A primeira vez que Mateus percebeu que havia algo errado nele foi aos nove anos. Não porque tivesse machucado alguém. Mas porque observou um menino chorando no pátio da escola , com nariz sangrando, mãos trêmulas, completamente destruído e sentiu apenas curiosidade. O garoto se chamava Diego. Dois meninos mais velhos o tinham empurrado contra o muro. Enquanto os outros olhavam assustados, Mateus observava os detalhes: o sangue escorrendo devagar pela boca, o som irregular da respiração, a vergonha nos olhos.Aquilo o fascinou. Naquela noite, diante do espelho do banheiro, tentou reproduzir a expressão de preocupação da professora. Depois o olhar indignado do diretor. Depois o abraço da mãe de Diego. Aprendeu cedo que emoções eram como roupas. As pessoas escolhiam uma e vestiam. Ele aprendeu a imitá-las. A adolescência veio silenciosa. Mateus cresceu bonito de maneira discreta: magro, elegante, olhos atentos demais. Os professores gostavam dele. As mães das amigas confiavam nele. Os homens o ignoravam, até perceberem que estavam sendo observados. Aos dezesseis anos apaixonou-se pela primeira vez. Ou algo parecido. O nome dele era Caio, capitão do time de natação. Bronzeado, arrogante, cruel sem esforço. Mateus observava cada gesto escondido atrás de livros ou janelas da escola. O jeito como Caio ria. Como passava a toalha no cabelo molhado. Como encostava casualmente nos outros rapazes. Mateus desejava aquilo de um jeito que o enojava. Passou meses convencendo a si mesmo de que era inveja. Então, numa festa, sua atenção voltou-se para Caio sozinho namorando a sua garrafa de cerveja. Começou a encará-lo com um sentimento paradoxal. Primeiro porque queria estar de joelhos no meio daquelas pernas, realizando os meus sonhos eróticos, no entanto, aflito se alguém lesse os seus pensamentos. E neste misto de querer e não querer, Caio com um ar de sacana e cafajeste olhou para ele, abriu as pernas, segurou no pau que já estava duro e deu um sorriso. Isto foi como uma bomba em seu corpo que começou a aquecer da base da coluna até o topo da cabeça que emitiu um sinal que o deixou trêmulo, respiração acelerada, boca seca, mãos sem lugares e pau, pau duro latejando. Por uns instantes, foi interrompido por alguns amigos que já estavam alterados pelo álcool que corria a solto, o que demandou sua atenção quando voltou os olhos para a mesa, cadê Caio? Tal como um radar procurou por ele, quando o viu de pé perto de um pilastra, rindo da sua angustia e procura. Logo pensou, Filho da mãe!!!! ?Caio entrou no banheiro e ele foi atrás. As luzes de fora iluminavam 30% dentro do banheiro. Caio no miquitório perto da pia a qual ele fingia lavar as mãos. Quando Caio parou atrás dele, com a voz grossa, hálito quente cheio de álcool, perto do seu ouvido perguntou: tudo bem??Virou, enlaçando o pescoço de Caio, com seus braços, respondendo que sim lascando um beijo em sua boca. Foi o seu primeiro. Caio Lambeu seu rosto, chupando a sua língua e cada vez mais sentia as suas mãos o segurando e puxando para junto dele. Um beijo com desejo, como que o engolisse. Uma fome de boca e sede de saliva. Gemidos entrecortados.?De repente um vulto os assusta e desconcertados saíram do banheiro, cada um para sua mesa. ?De pau duro, foi falar com ele. Era necessário terminar o que começaram, ficaram de se encontrarem em outra ocasião. Mateus naquela Noite sentiu o mundo inteiro se partir ao meio. O desejo veio primeiro. Depois o pânico. No dia seguinte, Caio fingiu que nada tinha acontecido. Riu com os amigos. Falou sobre garotas. Nem sequer olhou para ele no corredor. Mateus passou a semana sem dormir. Na sexta-feira, chamou Caio para conversar perto da represa atrás da cidade. Ninguém soube exatamente o que aconteceu. Encontraram apenas o carro abandonado e algumas marcas de sangue perto da água. Mateus chorou no enterro. Abraçou a mãe dele. Carregou o caixão. Todos disseram que era um rapaz tão sensível. A segunda vez foi mais fácil. A terceira também. Com o tempo, matar