I. O Que Ela Queria Desde Sempre Toda relação tem seus territórios não mapeados. Lugares que existem na imaginação antes de existirem na realidade, alimentados por conversas noturnas e olhares que dizem mais do que as palavras e por aquela confiança específica que só se constrói devagar, camada por camada, ao longo de anos de escolhas compartilhadas. Esse território existia entre nós havia tempo. Não era um assunto novo. Havia entrado nas nossas conversas pela primeira vez num daqueles momentos em que a noite é escura e o corpo está satisfeito e a guarda baixa o suficiente para que as coisas mais verdadeiras consigam sair. Ela havia dito com aquela franqueza direta que eu havia aprendido a reconhecer como o sinal de que algo importava de verdade. — Quero te tomar — ela havia dito. — Quero saber como é isso. Não havia pergunta na frase. Era uma afirmação, uma declaração de desejo com a firmeza de alguém que sabe exatamente o que quer e está dizendo isso em voz alta pela primeira vez depois de carregar sozinha por algum tempo. Fiquei quieto por um momento. Não de resistência — de organização. De encontrar dentro de mim o que aquela possibilidade despertava, e nomear honestamente o que encontrei. O que encontrei foi curiosidade. E por baixo da curiosidade, já dava para sentir o contorno de outra coisa. Conversamos sobre isso nas semanas seguintes com aquele cuidado que a gente usa quando o assunto importa. Sem pressa, sem pressão, voltando e saindo e voltando de novo, construindo o entendimento mútuo que precisa existir antes que qualquer coisa se torne ação. Ela foi paciente. Eu fui honesto. E em algum ponto desse processo, a curiosidade foi se tornando vontade real. — Tô pronto — disse, numa noite, do mesmo jeito simples que ela havia dito que queria. Ela sorriu. Aquele sorriso torto que aparece quando ela ficou feliz com alguma coisa e está tentando não mostrar o quanto. Não conseguiu esconder. II. A Preparação Ela se preparou com aquela atenção deliberada que eu havia visto nela em outras situações — a mesma atenção que ela coloca em tudo que considera importante. Escolheu o que usaria com cuidado, pesquisou, esperou o produto chegar e quando chegou o guardou sem fazer cerimônia, como se fosse qualquer outra coisa. Mas não era. Na semana que antecedeu a noite combinada, havia uma energia diferente entre nós. Não de ansiedade — de antecipação. A diferença entre as duas é sutil mas real: a ansiedade é um peso que carrega apreensão, a antecipação é um peso que carrega desejo. O que eu sentia era a segunda coisa. Ela também. Eu via nos pequenos detalhes que só quem conhece alguém a fundo consegue ler — a forma como ela me tocava um pouco mais do que o normal durante aquela semana, os dedos pousando no meu braço sem motivo específico, a qualidade diferente nos beijos antes de dormir. Havia algo se construindo. Na noite escolhida, ela cuidou de tudo. O quarto estava diferente — as luzes baixas, uma atmosfera que ela havia criado com aquele talento que tem de transformar um ambiente conhecido em algo levemente novo sem mudar nada de forma óbvia. O cheiro era diferente. A temperatura era diferente. Era o mesmo quarto de sempre e era outro lugar completamente. Eu me deitei na cama e a observei preparar tudo com movimentos calmos e precisos. Havia nela uma segurança que eu não esperava e que me atingiu de uma forma que não era só excitação — era admiração também. A segurança de quem está completamente à vontade no que está fazendo. Quando ela se virou para mim, já pronta, eu entendi o que ia acontecer com uma clareza que não precisava de nenhuma palavra. III. O Espelho Ela estava de pé diante do espelho do quarto, de costas para mim, e eu a observava da cama. A Sra. Safada tem um corpo que nunca precisou de nenhuma desculpa. Ela sabe disso hoje de uma forma que levou tempo para chegar — essa consciência tranquila de ocupar o espaço