## 1.
Eram quase duas da manhã quando o celular vibrou no suporte do guidão.
**"Corrida: Rua das Acácias, 47 ? Vila Nova. Paga em dinheiro."**
Ele aceitou sem pensar duas vezes. Noite de sábado, cidade vazia, asfalto molhado brilhando sob os postes. Três minutos depois estava parado na frente do portão, motor roncando baixinho, e foi então que ela apareceu.
Vinte anos, no máximo. Um vestidinho preto, curto, daqueles que sobem sozinhos quando o vento bate. Cabelo comprido e liso, sandália de tirinha, e um cheiro de hidratante que chegou antes dela.
— É você o mototáxi? — a voz era mansa, de menina criada em igreja, mas os olhos não eram mansos não.
— Sou.
Ela subiu na garupa, ajeitou o vestido, e quando ele sentiu aquelas coxas fechando em volta do quadril dele, entendeu que a noite ia ser diferente.
## 2.
— Segura firme, que eu vou rápido.
Ela segurou. E foi rápido.
Nas primeiras curvas ela ainda se comportava — mãos na cintura dele, corpo um pouco afastado, respeitosa. Mas bastou pegar a avenida, o vento batendo, o motor gritando entre as pernas dos dois, e a novinha começou a se soltar.
Primeiro as mãos. Uma desceu para o abdômen dele, a outra foi para a coxa. Depois as duas se fecharam em volta da cintura, puxando o corpo dela para frente até colar de vez.
E ele sentiu. Sentiu o calor subindo pelo vestido fino, sentiu a respiração dela no pescoço, sentiu — e quase perdeu a linha — que embaixo daquele tecido não tinha nada. Nada de calcinha. Só a pele quente dela esfregando na parte de trás das costas dele.
Cada freada era um pretexto. Cada lombada, uma desculpa. Ela escorregava para frente, encaixava o quadril, e quando ele acelerava, ela deslizava de volta gemendo baixinho no ouvido dele.
— Tá gostoso — ela falou, a boca quase na orelha dele, e ele sentiu o sorriso dela.
— O quê?
— A corrida.
Mentira. Ele sabia.
Na metade do caminho as mãos dela já estavam dentro da camisa dele, passando pelo peito, pelos ombros, descendo. Ela abria as pernas um pouco mais a cada quarteirão, esfregando o vestido molhado contra o jeans dele, e ele, para não bater a moto, mordia o lábio e rezava.
— Você tem namorada? — ela perguntou.
— Não.
— Ótimo.
E apertou os braços em volta dele como quem assina um contrato.
## 3.
Parou a moto na porta do prédio da Vila Nova. Corte do motor. Silêncio de madrugada.
Ela desceu devagar, passou a mão no cabelo, e ficou olhando o chão.
— Foi quanto?
— Vinte e cinco.
A novinha mordeu o lábio. Abriu a bolsinha, procurou, procurou, virou do avesso.
— Cara... — a vergonha na voz era genuína — ...eu saí sem carteira. Achei que tinha, juro. Não tenho nem um real.
Ele deu de ombros.
— Sem problema, amanhã você—
— Não. — Ela deu um passo à frente. — Eu pago agora.
E fez aquele gesto que muda tudo: passou a mão na barra do vestido e, com a outra, tomou a mão dele. Puxou os dedos dele para debaixo do tecido.
Ele encostou. Subiu pelo lado da coxa dela, devagar, e quando chegou lá em cima — quando os dedos dele tocaram direto na pele lisa e quente, sem nada entre eles — ele parou de respirar.
— Tá vendo? — ela falou, com o queixo levantado, um misto de santa e de pecadora. — Não tem calcinha. Fiquei a corrida toda querendo isso.
— Você é evangélica, né? — ele perguntou, porque era óbvio — a Bíblia pequena na mão, o crucifixo no colo.
— Sou. — Ela sorriu torto. — Mas quando eu fico louca, eu fico louca. E faz tempo que eu não fico louca assim.
Passou a mão por dentro da camisa dele, pelos peitorais, e depois desceu, ousada, apoiando a palma na frente da calça.
— Ó... — ela abriu os olhos. — Grossa.
— Sobe.
## 4.
O apartamento era pequeno, e a cama, mais ainda. Mas não teve tempo para conversa.
