Fiquei feliz com a repercussão do conto anterior, então decidi continuar a história.
O conto é longo, mas acho que vão gostar.
Para melhor entendimento, leia "Eu e meu primo, como tudo começou".
Não preguei os olhos naquela noite, após nossa "brincadeira". Eu estava divido: feliz de ter me descoberto como gay e tido minha primeira experiência (mesmo sendo só uma sarrada), com alguém que eu gostava muito e o remorso por esse alguém ter praticamente metade da minha idade. Também fiquei triste ao ver a reação de Key, quando eu disse que aquilo não se repetiria: ele estava visivelmente magoado.
No dia seguinte, eu queria falar com Key, saber como ele estava, mas não sabia como abordá-lo. Para minha surpresa, ele apareceu em casa, como se nada tivesse acontecido, apenas um leve olhar de vergonha e culpa.
Nos cumprimentamos como de costume, nos abraçando.
- Como você está, Key?
- Estou bem, Quico! E você?
- Estou bem também!
Por um breve instante ficamos em silêncio. Até que ele disse:
- Olha, desculpe-me por ontem! Eu só...
- Key, tá tudo bem. Aconteceu e você não tem que se desculpar por nada. Eu poderia ter recusado, ter parado, mas...
- Eu não devia ter te desrespeitado, você nunca deu essa liberdade. Eu só queria que fosse com você.
- Nós dois nos deixamos levar pelo momento. Mas você sabe o BO que isso poderia dar se nossa família descobrisse, né?
Tranquilizei-o, mas inconscientemente dei a entender que o problema era se alguém descobrisse, não o fato em si. Ele percebeu essa deixa e respondeu:
- Tá, mas ninguém vai ficar sabendo o que aconteceu. Ninguém precisa saber se acontecer de novo.
- Key...
- Você não gostou? Você não sente nada por mim? E seu fosse mais velho, você faria comigo?
Essas perguntas me deixaram numa situação complicada, mas respondi com sinceridade:
- Sim, gostei. Muito, inclusive... Mais do que eu deveria. E, sim, você sabe que eu tenho muito carinho por você. Mas não quero que a gente siga por esse caminho.
Key ficou feliz em saber que eu tinha gostado e refletiu sobre o porquê da minha negativa.
- Você está certo, isso poderia te complicar... Fico feliz que tenha gostado, eu gostei muito. Foi especial pra mim!
- Key, você vai encontrar alguém, mais próximo da sua idade e tudo vai acontecer ao seu tempo.
- É... Poder ser... - respondeu meio desanimado.
Eu achava que isso faria com que tudo ficasse explicado e resolvido. Que o tempo fosse nos fazer perder o interesse.
Nos despedimos.
Passaram-se alguns meses, e aquele fatídico dia não saía da minha mente. Algo havia mudado: Eu já não o via apenas como o primo nerd, mas alguém por quem eu sentia um enorme desejo.
Ele continuou me visitando, não tocamos mais no assunto. Porém agora conversávamos com mais frequência, inclusive durante a semana, tanto pessoalmente quanto por mensagem. Havia um cuidado recíproco, não era apenas uma mera conversa entre primos. Tinha mais sentimentos ali.
Mesmo com essa maior presença, evitávamos ficar abraçados como antes. No fundo sabíamos que havia desejo mútuo e estávamos tentando controlar.
Num sábado, Key veio me visitar. Ficamos na sala, naquele mesmo sofá, só que sentados, conversando. Falávamos sobre qualquer coisa, quando ele olhou pra mim e disse, pegando minha mão:
- Obrigado por não ter ficado com raiva de mim por aquele dia. Eu sei que não devíamos falar disso, mas eu nunca vou esquecer.
- Eu também não consigo esquecer. - eu disse em tom de desabafo.
Ele sorriu discretamente e disse:
- É verdade?
- É, sim... Aquele dia eu me descobri: agora eu sei realmente quem eu sou. Foi a melhor experiência que tive e com alguém que gosto muito. Não dá mais pra fingir que não aconteceu.
- Quico, eu sinto que queria isso com você desde novinho. Não sei explicar... Aquele dia eu não consegui esconder.
