Augusto Valença.
Quarenta e poucos anos,divorciado,Insônia crônica. Elegante de maneira cansada.
Não era o tipo de policial brutal dos filmes.
Augusto observava mais do que falava.
Tinha o hábito irritante de permanecer em silêncio até que as pessoas começassem a revelar coisas para preenchê-lo.
Trabalhava na divisão de homicídios de Polícia Civil do Estado de São Paulo há tempo suficiente para reconhecer padrões que outros ignoravam. E foi exatamente isso que chamou sua atenção nos casos do “Colecionador”.
Não a violência, a ausência dela. Os corpos apareciam limpos demais, organizados demais. Quase íntimos.
Como se o assassino odiasse desordem.
Augusto percebeu algo que ninguém mais percebeu:
as vítimas não demonstravam medo antes de morrer , confiavam em alguém.
Ele começou a estudar as vidas das vítimas obsessivamente. Executivos, Homens ricos,
solitários e frequentadores dos mesmos restaurantes, hotéis e bares discretos da noite paulistana.
E havia outro detalhe.
Todos pareciam ter mudado de comportamento pouco antes da morte:
mais felizes, distraídos, como se estivessem envolvidos em algum romance recente.
Augusto conhecia aquele tipo de euforia.
Já tinha visto em si mesmo anos antes do divórcio destruir lentamente sua vida. Foi isso que o incomodou.
O assassino não apenas matava. Seduzia.
Numa madrugada, Augusto entrou sozinho num bar em Pinheiros citado em três depoimentos diferentes.
Luz baixa, Jazz antigo, Homens bonitos escondendo solidão atrás de copos caros.
Ele pediu uísque e abriu discretamente fotos das vítimas no celular. Foi então que o bartender comentou casualmente:
— Engraçado… acho que já vi esse cara aí sentado com um cliente frequente daqui.
Augusto ergueu os olhos imediatamente.
— Cliente frequente?
— Um cara elegante. Rico. Sempre sozinho. Meio frio.
— Nome?
O bartender hesitou.
— Mateus… acho.
Pela primeira vez em meses, Augusto sentiu algo próximo de excitação.Não porque tivesse encontrado um suspeito. Mas porque finalmente encontrara uma presença.
Augusto começou a procurar Mateus pela cidade. E São Paulo ajudava homens como ele a desaparecerem.
Coberturas sem vizinhos próximos, Restaurantes reservados, Motoristas particulares e pagamentos discretos.
Mesmo assim, pequenos rastros começaram a surgir. Imagens de câmeras.
Reservas em hotéis. Funcionários lembrando de “um homem muito educado”.
Todos diziam a mesma coisa:
Ele parecia gentil. Isso perturbava Augusto profundamente.
Porque os monstros que conhecera na carreira normalmente queriam parecer poderosos.
Mateus queria parecer seguro. Era diferente, mais perigoso.
Então Augusto finalmente o viu. Num restaurante nos Jardins.
Mateus estava sozinho perto da janela, bebendo vinho tinto enquanto observava a cidade do lado de fora. Calmo, Impecavelmente vestido.
Bonito de uma maneira quase melancólica.
Nada nele parecia ameaçador.
E talvez fosse exatamente isso que tornava tudo pior.
Augusto sentou-se do outro lado do salão sem tirar os olhos dele.Mateus percebeu imediatamente. Virou lentamente a cabeça em sua direção.
Os olhares se cruzaram.
E naquele instante Augusto sentiu uma coisa estranha atravessá-lo.
A sensação desconfortável de que o homem à sua frente já entendia exatamente quem ele era.
Mateus sustentou o olhar por alguns segundos longos demais.Não desviou, não demonstrou surpresa. Apenas observou Augusto com uma calma quase curiosa, como alguém avaliando uma peça rara atrás de um vidro.
Augusto sentiu imediatamente aquele desconforto instintivo que aprendera a respeitar durante anos na polícia. Perigo.