com exatamente o corpo que tem, sem pedir permissão e sem pedir desculpa. Um metro e sessenta e cinco de mulher construída em curvas que eu havia aprendido de cor ao longo de anos e que ainda me pegavam de surpresa às vezes, naqueles momentos em que a luz batia de um ângulo específico ou ela se movia de uma forma que eu não esperava. Ela ajustava a cinta diante do espelho com aquela atenção meticulosa que ela coloca nas coisas que importam. Os movimentos eram seguros, sem hesitação. E enquanto ela se ajustava, havia no rosto dela, que eu conseguia ver no reflexo, uma expressão que eu reconhecia mas que nunca havia visto naquele contexto específico. Era poder. Não o poder performático, exagerado, construído para impressionar. Era o poder tranquilo e real de alguém que está exatamente onde quer estar, fazendo exatamente o que quer fazer, completamente dentro do próprio desejo. Ela se olhou no reflexo por um momento. Depois os olhos dela no espelho encontraram os meus. Não disse nada. Só sorriu. Era o tipo de sorriso que não precisa de nenhum complemento. Eu estava deitado na cama, apenas de cueca, e não havia nenhum ponto do meu corpo que não estivesse em plena atenção naquele momento. O pau já estava duro, pulsando levemente com o ritmo do coração, e ela havia feito isso sem me tocar — só com o que eu estava vendo, com o que aquela imagem dela diante do espelho havia ativado em mim. — Você tá linda — disse, e a voz saiu mais rouca do que eu pretendia. — Nunca te desejei tanto. Ela se virou. — Hoje é a sua vez — ela disse, com aquela calma que tornava a frase mais pesada que qualquer drama. — A sua vez de ser tomado. De ser meu. A frase ficou no quarto por um segundo antes de eu respirar de novo. IV. A Entrega Ela chegou até a cama devagar. Não havia urgência nos movimentos dela — havia intenção, que é uma coisa diferente e mais profunda. A urgência apressada quer chegar logo. A intenção saboreia o caminho. Sentou na beirada, ao meu lado. A mão dela encontrou o meu rosto com uma ternura que contrastava com tudo que o quarto prometia e que era exatamente por isso que me atingiu no centro do peito. — Tá bem? — ela perguntou, baixinho. — Tô — disse. Era verdade. — Pode parar a qualquer hora. Você sabe disso. — Sei. Não quero parar. Ela me olhou por um segundo. Lendo o que havia na resposta além das palavras, da forma que ela faz — com aquela atenção específica que é uma das coisas que eu mais admiro nela, essa capacidade de ouvir o que está embaixo do que foi dito. O que ela leu ali deve ter satisfeito a pergunta, porque ela se inclinou e me beijou. Um beijo longo, sem pressa, que começou suave e foi ficando mais denso, mais carregado, mais definitivo. Quando o beijo terminou, eu estava completamente entregue. Não só o corpo — aquela parte mais funda que às vezes é mais difícil de entregar. Ela pediu que eu me virasse de bruços primeiro. Obedeci. A mão dela percorreu as minhas costas de cima a baixo com uma lentidão deliberada, os dedos traçando a coluna, os ombros, a cintura — como se estivesse tomando posse do território com paciência. — Quero te ver — ela disse depois. — Vira. Quero olhar nos seus olhos. Me virei. Ela estava acima de mim, os joelhos de cada lado dos meus quadris, o corpo dela todo presente naquele enquadramento — os seios, a cintura que alargava nos quadris com aquelas curvas que eu conhecia de tantas formas diferentes e que naquele ângulo específico tinham uma qualidade nova, mais imponente, mais consciente do próprio efeito. Havia ali uma inversão real de algo que ia além do físico. E eu a senti no corpo inteiro. V. O Preparo Ela preparou tudo com um cuidado que era ao mesmo tempo prático e íntimo. O lubrificante foi generoso — ela não fez questão de economizar, não havia nenhuma pressa que justificasse atalhos. Os dedos dela eram firmes mas lentos, massageando com uma precisão que vinha de prestar