Concunhados atrevidos2

Viver em São Paulo significava lidar com a onipresença da família. Entre um prato e outro na casa da sogra, Wagner e Michael compartilhavam o espaço, mas habitavam um mundo à parte. As irmãs comentavam a reforma da casa de praia com uma polidez contida, enquanto Lucas, o irmão delas, permanecia como um observador distante, refém do temperamento difícil da própria mulher.
O segredo pulsava nos olhares que Wagner e Michael trocavam durante o café. Ninguém imaginava que a normalidade ali era apenas uma crosta fina sobre a memória de um experimento intenso vivido a dois. O toque das esposas ainda era um gatilho de prazer, mas a timidez delas deixava um vácuo; eles agora ansiavam por algo mais, uma sede que as convenções do casamento ainda não podiam saciar.
A academia havia se tornado o único refúgio possível, embora exigisse estratégia. Antes habituados a treinos em turnos opostos, Wagner e Michael haviam alterado suas rotinas, forçando encontros casuais entre séries para garantir, ao menos, a proximidade física que a vida familiar cerceava. Ali, mantinham uma distância calculada. Wagner treinava com uma intensidade bruta, descontando no metal dos pesos a frustração de uma vida íntima que se tornara meramente protocolar.
Michael aproximou-se do bebedouro, parando ao lado de Wagner durante o intervalo de uma série de supinos.
— Elas não param de falar das férias no litoral — murmurou Michael, sem desviar os olhos do painel à frente. — Estão ansiosas pelo que "nós preparamos".
Wagner respirou fundo, sentindo o suor escorrer pelo rosto, o coração ainda acelerado pelo esforço.
— O que preparamos lá foi só o começo, Michael. Mas o que combinamos de fazer aqui... na cidade... é o que realmente me tira o sono.
O sábado amanheceu com aquele céu cinzento e abafado típico de São Paulo. Wagner viu a esposa sair com a irmã e esperou o tempo necessário para que o silêncio se instalasse. O trajeto até a casa de Michael foi feito sob uma antecipação elétrica. Quando a porta se abriu, o olhar de Michael entregava que ele estava na mesma sintonia.
— Elas já ligaram. Chegaram bem ao interior — disse Michael, fechando a porta e girando a chave. O som metálico da tranca selou o mundo lá fora.
— Agora somos só nós — respondeu Wagner, deixando a mochila no sofá. — Sem manutenção, sem reformas. Só o que a gente prometeu.
Michael aproximou-se, eliminando qualquer distância. Levou a mão ao peito de Wagner, sentindo o coração dele bater acelerado sob a camisa.
— Eu não quero que seja rápido, Wagner. E não quero que seja como naquela noite na praia. Aquilo foi o começo. Hoje eu quero sentir tudo o que você tem guardado.
Wagner segurou o pulso de Michael, sentindo a firmeza daquele toque.
— Então vamos para o quarto. Não quero que nada nos interrompa quando a gente chegar ao ponto de não retorno.
No quarto, a luz das persianas criava listras de sombra sobre a cama de casal. Eles começaram a se despir com uma urgência controlada, despindo-se também da fachada social que sustentavam diante da família. Quando os corpos finalmente se tocaram, a descarga foi imediata.
Michael posicionou-se na cama, atraindo Wagner para o seu espaço. Wagner sentiu as mãos fortes do concunhado em sua cintura, guiando-o com uma decisão que eles não tiveram coragem de exercer no litoral. O cheiro de pele e o calor do quarto preenchiam os sentidos, e a promessa de ir até o fim — a penetração que selaria o pacto — estava a poucos instantes de se concretizar.
línguas explorando a boca um do outro.
A tensão que vinham acumulando entre os aparelhos de academia e os almoços de família parecia ter atingido o ponto de saturação. Antes que qualquer peça de roupa fosse deixada pelo chão, eles se deixaram levar pelo magnetismo que os atraía desde o litoral.
Wagner deu o passo final, encurtando o espaço que restava, e Michael envolveu o pescoço do concunhado com as mãos, puxando-o para si. O encontro das bocas foi uma colisão de alívio e urgência. Não era mais o beijo cauteloso da praia; era um beijo carregado de fome, onde as línguas se buscavam e se entrelaçavam com uma força que buscava compensar cada minuto de fingimento em São Paulo.
Eles exploravam cada canto da boca um do outro, saboreando a mistura de desejo e a adrenalina do proibido. O som das respirações pesadas e o roçar das barbas por fazer criavam uma sinfonia particular naquele quarto isolado. Wagner apertou a cintura de Michael, sentindo através do tecido da camisa o calor que emanava do corpo dele, enquanto a língua de Michael ditava um ritmo profundo e possessivo, como se quisesse marcar território.
Aquele beijo era o verdadeiro início da entrega. Era a confirmação de que o pacto não era apenas sobre sexo, mas sobre uma conexão visceral que nenhum dos dois conseguia mais ignorar. Eles ficaram ali, fundidos naquele contato molhado e intenso por longos minutos, deixando que o tesão guiasse o movimento das cabeças e a pressão dos lábios, antes de finalmente permitirem que as mãos começassem a descer para os botões e cintos.
Aquele beijo profundo serviu como o sinal verde para o que viria a seguir. Sem pressa, mas com uma intensidade que fazia o ar no quarto parecer mais denso, as mãos começaram a trabalhar. Wagner afastou-se apenas o suficiente para olhar nos olhos de Michael enquanto levava as mãos à base da camisa dele, subindo o tecido lentamente.
Michael colaborou, erguendo os braços e deixando que Wagner revelasse o tronco forte e definido pelo treino constante. Assim que a pele ficou exposta, Wagner não resistiu: desceu os lábios pelo pescoço de Michael, distribuindo beijos úmidos e chupadas estratégicas, sempre leves, garantindo que o prazer fosse intenso, mas que nenhuma marca denunciasse o encontro para as irmãs mais tarde. Michael soltou um gemido baixo, a cabeça pendendo para trás, enquanto sentia a língua de Wagner traçar o contorno de seus músculos.
Era a vez de Michael. Com as mãos ainda trêmulas pela descarga de adrenalina, ele desfez os botões da camisa de Wagner, um por um. A cada centímetro de pele revelada, ele depositava um beijo, sentindo o calor e o cheiro de Wagner. As mãos de ambos agora exploravam as costas, os ombros e o peito um do outro, um mapeamento cuidadoso de cada músculo e textura.
Eles continuaram imersos naquele momento de descoberta mútua, onde cada toque carregava um significado maior do que o simples contato físico. Wagner e Michael moviam-se com uma sincronia natural, permitindo que o tempo parasse enquanto exploravam a proximidade um do outro. O foco permanecia na troca de carinhos e na sensação de segurança que compartilhavam naquela tarde silenciosa.
Wagner reagiu ao toque de Michael aproximando-se ainda mais, descansando a testa contra a dele por um breve instante, respirando o mesmo ar. A conexão entre eles se fortalecia através desses gestos de cuidado e da admiração mútua, transformando o encontro em uma expressão de cumplicidade e afeto genuíno que ia muito além das palavras.

(conitnua)


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico wagneramaral

Nome do conto:
Concunhados atrevidos2

Codigo do conto:
260619

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
28/04/2026

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