Mesmo assim, permaneceu sentado.
Mateus ergueu lentamente a taça de vinho em sua direção num gesto discreto, quase elegante demais para ser provocação. Depois sorriu.
Augusto odiou o quanto aquele sorriso parecia normal.
Minutos depois, Mateus levantou-se para sair.
Augusto esperou alguns segundos antes de acompanhá-lo para fora do restaurante.
A noite nos Jardins estava úmida e fria. Carros deslizavam lentamente pelas ruas iluminadas enquanto grupos bem vestidos desapareciam entre bares e hotéis.
Mateus caminhava sem pressa.Como alguém que sabia estar sendo seguido —
e permitia.
Augusto manteve distância.
O problema era que, quanto mais observava aquele homem, menos conseguia encaixá-lo na imagem tradicional de um assassino. Mateus parecia…
solitário. E isso o irritava profundamente.
Serial killers deveriam ser monstruosos.
Violentos. Visivelmente quebrados.
Mas Mateus atravessava São Paulo como alguém perfeitamente integrado ao luxo da cidade:relógio caro,postura impecável,
movimentos suaves.
Um homem que garçons lembravam pelo nome.
Então Mateus entrou num bar pequeno na Rua Augusta.
Augusto entrou cerca de um minuto depois.
O lugar estava quase vazio.
Luz vermelha baixa, música antiga.
Cheiro de cigarro preso nas paredes.
Mateus ocupava sozinho uma mesa ao fundo, esperando.
Augusto percebeu isso imediatamente.
Sentiu o velho instinto policial mandar que fosse embora. Em vez disso, aproximou-se.
— Posso sentar? — perguntou.
Mateus inclinou levemente a cabeça.
— Claro, detetive.
Augusto congelou por um instante.
Mateus sorriu discretamente diante da reação.
— Você não é exatamente sutil.
Augusto sentou-se sem desviar os olhos dele. De perto, Mateus parecia ainda mais controlado. Bonito de uma maneira fria, quase artificial. Como um homem constantemente interpretando a si mesmo.
— Então você sabe quem eu sou — Augusto disse.
— Desde o restaurante.
— E mesmo assim ficou.
Mateus apoiou o copo entre os dedos.
— Fiquei curioso.
A honestidade da resposta produziu um silêncio estranho entre eles.
Augusto estudava cada detalhe:
a voz baixa, a tranquilidade absoluta,a ausência completa de ansiedade.
Inocentes ficam nervosos. Culpados também. Mateus parecia acima dessas duas categorias.
— Você costuma seguir homens sozinho à noite? — Mateus perguntou.
— Só os interessantes.
Um pequeno sorriso surgiu no canto da boca dele.
— Cuidado. Isso pode soar como flerte.
Augusto sentiu irritação imediata —
não pela provocação, mas porque parte dele percebeu que Mateus estava certo.
Havia alguma coisa perigosamente magnética naquele homem.
Algo que fazia as pessoas quererem continuar olhando mesmo quando deveriam fugir. Augusto apoiou os braços na mesa.
— Acho que você gosta de ser observado.
Mateus demorou alguns segundos para responder.
— Não. Acho que gosto quando alguém acredita que consegue me entender.
A frase pairou pesada entre os dois.
Do lado de fora, São Paulo continuava viva:
sirenes distantes, bares lotados, gente desaparecendo na madrugada.
Dentro do bar, porém, o mundo parecia estranhamente imóvel.
Então Augusto perguntou, finalmente:
— Quantos?
Mateus ergueu os olhos lentamente.
E pela primeira vez algo escuro atravessou seu rosto. Não culpa, Saudade.
Mateus sustentou o olhar de Augusto por alguns segundos antes de sorrir levemente, como se a pergunta fosse apenas uma curiosidade divertida.
— Quantos cafés eu já tomei hoje? — perguntou calmamente. — Ou quantas pessoas eu decepcionei na vida?
