Concunhados atrevidos 1

O ar no quarto parecia ter ficado mais denso, carregado pelo som da chuva que ainda caía lá fora e pela respiração pesada de Michael. Quando ele disse que iríamos "até onde o tesão mandasse", a barreira da amizade e do parentesco se desintegrou.
Eu, que sempre me orgulhei do meu porte e do meu autocontrole, senti meu sangue latejar. Minha mão, ainda sobre o short dele, sentia o calor e a rigidez do que ele chamava de "potência". Não era mais uma brincadeira de centro de cidade; era real.
— Então vamos parar de falar — eu disse, minha voz saindo mais grave do que o normal.
Lentamente, como se estivéssemos desarmando uma bomba, nos livramos das roupas. A luz fraca que vinha do corredor revelou o contraste: a pele clara e o corpo atlético de militar dele contra o meu porte maior, moreno e peludo. Michael me olhava com uma mistura de admiração e urgência, como se estivesse descobrindo um mundo novo ali mesmo, naquela cama de solteiro improvisada.
Quando nossas peles se tocaram sem tecido entre elas, o choque foi imediato. O primeiro contato físico real — o meu peitoral largo roçando no dele — soltou um suspiro pesado de seus lábios. Ele buscou minha boca, e o beijo, que começou hesitante, logo se tornou faminto. Havia anos de repressão ali, a frustração com os casamentos "estritos" sendo descontada em cada movimento.
Minhas mãos, fortes e calejadas do trabalho da semana, percorreram as costas dele, sentindo a musculatura firme. Michael, por sua vez, parecia fascinado pelo meu volume e pela minha barba, explorando meu corpo com uma curiosidade que beirava o desespero.
Naquele momento, não éramos mais o Wagner e o Michael, maridos das irmãs Mariana e Mayara. Éramos apenas dois homens, em uma casa isolada, explorando um limite que nunca achamos que cruzaríamos. O "equipamento" que gerou piadas à tarde agora era o protagonista de uma entrega absoluta, onde o pudor tinha ficado na outra margem da estrada.
O espaço da cama de casal, que antes parecia um campo de batalha de indecisões, tornou-se o nosso refúgio. O colchão rangeu levemente quando Michael se aproximou, e o silêncio da casa era preenchido apenas pelo som das nossas respirações aceleradas.
Eu me mantive deitado, observando-o. Michael, com sua disciplina militar, agora agia guiado por um instinto puramente animal. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, os olhos azuis fixos nos meus, brilhando com uma mistura de triunfo e luxúria. Quando ele segurou meu pau com as duas mãos, sentindo a textura e o calor do que eu havia prometido ser "inesquecível", um calafrio percorreu minha espinha.
— Você não mentiu, Wagner... — ele sussurrou, a voz falha, enquanto começava um movimento lento e firme.
A sensação de ser tocado por outro homem, com a mesma força e entendimento que eu tinha do meu próprio corpo, era avassaladora. Fechei os olhos por um instante, sentindo meus músculos do abdômen e das pernas grossas se contraírem. Eu não era apenas um espectador; eu queria o controle também.
Puxei-o para cima, trazendo seu corpo contra o meu. O calor da pele dele no meu peito peludo criou um atrito que me fez perder a noção de onde eu terminava e ele começava. Minhas mãos, grandes e firmes, desceram pelas costas dele até alcançarem as nádegas rígidas, apertando-as com vontade. Michael soltou um gemido alto, um som que ele claramente tentava abafar, lembrando-se por um segundo da vizinhança ou da realidade, mas logo se entregou novamente.
Não havia mais espaço para conversas sobre política ou trabalho. Naquela cama de casal, o que importava era a descoberta mútua: a força dos meus braços prendendo-o contra mim e a agilidade dele em responder a cada estímulo. Estávamos explorando todas as fantasias que ele havia visto nas telas e que eu, discretamente, havia alimentado em pensamentos nunca confessados.
Michael parecia fascinado. Ele se afastou um pouco para me olhar por inteiro, e eu pude ver em seus olhos que ele queria experimentar tudo o que as fantasias dos vídeos haviam despertado nele. Sem que eu precisasse dizer nada, ele deslizou pelo meu corpo, o rosto descendo pelo meu peito e abdômen até se ajoelhar entre minhas pernas.
Quando ele me tomou na boca pela primeira vez, a sensação foi um choque elétrico. Michael não era inexperiente; ele usava a mesma dedicação que aplicava a tudo, explorando cada centímetro com uma gula que me fez arquear as costas e cravar as mãos no colchão. O contraste dos cabelos loiros dele contra a minha pele e os pelos da minha virilha era uma imagem que eu jamais esqueceria. Eu sentia o calor da garganta dele e a pressão rítmica que me fazia perder o fôlego.
— Porra, Michael... — eu grunhi, sentindo o prazer subir em ondas.
Mas eu não queria apenas receber. O desejo de sentir o corpo dele, de provar daquela mesma entrega, era recíproco. Com um movimento firme, eu o incentivei a mudar de posição. Ficamos atravessados na cama de casal, em uma felação mútua — o famoso "69".
