— Acabou, não é. Vamos. — A voz dele é rouca, um comando que não admite discussão.
Eu me levanto, tremendo, sentindo a mistura de porra escorrendo pelas pernas e a umidade da noite. O vestido de musselina está rasgado na lateral, empapado, mas ele nem se importa. Carlão me guia de volta pelo caminho das pedras, quase me arrastando. Os meus saltos vermelhos afundam na areia fofa, e pedras tornando o caminho difícil, mas a força dele me sustenta. há romance na caminhada de volta; é pura urgência animal. Passamos pelo portão do condomínio, o silêncio da madrugada só quebrado pelo clique dos meus saltos no concreto e pela respiração ofegante que tento disfarçar.
Dentro do elevador, o espelho reflete o meu estado desgrenhado: batom borrado, cabelo solto, olhos vidrados. Carlão encosta na parede, olhando para mim com aquele olhar predatório, avaliando a mercadoria que acabou de usar e que ainda quer destruir. O elevador para, a porta se abre e ele me pega com carinho, direto para o apartamento.
Assim que a porta se fecha atrás de nós, com toda gentileza. Ele me agarra pelos cabelos e me arrasta para o quarto. Eu grito de susto, mas o som é abafado pela intensidade dele. Como um empurrão, ele me joga de costas sobre a cama. O colchão balança, e antes que eu possa reagir, ele já está em cima de mim, puxando lencois da cama.
— Vou te deixar quieta agora, putinha. — Ele murmura, com um sorriso malicioso no rosto.
Suas mãos ágeis desprendem o tecido. Ele pega as faixas de tecido e começa a amarrar meus pulsos. O nó é meio apertado, cortando um pouco a circulação, prendendo minhas mãos às grades do cabeceiro. Eu puxo, testando a resistência; estou imóvel, aberta, totalmente à mercê dele. Ele repete com os meus tornozelos, abrindo minhas pernas em um 'V' me arreganhando, expondo minha buceta ainda inchada e brilhando de lubrificação e porra dele.
Carlão se afasta por um momento e volta com uma bandeja de gelo. Meu coração dispara na garganta. O medo se mistura com uma antecipação eletrizante, formando um nó no estômago. Ele acende a vela. A chama dança, iluminando o rosto severo dele e os meus seios nus, que sobem e descem freneticamente.
— Você gosta Carla, não gosta? Vou te dar o que você pediu. — Ele diz, aproximando o cubo de gelo do meu corpo.
O choque é brutal. O gelo frio toca a pele quente do meu pescoço e desliza lentamente em direção aos seios. Eu prendo a respiração, os mamilos endurecendo instantaneamente, virando pedrinhas duras sensíveis demais. Ele circula o gelo ao redor da auréola, sem tocar no bico, torturando-me com a proximidade do frio. Meu corpo se contorce na cama, os lencois rasgando levemente a pele dos pulsos na tentativa de me libertar.
— Por favor... — eu sussurro, sem saber se peço para parar ou para continuar.
Ele ri, um som baixo e gutural. De repente, o gelo é substituído pelo calor. Ele inclina a vela. Uma gota de cera quente cai diretamente sobre meu mamilo esquerdo.
— Ai! — O grito uma mistura de dor aguda e prazer intenso que percorre minha espinha. A cera endurece rapidamente sobre a pele sensível, selando o calor.
Sem dar tempo para eu recuperar, ele volta com o gelo, passando o cubo frio diretamente sobre a cera endurecida. O contraste é explosivo. Meus nervos confundem as mensagens, enviando sinais de fogo e gelo ao mesmo tempo para o meu cérebro. Minha perna tenta fechar, mas a amarração nos tornozelos me mantém aberta, vulnerável. Carlão desliza o gelo para baixo, pela linha central do meu abdômen, deixando um rastro de água fria que se mistura ao suor.
Ele para na altura da minha xoxota. Com a mão livre, ele espalha meus lábios, expondo o clitóris pulsante. O gelo toca a carne viva e sensível. Eu arqueio as costas, levantando o quadriz da cama, desesperada por mais contato ou para fugir dele. Ele ri de novo, vendo minha desgraça.
— Olha essa putinha insaciável. — Ele cospe as palavras, degradando-me, elevando minha humilhação. — Está toda molhada de novo. Você não se cansa de ser usada, hein?
Ele leva a vela perto da minha coxa interna. A gota de cera quente atinge a pele macia, bem perto da buceta. Eu soluço, sentindo o calor se espalhar, queimando de forma deliciosa. Ele faz isso de novo, e de novo, criando uma linha de pontos quentes descendo pela minha coxa, intercalando com o gelo que ele esfrega com força logo em seguida.
Meu corpo não é mais meu; é um instrumento dele. Cada gota de cera é uma chicotada silenciosa; cada toque de gelo é um choque elétrico. A dor e o prazer se fundem em uma única onda avassaladora que me deixa tonta. Olho para ele, meus olhos suplicantes, cheios de lágrimas de prazer, e vejo apenas a satisfação dele em me ver assim, amarrada, marcada, totalmente dominada.
— É isso, Carla. Deixa eu marcar você. — Ele sussurra, inclinando a vela diretamente sobre meu clitóris exposto. — Vai queimar tão bonito.
A chama da vela dança a poucos centímetros do meu clitóris exposto, um risco de fogo que me paralisa. Seguro a respiração, os músculos do abdômen retesados em antecipação à dor que parece inevitável. O suor frio escorra pela minha testa, misturando-se com a areia que ainda gruda na minha pele. Carlão sorri, um ricto de crueldade pura que me faz tremer, mas em vez de deixar a cera cair, ele recua a mão devagar, soprando a vela e mergulhando o quarto na penumbra, iluminado apenas pelo brilho fraco da luz da rua que entra pelas frestas.
