Da mesma forma, buscar o extremo feminino do comportamento bizarro e se tornar um gay e/ou trans, é cair numa cilada de não aceitar a si mesmo. Os homens que vão por esse caminho, pensam que podem vencer a mentalidade das mulheres, mas cometem o erro de perceber que não tem o mesmo valor sexual delas. Pra piorar, elas usam esse recorte populacional como meros fantoches para o divertimento delas. Lembro de uma excelente piada que mulher asiática fez, sendo dolorosa e realista num show de stand-up, que salvei no meu celular: coitado dos rapazinhos trans, que tem que remodelar o pinto e encher os peitos com plástico, só para ganhar um salário menor.
Eu tive a melhor dádiva do mundo: crescer sem pai, com um pai ausente que praticamente me deixou explorar o mundo da forma que eu bem quisesse. Eu nunca precisei de qualquer "modelinho de masculinidade" pra seguir. Agradeço muito a ele, porque hoje eu vejo um bando enorme de bilhões de coitados mundo afora, independente da cultura ou nacionalidade, que acabam apagando o próprio brilho em virtude de preencher uma das lacunas dos dois extremos da sexualidade incompreendida e nulificada. O de fantoche bizarro gay/trans ou o de machão provedor. Ambos, ironicamente, concordam com a mesma coisa: somente a mulher tem valor na existência deles. Eles não enxergam valor neles mesmos.
Mas... eu fui um homem que sempre enxergou o valor em si mesmo. Acho que hoje, passado todo o sufoco nojento e incompreendido da adolescência, entendo perfeitamente que estava me protegendo de dentro para fora, contra essa sociedade bosta que hà mais de 5000 anos vem repetindo as mesmas asneiras, tudo em nome de uma suposta supremacia biológica e material da mulher. Sim, tive alguns experimentos com namoradas, mas nada muito sério que me levasse para a cama. Acho até que isso foi muito bom, pois me deixou esperto o suficiente para acreditar que a mulher é profundamente invejosa da potência sexual masculina. Se não fosse invejosa, porquê então elas não pediriam aos homens para criar toda uma "mística" em torno da lingerie? Dos brinquedos sexuais? Dos contos eróticos? Desse erotismo levemente demonstrativo através da mídia e da arte?
Quando você vai ver um sítio arqueológico, é um absurdo a quantidade enorme de bonecas (ídolos simbólicos) de corpo feminino, em relação ao corpo masculino. Acho que, se pudesse voltar no tempo, daria este alerta a todos os grandiosos líderes de diversas nações. Mas... eles por acaso me ouviriam? Ouviriam porra nenhuma. Existe um ponto em que você percebe que sua inteligência é assustadora. Assustadora demais para o panguá mais mundano sendo presidente ou ministro de um país, assustadora ao ponto em que se ele parar para pensar, ele consegue fazer um país melhor e especialmente vantajoso para os homens.
Por isso à partir de sempre eu decidi me valorizar. Foda-se o que a sociedade achar. Mas não é um foda-se relativo à forma violenta da palavra. É um completo adeus com um ardente desejo de ver a sociedade ocidental pegar fogo e desmoronar para o meu prazer. Não é uma luta cansativa, apenas uma morte fria e calculada, imediata. O coup de grâce que o ocidente merece. Confúcio estava certo.