tornou-se menos um impulso e mais um ritual. Mateus não escolhia homens por beleza. Escolhia pela sensação.Precisavam despertar nele aquele mesmo desequilíbrio: desejo, vergonha, obsessão. Executivos em hotéis. Artistas fracassados. Turistas solitários. Homens casados que buscavam segredo em bares discretos.Mateus os escutava com paciência quase amorosa.Sabia exatamente quando tocar o braço de alguém. Quando sorrir. Quando fingir vulnerabilidade.Era isso que os fazia confiar nele: a impressão de que havia tristeza escondida ali.E talvez houvesse. A polícia começou a ligar os casos anos depois.Corpos encontrados limpos demais. Sem violência excessiva. Sem sinais claros de luta.Como se as vítimas tivessem ido voluntariamente até o fim.A imprensa criou um apelido: “O Colecionador”. Mateus odiou.Soava vulgar.Ele não colecionava homens. Colecionava momentos. O instante exato em que alguém o enxergava de verdade . E precisava desaparecer por causa disso.?Ele não se via como uma pessoa má.Essa era, talvez, a única mentira em que realmente acreditava. Havia algo de meticuloso na forma como observava os outros, não apenas seus gestos, mas as pausas entre eles. O silêncio depois de uma frase. O leve tremor na mão ao segurar um copo. As pequenas falhas onde a verdade escapava. Foi assim que ele percebeu Gabriel. Não pela aparência, embora houvesse algo ali, inegavelmente atraente, quase descuidado, mas pela forma como evitava sustentar o olhar por mais de três segundos. Como se tivesse medo de ser lido.Isso, para ele, era irresistível.Não desejo no sentido comum.Era outra coisa. Mais profunda. Mais limpa. Como desmontar um mecanismo raro só para entender como funciona. Na primeira conversa, ele já sabia o suficiente. O convite foi inevitável , Gabriel aceitou . Saíram do bar e desceram até a nove de Julho . Gabriel se comportava timidamente , enquanto ele pegava a chave do quarto no Madeira Palece Hotel. Entraram no quarto, e ele puxou Gabriel e se abraçaram. As línguas se enroscaram , com os olhos fechados, suas mãos desceram pelas costas de Gabriel, alisando cada curva, cada músculo e chegaram na bunda ainda coberta . Apertou e sentiu a tenacidade daquelas nádegas, mas estava mais interessado na frente e segurou seu pau por cima das calças. Era uma rocha.Aquele pau o fez enlouquecer. Parou de beijá-lo e olhou profundamente naqueles olhos pretos e começou a beijar o pescoço daquele homem sem soltar o pau. Ele apenas levantou o rosto de olhos fechados como sentisse todo o tesão que ele estava querendo transmitir. Rapidamente Gabriel se livrou de sua camiseta. Ele aproveitou e começou a beijar o tórax, um peito liso, forte, másculo.Lambeu de uma extensão a outra e Gabriel apenas segurava levemente sua cabeça, sussurrando. Vai, vai, assim, isso, faz, lambe meu corpo todo. Aquele sussurrar o fez sentir vontade e desejo ao mesmo tempo. Seu rosto estava na frente da rola coberta pela calça jeans, instintivamente Gabriel se livrou da sua calça. Ele sentiu seu cheiro de macho.Cheiro de suor da virilha. Odor de rola, cheiro de homem. Encostou seu rosto no volume sobre a cueca e ficou acariciando e segurando nas coxas.Olhou para cima e Gabriel estava olhando para ele com uma expressão de desejo terrível. Sabia o que ele queria e sabia que iria fazer, mas primeiro queria curtir o momento e os odores. Puxou o pau pelo lado da cueca . E viu pela primeira vez o pau de Gabriel. Cabeça sem prepúcio, rosada, cortezinho bem certinho bem na cabecinha, depois um mastro branco e duro como rocha, grosso, bonito, másculo. Mesmo imprensado pela pano da cueca, ficou em riste na hora, apontando para cima.Ficou olhando para aquela maravilha, segurando com a mão esquerda como sem saber o que fazer com ele. Passou a língua bem na cabecinha que já tinha um pouco de líquido seminal, ficou brincando de chupar ou morder. Enquanto Gabriel apenas segurava na sua cabeça e gemia. Minha vez, quero ver se você aguenta, sem gozar. Disse Gabriel, jogando-o de costas na