O frio do final de tarde cortava minha pele, mas eu estava em um estado de hipervigilância que tornava qualquer temperatura irrelevante. Eu estava usando minha combinação especial para usar no inverno: Minha jaqueta jeans protegia meus braços, ombros e costas, mas que possuía aquela abertura frontal ampla e cruel, deixando minhas tetas completamente expostas. Meus óculos de grau estavam no rosto, minhas meias 7/8 de lã apertavam minhas coxas e as botas altas subiam quase até a raiz da minha bunda. Só essas roupas e mais nada.
Eu mentia para mim mesma que aquelas roupas eram suficientes, mas na realidade não eram. Minhas partes mais íntimas estavam expostas. A jaqueta era apenas uma moldura para as minhas tetas, que ficavam livres, balançando a cada passo que eu dava enquanto caminhávamos por um shopping lotado.
O contraste era devastador. Eu estava andando em um ambiente de consumo, cercada por centenas de pessoas vestidas com casacos, malhas e roupas pesadas. Eu era a única a estar pelada e essa situação me atingia como um soco; eu era a única safada naquele mar de inocentes. Minha vergonha subiu assustadoramente, mas, como sempre, ela não me afastou — ela me fez ficar mais consciente de minha nudez, e isso me excitou. Senti aquele "friozinho na barriga", a culpa deliciosa de estar pelada aonde não devia, enquanto meus bicos dos seios, duros, enrugados e pontudos, reagiam ao frio e ao tesão, transformando-se em duas evidências gritantes de que eu estava excitada.
As pessoas, algumas caminhavam ao meu lado e outras na minha direção com indiferença, como se a nudez elas estavam vendo, fosse a coisa mais normal do mundo. De repente, um desconhecido parou e me olhou de cima a baixo e veio em minha direção com um cinismo (fingindo neutralidade) que me fez estremecer.
— Essa parte da jaqueta tem um tecido diferente — ele disse, passando a mão em minhas tetas como se estivesse apenas sentido o tecido da jaqueta. — É engraçado como essa parte da jaqueta tem um tecido diferente. Essa parte então, é mais diferente ainda, o tecido é duro e enrugado, e está mais quente.
Senti uma vontade súbita de rir, aquela sensação de cócegas e tesão, que senti ao ser tocada nas tetas e nos bicos, aquela sensação de desespero ao mesmo tempo. Meu instinto queria desesperadamente esconder minhas tetas, tentar me encolher, sumir. Mas eu resisti. Forcei meus ombros para trás, abrindo ainda mais o peito, expondo minhas tetas ao olhar indiferente de quem passava. Essa resistência consciente, essa escolha de permanecer exposta, intensificou minha consciência de estar pelada, fazendo com que meu tato ficasse mais intenso e eu sentisse cada toque de maneira muito mais intensa, e isso aumentou o tesão que eu estava sentindo de maneira que me fez gemer incontrolavelmente.
Em seguida ele deslizou a mão para parte que ficava abaixo da jaqueta, ignorando completamente as pessoas ao redor. Seus dedos quentes e cínicos encontraram minha buceta totalmente depilada, que já estava úmida e aberta, contrastando com a lã grossa das meias e o couro das botas.
— Olha só... essa parte da roupa também é diferente, porque essa parte está molhada? E quanto mais eu toco mais molhada fica... — ele murmurou, mantendo a expressão neutra, enquanto seus dedos penetravam minha buceta ali mesmo, em um movimento descarado de vai e vem, como se fosse a coisa mais normal do mundo, no meio de todos que passavam e olhavam atônitos. — O que você está dizendo? Não estou entendendo nada...(eu tentava disfarçar e dizer algo inteligível mas não conseguia, tudo o que eu conseguia fazer era gemer.
A sensação de ser "lida" pelo ambiente, de ser interpretada como a mulher escandalosa e safada que deixa qualquer pessoa pegar nas partes íntimas e ainda por cima em público, amplificou cada centímetro do meu corpo. O que eu sentia não era apenas um intenso orgasmo; era autoconsciência. Eu queria sentir a textura da minha pele, o balanço das minhas tetas e a vulnerabilidade da minha buceta sendo invadida enquanto eu sustentava a responsabilidade de estar ali.
— Ohhh... — eu gemi, a voz baixa, lutando contra a timidez que me sufocava. — Eu... eu estou gozando... estou gozando nos seus dedos...
Confessar isso, enquanto encarava as pessoas vestidas que passavam por nós, me fez gozar, mas não foi um simples orgasmo, foi daqueles orgasmos longos e intermináveis e intensos a ponto de cada segundo parecerem horas, e tão intensos que pareciam cócegas insuportavelmente fortes que me faziam rir, gemer e soltar gargalhadas escandalosas, e isso, na frente de todo mundo, me fez sentir mais vergonha ainda.
Imediatamente após meu louco orgasmo, o arrependimento e a culpa me inundaram. Olhei para minhas botas altas, para a jaqueta com abertura nas tetas, senti minha buceta e minha bunda ainda de fora e pensei em minhas roupas normais, que estavam muito longe, há horas de distância. Olhei para a multidão, e senti que jamais deveria ter feito aquilo. Mas, enquanto eu processava esse sentimento de erro, senti o toque de outro desconhecido e a vergonha, inevitavelmente, voltou a se transformar em um tesão avassalador.