Infelizmente, torço para o Coritiba. Minha família me impôs esse fardo e, por conta disso, não sei o que é ser feliz no futebol. Vou religiosamente a todos os jogos. Nessas idas, conheci o Johan. Pegamos o mesmo ônibus para nos deslocar ao Couto – ônibus que é sempre vazio, pois nosso bairro é afastado. De tanto nos toparmos, acabamos começando a conversar e, eventualmente, nos tornando amigos. Ele era da torcida mais “barra pesada” do Coxa, dos que arrumavam briga. Vivia me convidando para assistir os jogos com eles, mas eu sempre me esquivava. No fundo, era meio cagão.
Em 2023, o Coxa fez uma das piores campanhas da história. Era um time horrível, deplorável. Cada jogo era um estresse novo. A última partida do ano foi com o Corinthians, numa quarta-feira, às nove e meia da noite. Horário de maníaco. Como de costume, topei com o Johan no busão; também como de costume, ele me convidou para assistir o jogo com eles. Embora sempre dissesse não, dessa vez eu aceitei. Estava tão na merda que, se fosse para brigar, invadir o campo, que se foda. Pelo menos iria acompanhado. O piá ficou superfeliz, falou que eu ia gostar, e que até tinha um verdinho para a gente fumar.
Já no estádio, o pessoal realmente era barra pesada. Eu destoava lá no meio. Tentei não ligar, fumei o baseado do Johan, comprei cerveja para mim, para ele e para todos os amigos dele. Foi da hora. Não tinha nem acabado o primeiro tempo, e já estava dois a zero para o Corinthians. Chegou um momento em que abandonei a partida e fui mijar. Os mictórios no Couto são à moda antiga, como salão de baile. É um longo mictório, sem divisória. Saquei minha rola e comecei a mijar. Do nada, o Johan aparece do meu lado, reclamando do jogo. Sem nenhum pudor, botou sua rola para fora e começou a trocar o maior papo comigo.
Eu não consegui me concentrar no que ele falava. A rola dele era imensa. Muito grande. Até então, nunca tinha visto uma rola tão grande assim. E isso que estava mole. Fazia um contraste muito nítido com ele, que era magricela e não muito alto.
Ele percebeu que eu não tirava o olho. Ao invés de falar algo, porém, ele continuou lá, segurando aquele mastro, quase se exibindo, e jogando conversa fora. Quando voltamos, o Coxa começou a melhorar. Encaixou a marcação e foi para cima do Corinthians. Eu comecei a ficar esperançoso, falei que iriamos virar. Johan me chamou de maluco. Na hora falei “piá, cê vai ver, vai virar, tamo bem; se não virar, te pago uma mamada”. Ele me olhou com uma cara de espanto. “Mas nem fique animado”, falei, “vamo virar essa merda”. Ele começou a rir e falou “cê tem que parar de beber, viado”.
No fim, não viramos. Um porra de jogo do caralho.
No caminho de volta para casa, ficou um clima de velório. Time perdeu, caiu para a Série B. Era onze e quarenta da noite de um dia de semana e tínhamos que trabalhar na manhã seguinte. Quando chegamos no Terminal do Santa Cândida, onde pegaríamos a conexão, precisei mijar de novo. “Vai na frente que vou ter que dar um pulo no banheiro”, falei para o Johan. Ele só assentiu com a cabeça. Como estava naquele estágio de bêbado em que é difícil de ficar parado em pé reto, resolvi ir a uma cabine, para mijar sentado. Estava lá de boa, contemplando minha existência, quando o Johan abriu a porta de supetão e falou: “vim cobrar o que cê prometeu”.
Não tive nem tempo de reagir. “Fica quieto e abre a boca”, ele falou, enquanto metia a rola na minha boca.
Como eu estava sentado, facilitou um pouco o esquema. Ele me fodia a garganta como se estivesse há meses sem transar. Ele fodia com raiva, com ódio. Eu me engasgava na própria saliva, mas ele não se importava. Deu dois tapas tão fortes na minha cara que deixaram a marca da mão dele. Fiquei com medo de que um segurança aparecesse, mas fiquei com mais medo de falar algo para o Johan. E também não queria. Estava amando aquilo tudo. Não demorou muito, ele gozou. Deu um gemido alto, que ecoou pelo banheiro. Tirou a rola da minha boca e falou “bora, se não a gente perde o busão”.
No caminho de volta para casa, não conversamos muito. Como ainda não tinha gozado, estava explodindo de tesão. Fiquei bolando um plano para ele me comer. Quando finalmente a solução me veio, apenas falei “desce comigo no meu ponto”. Eu moro em uma rua sem saída; no final, tem um bosque e um riozinho. Chegando lá, ele ficou meio receoso. Era uma escuridão só. Confesso que eu também estava, mas o tesão era maior. Sem muito rodeio, ele me escorou em uma árvore, abaixou a minha cueca e fez o que tinha que fazer. Na primeira metida, eu vi estrelas. Achei que não fosse aguentar. Sentia meu cu se abrindo de uma forma que nunca se abriu. Parecia que a rola dele iria sair pelo meu umbigo.
Depois de alguns minutos, me acostumei. Ele metia no meu cu do mesmo jeito que metia na minha boca. Com raiva, com ódio. Ele não estava nem aí se eu estava gostando ou não. Ele só queria usar o meu cu como um depósito, me usar como um objeto. Fiquei cheio de marcas, de tantos tapas, apertos e arranhões que eu levei. Eu estava entregue. Sentia aquele boi me fodendo e não queria sentir nada mais. Naquele momento, ele era o meu dono; eu faria o que quer que fosse para continuar sendo sua submissa. Poucos caras até hoje me dominaram como ele me dominou. Quando ele anunciou que iria gozar, acelerei minha punheta. Gozei junto com ele, exausto, suado, arrombado. Foi uma delícia.