Um mês havia se passado desde aquele fim de semana, mas o rastro do que Wagner e Michael viveram ainda ecoava nos detalhes. Para Lucas, o silêncio nos almoços de domingo na casa de sua mãe nunca fora sinal de fraqueza; ele calava-se apenas para evitar o desgaste de discussões inúteis com o temperamento forte da esposa. Por trás dessa reserva, sua mente era uma vigilância afiada. Ele notava o que suas irmãs ignoravam: a forma como, trinta dias depois, a amizade entre os cunhados havia se transformado em uma aliança silenciosa, algo que ia além das conversas triviais em volta da mesa farta. Lucas começou a ajustar sua rotina na academia. Como sempre foram grandes amigos, a aproximação foi gradual e natural. No início, ele mantinha a distância habitual, mas semana após semana, passava a ocupar os aparelhos vizinhos. O objetivo não era invadir, mas decifrar aquela nova eletricidade. Pelo reflexo dos espelhos, Lucas via como os dois se monitoravam. Não eram apenas olhares; era uma percepção corporal de dois machos que pareciam conhecer, agora, cada limite um do outro. Certa tarde, enquanto os três treinavam na área de pesos livres, Lucas decidiu testar a resistência daquela fachada. Wagner e Michael dividiam um banco, e Lucas aproximou-se para guardar um par de halteres, parando propositalmente no espaço entre os dois. A proximidade física ali, naquele ambiente de esforço e testosterona, parecia carregar o peso de tudo o que Lucas vinha observando em silêncio durante os domingos em família. — O ritmo de vocês mudou desde que as meninas foram ver a tia no mês passado — comentou Lucas, com um tom de voz calmo, quase casual. — Parece que aquele descanso em São Paulo deu um fôlego novo para a parceria de vocês. Não houve agressividade, apenas a constatação de um amigo de longa data. Wagner e Michael trocaram um olhar rápido, um microssegundo de hesitação. A barreira que haviam construído para proteger o segredo não foi derrubada, mas sentiram que ela acabara de ser profundamente abalada. Lucas não estava ali para denunciar, mas o fato de ele ter verbalizado aquela percepção deixou claro que o segredo de dois agora tinha uma testemunha silenciosa, atenta e imprevisível. Wagner e Michael tentaram o caminho mais seguro: o desvio. Wagner soltou um riso curto, fingindo que a observação de Lucas era apenas um elogio à sua disciplina física, enquanto Michael rapidamente comentou sobre a nova carga de treinos. No entanto, Lucas não era fácil de despistar. Com a calma de quem domina as palavras, ele rebateu sutilmente, mencionando que o "fôlego" deles parecia algo mais profundo, algo que não se conseguia apenas com suplementos ou séries extras. Percebendo que o cunhado estava desconfiado e temendo que ele acreditasse que as irmãs estivessem sendo traídas por outras mulheres, Wagner decidiu mudar o jogo. Se Lucas ia pressionar, ele também seria pressionado. — Você anda reparando muito na gente, Lucas — soltou Wagner, enquanto caminhavam para o vestiário. — A gente sabe que as coisas com a sua mulher nem sempre são fáceis. O que está pegando? Você parece estar precisando de uma parceria assim também. No vestiário, a atmosfera pesou. Já não havia mais a barreira da música alta ou dos aparelhos. O som que dominava era apenas o metal dos armários batendo e a respiração deles. Quando Wagner e Michael ficaram nus para entrar no banho, Lucas, pela primeira vez, permitiu que seu olhar demorasse onde antes era proibido. Ele sentiu a garganta secar. Ambos tinham paus grandes, robustos, e para o choque de Lucas, não estavam em repouso total; pareciam estar, pelo menos, a "meia bomba", como se a proximidade e o desafio de Lucas tivessem despertado neles uma excitação agressiva. O segredo que Lucas tentava decifrar estava ali, exposto na carne rígida e na postura dominante de dois machos que não pareciam ter medo de serem pegos. A tensão no vestiário permaneceu contida, mas as imagens gravadas na mente de cada um eram indeléveis. Enquanto se trocavam, o silêncio era absoluto, carregado apenas pelo som dos armários e pelo atrito das toalhas na pele. Se Wagner e Michael impressionaram Lucas, o impacto foi recíproco. Ao verem o cunhado nu, ambos notaram que Lucas não ficava atrás; seu porte físico era imponente e seu pênis, também grande e robusto, denunciava um intumescimento evidente. Ninguém disse uma palavra. Nenhuma cantada, nenhum gesto invasivo. Saíram da academia como os bons amigos de sempre, despedindo-se com o habitual aperto de mãos firme, embora o calor nas palmas das mãos parecesse durar um segundo a mais. Mais tarde, quando Wagner e Michael conseguiram um momento a sós, a máscara de normalidade caiu. — Você viu o Lucas hoje? — perguntou Michael, a voz baixa, carregada de uma surpresa ainda não processada. — Ele não estava apenas nos vigiando. Ele estava sentindo a mesma coisa. Wagner assentiu, o olhar fixo no horizonte, já processando as peças do novo tabuleiro. — O pau dele também estava acusando o golpe, Michael. Ele não é mais só o irmão das nossas esposas ou o cara silencioso do almoço de domingo. Ele viu a gente, e a gente viu ele. Um sorriso lento e predatório surgiu no rosto de Wagner. A barreira que Lucas abalara na academia agora servia de convite para algo maior. — Ele acha que nos pegou no flagra — continuou Wagner. — Mas ele não sabe que agora é ele quem está na nossa mira. Vamos precisar de um plano. Se a gente jogar certo, no próximo encontro de família, não seremos apenas nós dois com um segredo. Lucas vai ser o nosso próximo "experimento".
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