Entre uma competição e outra, senti vontade de ir ao banheiro. Claro que sem maldade alguma, até porque estava cheio de pessoas PCDs na arena – pensamento que mais tarde percebi ser super preconceituoso da minha parte. Saí sozinho do setor onde estávamos e caminhei pelo corredor largo do ginásio, ainda ouvindo ao longe as vozes exacerbadas das torcidas. Entrei no banheiro masculino, daqueles amplos e adaptados, com cabines comuns de um lado e cabines maiores para cadeirantes do outro. Estava bem iluminado mais num silêncio absurdo. Ninguém ali dentro, já que havia recém começado uma prova naquele instante.
Fiz xixi no mictório e sai pra lavar as mãos. Nesse momento, a porta principal do banheiro se abre com alguma dificuldade. Era um rapaz em cadeira de rodas, tinha cabelo castanho-escuro, levemente desalinhado, olhos claros lindos, quase luminosos sob a luz branca do ambiente. Os braços eram torneados, fortes, desenhados como os de um atleta acostumado ao esforço. Quem dera meus braços fossem a metade do que eram os dele… O rosto tinha uma beleza clássica americana, quase de modelo sabe? Daquelas belezas que prendem o nosso olhar por um segundo a mais do que seria educado e adequado de olhar pra alguém. E foi assim que fiquei encarando ele.
Então meus olhos desceram instintivamente e vi as pernas imóveis, acomodadas em uma cadeira de rodas. Um contraste enorme para a parte de cima em que eu via uma beleza acima do que eu esperava para um cadeirante – puro preconceito, eu sei.
Fiquei parado por um instante, surpreso — pelo impacto inesperado de encontrar alguém tão intensamente atraente ali, diante de mim, e um cadeirante. O que antes poderia me suscitar pena, naquele momento me despertou um tesão absurdo. Pensei comigo: “como eu poderia me aproximar dele com um papo despretensioso, mas demonstrar interesse sexual, de forma que se ele der sinais de que não curte, eu possa desconversar e parecer que em momento algum minha intenção era dar em cima dele?”.
Foi que então sorri e o cumprimentei e perguntei se ele era atleta. Ele me respondeu sorrindo:
— Eu? Por que tu acha que eu sou atleta? Mantendo um sorriso no rosto.
— Não sei… Me pareceu… pelos teus braços… São super fortes, grandão…
Ele me responde que eu tinha acertado, que estava treinando para ser um atleta paraolímpico, mas que ainda não tinha patrocínio, por isso tinha ficado fora dessa competição. Comentei que era uma pena ainda ter pouca visibilidade os esportes paraolímpicos, e que era minha primeira vez ali.
O cara me comentou que tinha um pix para que as pessoas pudessem contribuir com o qualquer valor para ajudá-lo de forma independente. Eu aproveitei a deixa dele e pedi a chave pix dele. Ele me dá o número de telefone dele. Perguntei se também era whats. Ao que ele responde que sim. Senti que estava ficando excitante e dúbia a conversa. Ainda num terreno que misturava inocência com malícia. Passei um valor em pix pra ele e ele agradeceu . Como eh estava muito próximo dele ele estendeu a mão e me cumprimentou apertando a minha de forma bem firme.
— Maurício, meu nome, prazer! Disse ele com uma voz grossa e amigável.
Falei meu nome também e na sequência quando eu estava confuso se ia embora do banheiro ou inventava algum outro assunto sem nexo para puxar papo, Maurício perguntou:
— Cara, tu te importa de me ajudar aqui a abrir a porta dos cadeirantes? Essa porta tá com problema. Já vim aqui mais cedo e não tá fechando por dentro. Entra aqui comigo.
Achei estranho ele me convidar pra entrar na cabine, mas fui, será que era coisa da minha cabeça ou ele percebeu que eu era viado e tava me provocando?
Ao entrar na cabine espaçosa ele trancou a porta e falou:
—Opa, agora a porta trancou! Que estranho, não tava funcionando logo mais cedo…
Ele não esperou minha reação ou resposta e já me perguntou outra coisa:
— Te importa de me ajudar aqui? Quero fazer xixi. Vou apoiar meus braços do lado da cadeira, pra subir meu quadril, e tu me ajuda baixando minhas calças?
Fingi naturalidade, embora estivesse achando aquilo muito estranho. Mas um estranho bom, se é que você me entende…
Fiz o movimento bem devagar, me abaixei na altura das pernas ele e ele como disse levantou os quadris, empurrando o apoio da cadeira pra baixo com aqueles braços musculosos. A regata de Maurício fazia com que eu visse seu peito definido, abdômen trincado e fininho… Nossa, era muito erótica a presença dele!
Quando baixei suas calças, ele estava sem cueca por baixo, o pau que estava meia bomba, de um tamanho consideravelmente grande, começou a crescer mais.
Sentia o cheiro da rola dele de perto, afinal eu estava na altura dela. Cheiro de rola de macho. Limpa, mas com cheiro de rola.
Mesmo estando super claro o que tava rolando ainda me diz de desentendido por um instante. Fiz meu rosto, próximo a boca, bater na rola dele que crescia. Pedi desculpas baixinho. Ao que ele responde baixinho que “não foi nada”. Aquele pau durão, de cabeça rosada, lindo, apontava pra minha cara. Uma baba já escorria pro lado da rola. Não pensei duas vezes e cobri ela com minha boca. Comecei a mamar vigorosamente, mas devagar. Com uma fome de rola que já tempos não me vinha. Queria que aquela fosse a melhor mamada que ele tivesse recebido na vida dele. Afinal não é todo dia que um cara tão gato me da mole assim.
Em um determinado momento da mamada, entre gemidos com aquela voz grave, que ele soltava baixinho, ele me solta essa:
— Para se não eu vou gozar. Agora monta em mim que eu quero experimentar esse cuzinho de viado.
Ele foi me guiando onde pôr os pés. Pus um em cada lado do assento da cadeira e montei em cima dele. Como fiquei receoso se ele gostava de beijar na boca, não quis tentar e que isso interrompesse aquela experiência incrível que tava rolando comigo. Comecei a cavalgar na pica dele, que mais parecia uma barra de ferro de tão dura.
Ele gemia com aquele vozeirão de macho, agarrando forte na minha cintura e me guiando pra cima e pra baixo com toda a força daqueles braços musculosos dele. Até que sem avisar ele solta um gemido de que estava gozando. Encheu meu cuzinho de leite. Em seguida que gozou, sua feição mudou, ficou sério, mas ainda educado disse:
— Sai primeiro da cabine e depois do banheiro, que só depois eu saio, beleza?
Assenti que sim. E saí levantando minhas calças. Voltando para a arquibancada ao encontro dos meus colegas sentia o leite do cadeirante escorrer perna abaixo. Um tesão enorme corria dentro de mim. Nunca vou esquecer essa experiência.
A partir disso, não consigo olhar pra um cadeirante gato sem sentir tesão e pensar como fui bobo em nunca ter cogitado que eles poderiam ser machos deliciosos de transar, safados e roludos…
