O reflexo do luar a deixava ainda mais provocante. Juliano se aproximou em silêncio, deixando que os olhos bebessem a cena antes que as mãos tocassem. Mas não tocou. Ficou atrás dela, sentindo o calor que irradiava de seu corpo.
— Você sabe que me enlouquece quando se mostra assim — sussurrou ele, encostando os lábios em sua nuca.
— E você sabe o quanto eu gosto de provocar — respondeu Luana com um sorriso malicioso.
Ela virou o rosto para ele, o olhar carregado de segredos.
— Lá embaixo… tem um homem na varanda do prédio da frente. Está me olhando faz tempo.
Juliano deu um passo para o lado e viu. Um homem, em pé, aparentemente sozinho, com um copo na mão, olhos cravados na figura de Luana.
Seu coração bateu forte. Não de ciúmes. Mas de excitação.
— Ele tá vendo tudo… — sussurrou Luana, mordendo o lábio inferior enquanto escorregava os dedos pela própria coxa. — Acho que gostou da minha calcinha.
Juliano engoliu seco. Ficou atrás dela novamente e passou os dedos pela renda branca, sentindo a umidade crescente.
— Você quer provocá-lo? — ele perguntou, voz baixa e rouca.
Ela apenas assentiu, inclinando-se sobre o parapeito, expondo ainda mais o corpo. A camisola subiu, e a calcinha agora parecia um fio prestes a se romper.
Juliano ajoelhou-se atrás dela, abrindo devagar a lateral da calcinha. Sua boca encontrou a pele quente, os lábios deslizando, a língua explorando com desejo.
Ela soltou um gemido, alto o suficiente para atravessar a rua. O homem continuava lá. Imóvel, hipnotizado. Uma das mãos sumiu dentro do bolso da bermuda.
Luana olhou por cima do ombro, excitada.
— Ele está se tocando…
Juliano, ao ouvir aquilo, perdeu o controle. Levantou-se, segurou a cintura da esposa e a penetrou ali mesmo, contra a sacada, o corpo dela sendo moldado pelo seu impulso.
O ritmo era intenso, mas os olhos de Luana estavam fixos no prédio da frente. Ela gemia com mais força, com mais entrega, sabendo que estava sendo vista, desejada… mesmo sendo de outro.
Juliano gozou com força, mordendo o ombro dela, ao ver o homem terminar quase ao mesmo tempo, ainda na sombra da varanda.
A respiração dos dois era pesada. Ela virou-se, abraçou Juliano e sorriu.
— O que ele viu… é só uma parte do que você me faz sentir.
Juliano a beijou com força, com um misto de posse e adoração.
— E amanhã à noite… a gente deixa a cortina aberta.

Gostei muito