Siririca no Shopping

Entrei no estacionamento sem saber exatamente por quê.

Talvez fosse justamente por isso. Porque era um daqueles lugares de passagem, feitos para ninguém permanecer. Pessoas estacionavam, pegavam o elevador e desapareciam. Ninguém ia até ali para passear.

E eu estava ali apenas andando normalmente, usando quatro peças como qualquer pessoa normal (estou sendo cínica, as peças que eu estava usando eram apenas: meias, tenis, óculos e brincos).

Logo nos primeiros passos senti aquele desconforto familiar. O espaço era enorme. Fileiras e mais fileiras de vagas vazias se estendiam à minha frente. As luzes fluorescentes iluminavam tudo de forma impessoal e implacável, sem esconder nada.

O som dos meus passos ecoava pelo concreto.

Era muito estranho eu estar ali, totalmente pelada daquele jeito, naquele lugar onde pessoas normais só vão se estiverem totalmente vestidas.

Minha camiseta, que era a última peça de dignidade que eu tinha, eu tinha abandonado na entrada, que era bem longe de onde eu estava. Eu nem sabia se minha camiseta ainda estaria lá quando eu voltasse. Ela poderia voar, ou alguém poderia achar que era lixo e jogar fora (eu havia deixado ela toda amarrotada antes de abandoná-la).

Passei por alguns carrinhos abandonados. Um carro estacionado aqui. Outro mais distante. Em alguns momentos eu tinha a sensação de que alguém poderia surgir a qualquer instante e me perguntar o que eu estava fazendo ali, daquele jeito, sem ter como me explicar, e nem me vestir rapidamente.

E eu não teria uma resposta convincente.

“Estou só andando.”

Quanto mais eu pensava nisso, mais absurda a frase parecia, mais eu sentia vergonha.

Continuei caminhando.

Os corredores entre as colunas pareciam intermináveis. A cada nova fileira eu tinha a sensação de estar me afastando mais da entrada e, ao mesmo tempo, me tornando mais visível.

Se alguém aparecesse naquele momento, me encontraria ali pelada sem qualquer propósito aparente.

A simples ideia me fez acelerar o coração, que batia tão forte que dava para sentir ele batendo fortemente no peito. Minhas pernas estavam tremendo e tão moles que parecia que eu ia cair no chão de fraqueza. Minha respiração tão acelerada que quem me visse ia saber na hora o quanto eu estava com tesão. E não era só a respiração, os bicos das minhas tetas durinhos e enrugados e minha buceta depilada estava tão enxarcada que brilhava.

Cruzei a faixa de pedestres pintada no chão. As listras pretas e brancas pareciam um palco iluminado. Não havia ninguém por perto, mas mesmo assim tive a estranha sensação de estar sendo observada.

Olhei para trás.

Nada.

Olhei para frente.

Nada.

Ainda assim continuei sentindo aquela autoconsciência desconfortável, como se o próprio ambiente estivesse prestando atenção em mim.

Segui andando.

Depois encontrei o corredor que levava às esteiras rolantes.

Ali o silêncio era diferente.

As paredes claras refletiam a iluminação fria do teto. O espaço parecia limpo demais, organizado demais, vazio demais.

Eu me sentia deslocada. A única pelada a estar alí.

Todo o ambiente tivesse projetado para pessoas normais irem totalmente vestidas e eu lá, peladona.

E eu estava apenas vagando.

Passei pela entrada da esteira rolante e hesitei.

Subir ou não subir?

Parecia uma decisão ridícula.

Mas naquele momento qualquer escolha parecia ganhar um peso enorme.

Acabei subindo.

A esteira me levou lentamente para cima.

Durante a subida, fiquei olhando para o corredor vazio à frente.

E então veio aquela sensação.

A de que alguém poderia aparecer no topo a qualquer instante.

Alguém que olharia para mim e imediatamente perceberia que eu não tinha motivo algum para estar ali.

Meu coração disparou.

Continuei subindo.

Ninguém apareceu.