cama e arrancando sua cueca. Ele mesmo tirou sua camiseta. Quando ele engoliu seu pau, mostrando saber como chupar uma rola, Mateus viu estrelas. Gabriel sabia dosar a sucção e a velocidade. Por vezes, Mateus teve que se segurar para não gozar. Quando passou sua língua no seu cuzinho, urrou de tesão. Ao perceber isso, Gabriel começou a empurrar sua língua contra seu cuzinho, rosadinho, liso, sem nenhum pelo, para sua felicidade. Tomou as rédeas da situação, o jogou de barriga para baixo na cama. Colocou uma almofada embaixo do seu abdômen para empinar a bundinha de Mateus. Sem pressa, foi enfiando seu cacete duro e grosso no seu rabinho, alternando gemidos e grunhidos de prazer. Às vezes, Mateus o olhava por sobre um dos ombros, como quem estivesse pedindo algo. Ele entendia aquilo como um pedido para invadir de vez seu rabinho, foi o que fez. Enterrou sua lança, sem dó, e Mateus gemia mais alto. Iniciou estocadas lentas. Colocou ele dê barriga pra cima, abriu suas pernas para ver seu reguinho, e foi empurrando seu mastro para dentro. Mateus , nesta altura, de olhos fechados, só gemia e se masturbava. Começou a estocar mais rápido, e forte. Tirou a mão do pau de Mateus e começou a masturba-lo. Seu, tesão começou a aumentar muito, sem que ele pudesse controlar. Sentiu o pau de Gabriel explodir dentro dele. Mesmo assim, ele não parou. Queria que Mateus também se satisfizesse, e uns dois minutos depois ele soltou um gritinho, muito agudo, sua porra esguichou para cima como um chafariz. Sem se importar com a porra, Gabriel se debruçou sobre seu corpo e o beijou com muito carinho e satisfação. Ao terminar sugeriu que fossem tomar banho. Ele aceitou e a brincadeira continuou por mais algum tempo. E, foi assim que conheceu Gabriel. E pela primeira vez em muitos anos sentiu medo. Gabriel era diferente porque não parecia encantado por ele. Observava Mateus com uma calma estranha, quase desconfiada. Como se percebesse pequenas rachaduras sob a superfície perfeita. Isso excitava Mateus perigosamente. Começaram um caso lento. Jantares longos. Noites silenciosas. Conversas íntimas demais. Gabriel tocava nele como quem tentava descobrir alguma coisa escondida. Mateus começou a dormir mal. Começou a imaginar as próprias mãos no pescoço dele. Começou a imaginar beijando-o enquanto fazia isso. E o pior: começou a imaginar não fazendo. Aquilo era novo. Numa madrugada chuvosa, Gabriel acordou e encontrou Mateus sentado na poltrona do quarto, completamente imóvel. Você nunca dorme? perguntou sonolento. Mateus sorriu. O quarto estava escuro, exceto pela luz azul da rua atravessando a janela. Gabriel parecia irreal daquele jeito. Quente. Vulnerável. Vivo. Mateus sentiu o velho impulso subir lentamente pelo corpo. A necessidade. A fome. O desejo de destruir aquilo antes que pudesse perdê-lo. Gabriel percebeu algo no olhar dele. Algo errado. Mateus…? Por um segundo inteiro, nenhum dos dois se moveu. Depois Mateus levantou devagar. E sorriu como sempre sorria. Gentil. Elegante. Quase humano. Gabriel continuou olhando para ele na penumbra. Mateus conhecia aquele instante. O momento exato em que alguém começava a perceber. Não necessariamente a verdade inteira, ninguém jamais percebia tudo, mas alguma rachadura sob a superfície. Era sempre aí que terminava. Você estava me observando dormir? Gabriel perguntou, tentando soar leve. Mateus inclinou a cabeça. Sim. A honestidade pareceu incomodá-lo mais do que uma mentira. Gabriel sentou na cama devagar. O lençol escorregou parcialmente pelo peito, revelando a pele morna marcada pela luz azulada da chuva lá fora. Mateus desviou o olhar imediatamente. Não por pudor. Por impulso. Às vezes sentia vontade de tocar as pessoas do mesmo jeito que alguém toca um objeto raro antes de quebrá-lo. Tem alguma coisa errada com você, Gabriel disse baixo. A frase ficou suspensa entre os dois. Mateus deveria negar. Sorrir. Brincar. Mudar de assunto. Era o que sempre fazia.Mas estava cansado. Não fisicamente, ele quase nunca