Pra começar eu tenho 1.80 m de altura (o que é suficiente pra meter medo até em malandros de 1.95) e peso 67 kg (apesar da minha barriguinha enganar, eu sou bem magro). Cheguei a praticar natação e krav magá numa academia aqui da minha cidade, mas hoje em dia prefiro testar minha sorte na beleza dos patins, soltar pipa nas férias, andar de bicicleta. E confesso que adoro ver essa trupe enorme de machildos frouxos investindo pesado em "disciplina e treino".
Pra quê, exatamente? É inútil!
Pra começar, a maioria das mulheres passa super longe de querer se exercitar para ter os mesmos tanquinhos e braços gordos. Ou seja, elas não sentem necessidade de serem musculosas. Além disso, elas nunca irão elogiar o corpo de qualquer homem nessa face da terra. Então... pra quê se dedicar pesadamente ao treino físico, se a aparência que elas elogiam não tem nada à ver com a aparência física por si só? As bombadinhas são 0,05% da população. Já reparou nisso?
Eu reparei que a maioria das atividades que são consideradas como "masculinas", são violentas e prejudiciais à saúde, podendo levar até à morte. Coisas que vão desde fumar um belo cigarro enquanto toma whiskey na sala de estar, até a lutar alguma coisa no ring de UFC. Eu sempre detestei o futebol por ser um esporte de contato imediato, pela ânsia de briga dentro de campo e uma suposta "rivalidade" nas torcidas. O futebol, o basketball, o rugby... tudo é um sisteminha que o homem mantém funcionando enquanto a esposa dele dá pra outro numa boa por mais de 60 minutos. Quando eu passei a olhar para a patinação, o automobilismo, o surf e demais esportes complexos, percebi que a verdadeira masculinidade é delicada e totalmente livre de pancadaria ou provocações. A masculinidade era para ser um conceito super sensível e emocional, capaz levar a humanidade para caminhos nunca antes vistos de progresso e prosperidade.
Mas... quando um coitado na rua decide dar validação às opiniões femininas... aí eu posso me colocar como um dos poucos libertos que não se dobra em disputas fúteis. Mesmo o conceito de "valores masculinos", acaba passando diretamente pelas vontades femininas. Pensem só nisso: se tais valores fossem realmente benéficos aos homens, as mulheres tratariam de morrer em guerras ao lado de seus maridos e namorados, as mulheres jamais abandonariam seus parceiros pobres em detrimento do amor verdadeiro, as mulheres arriscariam suas vidas em empregos perigosos e que pagam mal.
Mas o que se vê é justamente o contrário. A mulher precisa profundamente de validação para satisfazer seus desejos biológicos e materiais, uma vez que ela não tem a mesma capacidade física e cognitiva que o homem. Ela não é uma completa deficiente, apenas limitada. Até mesmo Confúcio, sábio filósofo chinês, reparou nisso. E não tem problema nenhum e aceitar a realidade como ela é. Se as mulheres fossem tão "deusas" como os homens pensam, elas seriam 50% das inventoras e formadoras de conhecimento no mundo. E mesmo sendo servidas de toda educação e economia que elas tiveram ao longo da história... elas ainda não são.
Portanto, eu não sou mais um desses otários que sentem prazer na violência. A violência que temos em nossa sociedade atual é meramente uma psicopatia exacerbada. São comportamentos psicóticos que são tidos como "lutas em que as pessoas devem se enfrentar para conquistar alguma merda, mesmo que não faça sentido prático". Um verdadeiro antissocial como eu não entra num ring para lutar, entra para matar. Foi meu próprio professor de luta que reparou isso em mim e me alertou para ir devagar nos treinos. Pouco eu sabia que logo eu acabaria pedindo para sair. Aquele ambiente não era para mim. Aprendi o suficiente para me defender na rua de qualquer valentão que queira bancar o árbitro comigo.
Quando você finalmente se descobre seguro de sua imagem, sabe que não precisa preencher nenhuma expectativa dos outros. Pode enfim viver feliz e livre para sempre, falar dos temas que gosta de forma ampla, sem qualquer culto a personalidade.
Quando você é finalmente seguro na sua própria pele, você se torna sensível, delicado e emotivo. Toda a cultura ao nosso redor parece que foi feita para o homem ser um escravo físico, econômico e moral da mulher. Ela apenas oferece o corpo dela como troca em diversas transações com o homem, que passam longe de serem objetivamente o sexo. Por isso não sinto nenhuma vontade de copiar nenhum exemplo de masculinidade que é falido por default.