A descoberta aconteceu numa terça-feira.
Não foi uma grande revelação. Não houve perseguição nem confronto dramático.
Apenas uma caixa esquecida em um depósito pertencente a uma das vítimas.
Dentro dela havia fotografias, registros financeiros e imagens de câmeras de ato sexual um meses antes da morte do homem. Numa das imagens aparecia Mateus, conversando com a vítima,sorrindo para ela. Três dias antes do assassinato.
Augusto sentiu o estômago afundar. Continuou investigando. E encontrou mais,
outra fotografia, outro encontro, outra vítima. Outra coincidência impossível de ignorar.
No fim da noite, estava sozinho em sua sala na delegacia olhando para uma mesa coberta de documentos.
As peças finalmente se encaixavam.
Mateus não era apenas um suspeito. Era o homem que procurava havia anos.
Augusto chorou naquela noite, não por medo, nem por raiva. Mas porque uma parte dele já sabia. Talvez tivesse sabido desde o primeiro encontro. Talvez tivesse se apaixonado justamente porque reconheceu algo sombrio que não conseguia abandonar.
Antes da prisão, depois que as provas foram confirmadas e não restava mais dúvida sobre quem Mateus era, Augusto tomou uma decisão que o assombraria pelo resto da vida.
Ele não o denunciou imediatamente.
Por uma única noite, permitiu-se esquecer, ou fingir que esquecia.
Na noite seguinte à descoberta, Augusto foi até a cobertura.
Chovia. Como tantas outras vezes.
Mateus abriu a porta e percebeu imediatamente que algo havia mudado.
Não perguntou, limitou-se a observá-lo em silêncio.
Augusto entrou, tirou o casaco molhado e permaneceu alguns segundos diante da janela, olhando as luzes distantes de São Paulo.
Mateus percebeu que havia algo diferente no olhar dele.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou.
Augusto apenas se aproximou.
Segurou seu rosto entre as mãos. E o beijou. Um beijo intenso, desesperado, carregado de tudo o que não podia ser dito.
Mateus correspondeu sem hesitar.
Como se também entendesse que algo estava chegando ao fim.
As roupas ficaram pelo caminho. As palavras tornaram-se desnecessárias.
E os dois se entregaram um ao outro com uma urgência feroz, como homens tentando gravar cada sensação na memória antes de uma despedida inevitável.
Se livraram de suas roupas ali mesmo no hall de entrada, Mateus o conduziu até seu quarto , jogou Augusto em cima da cama e começou a apreciar seu corpo viril , lindo de macho. Beijou seu abdome, coxas . Como nas noites anteriores passou sua língua suavemente sobre sua glande .
Augusto se contorcia de prazer.
Mateus aproveitou e cada gota , do pré gozo que saia de sua rola, chupando o pau dele com intensidade, mas não conseguia colocá-lo inteiro na boca .
Augusto pediu que parasse , ou iria gozar .
Voltaram a se beijar , em seguida Augusto pediu para ele ficar de quatro. Levando Mateus a loucura provocando delírios quanto Augusto, passava a fode-lo com a língua .
Não resistindo mais pediu para ser penetrado.
Augusto lubrificou seu pau e o cursinho de Mateus com a própria saliva .
Mateus saboreou cada centímetro. Quando Augusto sentiu seu saco colar no seu corpo deu uma paradinha .
Após alguns segundos voltou carinhosamente a bombar de leve ,subindo o rítmico aos poucos, até chegar a foder com força e intensidade, sempre elogiando seu corpo.
Dizia que seu cusinho seria só dele e pediu para que Mateus dissesse , que ele era seu macho , o que fez sem contestar.
Mudaram de posição , Augusto queria foder Mateus de frango assado .
Tinha uma expressão linda de se ver , sua cara era de safado .
Passou a foder ferozmente e em alguns minutos Mateus sentiu uma forte contrações e gozou. . Em seguida Augusto anunciou que iria gozar , retirou seu pau e gozou na sua barriga .