Ele tirou o vestido dela por cima da cabeça num puxão único. Ela ficou nua ali, de pé, os seios pequenos e firmes com os bicos já duros, a cintura fina, o corpo todo arrepiado. Ele passou as mãos por tudo, ajoelhou na frente dela e beijou a barriga, a virilha, e quando a língua dele encontrou a bucetinha dela, ela gritou — gritou de verdade — e segurou na cabeça dele.
— Ai... ai, não para...
Ele chupou devagar, depois rápido, a língua subindo e descendo, e a menina tremia, as pernas falhando, até que ela empurrou a cabeça dele pra trás.
— Para... para... senão eu gozo e não aguento depois.
Ele tirou a roupa. Quando a rola dele pulou para fora, grossa e pesada, a novinha arregalou os olhos e engoliu seco.
— Meu Deus...
— Reza depois.
Ela riu. Deitou na cama, abriu as pernas, e ele encostou a cabeça no molhadinho dela. Passou, esfregou, brincou. Ela levantou o quadril, desesperada, tentando engolir.
— Entra... entra logo, pelo amor de Deus...
Ele entrou.
Devagar, mas até o fim. E sentiu a bucetinha dela abrindo, esticando, se moldando naquele volume todo. Ela gritou e cravou as unhas nas costas dele.
— Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus...
— É o Espírito Santo? — ele brincou, começando a bombar.
— É... é você, safado... vai... vai mais fundo...
Ele meteu com força. A cada estocada, os seios dela balançavam, o corpo subia na cama, a respiração virava gemido e o gemido virava palavra solta, sem nexo. Ela passou a mão por baixo, no próprio clitinha, e gozou rápido — rápido e longo, apertando tudo em volta dele, a bucetinha pulsando, apertando, ordenhando.
Ele aguentou. Porque o melhor ainda não tinha vindo.
## 5.
— Vira.
Ela virou. Ficou de quatro, bunda empinada, e quando ele afastou com os polegares e cuspiu devagar ali no meio, ela virou o rosto.
— Ai... no cuzinho?
— Você nunca deu?
— Nunca. — A voz dela falhou. — Nunca ninguém... nunca entrou ali.
Ele passou a cabeça, molhou, encostou. Pressão.
— Respira.
Ela respirou. Ele empurrou.
O cuzinho dela abriu apertado, resistindo, abraçando ele como um punho fechado. Ela mordeu o travesseiro e gemeu um gemido que era meio dor e meio descoberta.
— Ai... ai, tá entrando... tá entrando todo...
— Tá gostoso?
— Tá... tá gostoso, pelo amor de Deus, tá gostoso...
Ele começou devagar. Deixou ela acostumar. Passou a mão nas costas dela, no cabelo, segurou o quadril. E quando ela empurrou para trás sozinha, pedindo mais, ele entendeu que a novinha tinha virado outra.
Aí ele meteu de verdade.
Fundo, ritmado, segurando firme na cintura dela. O cuzinho dela arregalado engolindo a rola grossa, os dois corpos batendo, a cama rangendo, o som molhado no quarto inteiro. Ela já não falava mais em Deus — só gemia alto, com o rosto enfiado no travesseiro, empurrando o quadril contra ele.
Ele tirou dali, encostou de novo na bucetinha, e entrou. Depois voltou pro cuzinho. Depois bucetinha de novo. Ela chorava de prazer, os olhos brilhando, e gritava:
— Tô louca... tô louca, pode fazer o que quiser comigo, meu Deus, que coisa boa...
Quando ele sentiu que não aguentava mais, puxou o cabelo dela de leve, encostou o peito nas costas dela e meteu fundo, fundo, fundo — e gozou dentro, pulsando, sentindo o cuzinho dela apertar em volta como se não quisesse soltar.
Ela tremeu mais uma vez e gozou junto, sem parar de gemer.
## 6.
Ficaram caídos ali, suados, o lençol todo torcido. Ela de barriga pra cima, o cabelo colado na testa, rindo sozinha.
— Vinte e cinco reais... — ela falou, olhando o teto.
— Foi barato.
— Foi. — Ela virou a cabeça e olhou ele sério. — Se eu te chamar de novo amanhã, você vem?
Ele pegou o celular na mesa de cabeceira e abriu o app de corridas.
— Já vou cancelar a corrida de agora — falou, digitando. — Vinte e cinco de desconto pra cliente frequente.
Ela deu uma gargalhada e puxou ele de novo pra cima dela.
— Então anda logo — falou, mordendo o lábio. — Que a cliente frequente aqui ainda tem muito crédito pra gastar.
comedor-de-novinhas