Depois fomos ver roupa. A meio, encostou-me a uma parede de camisas, meteu-me a mão debaixo da saia e enfiou-me dois dedos ali de pé, entre duas senhoras. Tirou-os, cheirou-os e disse:
— Vou foder-te até escorreres pelo chão. Vai para o provador.
Entrei, despi-me, e ela entrou atrás de mim e fechou a cortina. Tinha a camisa aberta e o soutien à mostra. Puxou-me o cabelo para trás, obrigou-me a olhar-me ao espelho, subiu-me a bainha e meteu-me a mão nas cuecas.
— Toda aberta num provador. Não tens vergonha, pois não, puta?
Encostou-me ao vidro frio, puxou-me as cuecas para o lado e meteu-me três dedos fundo, a foder-me com a mão com uma violência que me fez ver estrelas, e duas palmadas no rabo que ecoaram no cubículo como tiros.
— Estás a escorrer-me pelo pulso todo, sua cadela.
Uma voz lá fora perguntou se estava tudo bem. Respondi que sim com uma voz que não era a minha. Ela parou, tirou-me o vestido pela cabeça e atirou-o para o banco.
— De joelhos.
Ajoelhei. Levantou a saia e esfregou-se-me na cara sem dó, a usar-me a boca, a agarrar-me o cabelo com as duas mãos, e veio-se a tremer com um gemido rouco contra o próprio punho.
Acordei com a cama toda revirada e o sonho ainda a escorrer-me pelas pernas.
A Ana dormia de costas ao meu lado, com o lençol enrolado na cintura e um braço atirado para trás da cabeça — tínhamos chegado a casa exaustas, comido qualquer coisa em pé na cozinha e desabado ali, ela a dizer que ficava só cinco minutos. O meu macho estava encostado à cabeceira do outro lado, já acordado, o telemóvel abandonado no colchão, a olhar para mim com aquela calma de quem percebeu o estado em que eu estava.
De quatro, rebolando de tesão, a minha boceta molhada a pingar no lençol, a sentir cada gota a escorrer-me pela coxa. Estava desesperada — daquele desespero animal que não deixa pensar. Só queria ser comida, e queria ser comida com força.
Senti o colchão afundar atrás de mim. A Ana acordou, arrastou-se para trás do meu corpo e agarrou-me a bunda com as duas mãos, a abrir-me com força, sem cerimónia, para ficar tudo exposto ao ar frio.
— Olha este rabo — disse, com a voz ainda cheia de sono. — A pedir.
E deu-me uma palmada. Depois outra, e outra, até a pele me arder, e só depois é que me lambeu de baixo para cima, lenta, comprida, uma língua a raspar-me do clitóris ao cuzinho de uma só vez, como um cão faminto a quem finalmente deram de comer.
Estremeci toda. Gemi feito uma puta, sem vergonha nenhuma, com a cara enfiada no travesseiro. Ela repetiu. Outra vez, e outra, até eu perder o fio. Chupou-me o clitóris com vontade, sugou, apertou, e depois desceu e a língua dela rodou no meu cuzinho apertadinho, insistiu, molhou, empurrou, e a ponta entrou-me só um bocadinho.
— Ai — gemi.
Ela riu-se contra a minha pele e não parou.
O meu macho continuava de lado, a bater uma punheta devagar a olhar para nós. Não dizia nada. Só olhava, e o olhar dele pesava-me nas costas como uma mão.
A Ana parou. Limpou a boca ao pulso e deitou-se de costas, abriu as pernas todas e olhou-me nos olhos.
— Agora é a tua vez, puta. E come-me bem, que se não comes, levas.
Arrastei-me até ela. Comecei por lhe beijar a boca com língua, a mordê-la nos lábios, e desci sem pressa nenhuma, porque também a queria ver desesperada. Passei-lhe pelo pescoço, mordi-lhe a clavícula, e ela agarrou-me o cabelo e empurrou-me para baixo.
— Não me faças esperar.
Passei por essas tetas grandes e duras, e deliciei-me — chupei-lhe os bicos até ficarem duros como pedras, mordisquei-lhe a pele à volta, lambi-lhe o vale entre elas, apertei-as com as duas mãos e enterrei a cara ali, e ela arqueou as costas e resmungou.
Desci. A boceta dela estava aberta e a brilhar, e eu chupei-a como uma desesperada, meti-lhe a língua fundo, lambi-lhe o clitóris feito uma cadela no cio, com a cara toda enfiada nela, a apanhar ar pelos lados. Senti-a a tremer debaixo da minha boca. Senti-a a apertar-me a nuca com as coxas até quase me sufocar, e não me deixei sair — fiquei, a comer, a engolir, a apertar-lhe as coxas contra a minha cabeça.
E foi então que ele se chegou por trás.
Agarrou-me pela cintura e puxou-me as ancas para cima de um golpe só, e empurrou o pau duro de uma vez na minha boceta a escorrer. Gritei contra ela, com um grito abafado na carne dela. Ele encaixou o ritmo logo de início, fundo, brutal, sem dó, e eu tive de me agarrar às pernas dela para não me desfazer. Com uma mão, tateou-me o rabo, molhou o dedo e começou a pressionar. O plug grosso entrou devagar, a abrir-me, e a sensação de ser preenchida dos dois lados ao mesmo tempo, com ele a bater-me fundo e o plug a esticar-me o cu, fez-me ver branco.
Fiquei entre os dois. A comer a Ana e a ser fodida. A boceta dela a escorrer-me pela boca, o pau dele a raspar-me lá dentro, o plug a latejar-me no cu, as mãos dela a apertarem-me o cabelo, o som molhado de tudo isto a encher o quarto.
Ele puxou-me o cabelo para trás com uma mão e agarrou-me a anca com a outra, e passou a foder-me com o corpo todo, a mandar-me para a frente contra a boceta dela e a puxar-me de volta. Comecei a gemer como um animal, sem formar palavra nenhuma.
— É isso — disse a Ana, a olhar para mim de baixo, com a boca molhada e os olhos a brilhar. — Come-me e leva com ele. Toda. Sua puta.
Queria-me vir. Queria-me vir toda, a tremer, e queria vê-lo a esporrar-se naqueles peitos — leite a jorrar-lhe pelo vale, a escorrer-lhe até à barriga — e depois lamber tudo como uma boa putinha, engolir até à última gota, de língua rasa, sem deixar nada.
Ele acelerou. A Ana apertou-me a cabeça contra ela, as coxas a fecharem-se-me nos ouvidos, e começou a gemer mais alto, a tremer, a perder a voz. E eu fiquei ali, de boceta cheia, de boca cheia, de cu cheio, sem ar, a sentir o mundo a apertar-se num ponto só.
Veio-se primeiro ela, com um grito rouco, a apertar-me o cabelo até doer. Ele veio-se logo a seguir, tirou o pau de dentro de mim e bombardeou-a de cima — leite a cair-lhe no peito, a escorrer-lhe pelo vale das tetas, a espalhar-se-lhe pela barriga e pelo umbigo. Ela ficou ali, ofegante, toda suja, com os olhos fechados e um sorriso de quem ganhou.
E eu não esperei que me mandassem. Meti a língua de baixo para cima, lambi-lhe a barriga, subi pelo vale, lambi-lhe as tetas uma a uma até não deixar nada, engoli tudo até à última gota, e ela riu-se, ainda sem fôlego, a dizer que eu era uma boa putinha.

