dele, abaixava a calcinha dela e a fazia sentar. Ana descia devagar, sentindo cada centímetro abrir caminho, até estar completamente empalada. Depois quicava, guiada pelas mãos dele na bunda, o pau entrando e saindo molhado, o som obsceno enchendo a sala. Ele a fazia gozar duas, três vezes antes de jorrar dentro. Ana notava o olhar dele se perder quando Camila passava pela sala de shortinho curto. Notava a tensão no corpo do marido quando a sobrinha ria baixo demais ou se inclinava demais. Não pensava em traição. Pensava que a presença de uma mulher jovem, magra, provocante, tinha despertado algo nele. E ele estava descontando nela. E ela estava gostando. Gostava de ser desejada daquela forma de novo. Gostava da urgência. Gostava de sentir o pau dele latejando dentro dela como se ele não conseguisse se controlar. Às vezes, enquanto ele a fodia com força, Ana fechava os olhos e se permitia imaginar que era outra pessoa. Que era o olhar faminto de alguém que a via como mulher, não como esposa de décadas. Foi nesse período que o caso com Marcus ganhou ainda mais peso na memória dela. Tinha começado oito meses antes, num dia comum de trabalho. Ana estava sozinha no escritório, o celular na mão, o casamento parecendo cada vez mais uma rotina silenciosa. Baixou o aplicativo por impulso. Criou um perfil discreto. Fotos sem o rosto. Em três dias Marcus respondeu. Vinte e nove anos. Negro. Corpo definido, peito largo, braços fortes. Pau de vinte e seis centímetros — ela confirmou com os próprios olhos e com a própria buceta. O primeiro encontro foi num motel longe. Ana chegou tremendo. Ele a beijou sem pressa, a língua quente, as mãos grandes deslizando pelas costas até apertar a bunda. Tirou a roupa dela com calma. Quando o pau dele apareceu, Ana engoliu em seco: grosso, veias saltadas, a cabeça escura já brilhando. Marcus a deitou, abriu as pernas dela e chupou a buceta até ela gozar na boca dele, os dedos enfiados fundo, a língua no clitóris. Depois se posicionou entre as coxas dela e enfiou. Ana gritou. O pau enorme abriu caminho centímetro por centímetro, esticando, preenchendo de um jeito que Ricardo nunca tinha conseguido. Quando ele estava completamente dentro, ela sentia a barriga leve, a pressão em todos os pontos. Marcus começou a meter. Devagar no começo, deixando ela sentir cada veia, cada movimento. Depois mais fundo. Mais rápido. A cama batia na parede. Ana gozou gritando, as unhas nas costas dele, a buceta contraindo com força em volta daquele pau grosso. Ele continuou. Virou-a de quatro, segurou o cabelo e a fodeu ainda mais fundo, as bolas batendo, o pau batendo no fundo do útero. Ana gozou de novo, o corpo inteiro tremendo, saliva escorrendo pelo queixo. Quando Marcus gozou, jorrou tanto que escorreu pelas coxas dela enquanto ele ainda metia, empurrando o próprio sêmen para dentro. Depois disso virou rotina. Toda quarta-feira à tarde Ana encontrava Marcus. Às vezes no mesmo motel. Às vezes no apartamento dele. Ele a fodia de todas as formas. De quatro, segurando o cabelo e metendo até ela gritar. De frente, com as pernas dela nos ombros, o pau sumindo quase inteiro, o clitóris sendo esfregado pela base. De lado, entrando tão fundo que ela sentia o ar faltar. Ana gravava alguns momentos. Não sabia bem por quê. Talvez para reler depois. Talvez para se lembrar de que ainda era desejada daquele jeito — arrombada, molhada, gemendo sem controle. O que ela sentia não era amor. Era fome. Era a necessidade de ser olhada como se ainda fosse nova. Como se o corpo dela ainda pudesse provocar alguém a ponto de perder o controle. Com Ricardo ela era esposa. Com Marcus ela era só buceta molhada, seios balançando e gemido alto. E, por algumas horas por semana, isso bastava. Quando Camila chegou, o desejo de Ricardo explodiu. Ana notou. Sentiu. E aproveitou. Cada noite intensa com o marido era, de certo modo, uma vitória. Ele a queria. Mesmo que parte daquele tesão viesse da presença da sobrinha, era nela que ele descontava. E Ana gostava de ser o objeto daquela fome. Gostava de sentir o pau dele mais duro, mais urgente, de ser fodida como se ele estivesse tentando apagar