se sentia cansado, mas daquela repetição infinita de rostos, vozes e quartos desconhecidos. Como um ator preso na mesma peça durante anos. Você só percebeu agora? — perguntou. Gabriel não respondeu. A chuva aumentava contra as janelas do apartamento. Mateus levantou e caminhou até a cozinha. Serviu água para si mesmo apenas para ocupar as mãos. Sentia Gabriel observando cada movimento. Aquilo era perigoso.Porque parte dele queria contar tudo.Não os assassinatos. Nunca os assassinatos. Mas o vazio. A ausência absoluta de culpa. A sensação permanente de estar imitando alguém normal. O horror silencioso de desejar homens e odiar esse desejo ao mesmo tempo. Ele nunca tivera palavras para aquilo. Voltou para o quarto. Gabriel ainda estava sentado na cama, agora alerta demais. Você me assusta às vezes, confessou. Mateus sentiu algo estranho atravessá-lo. Não raiva. Não vergonha.Tristeza. Uma tristeza fina e quase elegante, como fumaça. Eu sei. Gabriel ergueu os olhos. Então por que continuo aqui? Mateus quase respondeu: Porque você ainda não entendeu o suficiente. Mas ficou em silêncio. A verdade era pior. Gabriel continuava ali porque Mateus permitia. E Mateus permitia porque, pela primeira vez, não queria terminar sozinho naquela noite. Nos dias seguintes, algo mudou entre eles. Gabriel tornou-se cauteloso. Mais atento. Mateus percebia os olhares demorados, as perguntas interrompidas no meio, o celular virado para baixo quando ele entrava no cômodo. Desconfiança. Era inevitável. Mesmo assim, continuavam se encontrando. Jantares. Conversas longas. Toques rápidos no corredor do apartamento. Como duas pessoas tentando desesperadamente fingir normalidade enquanto ouviam uma bomba prestes a explodir sob a mesa. Então Mateus encontrou a fotografia. Gabriel havia escondido dentro de um livro velho uma reportagem impressa sobre “O Colecionador”. Fotos das vítimas. Datas. Anotações feitas à caneta.E no canto da página, circulado duas vezes: “Todas as vítimas tiveram contato recente com um homem não identificado.” Mateus ficou imóvel por muito tempo. Não sentiu medo. Nem surpresa.Sentiu inevitabilidade. Como se finalmente tivesse alcançado uma cena que existia desde o começo. Quando Gabriel chegou em casa naquela noite, encontrou Mateus sentado no sofá, segurando a reportagem aberta sobre as pernas. Nenhum dos dois falou. A chuva tinha voltado. Sempre chovia nos momentos importantes, pensou Gabriel absurdamente. Mateus ergueu os olhos devagar. Calmos. Belos. Mortos. Há quanto tempo? perguntou. Gabriel permaneceu perto da porta. Eu não tinha certeza. Mas desconfiava. Silêncio. Então Gabriel disse a pior coisa possível: Eu queria estar errado. Aquilo atingiu Mateus com violência inesperada.Porque ninguém jamais quisera que ele fosse inocente. As pessoas apenas queriam sobreviver a ele. Mas Gabriel parecia genuinamente triste. Como alguém diante de uma ruína inevitável. Mateus levantou devagar. Gabriel recuou imediatamente. E esse pequeno movimento, instintivo, humano, amedrontado. Quebrou alguma coisa dentro dele. Ali estava de novo. O terror nos olhos. A distância surgindo. O vínculo apodrecendo diante dele. Mateus sentiu a velha necessidade crescer no peito como fome. Resolver. Silenciar. Apagar. Seu corpo inteiro ficou perigosamente calmo. Gabriel percebeu. — Mateus… Ele deu mais um passo para trás. Mateus avançou um. Então parou. Porque, pela primeira vez na vida, havia algo pior do que ser descoberto. Ser abandonado. Gabriel encostou as costas na porta. A respiração curta. Os olhos úmidos. O medo finalmente inteiro entre eles. Mateus observava tudo com uma atenção quase terna. Era sempre naquele momento que as pessoas se tornavam reais para ele. Quando percebiam que podiam morrer. — Eu posso te ajudar — Gabriel disse, a voz falhando. — Seja lá o que aconteceu com você… Mateus fechou os olhos por um instante. A frase soou insuportavelmente humana. Ajuda. Cura. Esperança. Como se ainda existisse alguma parte dele esperando para ser