Subiu três lances de escada por um corredor frio e mal iluminado até chegar ao apartamento de número trinta e dois. Bateu à porta.
Um homem de cerca de trinta anos atendeu à porta. Era Beto. Moreno claro, vestia uma camiseta regata branca, marcada pelo uso, que deixava à mostra o peito definido e pouco peludo. Usava bermuda de moletom e chinelos gastos.
Manuela entrou sem cerimônia e fechou a porta atrás de si.
— Posso te servir alguma coisa? — perguntou ele.
— Pode — respondeu ela, puxando a bermuda dele para baixo, expondo suas partes íntimas.
— Pelo visto, você estava me esperando ansioso.
Beto a conduziu até o grande sofá da sala, beijando-a enquanto retirava suas roupas. Manuela ficou completamente nua e sentou-se no estofado gasto, sentindo sob o tecido fino o estrado de madeira que rangia levemente, denunciando o desgaste do móvel.
Enquanto Beto retirava a camiseta, ela não perdeu tempo e abocanhou o membro dele — tinha um comprimento razoável, mas era grosso. À medida que deslizava até o fundo, parte dos pelos pubianos entrava junto em sua boca.
Ele sinalizou para que ela se deitasse de barriga para cima. Assim que Manuela obedeceu, Beto afastou suas pernas e ajoelhou-se à borda do sofá, que começou a estalar alto sob o peso dos dois.
Beto começou a beijá-la pelo pescoço. Manuela o abraçava com força, segurando-o como se temesse que ele escorregasse para fora do sofá. Ele desceu pelo corpo, passando pelos seios brancos e fartos, acariciando-os com os lábios, lambendo os mamilos com lentidão calculada. Seguiu pela barriga até alcançar a virilha, de onde exalava um calor abafado. Sem hesitar, tentou envolvê-la inteira com a boca, como quem suga o bagaço de uma fruta madura e suculenta, girando a língua com insistência, como se procurasse algo escondido ali.
— Aaai… — murmurou Manuela, estendendo o pescoço até o topo do encosto do sofá, tomada pela sensação.
Ela então puxou Beto pelos ombros. Ele se posicionou e encaixou o membro, que deslizou sem dificuldade. Os movimentos começaram contínuos, firmes, conduzidos por um entendimento silencioso entre os dois.
Após a sucessão de posições, o ritmo intenso e o cumprimento desse acordo tácito, o ato impulsivo chegou ao fim. O cheiro forte de sexo permanecia suspenso no ar abafado do apartamento.
Manuela foi até o banheiro próximo à sala. Observou-se no espelho e se assustou. Os cabelos louros, marcados pelas luzes, estavam completamente desalinhados e arrepiados, denunciando o excesso que ainda pulsava em seu corpo. (...)
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