Na segunda, ela chegou animada.
— E aí, como foram as baladas do fim de semana? — perguntei, descontraidamente.
— Você não vai querer saber... — disse, me censurando.
— Não precisa me dar detalhes.
— No sábado fiquei com um cara; no domingo, com dois, ao mesmo tempo. Tá bom assim? — completou, impaciente.
— Se divertiu?
— Sim.
— Isso é o que importa.
— E você, fez o quê? — perguntou, me desafiando.
— Exercitei o ócio, poupei energia pra aguentar essa semana. Fiquei no PC jogando e vendo filmes.
Fez uma careta e depois passou a mão na minha cabeça, num gesto carinhoso:
— Você é realmente um doce.
A semana seguiu a rotina até quinta; na sexta ela não apareceu e só voltei a vê-la na segunda.
A terceira semana foi a das descobertas, só papo estranho. Na segunda, ela chegou mais tarde e já foi logo falando:
— Hoje você vai comer meu cu. Já tá tudo preparado. Tá bem limpinho, fiz o enema duas vezes — falando com naturalidade, como sempre.
Fiquei mudo, não sabia o que dizer.
— Que foi, nunca comeu um cu? — Ela percebeu minha surpresa. — Oh, benzinho, fica assim não. Já faz tempo que não dou, mas não tem segredo. Com esse seu pau pequeno, se gostar eu te dou sempre.
— Não é pequeno, tá na média — retruquei, um pouco mordido.
— Queridinho, liga não, é meu jeito de falar, já devia ter se acostumado — falou com voz meiga. — E eu sou arrombada mesmo — completou, me levando para o quarto, segurando minha mão.
Tirou a roupa, subiu na cama e, ficando de quatro, empinou aquela bunda monumental na minha direção. Fiquei hipnotizado. Beijei, lambi e cheirei o seu tóba, melei o indicador com KY e fui enfiando lentamente, massageando a entrada estreita para relaxar o músculo. Meu pau apontou para o teto, duro como pedra. Ela mesma pegou o tubo de lubrificante, derramou uma quantidade generosa na mão e passou no tóba.
Coloquei a camisinha, passei mais lubrificante na cabeça do pau e me posicionei atrás dela. Apoiei as mãos nos quadris fartos da Marcela e encostei a ponta do meu pau ali. Era mais quente e apertado. Empurrei devagar. Senti uma resistência firme, o pau afundando milímetro por milímetro enquanto Marcela soltava um gemido longo, arrastado, enterrando o rosto no travesseiro.
— Hhhhuuummmmmmm, isso... devagar, aí vizinho... empurra tudo... — ela incitou, a voz abafada.
Meu pau entrou inteiro. Fiquei parado, aproveitando o calor e a pressão daquele cuzinho sedento. Comecei com metidas curtas, cadenciadas, puxando e empurrando com cuidado. Fui me animando e o ritmo acelerou. A Marcela começou a quicar para trás, contra o meu corpo, buscando o impacto.
— SLAPT, SLAPT — Sua bunda batendo contra meu corpo, ela começou a gemer alto, sem se importar com os vizinhos, os quadris tremendo conforme a foda ficava mais rápida e selvagem. Inclinei meu corpo sobre o dela para poder alcançar sua vulva. Ela arqueou o dorso para facilitar minha mão. Gozamos juntos. Desabei em cima dela.
— Gostou? — assenti com a cabeça.
— Eu também — disse, sorrindo. — Você foi muito bem. Vai poder comer sempre, é só me avisar pra eu me preparar. Por enquanto, esse rabo é só seu.
Na terça, quando falei para nós dormirmos juntos, ela negou:
— Não dá certo. Se ficarmos juntos, nem eu nem você vamos dormir. Eu vou passar a noite te agarrando e, no outro dia, nós dois temos que ir trabalhar cedo.
Na quarta, outro fora. Convidei Marcela para sair, qualquer dia, ir aonde ela quisesse.
— Com você eu não saio — me surpreendi novamente. — Olha, eu saio pra caçar, pra procurar uma foda. Mesmo quando eu saio com um homem, já estou procurando outro. Eu não faria isso com você, eu gosto de você e não quero te humilhar.
Apesar de frustrado, tive a certeza de que Marcela se importava comigo.
Na quinta, quando nos despedíamos, ela disse que provavelmente estaria menstruada na segunda e perguntou se eu queria que ela viesse mesmo assim.
— Pode vir do jeito que estiver. Se estiver mal, a gente só conversa e toma um chá.
Ela sorriu como uma criança e saiu cantarolando.
Na semana seguinte, Marcela veio em casa todos os dias e passamos o fim de semana inteiro juntos. Eu fiquei só o bagaço, não dormi nada no fim de semana; ela realmente era incansável.
A partir daí, passamos a nos ver com menos frequência. Primeiro perdi as quartas e depois as quintas-feiras. Nos fins de semana, ela desaparecia na sexta e só voltava no domingo à noite. Nem o tóba era só meu mais. As segundas e terças eram minha propriedade. Eu era o único que tinha dois dias na semana e, como ela sempre dizia: "Você fez por merecer".
Assim se passaram 14 meses como amante de Marcela.
Então, num domingo, Marcela tocou a campainha, me trazendo uma surpresa.