Madrugada, Maré de Desejo

Desliguei o telefone e deixei o aparelho cair sobre o criado, o som seco ecoando no quarto silencioso. Joguei-me de costas na cama, o olhar fixo no teto branco que parecia pulsar junto comigo. O silêncio do apartamento não era mais de solidão ou ausência; era um silêncio carregado, pesado, vibrante de expectativa. Sexta, sábado e domingo. Três dias inteiros. Três dias para deixar de ser a esposa exemplar, a cuidadora dedicada, a mãe responsável, e mergulhar de cabeça na lama quente e viscosa do prazer absoluto. Era para isso que eu estava aqui. Para entregar este corpo, cada orifício, cada nervo exposto, para Carlão e para quem mais ele quisesse trazer para dividir a festa.
Minha xana pulsava, latejando entre as pernas com uma insistência que não ignorava, pedindo passagem, clamando por pau, por rola, por uso. Eu sabia que o final de semana seria longo, sujo, brutal e inesquecível. A ansiedade era um veneno doce no estômago.
Como estava sozinha e o sol convidava, decidi que não poderia esperar dentro de quatro paredes. Levantei-me e escolhi o biquíni mais ousado da mala, um fio dental preto que mal cobria o essencial, feito apenas para destacar os formatos e provocar. Desci para a praia. O sol estava escaldante, um castigo divino sobre a pele, e havia poucas pessoas espalhadas pela areia. Encontrei um lugar estratégico, espalhei a canga e pedi um drink gelado ao garçom.
Deitei para bronzear, sentindo a queimadura saudável se instalar na pele, querendo ficar mais morena, lustrosa para o meu negão. Fechei os olhos sob o óculos escuros, mas sabia que estava sendo observada. O fio dental minúsculo desaparecia entre as nádegas e a peça de cima deixava meus seios à mostra, praticamente nus. Os olhares dos homens que passavam, e até de algumas mulheres, eram físicos; eu sentia o peso deles roçando meu corpo. E, em vez de me envergonhar, aquilo me deixava ainda mais com tesão. Cada olhar furtivo era uma confirmação do que eu era: uma puta em potencial, uma carne disponível. Meus pensamentos se voltavam para Carlão, imaginando a mão dele grande e escura segurando aquilo que todos ali queriam ver.
O tempo passou num borrão de calor e desejo reprimido até que o sol começou a se pôr, tingindo o céu de laranja e roxo. O vento mudou, trazendo um frescor que avisava que a noite chegava. Voltei para o apartamento, sentindo a areia grudada na pele e o sal nos cabelos. Não me dei ao trabalho de tirar o biquíni. Apenas caí na cama, exausta pela emoção do dia e pelo sol, e adormeci quase instantaneamente, ainda vestida para o pecado.
O som estridente da campainha rasgou o sono como uma navalha. Acordei sobressaltada, o coração batendo forte no peito, olhando para o relógio luminoso: três da manhã. A escuridão do quarto era total, iluminada apenas pela luz da lua que entrava pela varanda. A campainha tocou de novo, insistente. Meu cérebro, ainda embalado pelo sonho, entendeu num segundo. Era ele.
Levantei-me num pulo, ainda tonta, e corri para a porta. O biquíni de fio dental ainda estava colado ao corpo, talvez um pouco torto pelo sono. Não importava. Abri a porta e lá estava ele. Carlão. Meu Deus Grego Negro. Ele enchia a porta, alto, imponente, ombros largos, a pele escura brilhando fracamente na luz do corredor. Aquele cheiro de homem, e poder, invadiu meus pulmões e desligou qualquer lógica que restasse.
Não houve cumprimento. Não houve "oi". Eu simplesmente me joguei sobre ele. Minhas pernas se enrolaram na cintura dele, meus braços cercaram seu pescoço, e meus lábios encontraram os dele com uma fome que me assustava. Ele me segurou com facilidade, como se eu não pesasse nada, suas mãos grandes imediatamente agarrando meu rabo exposto pelo fio dental, apertando a carne com força. O gosto dele era intenso, misturado ao tabaco e à noite. Ali mesmo, na porta aberta do apartamento, com o mar salgado entrando, começamos. A língua dele invadiu minha boca, dominando, possuindo, e eu gemi baixinho, sentindo minha xana escorrer, molhando o fio dental, pronta para ser devorada.
A respiração dele é quente contra meu rosto, misturada ao cheiro de mar e tabaco. A língua de Carlão invade minha boca com uma força que me tira o chão, e meus joelhos falham, presos à cintura dele. O biquíni preto é o único obstáculo entre nossa pele, e o tecido fino parece desaparecer sob as mãos dele, que apertam minhas nádegas com fome. O mundo lá fora se apaga; só existe a pressão dos lábios dele e o som rouco da minha própria garganta, emitindo gemidos abafados que não consigo conter.
Ele afasta a cabeça de repente, mas não solta meu corpo. O olhar dele percorre o que resta do biquíni fio dental, os seios à mostra, a pele brilhando de suor e antecipação. O desejo nos olhos dele é palpável, uma coisa selvagem e urgente. Ele se inclina, os lábios roçando a orelha, o pelo do roço arranhando meu pescoço de forma deliciosa.