Exausto deitou sobre seu corpo, ficaram assim em silêncio por alguns minutos .
Mateus evitava até em pensar.
Horas se passaram entre beijos, carícias e abraços silenciosos. Em alguns momentos, apenas permaneceram deitados lado a lado, ouvindo a chuva bater contra as janelas. Em outros, voltavam a se procurar como se o mundo pudesse acabar ao amanhecer.
Nenhum dos dois falou sobre o futuro. Nenhum dos dois mencionou a investigação.
Em determinado momento, deitados lado a lado, Augusto perguntou:
— Você me amou?
Mateus permaneceu olhando para o teto.
A pergunta parecia difícil demais até para ele.
Por fim respondeu:
— Do único jeito que fui capaz.
Augusto fechou os olhos.
Porque aquela resposta era insuficiente.
E ao mesmo tempo era a mais sincera que Mateus poderia oferecer.
Pela primeira vez, Augusto permitiu-se, amar Mateus sem reservas.E justamente por isso a dor foi ainda maior.
Quando o amanhecer começou a surgir entre os prédios,ele observou o homem adormecido ao seu lado e soube que aquela seria a última vez.
Na semana seguinte, os mandados foram assinados.
A prisão ocorreu duas semanas depois.
Discreta, sem violência, sem perseguições.
Mateus estava em um restaurante quando os policiais chegaram. Ele viu Augusto antes de ver qualquer outra pessoa.
E entendeu imediatamente. Nenhuma surpresa apareceu em seu rosto. Nenhuma tentativa de fuga. Apenas uma tristeza calma. Como alguém que finalmente alcançara um destino inevitável.
Quando os policiais se aproximaram, Mateus continuou olhando apenas para Augusto.
— Foi você — disse baixinho.
Augusto não conseguiu responder.
Mateus levantou-se sozinho.
Ofereceu os pulsos para as algemas.E permitiu que o levassem, sem resistência,sem protesto, sem desviar os olhos dele.
O julgamento ocupou jornais durante meses. As provas se acumularam. Testemunhas apareceram. Antigos desaparecimentos foram reabertos.
A cidade finalmente conheceu o homem por trás dos crimes.
Mas isso não trouxe paz para Augusto.
Todas as noites ele voltava para um apartamento vazio.E todas as noites pensava em Mateus. No sorriso, na voz, nas conversas durante a madrugada.
No homem que amava. E no assassino que havia entregado.
Um ano depois, Augusto recebeu uma carta, sem remetente, sem explicações.
Apenas algumas linhas escritas à mão.
“Você fez a única coisa que podia fazer.
Ainda assim, quando fecho os olhos, continuo vendo você.
Talvez isso seja a coisa mais próxima do arrependimento que já senti.”
Augusto leu aquelas palavras diversas vezes.
Depois guardou a carta na gaveta de sua mesa. Não porque tivesse perdoado Mateus. Nem porque tivesse deixado de amá-lo, mas porque, às vezes, as duas coisas podem existir ao mesmo tempo.





O desfecho é marcante porque evita soluções fáceis e entrega uma conclusão madura, intensa e coerente com tudo o que foi construído ao longo da história. A revelação final não apenas encerra o mistério, mas também dá um novo significado às escolhas, aos silêncios e aos sentimentos que foram se acumulando ao longo da trama. Esta serie mostra que temos vida inteligente neste seguimento.
Um final brilhante. O conto conseguiu equilibrar o suspense policial com a construção da relação entre os protagonistas sem que um elemento anulasse o outro. A revelação final foi surpreendente, mas ao mesmo tempo parecia inevitável quando olhamos para as pistas deixadas ao longo da narrativa. Raro encontrar uma história que funcione tão bem tanto como romance homoafetivo quanto como policial. Fotos e transa cheia de tesao
Final maravilhoso?!