Acampamento - Capítulo 2

DESCOBERTAS NO ACAMPAMENTO
Capítulo 2: O Calor da Noite

O jantar, um ensopado preparado por Caio sobre as chamas dançantes, tinha sido reconfortante. A fogueira crepitava, lançando faíscas que subiam para se perder entre as estrelas do céu profundo. O cansaço da viagem e o ar puro da montanha pesavam sobre as pálpebras de todos.
“É hora de recuar, homens”, anunciou Caio, apagando os últimos restos do fogo com água de um cantil. “Amanhã temos trilha.”
Foi então que o imprevisto se revelou. A barraca de Marcos, uma moderna e compacta, havia sido armada por ele mesmo bem próximo à cova da fogueira, para aproveitar o calor residual. A de Caio, uma barraca-família maior e mais antiga, ficava alguns metros mais distante, à sombra de uma árvore grande, onde o sereno da noite tornava o ar frio e cortante.
Leonardo, encarando o interior abafado da barraca de Marcos, fez uma careta. “Eu não consigo dormir nesse calor. Vou virar a noite toda.”
Caio coçou a barba, pensativo. “Hmm. Você tem ponto. A minha barraca lá atrás deve estar mais fresca. Que tal… você vir comigo? A barraca é só pra dois, mas a gente se vira. E o Lucas…” Ele virou-se para o filho, e depois para Marcos, que já se encaminhava para sua tenda. “Marcos, você se importa de dividir a sua com o Lucas? É espaçosa o bastante pra dois, né?”
Lucas sentiu um frio na barriga que nada tinha a ver com a temperatura da noite. Suas memórias do posto de gasolina voltaram com força total. Marcos parou, virou-se. O brilho do luar e das lanternas acentuava seus traços fortes.
“Claro, sem problemas”, respondeu Marcos, sua voz tranquila. “Desde que o Lucas não ronque.” Ele lançou a Lucas um rápido sorriso, aquele mesmo, agora familiar, de canto de boca.
Lucas tentou responder com naturalidade. “Tudo bem por mim.”
Minutos depois, Lucas se via de pé diante da entrada fechada da barraca de Marcos, seu saco de dormir enrolado sob o braço. Respirou fundo e entrou.
O interior era organizado, meticuloso. Dois colchonetes infláveis lado a lado, separados por uma pequena distância. A lanterna de campanha, pendurada no teto, emitia uma luz âmbar e suave. E, como previsto, o ar dentro da barraca era denso e quente, impregnado com o cheiro da lona nova e do corpo masculino.
Marcos já estava ajeitando seu saco de dormir. “É, realmente ficou um forno aqui”, comentou ele, sem rodeios. Começou a se desfazer da roupa com uma praticidade que deixou Lucas atônito. Primeiro a camisa xadrez, revelando um torso amplo, definido por músculos trabalhados, coberto por uma densa camada de pelos escuros que desciam em um traço fino até a cintura das calças. Depois, as calças jeans. Ele as desabotoou, puxou o zíper e as empurrou para baixo dos quadris, descendo até os joelhos e depois para os tornozelos, de onde saiu com um movimento de cada pé.
E ali ele ficou. Completamente nu, iluminado pela luz dourada. Seu corpo era uma escultura de força relaxada. E no centro, em repouso entre coxas poderosas, estava seu pênis. Imponente, mesmo flácido, uma presença pesada e real que Lucas não conseguia ignorar.
“Eu durmo assim sempre que posso”, disse Marcos, virando-se para pegar um tubo de algo em sua mochila. Suas costas eram tão impressionantes quanto a frente, músculos dorsais bem delineados. “Especialmente no calor. Você se importa?”
Lucas engoliu seco, forçando os olhos a subirem até o rosto de Marcos. “Não… Não, claro que não. Sem problemas.” Suas próprias mãos pareciam desajeitadas. Ele rapidamente tirou a camisa e as calças, ficando apenas de cueca boxer preta. Sentiu-se absurdamente exposto e, ao mesmo tempo, vestido demais.
“Boa noite, então”, disse Marcos, deslizando para dentro de seu saco de dormir sem fechá-lo totalmente, deixando os braços e parte do peito para fora. Ele apagou a lanterna.
A escuridão foi absoluta. O som da respiração de Marcos, profunda e calma, encheu o pequeno espaço. Lucas se deitou de costas, olhos arregalados no escuro, cada fibra de seu corpo alerta. O cheiro de Marcos — suor limpo, sabonete, algo terroso — era agora o ar que ele respirava.
Passaram-se talvez trinta minutos. Lucas começava a achar que conseguiria dormir, quando um novo som o fez congelar. O ruído de uma tampa de plástico sendo torcida. Um click seco.
Então, o som de mãos se esfregando, untuosas. O cheiro no ar mudou ligeiramente, ganhando uma nota doce — creme hidratante, ou algo do tipo.
A princípio, os movimentos foram leves, como se Marcos apenas aplicasse o produto. Mas logo o ritmo mudou. Tornou-se deliberado, cadenciado. Um leve shhh, shhh de pele úmida deslizando sobre pele. Uma respiração que, antes calma, começou a se aprofundar, a ficar um pouco mais ofegante, controlada, mas perceptível.
Lucas paralisou. Seu coração martelava tão alto que tinha certeza que Marcos podia ouvir. Na escuridão opressiva e quente, sua mente explodiu com a imagem. Marcos, ao seu lado, se masturbando com creme hidratante. A visão do mictório foi agora ampliada, animada, transformada em um ato solitário e íntimo que Lucas estava forçado a testemunhar apenas pelo ouvido.
O ritmo aumentou. A respiração de Marcos agora vinha em suspiros mais curtos, abafados pela barraca. Um grunhido baixo, quase inaudível. Um gemido de prazer masculino. O som da fricção ficou mais rápido, mais insistente. Lucas, de cueca, sentiu seu próprio corpo responder traiçoeiramente, uma tensão dolorosa e excitante crescendo contra o tecido fino.
Ele imaginou. Imaginou com uma clareza avassaladora. A mão grande e forte de Marcos, a veia saliente que ele havia visto, o movimento do pulso, a cabeça arroxeada emergindo do prepúcio com cada passada, o saco escrotal tensionado. Imaginou a expressão no rosto sérios de Marcos no escuro, os olhos fechados, os lábios entreabertos. Imaginou-se sendo o responsável por aqueles sons, por aquele ritmo.
Um estremecimento mais forte no saco de dormir ao lado. Um suspiro longo, rouco, profundamente contido. Um último movimento rápido. E então… silêncio. Apenas a respiração pesada e lenta se normalizando, junto com o cheiro agora misturado de suor, creme e algo mais primitivo, mais acre.
Lucas não se moveu. Permaneceu deitado, duro como uma rocha dentro de sua cueca, ouvindo a respiração de Marcos se tornar regular, profunda, o som de um homem que encontrara alívio e adormecera rapidamente.
A noite, de repente, parecia interminável e pequena demais. O calor era insuportável, mas vinha agora de dentro dele. E ele sabia que, fossem quais fossem as regras não ditas que haviam começado no posto, elas haviam sido radicalmente redefinidas ali, na escuridão quente daquela barraca, a apenas um braço de distância.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico connanboy

Nome do conto:
Acampamento - Capítulo 2

Codigo do conto:
250797

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
01/01/2026

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