Augusto não sorriu.
Mateus apoiou-se melhor na cadeira, relaxado demais para alguém interrogado daquela maneira.
— Você tem o hábito de olhar para as pessoas como se já soubesse algo terrível sobre elas, detetive.
— Profissão.
— Não. Solidão.
Aquilo atingiu Augusto de forma irritante.
Porque havia verdade demais na frase.
A conversa continuou por mais de uma hora. E isso começou a incomodar Augusto.
Não porque Mateus dissesse algo suspeito, pelo contrário. Era inteligente, articulado, elegantemente vago. Deslizava pelas perguntas com naturalidade quase hipnótica. Mas havia alguma coisa errada na ausência de erros.
Mateus nunca hesitava, nunca falava demais, nunca tentava impressionar. Apenas observava. Como se estivesse estudando Augusto tanto quanto Augusto tentava estudá-lo.Talvez mais.
Em determinado momento, Mateus perguntou:
— Você sempre trabalha até tarde?
— Nem todo mundo consegue dormir tranquilo.
— Imagino que veja coisas difíceis.
Augusto tomou um gole do uísque sem responder imediatamente.
— Vejo o que as pessoas escondem.
Mateus inclinou levemente a cabeça.
— E acha que consegue perceber isso em mim?
Silêncio.
Augusto percebeu então um detalhe perturbador: já não queria apenas prender aquele homem. Queria entendê-lo. E talvez isso fosse mais perigoso.
Quando saíram do bar, a madrugada paulistana parecia mais fria.
A Rua Augusta ainda pulsava cheia de luzes, música e desconhecidos atravessando calçadas molhadas. São Paulo nunca realmente dormia; apenas mudava de rosto.
Mateus acendeu um cigarro perto da entrada.
Augusto observou o gesto, elegante, calmo,
preciso. Até fumar parecia calculado nele.
— Você me lembra alguém — Augusto disse de repente.
Mateus soltou a fumaça devagar.
— Isso é bom ou ruim?
— Ainda não decidi.
Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.
— Talvez você esteja procurando monstros muito óbvios.
Augusto aproximou-se um pouco mais.
— E você? Acredita em monstros?
Mateus demorou alguns segundos para responder.
Os carros passavam refletindo luz branca e vermelha em seu rosto.
— Acho que algumas pessoas apenas nascem vazias — disse enfim. — E passam o resto da vida aprendendo a imitar os outros.
A frase produziu um silêncio estranho entre eles. Porque, pela primeira vez, Augusto sentiu algo além de suspeita.
Reconhecimento.Não literal, não racional.
Mas aquela sensação desconfortável de encontrar alguém igualmente quebrado, apenas de uma forma diferente.
Dias depois, Augusto percebeu que pensava em Mateus com frequência excessiva. No trânsito, durante interrogatórios. Em noites de insônia no apartamento silencioso após o trabalho.
Isso o irritava profundamente.
Começou a revisar obsessivamente os arquivos das vítimas, procurando uma ligação concreta com ele.
Nada, nenhuma câmera, nenhum registro direto, nenhuma prova verdadeira.
Mateus existia apenas como presença.
Uma sombra elegante atravessando a noite paulistana.
E quanto menos Augusto encontrava, mais queria vê-lo outra vez.
A oportunidade surgiu numa quinta-feira chuvosa. Augusto saiu tarde da delegacia e encontrou Mateus sentado sozinho num restaurante aberto 24 horas perto da Avenida Paulista, lendo um livro enquanto bebia vinho. Como se tivesse sabido que ele passaria ali.
Mateus ergueu os olhos lentamente quando Augusto entrou. E sorriu daquele jeito discreto que parecia íntimo demais.
— Achei que você apareceria.
Augusto deveria ter ido embora naquela noite.
Sabia disso enquanto atravessava o restaurante em direção à mesa de Mateus.
Sabia disso quando aceitou o vinho.