atenção, de estar completamente presente no que estava fazendo e no que o meu corpo estava respondendo. Cada resposta minha era uma informação que ela recebia e processava. Um arrepio involuntário, uma mudança na respiração, o jeito que os músculos cediam ou resistiam — ela lia tudo isso com aquela mesma atenção que usa para ler qualquer coisa que importa. — Relaxa — ela disse, a voz baixa, próxima. — Não precisa fazer nada. Só sente. Aquela instrução simples foi mais difícil de seguir do que parecia. Não por resistência — por hábito. Havia uma parte de mim que estava acostumada a participar ativamente, a ser metade do movimento, a dar tanto quanto receber. Deixar isso de lado, entregar o controle completamente, requeria um esforço diferente do físico. Mas ela sabia disso. E foi paciente enquanto eu encontrava o caminho para lá. Os dedos dela continuavam o trabalho, devagar, sem pressa, acompanhando o ritmo que o meu corpo ia estabelecendo conforme ia cedendo. O contraste entre o frio do gel e o calor dos dedos dela criava uma sensação que era nova por completo — não havia nenhuma memória do corpo para ancorar aquilo, nenhum padrão já conhecido. Era simplesmente novo, e o novo tem uma textura própria, uma nitidez específica. — Pronto? — ela perguntou, a boca no meu pescoço, os lábios quentes contra a pele. — Pronto — disse. E era verdade de uma forma que eu não esperava que fosse tão completa. VI. A Entrada Ela se posicionou com aquela mesma calma que havia marcado tudo desde o início. Não havia nenhuma brusquidão nos movimentos dela. A ponta do consolo encontrou o lugar certo com uma precisão que vinha de atenção, não de força, e ela começou a avançar centímetro por centímetro, os olhos fixos nos meus durante todo o processo. Agarrei os lençóis. A sensação era intensa de uma forma que eu não conseguiria ter antecipado completamente, mesmo com toda a conversa e toda a preparação. Era nova como só pode ser nova uma coisa que o corpo nunca sentiu antes — sem referências, sem comparações possíveis, apenas presente e imediata e completamente ela mesma. — Isso — ela sussurrou, avançando um pouco mais. — Deixa eu entrar. Sente. A voz dela tinha uma qualidade que eu não havia ouvido antes. Havia ali uma mistura de ternura e autoridade que não eram contraditórias — pelo contrário, uma alimentava a outra, a autoridade tornada possível pela ternura, a ternura ganhando peso pela autoridade. O corpo foi se abrindo no ritmo dela. Não havia outra opção senão esse ritmo — ela controlava completamente o que estava acontecendo, e havia algo profundamente libertador em reconhecer isso e se render a essa realidade sem tentar modificá-la. Quando ela estava completamente dentro, ficou parada por um momento. Olhamos um para o outro. Havia naquele momento uma intimidade de um tipo que eu não saberia nomear com precisão. Não era a intimidade do prazer, embora o prazer estivesse ali. Era algo mais nu que isso — a intimidade de estar completamente visível para outra pessoa, sem nenhuma camada entre o que você é e o que ela está vendo. — Tá bem? — ela perguntou de novo. — Muito — disse. E a palavra saiu com um peso que ela entendeu. VII. O Ritmo Ela começou a se mover. Devagar no começo — estocadas curtas, medidas, cada uma chegando um pouco mais fundo que a anterior como se estivesse construindo algo, estabelecendo um vocabulário novo antes de começar a falar em frases completas. Os peitos dela se moviam com o ritmo do corpo, e eu os via de onde estava com aquela consciência aumentada que vem quando todos os sentidos estão em alerta máximo. O brilho da pele dela sob a luz baixa do quarto. O brilho nos olhos dela que era tesão e poder e satisfação em proporções que eu não conseguia separar. A cama respondia ao peso dos dois, ao movimento dos dois, ao som dos dois corpos se encontrando num ritmo que foi ficando mais denso à medida que ela ganhou