Agora, era a minha vez de descobrir o sabor dele. O pau de Michael era firme, de pele clara e veias pulsantes, refletindo o vigor do seu treinamento. Ao tê-lo na boca, senti o prazer dele vibrar através dos gemidos abafados que ele soltava. Era uma troca de poder e entrega: eu sentia a língua dele trabalhando em mim enquanto eu me perdia no corpo dele.
O cheiro de suor, o som da chuva lá fora e o ritmo frenético das nossas bocas criaram uma bolha onde o mundo exterior não existia. Ali, não havia concunhados ou compromissos; havia apenas dois homens descobrindo uma conexão intensa, selvagem e absolutamente proibida. Cada movimento era uma resposta ao prazer do outro, um diálogo sem palavras que nos levava rapidamente ao limite de qualquer controle.
O ritmo na cama de casal tornou-se frenético. O som das nossas respirações pesadas e o estalar rítmico da felação mútua eram os únicos sons que competiam com o barulho da chuva no telhado. Eu sentia Michael chegar ao limite; o corpo dele, tenso e definido, tremia sob minhas mãos, enquanto a boca dele em mim trabalhava com uma urgência que me arrancava gemidos profundos.
O prazer subiu como uma onda impossível de conter. No momento em que senti o corpo de Michael ter um espasmo final, a minha própria resistência se quebrou. Não houve hesitação ou recuo. Com uma entrega total, ejaculamos quase simultaneamente, um na boca do outro.
O calor intenso e o sabor forte do ápice preencheram nossas bocas, selando aquele pacto de forma definitiva. Por alguns segundos, o mundo parou. Ficamos ali, paralisados pela descarga de adrenalina e pela sensação avassaladora de ter cruzado uma linha da qual jamais voltaríamos.
Lentamente, nos desmanchamos daquela posição e Michael subiu o corpo, deitando-se sobre mim, ainda ofegante. Nossos olhares se encontraram — não havia mais o constrangimento de antes, apenas o reconhecimento de um prazer compartilhado. Ele se aproximou e, sem dizer uma palavra, me beijou.
Foi um beijo profundo, lento e molhado, onde nossos sabores se misturaram completamente. O gosto da nossa própria masculinidade passava de uma boca para a outra, fundindo-nos em uma intimidade que ia muito além do que qualquer um de nós poderia ter imaginado naquelas férias. Era o sabor do proibido, da confiança e de uma conexão nova que agora corria em nossas veias.
Quando finalmente nos separamos para respirar, o silêncio da casa de praia voltou a reinar, mas agora era um silêncio carregado de cumplicidade.
Depois daquela explosão de sentidos, o cansaço acumulado da semana de trabalho e a descarga de adrenalina do sexo finalmente cobraram seu preço. Eles se acomodaram na cama de casal, os corpos ainda quentes e relaxados, e não demorou muito para que o sono profundo os levasse. Dormiram como pedra, sem sonhos, apenas o descanso pesado de quem havia se libertado de um fardo emocional e físico.
A luz da manhã entrou suave pelas frestas da janela, iluminando o quarto que agora cheirava a uma mistura de maresia, tinta fresca e a intimidade da noite anterior. Wagner acordou primeiro, sentindo o peso do braço de Michael sobre seu peito. Não houve o susto que ele esperava; em vez disso, sentiu uma estranha e confortável familiaridade.
Michael despertou logo em seguida, piscando contra a claridade. O silêncio matinal durou alguns segundos, até que ele deu um meio sorriso, lembrando-se de cada detalhe.
— Wagner... — começou Michael, a voz ainda rouca de sono. — Aquilo... foi muito além do que eu imaginava.
Wagner assentiu, passando a mão pelos cabelos castanhos e sentindo a força dos próprios braços.
— Eu também. Achei que seria só um momento, mas agora que aconteceu... parece que só abrimos uma porta.
Michael sentou-se na beira da cama e olhou para Wagner com uma seriedade renovada, o olhar azul agora mais decidido.
— Se tivermos outra oportunidade dessas, uma próxima vez... eu não quero parar por onde paramos ontem. Quero ir mais longe. Quero descobrir tudo o que a gente ainda não teve coragem de fazer.
Wagner estendeu a mão e apertou o ombro forte do concunhado, selando o acordo silencioso.
— Da próxima vez, Michael, a gente não vai ter limites. Vai ser até onde o nosso tesão mandar, exatamente como você disse.
Eles se levantaram para preparar o café, agindo com uma naturalidade que mascarava o segredo explosivo que agora carregavam. As férias no litoral estavam apenas começando, e o pacto estava feito: o que começou como uma necessidade de manutenção na casa, tornou-se a construção de um desejo que nenhum dos dois pretendia mais esconder um do outro.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Concunhados atrevidos 1

Codigo do conto:
259392

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
14/04/2026

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