Em meio ao movimento, um vulto chamou sua atenção. Um rapaz acabara de entrar. A postura, o jeito de andar, o corte de cabelo, por um instante breve demais para ser racional, Thales teve certeza de que era Jonathan. O coração acelerou. Mas quando o rapaz se aproximou do balcão, a ilusão se desfez. Parecia com ele, só isso, mas ainda assim, o incômodo permaneceu.
Já de saída, Thales foi ao sanitário. O espelho refletia um rosto cansado, olhos avermelhados. Aproximou-se do mictório e, segundos depois, percebeu que não estava mais sozinho. O mesmo rapaz entrou, parou ao seu lado e começou a lhe encarar.
Thales sentiu o olhar antes mesmo de confirmar. Tentou ignorar, fixando os olhos à frente, fingindo concentração. Mas o olhar continuava ali — direto, descarado, sem pressa alguma.
De repente, num impulso, Thales puxou o rapaz por um dos braços e praticamente o arrastou para a primeira cabine. Passou o trinco na porta com a outra mão. Fez o rapaz se abaixar e abriu o cinto e os botões da calça, expondo seu membro já completamente rígido. Puxou a cabeça do rapaz para si. O rapaz colocou metade na boca — começou a deslizá-la suavemente. Era uma sensação de ansiedade, desespero e excitação ao mesmo tempo.
Logo Thales percebeu a pressão do orgasmo vindo, enchendo a boca do rapaz, que engoliu tudo em seguida.
Thales instantaneamente voltou a si. Guardou o membro parcialmente duro e molhado de saliva. Abriu a porta da cabine, saiu rápido do sanitário e do bar, deixando pra trás o rapaz, confuso sem entender aquela reação.
Thales entrou em seu carro, sentou-se no banco do motorista e olhou-se no espelho do para-sol. Esfregou a cabeça com as duas mãos, não acreditando no que fez a pouco tempo atrás. (...)
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