Ele, estagiário na minha escola, jovenzinho, ainda com um pouco de jeito de menino, quase que nem barba tinha, olhar inocente. Não era do tipo que frequenta academia, mas era magro e ainda com aquela firmeza da juventude. Moreno claro, com óculos, cabelo meio colorido no alto... Tinha uma boca carnudinha e uma língua levemente presa. Daquele tipo que a gente olha e sabe que é gay, embora ele mesmo parecesse não ter descoberto ainda.
Eu, professor veterano, quarenta e tantos, casado, com filho. Pele clara, cabelo castanho, que eu usava mais comprido. Não sou mais um rapazote, mas sempre fiz ginástica, frequento academia, me cuido e tal. Estou coroa, mas, modéstia à parte, um coroa gostoso. Há uns anos eu vinha fantasiando em ficar com macho... Nunca quis trair minha mulher, mas, não sei o que me deu, a ideia de uma rola grossa babando... Mão de homem... Corpo de homem... Boca de homem... Tudo isso começou a me dar um tesão louco... Não sabia o que fazer...
O Dani não era muito meu tipo. Nos vídeos da internet, sempre gostei mais de caras com um físico um pouco mais atlético, mas não muito musculosos demais. O Dani, mesmo magro, não tinha nada de atlético. Era bem mais baixo do que eu... Mas principalmente, na minha cabeça, era claramente passivo... Conseguia facilmente imaginá-lo de quatro, dando o cuzinho, sendo arregaçado e descobrindo o que já era óbvio para todo mundo... E eu... Eu também queria exatamente isso, embora, diferente do Dani,não tivesse nada de afeminado. Mas eu também queria ser fêmea... Ser viadinho... Ser dominado, arregaçado, comido gostoso... Então, o Dani estava fora das minhas fantasias, exceto porque, quando eu pensava no prazer que ele teria quando finalmente fosse agarrado por um homem, eu morria de inveja... Eu queria ter aquilo também...
E nossa relação na escola me punha em uma relação mais de dominação também... Na sala da coordenação, onde a gente costumava se encontrar, eu era meio paizão dos meninos. Era ele e uma outra estagiária, a Vitória, também jovenzinha, vivendo as primeiras experiências. Ela costumava contar algumas coisas dela com o namorado, e eu e o Dani dávamos alguns palpites. Era uma relação levemente insinuante, com alguns leves toques mais picantes. Ela contava, por exemplo, que no final de semana ia viajar com o namorado... Falava do medo dela de pegar o namorado na cama com outra... Nada era explícito, mas uma monte de coisa que ela falava deixava a mensagem oculta de que ela era jovem sim mas que estava trepando sem parar...
Um dia, o Dani comentou que nunca tinha beijado. Eu e a Vi ficamos chocados. "Que isso, Dani...". Fiquei com pena daquele menino tão inocente, apesar de seus vinte e poucos anos... Mas aquilo mexeu comigo de um jeito estranho. Saber que o Dani nunca tinha beijado imediatamente tocou em minhas fantasias, e depois daquele dia passei a pensar nele com outros olhos. Às vezes me pegava pensando na boca dele, imaginando os mamilos dele, como seria a língua dele passando nos meus. Pensava em beijá-lo, em lambê-lo... Me perguntava se no calor das descobertas ele teria vontade de me comer... Comecei a bater umas punhetas pensando nele, imaginando como seria segurar o pau dele, como será que ele gozava, se quem sabe ele não batia punheta pensando em mim também.
A gente se encontrava no dia a dia, alguns trabalhos fazíamos bem juntos, ficávamos sozinhos com frequência. E aquela conversa do beijo abriu algumas portas. De vez em quando ele dizia coisas como "De beijo eu não entendo, mas tal coisa eu sei fazer...", ou se eu dizia que ele precisava aprender alguma coisa, ele falava algo como "Igual beijo, né.. Preciso achar alguém que me ensine isso...". Às vezes eu respondia, mais tentando ser gentil, mas secretamente desejando que aquilo tivesse alguma insinuação: "Não vai ser difícil achar, se você quiser...".
Aconteceu o que pensando bem era quase que inevitável... Eu cheguei uma tarde na coordenação, e o Dani estava sozinho lá. Quinta-feira, véspera de feriadão, todo mundo tinha ido embora. A escola estava vazia. Cheguei, dei boa tarde, assentei, comecei a trabalhar. O Dani estava todo pensativo.