Sabia disso quando permaneceu ali por horas ouvindo aquela voz baixa atravessar assuntos banais como se tudo carregasse um significado oculto.
E talvez fosse exatamente isso que o atraía.
Mateus fazia o mundo parecer mais silencioso.
Chovia quando deixaram o restaurante.
A Avenida Paulista brilhava molhada sob luzes vermelhas e brancas, carros deslizando lentamente enquanto a madrugada engolia a cidade.
— Você sempre aparece do nada? — Augusto perguntou.
Mateus colocou as mãos nos bolsos do casaco.
— Não. Só quando quero alguma coisa.
— E o que você quer agora?
Mateus olhou diretamente para ele.
Houve uma pausa longa demais para ser casual.
— Você.
Augusto sentiu o estômago apertar de maneira irritante.
Aquilo era errado em tantos níveis que deveria ter sido suficiente para fazê-lo recuar. Mas não recuou.
O apartamento de Mateus parecia ainda mais frio à noite. Luzes indiretas. Vidro,
Silêncio.
São Paulo se espalhava gigantesca além das janelas, distante e quase irreal sob a chuva.
Augusto caminhou lentamente pelo lugar enquanto Mateus servia uísque.
— Você mora como alguém que nunca pretende ficar muito tempo em lugar nenhum — comentou.
Mateus entregou o copo a ele.
— E você observa detalhes demais.
— Profissão.
Mateus sorriu levemente. Não. Obsessão.
Augusto deveria ter odiado aquilo.
Mas havia alguma coisa profundamente íntima em ser percebido daquele jeito.
A aproximação aconteceu devagar.
Olhares longos, silêncios carregados.
A tensão constante de dois homens tentando descobrir quem controlava a situação.
Augusto sentia perigo o tempo inteiro.
E talvez fosse justamente isso que o mantinha ali.
Mateus aproximou-se primeiro, tocando seu rosto com calma inesperada. Não havia pressa nele. Nem agressividade. Só atenção absoluta. Como se Augusto fosse algo raro. O beijo veio lento, contido, quase melancólico.
E Augusto percebeu imediatamente uma coisa perturbadora:
Mateus beijava como alguém acostumado a esconder emoções, não demonstrá-las.
Mesmo naquele momento havia distância.
Como se parte dele estivesse observando a cena de fora.
Sem dizer nada Mateus o conduziu para o quarto.
Assim com a sala estava impecável, não deu tempo nem de se ambientar, Mateus apagou as luzes e o jogou na cama, colocou a mão por dentro das suas calças e segurou seu pênis o friccionando para cima e para baixo, sua mão estava fria pelo gelo do copo de uísque que segurava a instantes e fez Augusto tremer com o toque. O ar estava tão escasso, ele beijava seu pescoço o mordendo em seguida. Augusto em uma virada surpreendente passou a ficar em cima de Mateus , ele sentiu o membro dele roçar o seu, um instante de consciência iria pedi para parar, mas se entregou ao desejo.
Augusto se livrou de suas roupas e seu membro saltou para fora, muito duro e ereto. Era um pau grosso e grande, sua glande era rosada, veias saltadas. Se aproximou e ajudou Mateus se despir.
Ele sentiu sua bunda ser tocada , era um toque macio e com os dedos procurava seu orifício, conforme isso acontecia por dentro ele esquentava e se tremia.
Ele começou a percorrer todo seu corpo com sua boca quente.
Em um movimento rápido o virou, aproximou seu pau dos seus lábios e imediatamente Mateus o abocanhou seu membro duro e reto engolindo até o talo como uma criança se deliciando, com um pirulito. Sentia seu pau no fundo da garganta e gemeu de prazer.
Observou pela sua cara que sentia prazer em atolar aquele cacete grande até sua garganta provocando faltar o ar.
Augusto segurava seu rosto com a duas mãos e socava seu caralho para dentro da sua boca.