Quando cheguei ao topo, encontrei outro corredor vazio.

Luzes.

Paredes brancas.

Silêncio.

Mais uma vez senti uma mistura estranha de vergonha e arrependimento.

Vergonha por estar ali.

Arrependimento por ter abandonado minha camiseta sem um plano.

E, ao mesmo tempo, uma curiosa incapacidade de ir embora.

Continuei caminhando.

Passei alguns minutos percorrendo aqueles corredores sem destino.

Às vezes imaginava funcionários me observando pelas câmeras.

Às vezes imaginava que alguém surgiria atrás de uma porta e perguntaria o que eu estava fazendo.

Às vezes imaginava que eu mesma não saberia responder.

Mas ninguém apareceu.

E talvez fosse justamente isso que tornava tudo tão estranho.

O estacionamento continuava existindo ao meu redor, indiferente à minha presença.

As luzes continuavam acesas.

Os carros continuavam parados.

As esteiras continuavam funcionando.

E eu continuava andando.

Ao mesmo tempo em que meu instinto me fazia morrer de vergonha, eu rezava o tempo todo para eu ser encontrada.

Isso me encheu de tesão, e comecei uma escandalosa e barulhenta siririca, aquela siririca enxarcada que fazia tchec tchec pelo fato de minha buceta estar enxarcada, aquele cheiro de sexo se espalhando pelo local, meus gemidos saindo sem controle, e quanto mais tudo isso acontecia e me denunciava ainda mais, mais vergonha eu sentia e consequentemente mais tesão eu sentia.
De repente um cliente me viu ali pelada, batendo siririca feito uma louca, e veio em minha direção. Meus instintos começaram a gritar para eu correr e me esconder, para parar minha siririca e tentar me cobrir com as mãos, mas eu estava tão tarada com a situação que eu não iria parar por nada nesse mundo.

Ele perguntou as horas, como se nada demais estivesse acontecendo. Lembrei que minha única esperança de me vestir estava bem longe, um andar acima, mais de dez minutos caminhando, e talvez nem estivesse mais lá.

Isso tudo me fez gozar. Meu orgasmo estava sendo violento e duradouro, e quando tentei responder, eu só conseguia gemer, e ao mesmo tempo rir de vergonha. Ele não desviou o olhar, ele olhando para minhas tetas balançando e para minha siririca barulhenta. Quando meu orgasmo finalmente cessou, sobrou só aquela vergonha absurda, misturada com arrependimento e culpa, mas quem me conhece sabe que adoro sentir tudo isso. “Ele continuou no cinismo e perguntou: - o que você disse? Não entendi.” Só para sentir mais vergonha ainda respondi ao mesmo tempo em que eu mesma mexia nos bicos dos meus seios: - Olha bem para mim e veja se estou de relógio.

Ele apenas riu e foi embora, mas essa experiência marcou tão forte em minha mente que mesmo após ter acabado de gozar, mesmo já sem tesão resolvi continuar andando tranquilamente por mais lugares, peladona, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Não fui encontrada por mais ninguém, e acabei ficando cansada.

Quando finalmente resolvi voltar, encontrei minha camiseta ali jogada, do mesmo jeito que eu tinha deixado e senti um alívio imediato.

Mas também uma pequena sensação de perda.

Como se estivesse abandonando uma experiência que nunca cheguei a compreender completamente.

Saí dali sem que ninguém me abordasse.

Sem perguntas.

Sem explicações.

Sem acontecimentos extraordinários.

Apenas com a lembrança de ter caminhado pelada por um lugar enorme, silencioso e quase vazio, carregando comigo a estranha sensação de ser diferente de todo mundo, mas muito feliz... e ainda tarada.

Foto 1 do Conto erotico: Siririca no Shopping


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Ficha do conto

Foto Perfil saiopeladanarua
saiopeladanarua

Nome do conto:
Siririca no Shopping

Codigo do conto:
265155

Categoria:
Masturbação

Data da Publicação:
23/06/2026

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