O sábado chegou com o silêncio de sempre. Minha esposa, como de costume, tinha ido passar o dia na casa da mãe. A casa estava vazia, mas minha mente estava cheia. Desde o encontro com o Fabrício, um desejo novo, inquietante e excitante, vinha me corroendo por dentro. Eu queria mais, queria explorar o que aquela experiência tinha despertado em mim. Entrei no banheiro e tranquei a porta. O espelho refletia a imagem de um homem comum, mas eu sabia que algo ali estava mudando. Peguei o aparelho de barbear e a espuma. Comecei devagar, pelo peito, descendo até a barriga. A sensação da lâmina deslizando sobre a pele, removendo os pelos e deixando-a lisa, era curiosamente prazerosa. Mas eu não queria parar ali. A lembrança do toque do Fabrício na minha bunda ainda queimava. Com cuidado e uma certa dificuldade, comecei a raspar as nádegas. A sensação do metal frio e a maciez que ficava para trás me davam calafrios. Depois, foi a vez da saca. Cada movimento era carregado de uma tensão misturada com expectativa. Quando terminei, me olhei no espelho. A pele estava avermelhada, mas incrivelmente lisa. Eu me sentia mais... exposto. Mais sensível. Saí do chuveiro e me sequei. O toque da toalha na pele recém-depilada era uma sensação nova e intensa. Vesti o roupão e fui para o quarto. Parei diante da gaveta de calcinhas da minha esposa. O coração batia forte. Era uma transgressão, um tabu. Eu nunca tinha feito nada parecido. Abri a gaveta. O aroma delicado do amaciante subiu. Meus dedos tocaram os tecidos: renda, seda, algodão. Escolhi uma preta, simples, de algodão. Hesitei por um momento, a mão tremendo ligeiramente. Mas o desejo foi mais forte. Deixei o roupão cair. Deslizei a calcinha pelas pernas. O tecido macio e elástico se ajustou ao meu corpo, abraçando a pele lisa. Olhei no espelho. A visão era estranha, perturbadora, mas também incrivelmente excitante. O elástico apertava suavemente a cintura e as pernas. Caminhei pelo quarto, sentindo o roçar do tecido. A sensação de ter algo tão feminino e delicado em contato direto com o meu corpo me preencheu com um sentimento avassalador. Não era apenas prazer sexual, era algo mais profundo. Uma sensação de delicadeza, de vulnerabilidade, de... feminilidade. Sentei na cama e cruzei as pernas. A calcinha me fazia sentir diferente. Me fazia sentir fêmea. O pensamento, antes assustador, agora parecia natural, até mesmo correto. Eu não era mais apenas o homem da casa, o marido infeliz. Ali, naquele momento, eu era alguém novo, alguém que se permitia sentir e explorar facetas escondidas do próprio ser. Fiquei ali por um longo tempo, imerso nessa nova sensação. O silêncio da casa não me incomodava mais. Eu estava preenchido por uma descoberta que, eu sabia, mudaria minha vida para sempre.
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