A Sinhá e o Caçador Angolano

A quarta-feira não terminou com o beijo de Maria; ela foi apenas o prelúdio de uma sinfonia de carne que eu pretendia reger até o último suspiro. O sol ainda castigava o vale quando desci as escadarias, sentindo o espartilho apertado e o latejar doce que a língua de Maria deixara em minha vulva. Eu caminhava com a altivez de uma soberana, mas por dentro, eu era um vulcão prestes a entrar em erupção.
?Zacarias já aguardava com a charrete. O olhar dele, cúmplice desde o nosso episódio na estrada, pousou no meu decote por um segundo a mais do que o decoro permitia.
?— Para a plantação de cana, Zacarias — ordenei, abrindo minha sombrinha. — Quero ver se o açúcar desta safra será tão doce quanto dizem.
?A plantação de cana era um mar de folhas verdes e afiadas, um labirinto onde o calor ficava aprisionado, cheirando a melaço fermentado e suor humano. Ao chegarmos à orla do canavial, vi apenas um vulto solitário trabalhando sob o sol escaldante. Maria mencionara dois novos ajudantes, mas o destino, sempre meu aliado nessas horas, decidira me dar exclusividade.
?— Onde está o outro, Zacarias? — perguntei, sem tirar os olhos do homem que cortava a cana com uma precisão assustadora.
?— O feitor mandou o menor para a moenda, Sinhá. Ficou apenas o Balthazar. Veio de Angola, dizem que era caçador em sua terra.
?Balthazar. O nome soava como um trovão. Ele era diferente dos negros que eu conhecia. Tinha a pele de um ébano acinzentado, fosco, e cicatrizes rituais nos braços que pareciam desenhos de guerra. Ele não era apenas grande; ele era maciço, com pernas que pareciam troncos de jacarandá e um tronco que se movia com a fluidez de uma pantera. Quando ele golpeava a cana, o som do facão era seco, decidido.
?— Espere aqui, Zacarias. Se alguém se aproximar, dê o sinal com o assobio da coruja.
?Caminhei entre os sulcos da terra, sentindo o mato arranhar meu vestido de linho. Quando parei diante de Balthazar, ele não interrompeu o trabalho imediatamente. Ele terminou o golpe, limpou o suor da testa com o antebraço e só então cravou o facão no solo, virando-se para mim.
?O olhar dele era hipnótico. Não havia medo, não havia submissão; havia apenas uma curiosidade animal. Ele exalava um cheiro forte, uma mistura de fumaça, mato e uma masculinidade tão concentrada que me fez sentir um calafrio nas coxas.
?— A Sinhá veio ver o corte? — a voz dele era gutural, vinda das profundezas do peito.
?— Vim ver o cortador, Balthazar. Disseram-me que os homens de Angola são feitos de um material que não quebra sob o sol.
?Aproximei-me, ignorando o perigo das folhas de cana. Eu estava a centímetros dele. A brancura do meu colo, agora úmido de suor, contrastava com o tórax dele que brilhava como graxa. Sem dizer uma palavra, levei minha mão à nuca dele, sentindo o calor da pele rugosa.
?— Mostre-me a sua força, Balthazar. Mostre-me como um caçador de Angola abate sua presa.
?Ele me agarrou pela cintura com uma mão só, e eu senti minhas costelas gemerem sob a pressão daqueles dedos de ferro. Ele me arrastou para dentro do canavial, onde as folhas altas formavam uma abóbada verde, ocultando-nos de qualquer olhar indiscreto. Ali, no chão coberto de palha seca, ele me deitou com uma brutalidade que me fez soltar um gemido de puro prazer.
?Balthazar não conhecia as delicadezas de Maria, nem a malícia de Cassiano. Ele era instinto puro. Ele rasgou as amarras das minhas anáguas com os dentes, rosnando contra a minha pele. Quando ele se livrou das roupas de escravo, eu vi o que o caçador trazia entre as pernas: era uma arma de guerra, uma coluna escura, grossa e latejante, que parecia feita para atravessar o centro da terra.
?Ele me montou com a fúria de quem conquista um território. A primeira estocada me fez ver estrelas; ele entrou em mim de forma absoluta, preenchendo cada espaço, esticando minha carne gordinha até o limite do suportável. Eu gritava, mas o som era engolido pelo balançar das folhas de cana. Balthazar me usava com uma cadência ancestral, suas mãos grandes apertando meus seios, marcando-os com a terra e o suor da lavoura.
?A cada batida, eu sentia o cheiro da cana esmagada e o gosto do sal da pele dele. Eu era a Sinhá sendo sacrificada no altar daquele deus negro. Quando o êxtase veio, foi como um terremoto; ele se derramou em mim com uma abundância que parecia não ter fim, um calor que me fez chorar de gratidão pela minha própria depravação.
?A Calmaria e o Banquete de Olhos
?Ao voltarmos para a Casa Grande, o clima era outro. Matias já estava lá, agitado com os preparativos para a grande festa de sábado, que celebraria a maior safra de café dos últimos anos. A elite da província estaria ali: barões, coronéis e suas esposas hipócritas.
?Eu, no entanto, andava pelos salões com uma serenidade de quem carrega um segredo sagrado entre as pernas. Como dona da casa, cabia-me organizar o serviço.
?— Maria — chamei-a na despensa, enquanto verificávamos as pratarias. — Quero que o serviço de buffet seja feito pelos negros mais altos e fortes. Mande vir o Bento para carregar as bandejas de prata, e o Sebastião para cuidar do fogo na cozinha externa. E o Zacarias... ele ficará na entrada, para que todos vejam a qualidade dos nossos "homens de confiança".
?Enquanto eu anotava as provisões — as caixas de vinho do Porto, os leitões, os doces de compota —, meus olhos não paravam de analisar. Eu passava pelos escravos que lustravam o assoalho e, em minha mente, eu já os via despidos. Aquele que tinha as costas largas... aquele que tinha as mãos grandes... aquele outro de olhar insolente.
?A festa não seria apenas para os convidados de Matias. Para eles, seria uma exibição de riqueza; para mim, seria um desfile. Eu estaria vestida com a melhor seda francesa, sorrindo para as baronesas, enquanto por baixo das saias, eu sentiria o rastro do sêmen de Balthazar. E, enquanto eu apontasse para este ou aquele negro para servir o vinho, eu estaria secretamente decidindo quem seria o meu próximo "prato principal" no sótão, na mata ou na própria cama do Coronel.
?Matias achava que estava organizando uma festa para mostrar seu poder ao mundo. Mal sabia ele que estava apenas preparando o cenário para a maior orgia que a Santa Isabel já vira, onde a Sinhá seria a única e absoluta senhora de todos aqueles corpos de ébano.
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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Sinhá e o Caçador Angolano

Codigo do conto:
251543

Categoria:
Interrraciais

Data da Publicação:
09/01/2026

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