Em um gesto rápido ele levantou Mateus e começaram a se beijar. Mateus começou a chupar seus lábios e sentiu sua língua invadindo a sua boca, foi um beijo longo e delirante.
Em seguida Augusto o virou de bruços e meteu a boca no seu cuzinho, molhou seu rabinho todo com sua saliva, encostou sua rola dura e quente como um ferro em brasa na sua entrada. Se jogou em cima de seu corpo e encaixou a cabeça de seu pau no cuzinho de Mateus
Deu uma estocada leve e Mateus sentiu a cabeça de sua pica invadir seu reto, sentia como estivesse sendo rasgado, involuntariamente se mexia na tentativa de escapar, Augusto o segurava e pedia calma, dando uns beijinhos leves no seu cangote. Deu uma parada e pediu para Mateus relaxar que logo ficaria gostoso, virou seu rosto de lado e voltaram a se beijar. Gradualmente retornou a bombar.
A dor começou a aliviar e o prazer voltou, Augusto percebendo começou a bombar mais forte Mateus sentia cada movimento de sua rola, cada entrada e saída do seu buraquinho.
Entraram em uma cadência harmônica em um único ritmo, Augusto também começou a gemer, demonstrando tesão.
Arrancou seu pau de dentro de Mateus e o colocou na posição de frango assado com as pernas abertas e a bunda bem escancarada. Afundou seu pau de uma única vez até o talo.
Passou a dar estocadas fortes, e começou a beijá-lo, ao mesmo tempo sentindo o gozo chegando.
Mateus sentiu sua rola vibrando, o corpo inteiro tremeu e vários jatos de porra melou seus corpos. Augusto acelerou as estocadas e gozou enchendo seu rabo de porra e desabou ao seu lado.
Depois, permaneceram em silêncio no quarto escuro.
A chuva escorria pelas enormes janelas da cobertura enquanto a cidade pulsava muito abaixo deles.
Augusto estava deitado olhando o teto quando perguntou:
— Você faz isso com frequência?
Mateus permanecia sentado na beirada da cama, fumando.
— Isso o quê?
— Fazer as pessoas se sentirem especiais.
Mateus soltou fumaça devagar.
— Funciona com você?
Augusto virou o rosto em direção a ele.
Mateus parecia bonito demais naquela penumbra: o corpo parcialmente iluminado,
o olhar distante, a expressão ilegível.
Então Augusto percebeu algo estranho.
Pela primeira vez em anos, não conseguia distinguir se estava conduzindo uma investigação, ou sendo conduzido por ela.
Nos dias seguintes, a relação entre eles tornou-se perigosamente íntima.
Jantares. Mensagens curtas durante a madrugada. Noites na cobertura observando São Paulo através do vidro enquanto conversavam sobre coisas que nunca terminavam de dizer. E sob tudo aquilo existia a suspeita constante.
Augusto ainda acreditava que Mateus escondia algo monstruoso.
Mateus sabia disso.
Às vezes parecia até gostar.
— Você me olha como se esperasse que eu confessasse alguma coisa — comentou certa noite.
Augusto acendeu outro cigarro.
— Talvez eu espere.
Mateus aproximou-se lentamente.
— E se descobrir que estava certo?
Silêncio.
Augusto sustentou o olhar dele por alguns segundos.
— Acho que o problema é que já não sei o que faria.
Pela primeira vez, Mateus pareceu realmente afetado pela resposta.
Muito pouco. Quase imperceptivelmente.
Mas Augusto viu.
E aquilo o assustou mais do que qualquer prova concreta poderia assustar.



O mistério continua instigante, com pistas e revelações dosadas na medida certa, mantendo o leitor interessado até o final. A relação entre os protagonistas é particularmente interessante, pois mistura atração, desconfiança e um perigoso jogo psicológico, tornando os confrontos entre eles ainda mais intensos.Sem esquecer da transa que foi um loucura