alguma imagem da cabeça. Não soube do áudio. Não soube das madrugadas. Não soube que, enquanto ela dormia, o marido entrava na sobrinha na cama deles. Até a tarde em que chegou mais cedo. A casa estava silenciosa. A porta da sala entreaberta. Ela ouviu um som baixo, úmido, rítmico — o barulho molhado de dedos entrando e saindo de uma buceta. Aproximou-se sem fazer barulho. Camila estava no sofá, completamente nua. As pernas abertas, um pé apoiado no encosto, o outro no chão. Os cabelos cacheados espalhados. Os seios pequenos com os piercings brilhando sob a luz. A mão direita entre as pernas, dois dedos enfiados até o fundo, entrando e saindo molhados, o polegar esfregando o grelo inchado e perfurado em círculos rápidos. O líquido escorria pela coxa e manchava o sofá. Na outra mão, o celular. Na tela rodava o vídeo. Ana viu a si mesma de quatro, a bunda erguida, sendo arrombada pelo pau enorme de Marcus. Ouviu a própria voz gemendo alto, pedindo mais fundo, mais duro, chamando-o de “meu negro gostoso” e “arromba essa buceta casada”. Viu o momento em que Marcus a virou, colocou as pernas dela nos ombros e meteu ainda mais fundo. Viu o próprio rosto contorcido de prazer, a boca aberta, os seios balançando a cada estocada. Camila assistia com a boca entreaberta, os olhos semicerrados, se masturbando sem pressa, os dedos fazendo barulho molhado, o grelo inchado latejando sob o piercing. Ana ficou paralisada na porta. Camila ergueu os olhos, continuou metendo os dedos e sorriu devagar. — Oi, tia. Ana deu um passo para trás. A voz saiu rouca: — O que… o que você está fazendo? Camila aumentou o volume do celular. O gemido de Ana encheu a sala — alto, quebrado, de quem estava sendo fodida fundo demais. Depois pausou o vídeo, tirou os dedos da buceta, mostrou-os brilhando de lubrificação e levou à boca, chupando com calma, a língua limpando cada um. — Assistindo você ser fodida. E gozando com isso. Ana avançou, tentou pegar o celular. Camila foi mais rápida. Guardou o aparelho atrás do corpo e se levantou nua, sem nenhum constrangimento. A buceta ainda aberta, o grelo inchado e molhado, o piercing brilhando. — Eu tenho o original. E mais três. Diferentes dias. Diferentes ângulos. Em um deles dá para ver o rosto dele bem de perto. Em outro, você olha para a câmera e sorri depois de gozar, com o pau dele ainda pulsando dentro de você. Ana sentiu as pernas fraquejarem. — Como…? — Não importa como. Importa o que eu quero agora. Camila se aproximou. O cheiro de sexo quente e sabonete. Os mamilos perfurados quase tocando o peito da tia. A mão ainda úmida subiu e tocou o rosto de Ana, deixando o cheiro da própria buceta na pele dela. — Você vai continuar quieta. Vai deixar o Ricardo me foder quando ele quiser. Vai fingir que nada está acontecendo. Porque se abrir a boca… se tentar me expulsar… se contar qualquer coisa… eu mando o vídeo para ele. Para os filhos. Para o chefe dele. Para o grupo da igreja. Você perde o marido, a casa, a reputação, tudo. Eu não perco nada. Ana abriu a boca. A frase saiu antes que ela pudesse segurar: — O Ricardo…? Camila sorriu mais largo. — Ah. Você ainda não sabia. Pegou o celular de novo, desbloqueou e mostrou outra gravação. Áudio. A voz de Ricardo gemendo baixo, rouca, chamando alguém de putinha, pedindo para chupar mais fundo, o som inconfundível de boca molhada engolindo pau. A data. A hora. A casa. Ana sentiu o chão sumir. Camila guardou o celular, passou a mão ainda molhada pelo pescoço da tia e sussurrou perto da orelha: — Agora nós duas temos segredos. E eu decido o que acontece com eles. Virou as costas, ainda nua, a bunda balançando, o grelo inchado ainda brilhando entre as coxas, e foi em direção ao quarto de hóspedes. Ana ficou sozinha na sala. O cheiro da sobrinha impregnado no sofá e no próprio rosto. O gosto metálico na boca. A imagem de si mesma sendo arrombada pelo pau de vinte e seis centímetros de Marcus. A voz do marido gemendo para outra mulher — para a sobrinha. Pela primeira vez em trinta anos de casamento, Ana não sabia mais quem era a traidora. Nem quem tinha começado o jogo.
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