"Estou louco pra te trepar na praia agora," ele sussurra, a voz rouca de tesão. "Na madrugada, onde qualquer um pode nos ouvir, mas ninguém pode ver."
A palavra "praia" ressoa em minha mente, proibida e tentadora. Não penso. Apenas reajo.
"Vamos."
Ele me solta e eu corro para o quarto, trêmula. O biquíni fica no lugar, mas eu pego o vestido solto de musselina que comprei para essas ocasiões. O tecido é leve, quase inexistente, escorregando pelos meus ombros e descendo até a metade da coxa. A transparência revela o contorno exato do biquíni preto por baixo, deixando tudo à mostra para quem tiver olhos atentos. Calço os salto altos vermelhos que ele me deu, o couro firmando ao redor dos tornozelos. O som do salto batendo no assoalho de madeira é um aviso do que está por vir.
Descemos as escadas do prédio em silêncio, apenas o som de nossos passos. A madrugada está fria, mas meu corpo queima. Ao pisar na calçada, o som agudo do salto ecoa no vazio da rua. toc, toc, toc. O vestido balança ao vento, colando nas minhas coxas, e sinto o ar frio tocar minha xereca molhada através do tecido fino. Caminho alguns metros à frente dele, sabendo que está observando. Sinto-me uma puta de beira de estrada, esperando o cliente na calada da noite, expondo o corpo para o homem que me domina.
Não preciso olhar para trás para saber que ele está excitado. Sinto a presença dele se aproximar, o calor irradiando do corpo dele. Em segundos, ele está logo atrás de mim, e sinto o volume duro de sua calça roçando levemente no meu vestido, a cada passo que damos. A proximidade é tortuosa, um lembrete físico do que vai acontecer. Ele não me toca com as mãos, apenas segue, me caçando, deixando a tensão subir até eu mal conseguir respirar.
Encontramos um acesso escuro para as pedras. A areia é fofa e difícil de caminhar com os saltos, mas não me importo. Carlão me guia pela cintura, seus dedos afundando na carne do meu quadril, até chegarmos a um canto escondido atrás de grandes pedras que nos isolam do mundo. O som das ondas batendo nas pedras é ensurdecedor aqui, o cheiro de maresia e sal intenso.
Mal paramos e ele já me gira, me empurrando contra a pedra fria e úmida. O choque térmico contra minhas costas nuas me faz arquear a coluna. Ele levanta meu vestido num movimento brusco, expondo o biquíni fio dental, e puxa o cordão de um lado, soltando-o. O tecido cai na areia. Estou nua para ele, apenas com os saltos e o vestido amassado na cintura.
"Me dá esse cuzinho," ele ordena, e não há espaço para negociação. Ele cospe na mão e lubrifica o pau que já está fora, duro e pulsante.
Eu me apoio na pedra, oferecendo o traseiro, sentindo o vento frio no orifício exposto. Ele entra sem muita cerimônia, e o estiramento é imediato, uma mistura de dor e prazer intenso que me arranca um grunhido gutural. Ele não espera eu me acostumar; começa a bombear com força, as coxas dele batendo nas minhas nádegas com um som plac, plac, plac que se mistura ao mar. Meus dedos arranham a pedra lisa, procurando apoio, enquanto ele me possui ali, ao ar livre, usando meu corpo como um objeto de prazer.
Ele retira o pau do meu cu e, sem aviso, desce para a minha buceta, que já está pingando de tanto tesão. A entrada é fácil, escorregadia, e ele se aprofunda até bater no fundo. Eu gemo alto, sem medo de quem ouça, o som sendo levado pelo vento. A sensação de ser preenchida por ele, com o sal no ar e a areia nos pés, é avassaladora. Ele me puxa pelo cabelo, forçando minha cabeça para trás, e me beija de novo, um beijo de predador, enquanto continua a foder minha xana.
"Vem me chupar seu pirulito de chocolate, agora," ele diz, afastando-se e me virando.
Eu me ajoelho na areia, sentindo os grãos frios nos joelhos, e pego o pau dele na mão. Ele brilha com meus fluidos, misturados ao suor. Levo à boca e engulo tudo que consigo, sentindo o gosto salgado do meu próprio cu e de meu creme. Ele segura meus cabelos e guia o movimento, fodendo minha boca com a mesma intensidade. Eu chupo, lambo, mamo com desespero, sentindo as veias pulsando contra minha língua. Ele roça as bolas nos meus lábios, espalhando o baba e o creme, e eu olho nos olhos dele, pedindo mais.
O ritmo aumenta. Ele começa a gemer alto, e sinto o pau endurecer ainda mais na minha boca.
"Vou gozar, Carla."
"Gaze meu amor que sentir tudo"
Ele explode na minha garganta, jatos quentes e grossos escorrendo pela minha língua, e eu engulo tudo, não perdendo uma gota, sentindo o corpo dele tremer contra o meu rosto. O orgasmo dele me leva; meu corpo treme todo e sinto uma onda de prazer subir da minha barriga até a cabeça, me deixando fraca e ofegante na areia, com o gosto dele impregnado na minha boca e o mar continuando seu ritmo eterno.

Foto 1 do Conto erotico: Madrugada, Maré de Desejo

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Madrugada, Maré de Desejo

Codigo do conto:
262974

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
25/05/2026

Quant.de Votos:
3

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