confiança e eu ganhei o corpo de volta depois de tê-lo entregue. — Gosta? — ela perguntou, inclinando-se sobre mim, a boca próxima da minha orelha, o peso do corpo dela se redistribuindo de uma forma que aprofundou o ângulo e me fez soltar um som involuntário que não planejei. — Sim — foi tudo que consegui dizer. Ela riu baixinho. Um riso que era satisfação pura — não de vaidade, mas de alguém que está vendo o efeito do que está fazendo e que esse efeito é exatamente o que queria. O pau estava duro, pulsando com aquela urgência crescente que vem quando o corpo inteiro está concentrado num único ponto de sensação. Ela olhava para ele de vez em quando, e havia no olhar dela um orgulho específico — o orgulho de alguém que sabe o que está causando. — Gosta de ser meu homem e minha vadia ao mesmo tempo? — ela sussurrou. A pergunta chegou numa camada mais funda que a superfície. Havia nela uma generosidade real — a permissão de ser as duas coisas ao mesmo tempo, de não ter que escolher, de não ter que caber numa caixa só. Eu era o Sr. Safado, completamente, e naquele momento era também o homem que estava sendo tomado pela mulher que amava, e as duas coisas não se cancelavam. Pelo contrário. — Porra — disse, porque não havia mais palavras organizadas disponíveis. — Tá incrível. Não para. Ela não parou. VIII. O Abandono Em algum ponto, o pensamento parou. Não de uma vez, não como uma decisão — simplesmente foi se retirando, como a maré que baixa sem que você perceba o momento exato em que o mar estava cheio e quando começou a recuar. O que ficou no lugar foi pura sensação, puro presente, o corpo inteiro reduzido àquele único ponto de encontro entre mim e ela. A Sra. Safada sentia isso também. Eu via na forma como os movimentos dela foram perdendo a qualidade calculada do início e ganhando algo mais instintivo, mais animal, mais dentro da própria experiência. Os olhos ainda nos meus, mas com aquele foco diferente — o foco de alguém que está olhando para dentro ao mesmo tempo que olha para fora. Os quadris dela se moviam com uma firmeza que havia crescido ao longo da noite, estocada a estocada, cada uma um pouco mais funda, um pouco mais decidida. Cada impacto chegava até um lugar que eu não sabia que existia antes, ativando uma resposta que não tinha nome. Gemia. Não estava tentando não gemer — não havia mais nenhuma parte de mim ocupada com esse tipo de gerenciamento. O som saía porque o corpo precisava que saísse, porque havia pressão demais para ficar contida. — Isso — ela dizia, baixo, ritmado, respondendo aos meus sons com os dela. — Assim. Os dedos meus encontraram os quadris dela numa busca involuntária, segurando com aquela força que vem quando o corpo quer ancorar o que está sentindo. Ela deixou — não recuou, não diminuiu o ritmo. Se firmou. Havia entre nós naquele momento uma corrente de comunicação completamente não-verbal, completamente fluente. Cada movimento de um era resposta ao movimento do outro. Cada som informava o próximo gesto. Éramos uma conversa contínua sem palavras, e a conversa estava chegando num ponto de não-retorno. — Caralho — disse, a voz saindo de algum lugar fundo. — Vou gozar. IX. O Gozo — Goza pra mim — ela disse. Não como uma ordem — como uma permissão. — Goza sendo meu. E eu gozei. Foi diferente de qualquer orgasmo que eu havia sentido antes. Não mais intenso necessariamente — diferente. Tinha uma profundidade que vinha de dentro, não de fora, como se a origem fosse outra, um lugar que normalmente fica silencioso e que aquela noite havia encontrado e ativado. O corpo inteiro arqueou. As mãos nos lençóis, os músculos todos contraídos ao mesmo tempo, a respiração parando por um segundo antes de soltar de uma vez. O pau explodiu sem ser tocado — só pela pressão, pelo ritmo dela, pelo acúmulo de tudo que havia chegado até aquele momento. Ela continuou se movendo durante o orgasmo. Não com a mesma