Essa conversa só estava aumentando a tensão sexual que, até então, estávamos reprimindo. Então Key disse:
- Eu ainda quero...
Aquelas palavras me atingiram em cheio e eu deixei de lado qualquer remorso ou trava moral. Olhei em seus olhos, coloquei a mão em sua coxa e fui subindo.
A subir um pouco mais a minha mão, pude ver seu pau pulsar por baixo do tecido fino de sua bermuda de tactel e ouvi um suspiro dele. Eu também estava de tactel, ele repetiu os mesmo movimento que eu, que também já estava completamente excitado.
Comecei a esfregar seu pau ainda coberto pelo tecido e ele começou a gemer baixinho e se contorcer. Ele repetiu o meus gestos e ficamos nos masturbando por um tempo.
Os dois virgens, sem saber muito o que fazer, não nos beijamos, não falávamos nada, apenas sentíamos nossos paus serem tocados pelo outro.
Ele era bem magrinho, o que fazia sua bermuda ficar um pouco mais frouxa ao esticar o corpo. Finalmente coloquei a mão pelo cós da bermuda, invadi sua cueca e peguei seu pau.
Era um pau considerável, uns 15 cm, fino, duro que nem uma rocha, quente e já babava muito, a glande ainda não ficava exposta. Era o primeiro pau, que não o meu, que pegava e masturbava. Key continuava se contorcendo e suspirando.
Ele tentou acessar meu pau da mesma forma que fiz, mas sou mais gordinho, e bermuda não ficava folgada o suficiente. Então abaixei a bermuda e a cueca até o pé. Meu pau já estava todo babado, ele pegou cuidadosamente, puxou a pele pra baixo e ficou hipnotizando com minha cabecinha.
Agora eu é quem estava se contorcendo e suspirando. Era a primeira vez que alguém segurava meu pau.
Ele também abaixou a bermuda e pude ver aquele pau comprido, ligeiramente inclinado para cima, quantidade média de pelos. O cheiro de sexo tomou conta do ar. E passamos a nos masturbar mútua e freneticamente, o barulho dos paus babados sendo esfolados só aumentava o tesão.
Ficamos assim, até que ele me pediu pra tocar a bunda dele, como na vez anterior. Estávamos sentados lado a lado, então soltei seu pau, passei minha mão por trás, fazendo Key se recostar sobre meu peito e comecei a massagear sua nádega.
- Nossa... Isso é bom demais! - disse ele quase gemendo.
- Sua bundinha é muito macia, muito gostosa! - eu respondi.
- Você gosta dela? Aperta mais...
Não sei quanto tempo ficamos assim, até que senti uma onda de choque no corpo. Não deu tempo de avisar, comecei a gozar como nunca antes. O primeiro jato foi na minha camiseta, na altura do peito, perto de onde ele estava encostado.
Ele arregalou os olhos e viu mais uns 6 ou 7 jatos mancharem minha camisa toda e melar a mão dele.
- Caramba, você goza muito!
Eu nunca tinha gozado aquele tanto, nem com tanta intensidade.
Key ficou muito excitado, vendo as últimas gotas de gozo saindo do meu pau, passou a se masturbar muito rápido e, em poucos segundos, ele gemeu, esticou o corpo e começou a gozar. O dele não chegou a espirrar, caiu em sua barriga lisinha, perto do umbigo e escorreu até seus poucos pelos pubianos.
Ainda estávamos ofegantes, quase abraçados, exaustos, felizes. Não houve constrangimento, só olhamos um pro outro e instintivamente demos um selinho, nosso primeiro beijo em alguém do mesmo sexo.
Tirei minha camiseta e, aproveitando que já estava gozada, limpei meu pau, seu pau e sua barriga. Joguei-a de canto.
Ele deitou em meu peito, fez carinho na minha barba e eu fiz um cafuné em seus cabelos ondulados. Percebi, nesse momento, que não era só tesão o que sentíamos um pelo outro, estávamos apaixonados.
Esse foi só o começo de muitas outras aventuras com Key...
Que delicia, ansioso pela continuação...
spahen18