salva. Quando abriu os olhos novamente, já estava decidido. — Você não entende — respondeu com suavidade. — Não aconteceu nada comigo. E então avançou. Gabriel tentou reagir. Empurrou-o. Atingiu seu rosto. Tentou alcançar a maçaneta. Mas Mateus era mais frio do que forte. Mais preciso do que violento. Segurou seu pescoço com firmeza quase íntima, pressionando-o contra a parede enquanto Gabriel lutava desesperadamente para respirar. Os dois tropeçaram até o chão. A reportagem amassou sob os corpos. Gabriel tentou dizer alguma coisa. Talvez o nome dele. Mateus aproximou o rosto do seu, sentindo o cheiro da chuva ainda preso na roupa, o calor da pele desaparecendo lentamente sob seus dedos. E, contra toda lógica, beijou-o. Um beijo breve. Triste. Devastador. Gabriel parou de se mover segundos depois. O apartamento mergulhou num silêncio absoluto. Mateus permaneceu ajoelhado ao lado do corpo por muito tempo. Observando. Esperando sentir alguma coisa diferente. Mas o vazio voltou como sempre voltava. Calmo. Familiar. Sem fim. Duas horas depois, o apartamento estava impecável. Nenhum sinal de luta. Nenhuma digital esquecida. Nenhum vestígio emocional. Mateus vestiu o casaco escuro lentamente diante do espelho da entrada. O rosto já parecia normal outra vez. Controlado. Elegante. Bonito. Quase ninguém olharia para ele duas vezes na rua. Antes de sair, lançou um último olhar para o corpo imóvel de Gabriel no chão da sala. Havia algo cruelmente íntimo naquilo. Como se tivesse destruído a única pessoa que chegara perto de enxergá-lo de verdade. Mas até essa tristeza começava a desaparecer. Sempre desaparecia. Mateus apagou as luzes do apartamento e desceu para a rua. A cidade ainda respirava sob a chuva da madrugada: bares abertos, música distante, homens solitários fumando sob marquises, rostos desconhecidos passando sem perceber nada. Ele caminhou sem pressa entre eles. Anônimo outra vez. Num semáforo, um homem o encarou rapidamente — alto, barba escura, bonito de um jeito cansado. Mateus sustentou o olhar por alguns segundos. E sorriu. O homem sorriu de volta. Então o sinal abriu. E Mateus atravessou a rua em direção a ele.
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Texto excepcional, um erotismo de vanguarda, trazendo o perigo da noite.
O mistério é conduzido com habilidade, mantendo a tensão constante, enquanto a carga sensual da história acrescenta profundidade psicológica aos personagens e às suas relações. O resultado é uma leitura envolvente, sombria e provocativa, capaz de prender o leitor até a última página. Um conto que combina com sucesso elementos de thriller psicológico, suspense policial e erotismo, sem perder a elegância narrativa.”
Um conto irresistível para quem gosta de suspense psicológico. A mistura de mistério, sensualidade e perigo cria uma atmosfera hipnotizante. O protagonista é tão carismático quanto assustador, e cada capítulo aumenta a tensão. A ambientação nas noites de São Paulo torna tudo ainda mais intenso e realista. Uma leitura ousada, sombria e memorável.”
Este conto policial vai além do simples suspense. A narrativa mergulha em uma atmosfera noturna, sensual e inquietante, onde desejo e perigo caminham lado a lado. O autor constrói um protagonista fascinante e perturbador um serial killer que usa charme, sedução e inteligência para atrair suas vítimas pelas noites de São Paulo.
Achei o conto envolvente e muito bem construído. A trama policial mantém o suspense do início ao fim, enquanto a atmosfera sensual acrescenta uma camada extra de tensão à narrativa. O autor conseguiu criar um personagem complexo e perturbador, e o cenário noturno de São Paulo contribui para o clima sombrio e misterioso da história. Melhor conto que já li neste site .Parabens, aguardando continuação
Quando nos deparamos com um conto assim percebemos que a criatividade humana é capaz de mergulhos profundos e reveladores da alma e desejos mundanos. Memorável conto!
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