força — com uma delicadeza precisa, prolongando, acompanhando cada onda até o fim, sentindo o meu corpo no dela e respondendo ao que sentia. Havia nisso uma atenção que me atingiu de uma forma diferente do prazer físico — uma espécie de cuidado que existe só quando alguém está completamente presente no que está fazendo. As contrações foram diminuindo. A respiração voltou, aos pedaços primeiro, depois mais inteira. Ela ficou parada, ainda dentro de mim, e me olhou. Havia em seu rosto uma expressão que eu nunca havia visto nela naquele formato específico — uma mistura de satisfação e ternura e aquela coisa que existe quando alguém fez algo que queria fazer há tempo e que foi ainda melhor do que esperava. Retirou o consolo devagar, com o mesmo cuidado que havia colocado em tudo desde o início. Deitou-se ao meu lado. Puxou meu corpo para o dela. Por um longo momento nenhum dos dois disse nada. O quarto estava silencioso. A luz baixa ainda a mesma. Do lado de fora, a cidade com seus próprios barulhos. E dentro do quarto, dois corpos pesados e satisfeitos e aquela qualidade específica do ar que só existe depois de algo real. X. O Que Ficou — Isso foi só o começo — ela disse, depois de um tempo. A voz tinha aquela moleza rouca do pós-orgasmo, mas havia firmeza embaixo dela. A mão dela acariciava minha barba com um movimento lento e repetido, como se estivesse memorizando o contorno pelo tato. Ria. Não o riso nervoso ou aliviado — o riso satisfeito, mole, o riso de alguém que está completamente bem. — E você nasceu pra me foder como ninguém — disse. Ela deu uma risada baixa. Se encolheu um pouco mais contra mim. Ficamos ali por muito tempo sem precisar de mais palavras. O corpo dela era quente e familiar e ao mesmo tempo havia algo levemente diferente na forma como eu a sentia — não ela diferente, mas eu diferente naquele contato, como se aquela noite tivesse reorganizado alguma coisa interna de uma forma que eu precisaria de tempo para entender completamente. Havia encontrado algo naquele abandono. Não fraqueza — o oposto. Havia algo de muito inteiro em entregar o controle para alguém em quem você confia completamente, em deixar ser tomado por alguém que te conhece de verdade. Era uma forma de confiança que ia além do que eu havia sentido antes, mais funda, mais específica. E ela havia recebido isso com o cuidado que merecia. — O que você sentiu? — ela perguntou, depois de um tempo. Sem urgência na pergunta — curiosidade real. Pensei antes de responder. Queria ser preciso. — Senti que me entreguei de verdade — disse. — De uma forma que eu não sabia que ia conseguir. E foi bom exatamente porque foi assim. Ela ficou quieta por um momento. Os dedos continuando o movimento nos meus cabelos. — Foi bom pra mim também — ela disse, baixinho. — De um jeito que eu não esperava que fosse tão bom. Havia na frase dela algo que eu entendia sem precisar que ela elaborasse. O prazer do poder quando o poder é exercido com cuidado é um prazer diferente de qualquer outro. Não é sobre dominação no sentido vazio — é sobre a confiança que precisa existir para que uma pessoa se entregue completamente à outra. É sobre o peso desse presente e o que se faz com ele. Ela havia feito a coisa certa com ele. Adormecemos enrolados um no outro, a respiração dos dois se acalmando no mesmo ritmo, o quarto cheirando à noite que tinha sido. E eu sabia, antes de fechar os olhos completamente, que aquilo havia mudado alguma coisa entre nós de uma forma boa — havia adicionado um cômodo novo à casa que a gente havia construído, um cômodo que só existia porque a gente tinha confiança suficiente para abrir a porta. Na manhã seguinte, ela acordou antes de mim. Quando abri os olhos, ela estava me olhando com aquele sorriso torto que eu amava. — Bom dia, meu safado — ela disse. Sorri de volta. — Bom dia, Sra. Safada. Era.
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