_Está triste, meu jovem? - perguntei.
_Ah... Esses dias assim que todo mundo vai para a diversão eu fico meio pensativo mesmo. - Ele disse. Perguntei porque. _É a história do beijo. - Ele disse. - Não é que eu fique noiado com isso, mas nesses dias fico pensando em todo mundo namorando, se divertindo, e eu parece que estou parado na vida...
_Pôxa, Dani... Queria poder ajudar - falei, juro que sem segundas intenções.
_Sabe, professor - é assim que ele me chamava - Às vezes fico pensando em como é... - Engoli a seco. Aquilo me despertou um tesão. Comecei a olhar boca do Dani, a forma como o corpo dele se movia, os contornos que ele deixava na roupa, imaginando. Pensei em todas as punhetas que eu já tinha batido para ele. - Fico um pouco triste...
_ Pôxa, Dani... - repeti e me assentei ao lado dele - Não fica assim não. É questão de tempo... E de você querer. Tenho certeza de que tem gente por aí querendo te beijar.
_Sabe, professor... Vou te confessar uma coisa... Eu... Eu tenho medo de não saber... De não saber beijar... Tenho vergonha... - E ficou em silêncio, tristonho.
A essa altura eu já estava definitivamente excitado, sentindo frio na barriga, já propenso a fazer loucura. Pus a mão no ombro dele:
_Dani... É meio anti convencional, mas... Se quiser... Posso te ensinar... - Foda-se. Dependendo da reação dele eu ria e falava que era brincadeira.. Mas não:
_Professor! Mas você é casado...
_Bem... Seria uma coisa quase que de professor para aluno mesmo... Técnica... Nada que eu precisasse contar em casa... - Ficamos em silêncio um tempo, nos olhando. Eu vi que ele estava tentado. _ Quer?
Foi um pouco naquela do quem cala consente. _Vem, vou lhe ensinar. E nos levantamos. _Vou fechar a porta, falei. Ficamos de frente um para o outro, bem próximos, já um pouco ofegantes. Ele é um pouco mais baixo do que eu. Pus a mão na cintura dele e disse: _É assim... Vou beijar seus lábios... Só um selinho... Você me beija de volta do mesmo jeito, ok? Ele fez que sim.
Beijei o Dani, e ele a mim... Ficamos assim um tempo... Falei, voz baixa, olho fechado, ele também: "_Agora vou pôr um pouco de língua... Você faz igual... Vou continuar beijando e lamber seu lábio, sua língua... Só a pontinha... Depois mais um pouco..." E assim fizemos, um tempão... Eu o puxava para mim, ele me puxava para ele... Instintivamente a gente ia se esfregando um pouco... O Dani estava tímido... Nunca tinha ficado com ninguém... Fiquei com medo de forçar a barra e estragar o momento... Mas ele estava com uma calça de tectel, então eu sentia bem o pau dele duro por baixo... Que delícia... Quando eu o esfregava um pouco mais, percebia que ele ficava um pouco mais inseguro, tímido, mas eu dizia: _Relaxa... Tudo bem... Está gostoso... E ele então relaxava.. Eu enfiava a mão por baixo da blusa dele e alisava as costas... Dava uns beijos na orelha... Ensinava, baixinho: "Pode beijar outras partes também... Lamber... Orelha, pescoço... Olha...". E fazia com ele, e ele fazia comigo... "Não é gostoso?", eu perguntava, e ele fazia que sim com a cabeça, tadinho... Dizia: "É...". Estava louco de tesão...
Foi uma tarde deliciosa, que me lembrou dos meus encontros com minha primeira namorada... De certa forma inocente, mas cheio de desejo, de promessas para próximas vezes... Eu não quis forçar tanto a barra naquele primeiro dia... Sabia que haveria outros... Seria bom deixar o Dani pensando em alguma coisa quando chegasse em casa...
Quanto a mim, cheguei na minha morrendo de tesão... Naquele dia trepei com minha mulher como não fazia há muito tempo... Mas no meio da noite acordei cheio de tesão e fui bater punheta pensando no Dani... Já tinha umas ideias para as próximas vezes...