— Relaxa, cadela — ele rouca, a voz carregada de escárnio. — Ainda não é hora de queimar essa buceta toda. Primeiro, vou fazer você implorar por isso.
Ele coloca a vela de volta na bandeja com um clique metálico e seu desliza a mão até pegar o objeto pesado e preto que estava ao lado: um vibrador, com uma cabeça arredondada e flexível. Meus olhos se arregalam. O silêncio do quarto é quebrado apenas pelo som do mar lá fora e pelo zumbido grave e potente que ecoa quando ele liga o aparelho. O som é profundo, vibrando no ar, uma promessa de tortura extática.
Carlão se ajoelha entre minhas pernas abertas, amarradas aos pés da cama com os lençois. Não há para onde correr. Minha xoxota está inchada, vermelha e sensível demais depois do choque térmico do gelo e da cera, os lábios inchados pulsando em ritmo acelerado. Ele encosta a cabeça do vibrador na minha coxa interna, e a vibração percorre meu corpo como uma corrente elétrica, fazendo meus quadris se contraírem involuntariamente.
— Olha para mim — ele ordena. — Eu quero ver seus olhos quando você explodir.
Ele desliza o brinquedo para cima, lentamente, passando pelos vestígios de cera endurecida na minha pele. A vibração faz as placas de cera tremerem, uma sensação estranha e fantasmagórica que se mistura ao calor da minha pele. Quando a cabeça de borracha atinge minha entrada, eu solto um gemido abafado, mordendo o lábio inferior. A potência é brutal. Ele não está brincando; ele está usando a configuração mais alta.
— Sua buceta está toda sedenta, hein? — ele comenta, observando de perto como minha carne reage, tremendo e se abrindo sozinha. — Vou curar você com uma boa gozada.
Ele pressiona o vibrador diretamente no meu clitóris, que está protuso e dolorido. O impacto é imediato. Um grito agudo escapa da minha garganta, mas ele não recua. Pelo contrário, ele aumenta a pressão, esmagando o botão sensível contra o osso pubiano enquanto o brinquedo treme com uma certa força. Meus pés puxam as amarras, os calcanhares cavando no colchão, mas as nós de seda dos lençois não cedem. Estou completamente presa, à mercê daquela máquina sádica e do homem que a controla.
A dor se transforma em prazer de forma instantânea e avassaladora. É como se meu nervo estivesse sendo eletrocutado repetidamente. Minha visão embaça, manchas coloridas dançando diante de mim. Sinto meus músculos internos se contraindo em espasmos rápidos, tentando agarrar algo que não existe, sugando o ar, famintos.
— Isso mesmo, se contorce toda — Carlão diz, observando meu desespero. — Você não tem controle nenhum agora, sua putinha. Essa buceta é minha.
Ele move o vibrador em círculos rápidos, espalhando meu lubrificante natural, que já escorre abundantemente, misturando-se ao suor e resíduos de areia. O som squish, squish do brinquedo batendo na minha carne molhada é obsceno, alto e vergonhoso. Cada giro me aproxima mais do abismo. Sinto o orgasmo se formando na base da minha coluna, uma bola de fogo incontrolável que cresce a cada segundo.
— Não... não consigo... — eu gaguejo, a voz trêmula, arfando como um peixe fora d'água. — Vou... vou gozar!
— Então goza! — ele grita, cravando o vibrador mais força ainda, empurrando-o para dentro da minha entrada aberta enquanto mantém a pressão no clitóris. — Goza agora, sua vadia safada!
O comando é o gatilho final. Meu corpo se arqueia num espasmo tão forte que sinto minhas costas rangerem. O orgasmo atinge como uma tsunami, arrancando um urro do meu peito que ecoa pelas paredes do apartamento. Meus olhos se reviram para trás, o mundo desaparece em um branco cegante de prazer puro e brutal. Sinto um jato de líquido explodir de dentro de mim, molhando a mão dele, o vibrador e o lençol abaixo, uma ejaculação feminina forçada e incontrolável.
Mas Carlão não para. Ele mantém o vibrador no lugar, torturando meu clitóris hipersensível enquanto ondas de choque percorrem meu corpo. Eu tento me afastar, bater as pernas, fechar as coxas, mas as amarras me mantêm aberta, exposta, vulnerável àquela super estimulação cruel.
— Aguenta! — ele ruge, dominando meus espasmos com a mão livre, segurando meu quadril no lugar. — Eu não disse que pode parar!
O prazer vira dor aguda, uma tortura deliciosa que me faz chorar de frustração e êxtase. Lágrimas escorrem pelo meu rosto, misturando-se ao batom borrado. Eu sigo gozando, orgasmos múltiplos e seguidos, um em cima do outro, sem espaço para respirar. Minha mente se fragmenta, não consigo formular pensamentos, apenas sentir a vibração insaciável que me consome por dentro, me reduzindo a um pedaço de carne tremendo e chorando de prazer sob o controle absoluto dele. Ele não tira o vibrador até que meu corpo pareça uma massa inerte, completamente entregue, usada e marcada por aquele clímax devastador. Só então, lentamente, ele diminui a intensidade, deixando-me suspirando no escuro, uma ruína de mulher destruída pelo prazer.

Maravilhoso. Votado. Bjos, Ma & Lu