Foi num final de tarde chuvoso que ela bateu à porta. Maristela, a tia que morava no apartamento ao lado, com quem sempre trocava boas conversas. Veio com o celular na mão, um sorriso doce e um pouco de preocupação nos olhos:
— Kael, você entende dessas coisas, não é? Meu aparelho está travando, não consigo apagar nada e está lento demais. Pode me ajudar?
— Claro que sim, tia. Deixa comigo. Respondi, recebendo o aparelho das mãos dela, sentindo o toque breve e quente da sua pele.
— Deixo pronto e levo aí quando terminar.
Ela sorriu, agradeceu e voltou para o seu apartamento. Sentei-me e comecei a organizar os arquivos: apagar aplicativos, limpar o cache, esvaziar a lixeira de mídias que acumulava há meses. E foi ali, ao abrir a pasta de itens excluídos, que o coração parou por um instante. Fotos da minha tia nua, e depois vídeos íntimos onde se tocava com devoção. Fiquei sem respirar, o corpo reagindo antes mesmo de pensar. Apaguei tudo, mas não da memória. A partir daquele dia, cada encontro familiar ganhou um peso novo, um fogo que não conseguia apagar, até que não aguentei mais.
Fui bater à porta dela numa noite em que a chuva caía de novo. Ela abriu, e eu contei tudo, o celular, o que encontrei, e que o sentimento ia além daquilo. O rosto dela corou, repreendeu-me suavemente, disse que era íntimo demais e que éramos tia e sobrinho. Mas não me mandou embora. Quando me aproximei e toquei sua mão, ela não afastou.
— Se fores embora agora, nunca mais falamos disso. Sussurrou.
— Mas se ficares, não há volta.
— Não quero voltar. Respondi.
O beijo veio lento, carregado de tudo o que foi calado. Despimo-nos devagar. Maristela deitou-se, os cachos espalhados, os seios fartos que encheram minhas mãos. Beijei-a por inteiro, desci até entre suas pernas, senti a pele peluda e quente, os lábios inchados de desejo, e ela gemeu meu nome com urgência. Depois me posicionei, entrei devagar, e ela me recebeu com gemidos mistos de prazer e aclimatação. As veias proeminentes roçavam-na a cada movimento, e ela se entregou cada vez mais, até gozarmos juntos, fortes e abraçados.
Recuperamos o fôlego entre carícias e beijos proibidos, mas o desejo permanecia vivo. Ela me beijou com nova intensidade, viroude costas e aproximou-se, os olhos brilhando de vontade misturada ao receio:
— Quero te sentir no meu cu. Sempre tive curiosidade, mas nunca tive coragem de fazer com ninguém. E sei que és grosso... tenho medo de doer.
— Vamos com calma. Assegurei, acariciando-lhe o rosto.
— Se doer, paramos. O seu prazer vem primeiro.
— Mas quero. Disse, firme agora.
— Quero te sentir por inteiro, de todas as formas.
Preparou-se com carinho, com cuidado, lubrificando bem, tocando-se ali até relaxar. Depois me guiou devagar, recebendo-me pouco a pouco, mordendo o lábio para conter o gemido.
— Estás entrando... Sussurrou, os olhos fechados.
— É apertado... mas sinto um prazer diferente...
Foi recebendo cada centímetro com respiração controlada, e quando finalmente me teve por inteiro, soltou um suspiro longo e profundo:
— Perfeito... me preenches tudo... me sinto tão cheia...
Movimentou-se devagar no começo, depois com mais confiança, encontrando o ritmo que a fazia gemer mais alto. As veias proeminentes roçavam as paredes apertadas do ânus a cada movimento, criando uma sensação intensa e pulsante que a fazia tremer.
— É tão intenso... Gemia, agarrando-me com força.
— Sinto cada parte de ti... cada veia... não pare...
Aumentou o ritmo, entregando-se por completo, e quando o prazer cresceu demais, avisou ofegante:
— Vou gozar... estou gozando...
Gozamos juntos, forte e prolongado, ela apertando-me com tudo, o corpo sacudido por ondas de prazer que a faziam tremer dos pés à cabeça. Deitou-se ao meu lado depois, ofegante, e beijou-me com ternura.
— Não imaginava que podia ser assim... Disse, aninhando a cabeça no meu peito.
— Doeu no começo, mas depois... foi o melhor que já senti.
— Fizemos do jeito certo. Respondi, beijando-lhe a testa. — Sem pressa, com respeito.
— E faremos de novo? Perguntou, olhando nos meus olhos.
— Sempre que quiseres... Prometi.
Ficamos ali, ouvindo a chuva lá fora, sabendo que aquela noite era apenas o começo de tudo o que viveríamos juntos.
Assim mantivemos tudo claro, direto, respeitoso e em segredo, com o consentimento presente em cada passo.